Notas iniciais
OIEEEEEEEEEE! AMANHÃ É MEU ANIVERSÁRIO DE QUINZE ANINHOS :3
é tão legal oltar a postar a história >.
*laralaralaralaaaaa* sou a branca de neve.
hm, sei lá, acabei de acordar - é que eu dormi de tarde - aí to meio zonza ainda... é.
boa noite, folks!

-O índice de mortes aumentou no Brasil. – eu disse, desenhando o gráfico – Do ano passado para esse ano, o número de acidentes de carro no Brasil aumentou em 30%. E a maioria das ocorrências foram no Rio.

-Aham, superinteressante, Sr. Killster.

-Adoraria que você não me chamasse disso, Miguel.

-Certo, certo, desculpe. Então, vai ligar para a Rebeca hoje?

Mordi o lábio.

-Você acha que foi ela? – perguntei.

-O quê? Que aumentou o número de acidentes? Não, acho que foi a bebida mesmo.

-Nossa, é só te mandar pra rehab que tudo vira culpa da bebida e das drogas, né?

-Sou um homem consciente agora.

Fazia dois anos desde que eu voltara para os Estados Unidos. Minha primeira medida foi enfiar o Miguel numa clínica de reabilitação e esperar ele ser liberado. Quando isso aconteceu, chamei-o para morar comigo, apenas para impedir que ele tivesse uma recaída. Rachel e Phillip também estavam morando conosco. Eles tomavam conta de Miguel por mim enquanto eu ficava fora, durante a semana.

-Mas você não respondeu. Vai ligar para ela?

Suspirei.

-Estou cansado. Vou dormir.

-James, um dia você vai ter que falar com a garota, ela não vai aguentar isso para sempre.

-Boa noite.

-E aquele papo de amor?

-Até amanhã!

-James!

Bati a porta do quarto.

Eu não podia ligar para a Rebeca. Não depois do acontecido...

Respirei fundo e deitei na cama, lembrando-me do dia que acordei e uma marca misteriosa aparecera em meu pescoço. Toquei-a levemente.

Minha segunda medida ao voltar do Brasil, depois de mandar o Miguel para a rehab, foi retomar os estudos de onde eu havia parado. O que não foi muito difícil, pois minha mãe se animou tanto com a ideia que logo conseguiu para mim uma vaga em Harvard. Ter dinheiro tem suas vantagens. Logo consegui um emprego num escritório perto de Harvard, mas só até que eu concluísse a faculdade, o que aconteceria em poucos meses. Estava me graduando em Direito Criminal e em breve seria um advogado.

Aos fins de semana – e feriados, como hoje –, eu voltava para minha casa em New York e tentava manter viva minha vida social.

E, entre todo o trabalho e o estudo, eu sempre arranjava um tempo para Geografia – uma vez por dia eu pesquisava casos de morte – acidentes, assassinatos ou até mesmo suicídios – em cada país do mundo em busca de um aumento drástico que indicasse a possível ação de um Killster, desenhando meus próprios gráficos comparativos de três em três meses. Caso eu descobrisse algo do tipo, tomaria medidas preventivas. Já fazia essa pesquisa desde que voltara aos Estados Unidos, e nada parecia muito diferente desde aquela época.

Apesar de todos que eu conheci, exceto por mim e Rebeca, terem sido eliminados, ainda era possível que existisse algum, cheguei a essa conclusão durante uma longa reflexão sobre como Hanaggan sobreviveu quinhentos anos, concluí que seria impossível que ele tivesse mantido sua vida sexual em repouso até o surgimento da camisinha. Ou seja, provavelmente havia mini-Hanaggans por aí.

Mas não havia achado nenhum até o momento, porém continuava procurando.

O fato do número de mortes ter aumentado no Brasil me preocupava. Talvez Rebeca tivesse perdido o controle, talvez estivesse causando os acidentes para conter sua dor. E essa possibilidade não poderia simplesmente ser descartada. Peguei o celular e disquei rapidamente o número de meu contato.

-Alô.

-Alô. É o James. Preciso falar com você.

Notas finais
meu aniversário. meu aniversário. meu aniversário. -nem é indireta pra me desejarem feliz aniversário hehe
boooooooooooa noiteeeeeeeeeeeeee