Notas iniciais
Boom dia povo lindo, hoje venho com mais um capítulo e um POV inédito. Espero que gostem.

Dez Anos Depois

POV Narrador

Anos depois da morte do rei, quando Annabeth e Hans tinham quinze anos, ela chamou Kristoff para morar no palácio com ela, mas ele recusou, pois preferia ter uma vida humilde á uma vida cheia de mimos e paparicos que o pudessem torná-lo gordo e preguiçoso. No início, ela se ficou chateada pela recusa, mas compreendeu que ele apenas queria ser livre e não ficar confinado num castelo. Ainda assim, todo mês ela mandava dinheiro para ele, até que quando Kristoff começou á trabalhar acabou por rejeitar simplesmente por orgulho próprio. Mas enfim, quando Hans tinha dezessete anos, Annabeth notou nele um comportamento no mínimo assustador, pois seu irmão estava cada vez mais se parecendo com o pai que um dia todos odiaram, pois Hans agora estava mais agressivo, cínico, sarcástico e para piorar, cruel. Fazia de tudo para pressionar Annabeth simplesmente por este querer o trono que dificilmente conseguiria. Depois que alguns irmãos de Hans casaram, ficaram apenas os dois, alguns irmãos e a mãe deles no castelo. Annabeth jamais se esqueceria da noite em que fora chamada ao antigo escritório de seu pai, agora pertencente á Hans. Seu irmão estava de costas para ela, observando a vista do porto um pouco abaixo de sua janela de onde quase sempre conseguia observar os pescadores separando os peixes tanto por tamanho quanto por espécie.

– O que houve Hans? – Annabeth não poderia negar para si mesma: Ela estava com medo do irmão.

– Como sabe irmãzinha, logo partirei para Arendelle. – Ele disse, ainda contemplando a vista. Em seguida se virou e ele ficou rodeando a irmã á passos curtos, como se quisesse estudar tanto as expressões faciais dela como as roupas que ela estava trajando. – Mas se eu não retornar com uma pretendente, sugiro que prepare a igreja.

Não pode ser verdade. Annabeth pensou, ela ainda não acreditara, o próprio irmão iria fazer com ela a mesma coisa que seu pai planejara havia dez anos atrás quando Hans e ela eram apenas duas crianças.

– Por que Hans? – Ela olhou para ele quase que mostrando o medo que estava a sentir ali. – Não é mais fácil você realmente se apaixonar do que enganar as pessoas?

– Ah Anna, eu realmente não acredito em amor verdadeiro. – Lágrimas escorreram pelas bochechas de Annabeth. Hans não era mais o mesmo, mas só agora ela percebeu o quão alterado ele estava daquela vez.

– Eu não quero que você faça nada que possa lhe prejudicar Hans. Importo-me com você e sabe como.

– Relaxe Anna, terei tudo sob total controle. – Dizendo isto, Hans saiu do escritório deixando Annabeth ali.

POV Hans

Se Annabeth acha mesmo que vai me fazer de idiota a obedecendo, ela está redondamente enganada. Sei exatamente o que farei para finalmente ser o rei que mereço ser e nada me impedirá de assumir o trono de Arendelle. Nada.

No dia seguinte eu embarquei num navio rumo á Arendelle sem me despedir de Annabeth, que deve ter ficado chateada pelo que fiz. Lá eu terei a quem bajular só para conseguir o que quero, e eu soube que não há apenas uma princesa em Arendelle, há duas princesas que estão ansiosas para ter um homem que as despose. Eu havia chegado ao reino havia poucos minutos e estava me instalando numa casa de veraneio perto das Montanhas do Norte quando decidi que era o momento certo de começar meu teatrinho fajuto e conquistar uma daquelas sonsas que os súditos se humilham ao chamarem-nas de “Vossa Alteza”. Quando montei em meu cavalo, que começou a descer uma ladeira que dava na direção exata do reino, me deparei com uma bela moça de uns dezessete anos cantando e dançando próximo do porto, foi então que imaginei que aquela fosse a rainha Elsa e por isso, fiz meu cavalo correr e derrubá-la em cima de um barco de madeira só para chamar sua atenção.

– Eu sinto muito, você se machucou? – Perguntei, tentando parecer o mais natural e gentil possível.

– Oi – Ela disse, meio boba. — Ah sim. – Disse ela, se recompondo do tombo. – Eu to ótima, muito obrigada por perguntar.

– Está mesmo? – Perguntei, fingindo estar preocupado. Até aqui o plano estava indo exatamente como o planejado.

– Desculpe. Eu não tava olhando pra onde ia. Mas na verdade, eu to ótima.

– Eu fico feliz. – Estendi minha mão para ela, sorrindo. E pela expressão em seu rosto, ela estava se derretendo toda, Ótimo. – Príncipe Hans das Ilhas do Sul.

– Princesa Anna de Arendelle. – DROGA DROGA DROGA!!!!!! Como eu pude ser tão burro de esbarrar na garota errada?

– Princesa? Mi lady. – Disse eu, me curvando. O cavalo reverenciou também, e com isso nós quase caímos na água até que ele percebeu o que iria acontecer e endireitou o barco e desta vez ela caiu em cima de mim amassando todo o meu uniforme de príncipe lindo.

– Ai que vergonha. – Ela disse, com as bochechas rosando de vergonha. – Você não fez nada de errado é que nós, eu quer dizer, to com vergonha. Você é lindo. – Obrigada sua tonta. – Pera aí, o quê?

– Eu gostaria de me desculpar por derrubar a princesa de Arendelle com meu cavalo e por tudo o que aconteceu.

– Não, não. Tudo bem, você até deu sorte, pois se tivesse sido a minha irmã Elsa, ela teria dado um chilique. Não sou esse tipo de princesa. Mas para sua sorte, sou só eu.

– Só você? – Perguntei, meio confuso. Então os sinos tocaram e ela correu para a Igreja, mas quando o cavalo meio que acenou para ela, eu caí na água e fiquei TODO ensopado, mas não me importei, já que eu seria o mais paciente possível só para poder conquistá-la. Retornei á vê-la durante a coroação da irmã e no baile que se seguiu.

Notas finais
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