A Maldição da Múmia - Reboot
20 Capítulo Final - O portal.
— Eu que irei mandar você para lá. – Mark continuou arriscando golpes contra Djoser, que desviava deles em movimentos que pareciam uma dança. Djoser manipulava a lança e atacava Mark que também desviava ou bloqueava o ataque com a espada.
No outro lado do salão Prya corria com o livro que pegou na distração do general negro que arremessou Steven. Ela estava indo em direção a mesa negra quando foi agarrada pela perna por um homem grande. Era Jahra, Prya caiu e deixou o livro cair adiante então Zahra pegou o livro e estava se encaminhando para a pedra negra onde estava os outros livros.
— Não iremos mais precisar dela. – Disse Zahra para Jahra. – Pode fazer dela o que quiser.
— Deixa comigo. Já tenho ideia do que fazer.
— Termine o ritual para mim, meu amor. – Disse Djoser enquanto ainda lutava.
Zahra deu uma olhada para ele confirmando seu pedido.
— Larga ela. – Disse Dylan que veio contra Jahra e o jogou contra a parede. Largando Prya.
— Você está bem? – Dylan ajudava Prya a se levantar.
— Estou, mas aquela vadia não vai ficar. – E Prya foi em direção a Zahra que estava abrindo o livro.
— Agora somos só nós grandão. – Disse Dylan virando para Jahra. Este então tirou uma arma de um dos bolsos e começou a atirar na direção de Dylan que se esquivou atrás de uma coluna próxima a parede. – Ah vamos, sem armas, uma luta entre homens. Ou você não tem tanta coragem assim. – Nesse momento Jahra apareceu no outro lado de Dylan e o puxou. Ambos começaram a lutar com Dylan levando uma desvantagem.
No outro lado, assim que Zahra começava a proferir as palavras do livro, Prya a agarrou e jogou ela contra a parede que estava atrás.
— Agora você vai ver o que eu vou fazer contigo. – Prya entrou em posição de luta, um tanto que desajeitada. Enquanto Zahra se posicionou de um jeito que era pratica nas artes de luta. Prya avançou contra ela, mas Zahra se desviou e acertou um chute nas costas de Prya que se apoiou na parede a sua frente, sentindo uma dor.
— Vejo que não sabe muito de luta né. – Disse Zahra.
No outro lado do salão, Minkabh lutava contra os outros soldados que não participaram da cerimônia. Estavam atirando contra ele, mas conseguiu acertar dois enquanto se esquivava do tiro dos outros. Ao olhar para a porta por onde tinham vindo, viu que as múmias sacerdotes que haviam passado pelo caminho, ainda estavam perseguindo eles.
— Será que o número de inimigos pode aumentar ainda mais. – Olhou para onde os dois generais andavam em volta da luta do faraó contra Mark. Pegou uma granada e tirou o pino. – Se abaixem todos. – E jogou contra as costas de um dos generais que estavam perto dele. A explosão encheu o lugar, o general caiu no chão sem a metade das costas. – Mark, temos que ser rápidos. Desperte.
— E acha que eu estou dormindo. – Mark estava levantando do impacto da explosão. Djoser também havia caído, mas já se levantava e o general que sofreu com a granada estava caído, mas suas costas já estavam se reconstruindo. Djoser avançou contra Mark que com um giro conseguiu cortar o braço de Djoser quando este tentou acerta-lo com a lança. O faraó soltou um grito, mas logo pegou a lança com a outra mão e continuou a luta, seu braço amputado estava começando a se regenerar.
— Como lutar contra o que não se pode matar? – Perguntou Mark, tomando folego para continuar a luta contra Djoser. Parecia que o que estava mantendo em pé era uma força sobrenatural, mas sentia que podia ser morto.
— Temos que usar os livros e o receptáculo, para fazer o ritual que mandara Djoser de volta. – Minkabh se levantou e atirou nos soldados que restavam, agora só tinham as múmias atrás de si.
Prya levantou e olhou em direção aos livros. Para sua surpresa Disebek, tinha acordado após o golpe e estava lendo algumas páginas. Ela correu até ele e o empurrou. Ambos caíram alguns degraus abaixo dali.
Dylan estava lutando contra Jahra, estava mostrando sinais de cansaço, uma parte de seu rosto estava sangrando. Mas tinha conseguido ferir a boca de Jahra com alguns socos, mas este estava mostrando mais disposição do que Dylan. Então olhou para cima. – Será que não tem uma pausa. – Nesse momento uma múmia caiu perto dele. Minkabh estava lutando contra elas ali perto. Ela estava com uma adaga na mão.
— Ainda não acabamos. – Disse Jahra acertando Dylan. Este caiu e com isso o receptáculo que estava com ele rolou para longe. Jahra observou o receptáculo, mas Dylan tentou segura-lo para que não pegasse.
Com um grito Zahra apareceu diante dos livros, continuou a proferir as palavras. – Pegue o receptáculo Jahra.
Jahra ainda tentava alcançar o receptáculo, Dylan segurava a perna dele, mas Jahra deu um chute nele. Dylan soltou e Jahra foi até o receptáculo, pegou e se virou para estender para Zahra. Nesse momento o braço de Jahra caiu segurando o receptáculo. Dylan havia cortado com o braço de Jahra com a adaga que antes estava nas mãos da múmia.
— Maldito.
— Você que começou com a injustiça atirando em mim. – Disse Dylan e logo em seguida enfiou a adaga no peito de Jahra que caiu para trás, com o sangue escorrendo pelo seu corpo.
— Nãoooo – Zahra gritou até que com um baque caiu no chão. Bartolomeu tinha vindo por trás dela e acertado com um pedaço de pedra.
— Essa não, espero que não me entenda mal, mas nunca tinha batido numa mulher antes, foi questão de defesa. – Se desculpava Bartolomeu para Prya que o estava olhando, surpresa.
— Não se preocupe senhor, foi uma questão de vida ou morte. E por onde o senhor andava?
— Me escondendo, não estou 100% para combater múmias e generais de mais de dois metros.
— Temos que ajudar Mark. – Prya via a luta que se desenrolava em volta. Mark estava em uma luta difícil contra o faraó ao centro do salão. Os generais em volta, o que tinha sido atingido pela granada estava começando a se levantar, já completamente regenerado. Minkabh estava lutando contra as múmias que eram sacerdotes. Pareciam surgir mais e mais da entrada. E Dylan estava tentando arrancar o receptáculo da mão cortada de Jahra.
— Dylan jogue para cá temos que usar isso para reverter o ritual. – Fez um gesto para que Dylan se apressasse.
— Está bem preso, consegui. Segura. – E Dylan arremessou para eles. Bartolomeu conseguiu pegar e entregou para Prya.
— Certo, e agora? – Prya olhava para os livros que estava adiante dela.- Minkabh o que eu faço? – Gritou para Minkabh pudesse escutar.
— Leia o título das páginas, encontre a que leve ao mundo dos mortos e complete com a página dos outros livros. Cada página é um quebra-cabeça. – Minkabh já estava com arranhões pelo corpo e parecia que as balas de sua arma tinham acabado e ele estava partindo para o combate corpo-a-corpo. Dylan tinha chegado no mesmo andar e começou a lutar contra as múmias junto com Minkabh.
— Ainda bem que eu sei ler um pouco, mas irei precisar de ajuda.
— Eu te ajudo, cara dama. Sei ler um pouco. – E ambos começaram a abrir o livro e buscar o título que Minkabh havia falado.
No centro, Mark estava recebendo arranhões e mostrava quase entregue a luta.
— Será que podem ir rápido. – Gritou ele.
— Seus poderes temporários não são suficientes para me deter, banhado de Hórus.
- Ainda posso te matar. – Mark avançou contra Djoser. Que ordenou que um dos generais o protegesse. Este abaixou o braço e Mark o acertou fazendo o golpe voltar. Mark então se virou para o outro lado indo atrás de Djoser, que fazia andava em círculo por volta do centro do salão. E parecia debochar de Mark.
— Aqui, achei no livro dos Mortos. – Disse Prya indicando a página que estava em um dos livros.
— E eu encontrei no livro dos Sarcófagos. – Bartolomeu indicou.
— Só falta agora no livro da Pirâmide.
No outro lado, Minkabh e Dylan estavam sendo pressionados contra a parede pelas múmias.
— Achamos. – Escutaram Prya gritar do outro lado.
— Leiam. Agora. – Gritou Minkabh.
Prya então começou a mencionar algumas palavras, parava em alguns símbolos que não compreendia, mas Bartolomeu a auxiliava. Então no final, ambos pronunciaram a última palavra juntos. Quando fizeram isso Djoser olhou para eles, com um olhar preocupado.
— Pegue eles. – Ordenou Djoser para um dos generais que estavam perto deles. Este se virou, mas quando ele esticou o braço para agarrar Prya e Bartolomeu, o receptáculo que estava na mão de Bartolomeu voou de sua mão e pairou novamente acima de todos e começou a girar numa grande velocidade, um brilho envolveu ele que logo depois lançou um raio luminoso numa parede ali perto. Ali abriu-se um grande portal com runas e escritos egípcios. Todos olharam para lá.
— Fechem o portal, agora. – Ordenou Djoser, para seus generais, mas antes que pudessem fazer algo, estavam sendo sugados para dentro do portal, estavam se desmaterializando como areia ao vento. Os dois que estavam lá foram sugados rapidamente. E com um estrondo todos os outros generais que tinham voado para fora, estava atravessando o portal, vindo de todas as saídas que antes tinham passado anteriormente. Algum deles passaram por Minkabh e Dylan, tentando agarra-los, mas eles se abaixaram bem a tempo. Em outro ponto um deles passaram por Prya e Bartolomeu que estavam sentados no chão se segurando vendo tudo aquilo. Nesse momento Zahra estava se levantando, com uma das mãos na cabeça. Ao olhar ao redor para ver o que estava acontecendo. Um dos generais que estavam sendo arrastados a agarrou. Zahra gritou ao tentar se soltar dele, mas sem sucesso.
— Meu amor, Zahra nãooooo – Gritou Djoser esticando os braços com esperança de alcançar Zahra, mas logo depois ela desapareceu através do portal.
— Desista faraó, chegou hora de se livrar de você. – Disse Mark.
— Irei mata-lo, antes.
— Acho que não. – Nesse momento Mark, usou todas as forças que tinha, pode ver novamente o holograma do guerreiro egípcio, e procurou novamente imitar todos os movimentos dele. A cada investida de Djoser, ele se desviava e com um golpe mais rápido cortou um braço de Djoser, que foi sugado para dentro do portal. O local do corte não estava mais se regenerando, Djoser tentou agarra-lo com o outro braço, mas Mark o também cortou e feriu a perna dele, fazendo Djoser cair de joelhos diante dele.
— Um dia irei voltar.
— Não enquanto eu viver. E isso é pelo Steven. – E Mark cortou seu peito. O ferimento começou a se abrir e com isso Djoser foi sugado para dentro do grande portal junto com todas as suas outras múmias restantes. Quando ele passou, o portal pareceu brilhar mais intensamente. Um brilho forte, que fez Mark fechar um pouco os olhos. Quando voltou a abrir os olhos, uma figura estava diante dele. Era o guerreiro que via, mas agora não era só um holograma, estava mais real ali.
— Obrigado Mark, pude ver em você um coração puro.
— Então era você que me dava as habilidades, você que foi o verdadeiro banhado de Hórus.
— Esse título não pertence somente a mim, você é o guerreiro que impediu Djoser de voltar, também pertence a você. Mas agora temos que selar tudo, deixamos o destino escrever um próximo encontro.
— Acho melhor não.
O guerreiro riu.
— Mantenha sempre a espada com você, um guerreiro sempre está pronto.
E com um novo brilho tudo desapareceu. Estavam tudo quieto agora. Mark caiu no chão exausto, não tinha mais os poderes agora que tudo já tinha acabado. Prya veio socorre-lo. Ela levantou Mark.
— Você conseguiu. – Disse ela.
— Não, você que conseguiu, você que abriu o portal. Eu só dei um empurrão.
Prya olhou nos olhos de Mark, e ele a puxou para um beijo.
— Nossa, está tão final de contos de fada. – Disse Dylan se aproximando deles, juntamente com Minkabh. Bartolomeu apareceu perto deles logo em seguida, estava mancando ainda.
— Ambos merecem. – Disse Bartolomeu.
Mark e Prya riram e começaram a se levantar. Um grande vento encheu o lugar e tudo começou a tremer.
— Temos que sair daqui rápido a pirâmide irá mudar, faz parte do enigma após uma iniciação.
— Vamos pegar os livros. – Disse Prya, mas quando olhou para lá. Eles já tinham desaparecidos. – Mas onde estão?
— Já começou a mudança, os livros voltaram para sua origem e acho que o receptáculo foi junto. – Respondeu Minkabh.
— Vamos logo. – Mark agarrou o braço de Prya e a puxou para uma saída. Dylan ajudou Bartolomeu e Minkabh veio na retaguarda. Ao sair puderam ver Disebek sendo enterrado por algumas pedras que cainham do teto. Mark olhou para o lugar por onde Steven tinha desaparecido, a correnteza estava maior agora. Precisava sair, mas sempre lembrando do amigo.
Passaram por corredores, alguns pareciam ser os mesmos. Por um momento se sentiram perdidos.
— E agora? – Disse Mark olhando para todos os lados.
— Procurem uma saída e corram para lá, rápido. – Falava Minkabh.
— O problema é que não estou achando, como vou correr para lá.
— Ali está. – Dylan apontou para um local onde vinha uma luz, o sol de um amanhecer.
Todos correram para lá. Minkabh ajudou Dylan a carregar Bartolomeu. Mark estava correndo junto com Prya logo atrás. Ao chegarem perto da saída todos pularam, caíram alguns metros e rolaram por uma areia fofa. Pararam a alguns metros da pirâmide. Pelo lado de fora parecia que nada estava acontecendo. Apenas o sol nascente se levantando ao leste.
— Já está amanhecendo? – Disse Dylan.
— O espaço e tempo dentro da pirâmide é diferente daqui de fora. – Respondeu Bartolomeu.
— Parece que tudo terminou bem. – Concluiu Dylan.
— Quase tudo. – Disse Mark lembrando-se de Steven. Prya agarrou sua mão.
— Ele não será esquecido.
Nesse momento um forte barulho foi ouvido da pirâmide e num instante uma grande fonte de água jorrou de lá e junto com ela uma figura saiu dela juntamente com grandes caixas enroladas.
Todos correram para perto, Minkabh temeu que fosse alguém de Djoser, mas ao chegar perto teve uma surpresa. Era Steven, todo molhado, estava limpando o rosto e segurava consigo o guarda-chuva que estava amarrado por uma corda com as caixas.
— Nossa confesso que engoli muita água.
Mark abraçou o amigo junto com Prya.
— Como você conseguiu cara. Vi você sendo arremessado e cair no rio.
— Sim foi verdade, por um momento achei que iria morrer afogado, mas acabei saindo numa sala gigantesca e cheia de ouro. Procurei uma saída, mas não achei. Então pensei e se eu seguir o rio até fora da pirâmide, eu lembrava que um rio passava aqui fora vindo da pirâmide, então peguei umas caixas joguei no rio e torci para não morrer afogado. Parece que vocês conseguiram hein.
— Sim, está tudo bem agora. – Disse Mark.
— Essa não – Steven estava olhando para seu guarda-chuva, estava com um pedaço rasgado. – Achei que iria durar.
— O efeito passou, vocês dois não estão mais com os poderes a partir do momento em que os livros e o receptáculo sumiram encerrando a maldição de Djoser. – Disse Minkabh.
— Que pena, acho que terei que comprar outro. – Steven empurrou a tampa de uma das caixas e lá dentro estava algumas peças de ouro. – Não poderia perde a oportunidade.
— Nossa. – Dylan estava vislumbrado com aquilo. – Claro que você vai dividir isso né.
— Só depois de eu comprar uma van nova.
— Vamos, precisamos encontrar algum medjais de apoio e voltar. – Disse Minkabh se aproximando de Mark. – Quero agradecer a você, tudo foi possível por que você aceitou a vir. – E estendeu a mão para ele.
— Não tem de que. Pude rever meu tio, conheci uma pessoa especial para mim agora. – Olhou para Prya. – E de quebra salvei o mundo. Que aventura melhor que essa. – Apertou a mão de Minkabh de volta.
Ao horizonte pode ver um pequeno caminhão vindo em direção a eles. Todos caminharam até o encontro dele. Encontraram lá dentro alguns membros da Ordem dos Medjais. Steven entrou e ajudou a carregar o caminhão com as caixas, junto com Dylan, não permitindo que os medjais olhassem demais. Bartolomeu sentou na frente com Minkabh dizendo ter muita história para escrever em um possível livro. E Mark ficou observando o horizonte, vendo que sua vida teve uma reviravolta, uma reviravolta do destino. Prya veio e sentou-se ao seu lado, ele a abraçou e deu um beijo. E tudo seria diferente.
Fale com o autor