A Marca - Vingança
28 Pacto (Raquel)
Notas iniciais
Mas só a partir do próximo capítulo.
Eu só quero informar que eu realmente ia postar esse capítulo na semana seguinte ao anterior, mas o que aconteceu:
1- My Chemical Romance se separou e meu luto foi, basicamente, não entrar no computador o fim de semana inteiro.
Depois disso eu tive teste na escola, o que me fez lembrar que eu não vou mais poder postar um por semana, então talvez eu demore, e realmente espero que vocês não abandonem a fic por isso. Por que eu não vou abandonar. Por mais que eu demore, tenha certeza de que tem um capítulo vindo.
Agora leiam isso aí pq eu escrevi com muito carinho durante a aula de Geografia XD
Beijos! Espero que gostem!!
Depois de algum tempo nadando, fui resgatada por uma embarcação americana. Levaram-me de volta para a terra firme, onde fui questionada pelos federais. Expliquei-os sobre o acidente, o governo brasileiro e francês foram contatados, tal como a empresa responsável pelo voo. O governo americano disse que bancaria minha volta para o Brasil, o que achei estranhamente generoso da parte deles, mas não reclamei. Liguei para meu marido para avisá-lo que estava bem, e que voltaria para o país em breve. Combinamos que ele me encontrasse no Galeão às três da tarde, horário estimado de chegada.
E esse teria sido meu final feliz.
Eu voltaria para o Brasil, abraçaria minha filha e meu marido, e todos nós agradeceríamos por eu ter sobrevivido. E viveríamos juntos e felizes para sempre. Como um conto de fadas.
Porém, algo mais me aguardava no aeroporto, além de minha família...
"Quando desembarquei, Paulo e Rebeca ainda não estavam lá. Corri para fora do aeroporto, mal podia esperar o momento em que reencontraria minha família. Ver a felicidade e o alívio em seus olhares. Mal podia esperar para abraçá-los.
-Entre no carro e ninguém se machuca.
A voz era firme. Senti um aperto no coração e um arrepio na espinha.
-Entre no carro. — repetiu.
Senti um metal pressionado contra minha cintura. Fino demais para ser uma arma. Talvez uma faca?
-Só vou dizer mais uma vez: Entre no carro.
Respirei fundo. Mantive a calma.
Entrei no carro.
-William, dirija.
O motorista era loiro, vestia roupas pretas e usava óculos escuros. A pessoa segurando a faca era uma mulher, também loira. Bem vestida, parecia uma executiva em seu terninho preto. Seus olhos eram azuis.
-O que vocês querem? — perguntei, a voz trêmula.
-Primeiro as apresentações, Raquel! Olhe os modos! — ela sorriu — Eu sou Claire, Claire Hanaggan, a primogênita — E esse é William, meu irmão mais novo. Eu sei que parece mais velho, ele é bem alto e forte, não acha? — ela sorriu — Mas a diferença de idade não é tão grande. São exatamente um ano, quatro meses e vinte e oito dias. — seu sorriso se alargou — E três horas.
Complexo de irmão? Bom, fosse o que fosse, era assustador. Olhei para William pelo retrovisor, que mantinha a expressão séria, dirigindo.
-Não me importa quem vocês são.
-Não? Ah, desculpe. Eu pensei que você gostaria de saber o nome dos seus assassinos. Aparentemente, me enganei. Que boba, eu sou.
Gelei. Respirei fundo para me recompôr.
-Também foram enviados por meu pai?
-Charles? Não! — ela riu — Mas é bom que tenha falado dele. nos poupa bastante tempo. Então, onde ele está se escondendo?
Surpreendi-me. Não esperava aquilo.
-Eu... Desculpe, eu não faço ideia.
Ela suspirou e apoiou a cabeça em meu ombro.
-Nós temos sua filha e seu marido aprisionados em um de nossos depósitos. Se você tentar nos enrolar... Bom, digamos apenas que as consequências não serão boas. — seu tom de voz era casual, calmo, como quem está comentando sobre o clima. Aquela naturalidade me assustava — Então, onde ele está? — perguntou, levantando a cabeça.
-Eu não sei... — minha voz saiu trêmula.
Ela pegou seu telefone e discou algum número.
-Claire? — estava no viva-voz.
-Papai? Pode usar o ácido. O marido primeiro. — ela disse.
Ouvi uma risada vinda do outro lado da linha. Passos e uma porta enferrujada abrindo. Fechando. Mais passos. Respirações pesadas.
-Parece que você é o primeiro. — disse o homem que atendeu o telefone.
-Vá se foder. — era a voz de Paulo. Meu coração saltou desesperado. O homem riu.
-Amor? — chamei, falhando em esconder meu medo.
-Raquel? — ele respondeu — Não se preocupe, ok? Vai ficar tudo bem. Vai ficar tud--
Interrompeu-se com um grito. Alto. Desesperado.
-Papai! — Rebeca também estava lá.
-Paulo!
Ouço uma respiração pesada.
-Vai ficar tudo bem, amor. Não se preocupe. — era ele, sua voz estava fraca.
-Vamos tentar mais uma vez... — disse Claire — Onde está Charles?
-Eu não sei! — gritei, em prantos — Eu juro que não sei.
-Aham, certo. — ela balançou a cabeça em reprovação — Papai, talvez a garota também esteja precisando de uma limpeza de pele, o que acha?
-Acho que está certa. — disse o homem. Ouvi algo, talvez uma cadeira, sendo arrastado.
-Não toque em minha filha! — gritava Paulo.
Ouvi Rebeca chorando.
O pai de Claire ria sadicamente.
-Pare! — gritei — Pare! Por favor, não machuque minha filha! Por favor! Eu juro que não sei onde Charles está, mas eu posso descobrir para você!
-Papai, pare. — ela disse, virando para mim com a expressão séria — Quanto tempo?
-Hã?
-Quanto tempo você levaria para descobrir?
-Eu não sei, depende muito de...
-Quanto tempo? — gritou, interrompendo-me.
-Não sei! Talvez... Talvez um mês.
-Tempo demais. Pode continuar papai.
Ouvi os gritos de minha filha pelo telefone.
-Annabeth! — gritei.
-Espere. — ela disse, acho que para seu pai — O que tem ela?
Respirei fundo e sequei as lágrimas, tentando me acalmar.
-Eu estava indo visitá-la na França. Pelo que sei, está fugindo de Charles. E se está tentando evitá-lo, deve saber onde ele está.
Ela mordeu o lábio inferior, parecia pensativa.
-O que acha, Willy?
-Onde na França? — perguntou William.
-Versalhes, acho... Talves seja Marselha...
-Versalhes ou Marselha, ela não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo! — ele disse. Apesar de ter mantido o tom de voz calmo, soou assustador.
-Versalhes! Versalhes, eu tenho certeza! Ela estava em Marselha antes e se mudou para Versalhes recentemente. Está em Versalhes...
Silêncio.
-Certo. Obrigada por sua contribuição.
-E o que eu faço com eles? — perguntou seu pai pelo telefone.
-Hm... Elimine-os, é claro!
-Não! — gritei — Isso não é justo! Eu te dei a informação que você queria, certo?
-Não exatamente... — ela riu.
-Por favor, deixe-os ir! Por favor!
-Mas agora eles sabem quem somos, e isso seria um problema. Tenho certeza de que você entende.
-Você pode alterar a memória deles! Eles não vão lembrar disso, não precisa matá-los. Por favor...
-Seu marido tudo bem, ele é só um humano, mas não podemos alterar a memória de sua filha, você sabe disso.
-Rebeca não tem seus poderes ainda. Talvez nunca os tenha!
-Não podemos arriscar um 'talvez'. E quando os poderes dela despertarem? Vamos ficar sentados esperando você ensinar tudo para ela, então as duas poderão vir nos matar?
Parei para pensar. Deveria haver alguma saída...
-Se eu for embora... — comecei, hesitando — Se eu for embora, vocês os deixa viver? Eu não vou ter como ensinar nada à Rebeca e ela não será uma ameaça...
Claire mordeu o lábio novamente, pensando.
-Que garantia eu tenho de que você vai mesmo embora?
-Um pacto. — disse William — Você sabe como um pacto entre nossa espécie funciona, certo?
-Aquele que quebrar o pacto morre imediatamente. Sei. — respondi.
-Hm... É, parece interessante. — disse Claire, sorrindo — Pode ser?
Suspirei.
-Certo.
-Não! Mãe, não faça isso!
-Você, Raquel Cortez, não deve pisar em solo brasileiro novamente, ou contatar seu marido e filha de qualquer outra maneira, ou se aproximar deles, mesmo que fora do país, enquanto o pacto durar.
-E você, Claire Hanaggan, não deve tocar em minha família, ou ordenar que alguém o faça, ou ferí-los de qualquer maneira, direta ou indiretamente. Principalmente: Não pode matá-los. Dentro ou fora do Brasil, enquanto o pacto durar.
-Aquele que quebrar o pacto...
-... Morre, imediatamente.
-Ambos os integrantes concordam com as condições do pacto? — perguntou William.
-Eu concordo. — disse Claire, cortando a palma de sua mãe com uma faca.
-Eu concordo. — fiz o mesmo.
Demos um aperto de mãos, com as palmas cortadas.
-Mãe! — Rebeca gritava.
-Papai, libere-os. — disse Claire — E tenha certeza de alterar a memória deles sobre hoje.
-Faça-os acreditar que morri no acidente. Por favor.
Claire desligou o telefone.
-É agora que você sai do país. — ela sorriu — William, dirija de volta para o aeroporto.
Desculpe, Rebeca.
Esperei até chegarmos no aeroporto e comprei uma passagem para o próximo voo para fora do país.
-Obrigada por sua contribuição! — disse Claire, sorrindo.
Existe mais um detalhe sobre o pacto da nossa espécie, um detalhe que os Hanaggan devem ter esquecido, ou talvez não soubessem, mas um detalhe crucial. A não ser que a duração do pacto seja estabelecida durante a indicação dos termos, cada pacto dura seis anos.
Então em seis anos eu voltaria.
E em seis anos eu destruiria aqueles que tentaram machucar minha filha."
Notas finais
Com esse capítulo acaba o flashback da Raquel, então se você não estiver gostando, é a hora de dar graças, e se você estiver gostando é hora de me xingar, mas continuar me amando. hihihii
FELIZ PÁSCOA
beijos, meus bebês!
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