A Marca
23 Explicações (Rebeca - é, de novo)
Notas iniciais
enfim, to com preguiça de ser bêbada nas notas iniciais, então vou cantar. quem advinhar que música é essa ganha um prêmio.
There's a little creepy house, in a little creepy place. Little creepy town in a little creepy world. Little creepy girl with her little creepy face. Saying funny things that you never heard.
Abri os olhos e vi uma ruiva me encarando.
Gritei.
–O que você tá fazendo aqui?
–Foi mal te largar lá na cabana ontem, mas eu tava meio fraca e tinha que matar alguém.
Arregalei os olhos, espantada com a naturalidade com que ela dizia isso.
Liguei a TV.
Nessa manhã, Jullian Jones e sua esposa Camille, foram encontrados mortos nos fundos da mansão Jones. Apesar da semelhança com outros casos de assassinatos atuais, e até alguns antigos, a polícia alega não ser obra de um Serial Killer. Contudo, recomenda-se que todos fiquem em casa durante a noite e só saiam em grupos de três ou mais pessoas. É com você, Elizabeth.
Olhei para a minha avó.
–Que foi? O homem também precisa de um predador natural. Vampiros não existem então que sejam os mais fortes. É uma necessidade, não escolha.
–Pablo escolheu não matar.
–Porque Pablo foi idiota. Ele acabou morto, não foi?
–Atiraram nele!
–E daí? Se ele não tivesse parado de matar teria resistido ao tiro.
E no dia anterior ela estivera triste pela morte de Pablo...
Nota para mim: A transformação pode incluir distúrbios emocionais semelhantes a bipolaridade.
Vontade de matar geral, emocional alterado... Até que esse negócio de ser marcado era tipo TPM.
Revirei os olhos em resposta ao comentário da velha-jovem.
–É sério. Ah, tudo bem, não acredite. Onde estão seus óculos? – perguntou – Ontem quando a vi você estava de óculos.
Estranhei a pergunta por achar que eu estava de óculos, mas ao olhar para a cabeceira percebi que eles continuavam lá. Era peculiar que minha visão não estivesse tão ruim. Ainda um pouco embaçado ao fundo, mas melhor do que ela seria normalmente. Coloquei os óculos e percebi que Annabeth segurava meu caderno.
–Ei, alguém deixou você ler? – perguntei, pegando das mãos dela.
–Sou sua avó. Não tenho que pedir pra mexer nas suas coisas.
Revirei os olhos novamente.
–Não entendi uma coisa: Se você já desconfiava que a “marca” te causaria impulsos psicopatas, por que estranhou quando eu te contei?
–Eu esperava que estivesse errada. – disse dando de ombros.
Alguém bateu na porta. Minha avó se transformou, tomando a forma de uma garota de cabelos castanhos e olhos verde-mel, de mais ou menos 17 anos.
Fui abrir.
–Oi, bom dia, Rebeca! – era James, Marie estava ao seu lado.
–Ah, oi.
–Recebi seu recado. O que você descobriu?
Abri a boca para contar pra ele que eu tinha conhecido a ruiva da visão e que ela era minha avó, mas a ruiva/morena me interrompeu.
–Oi! – ela disse – Nada, a Rebeca não descobriu nada.
James arregalou os olhos, confuso.
–Quem é essa? – perguntou.
–É a...
–Sou a namorada dela. – ela respondeu.
–Ah, sabia que você era lésbica! – exclamou James.
–Cala a boca, James! – bati a porta na cara dele e virei pra minha vó.
–“Namorada dela”? – perguntei irritada.
–Foi mal, eu não pensei muito.
Dei um tapa no braço dela.
–Por que não queria que eu contasse pra ele o que sei?
–Ele é parente da Julliet.
–Hã?
–Eu vi nos olhos dele. Ele tem os olhos dela.
–E o que isso tem a ver?
–Nada. Só estou constatando um fato. – respondeu, voltando a sua forma ruiva.
Minha avó era retardada ou o quê?
–Certo... Vou repetir a pergunta em espanhol pra ver se você entende: Por que não queria que eu contasse pra ele?
–Isso é português.
–Para o James isso é espanhol. Agora me responde!
–Não confio na loira. – ela disse.
–Você nem conhece a loira!
–Conheço meu sexto sentido, e ele não confia na loira.
–Mas a loira é a filha do Pablo.
–E o Pablo me matou.
Parei para raciocinar tudo. Mas novamente não entendi nada.
–Como assim, mulher?
–Seguinte: Um belo dia eu descobri que tava grávida, então guardei segredo porque eu não queria que Charles soubesse, já que eu achava que ele tava me traindo com a Katherine, e eu não queria que ele ficasse com o bebê e o criasse com Katherine. Só que ele descobriu e resolveu que ia matar o bebê, porque se nossa espécie crescesse, um descendente poderia tentar roubar a liderança. Então eu fiquei foragida por um tempo no Brasil, até que o bebê nasceu e eu a deixei num orfanato e voltei pra China, que era onde estávamos na época.
Como na época da gravidez eu continuei matando pessoas, para me manter forte pelo bem do bebê, quando eu voltei ainda estava forte. E Charles aproveitou minha volta para tentar me matar. E foi quando ele me encontrou num beco e lutou comigo, até eu ficar inconsciente.Ele pensou que eu estivesse morta, mas eu sobrevivi e, quando acordei – no mesmo beco onde ele “me matara” –, eu fugi.
Julliet era a única que sabia de minha sobrevivência e, quando a mesma engravidou, ela contou a Charles que eu estava viva, em troca ele lhe prometeu que nunca a mataria, desde que ela prometesse livrar-se do bebê ou educá-lo para obedecer a ele. Charles então enviou Pablo para me matar. Mas dessa vez eles já haviam descoberto que quando parávamos de matar, tornávamos mortais, então quando Pablo me encontrou – alguns anos mais tarde – me manteve presa por um tempo. Leva cerca de 5 anos sem matar para tornarmos mortais. Ouvi dizer que estavam procurando por minha filha, para matá-la, então arranjei um jeito de fugir antes que Pablo me matasse.
–O filho de Julliet já tinha 2 filhos quando eu mesma a matei, como vingança. Um tempo depois, para evitar que o filho dela tentasse tomar a liderança, Charles o matou, junto de sua filha. Não sei o que fizeram ao segundo filho dela, mas acredito que ele esteja vivo, por isso achei que você fosse filha dela. – completou.
–Ainda assim, você começou dizendo que Pablo te matou, mas você fugiu antes que ele o fizesse. Quem te “matou” na verdade foi esse tal de Charles, que, pelo que eu entendi, é meu avô.
–Tanto faz. É, ele é seu avô. Mas acredito que ele não tenha contado aos outros...
–Certo... Vamos analisar: Você está supostamente morta e sua filha, minha mãe, está morta. Julliet, seu filho e um de seus netos estão mortos e Pablo também. Marie é filha de Pablo e, até onde você sabe, Katherine e Victor e, supostamente, Charles, não tiveram filhos.
–Charles teve sua mãe.
–Eu disse supostamente.
–Certo, desculpe.
–James é o segundo neto de Julliet! – exclamei – Ah, é tão bom me sentir inteligente de novo...
Ela revirou os olhos.
Alguém bateu na porta de novo e minha avó voltou a forma da minha namorada.
Abri, eram James e Marie.
–Oi, James.
–Nossa, isso é tipo um sonho, sabe? – ele empurrou Marie para dentro do quarto – Uma loira e duas lésbicas. Ah, eu amo Londres. Desconsiderando a morte trágica que me aguarda, só tô me dando bem aqui. Só faltava Miguel aparecer e me pagar o que me deve.
Bufei.
–Não sou lésbica. Agora entra. – puxei-o para dentro do quarto e fechei a porta.
–Ih, você também tem a marca! – exclamou James, apontando para a palma da mão da minha velha-jovem-avó-namorada.
Percebi que Marie levantou uma sobrancelha ao ver a marca da ruiva-morena, com certa desconfiança. Annabeth a encarou da mesma maneira.
E elas ficaram assim, se encarando por um bom tempo.
–Ih, acho que você perdeu sua namorada pra Marie, Rebeca. – disse James.
Bati nele.
–Ela não é minha namorada!
E foi nesse momento que a máscara caiu.
Notas finais
O FIM ESTÁ PRÓXIMO! O FIM ESTÁ PRÓXIMO!
A SEGUIR UM RESUMO DO QUE VEM NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS, NÃO LEIA SE NÃO QUISER SABER. SE LER SEM QUERER SABER NÃO ME BATA PQ VC VAI TER LIDO PQ QUIS.
se eu lembrar, no próximo capítulo vocês vão descobrir qual é a da Marie/por que ela mudou de repente e depois vão descobrir o final da história que o Pablo começou mas não terminou a três séculos atrás - ou no próximo ou no outro. aí vcs vão acompanhar o restinho da transformação da Rebeca e uma provinha da necessidade de matar, depois tem um capítulo enrolação que vai terminar começando o fim. aí vai vir o Grand Finale e o Epílogo.
-possíveis alterações podem vir a ocorrer, mas esse é o plano-
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