A Maldição da Princesa de Cristal

1 A Maldição da Princesa de Cristal


Notas iniciais
Eu gostaria de postar finalizada, mas sabe como eh a vida...

Sara estava sonolenta no jardim, enquanto pensava sobre seus amigos e sentia seus olhos começarem a se fechar (ela não tinha qualquer controle sobre isso). “Eu queria plantar esse lírio azul aqui”, dizia para si mesma com a voz embargada de sono, “ele vai florescer um dia, né...” Levantando-se de supetão e batendo suas pequenas palmas juntas continuou: “vou cuidar dele todos os dias! Imagina só quando florescer, vamos ter um jardim inteiro azul! Podemos até vender algumas, não é?!”

Os olhos de Sara brilharam e ela se abaixou mais perto das mãos ágeis de Suri, que enterravam as pequenas raízes, “SIM, vamos fazer ela incrível, juntas!” Suri se levantou e se jogou em Sara com um abraço que poderia sufocar as duas, mas que em verdade só as fazia rir e rolar pela grama, além de sujar seus vestidinhos brancos (se ao menos não fosse seu aniversário hoje, não precisaria se preocupar tanto com isso... até porque era só um sonho).

“Oh! Puxa!” Sara abriu os olhos e se levantou em um pulo, sacudiu a pequena cabeça e a areia do vestido, “estou atrasada! Preciso me trocar pro meu aniversário! Minha nossa!”

Sara entrou no castelo a todo vapor e se pôs a subir a escadaria, sem achar nada muito fora do normal ouvir um sólido barulho de vidro batendo a cada passada (quando parou para pensar nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas no momento parecia tudo muito natural).

Até que ela ouviu um zumbido passar voando perto dela. Sara se virou e se deparou com uma joaninha negra. “Ah! Aí está você” a joaninha zumbiu e correu o olhar pela menina, “aií, a situação é pior do que imaginava! Vamos, não temos tempo!”

No mesmo instante, Sara reconheceu a voz, “conselheiro? É você?!” (Ela pensava que era muito esquisito um inseto tão grande como aquele falar, ainda mais com uma voz conhecida), “será que você virou um besouro...?”

A menina cruzou os braços e tentou entender o que estava acontecendo, mas o dia estava tão normal hoje mais cedo, que ela não conseguia explicar coisa alguma agora.

“Não está vendo as pintas? Sou uma JO-A-NI-NHA!”, (Sara nunca tinha visto uma joaninha preta, então era difícil para ela acreditar), “ai! Não temos tempo para isso. Vamos! Vamos!”

A joaninha se colocou atrás dela e a empurrou bruscamente em direção ao quarto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.