A Maldição Dos Gêmeos Acker
4 Capítulo 3

Acordei mais uma vez em um sobressalto, olhando assustada para todos os lados identifiquei que ainda estava em meu quarto. Respirei fundo tentando me acalmar do pesadelo que acabara de ter.
O quarto ainda estava escuro, apenas a fraca luz do luar que passava por minha janela dava uma leve iluminação ao lugar. Olhando para o relógio em cima da cabeceira vi que ainda eram quatro da manhã, e provavelmente não conseguiria dormir novamente.
Mais uma vez respirei fundo, já me acalmando um pouco, porém meu corpo ficou rígido com sons estranhos que vinham de baixo da cama, era como se algo se rastejaste pelo piso de madeira. Assustada me enrolei no cobertor que me cobria, como se ele fosse me proteger de qualquer mal.
Algo respirava pesado lá embaixo, ouvia seu corpo se contorcer e se rastejar cada vez mais perto. Tremendo apertei fortemente meu lençol, encarando fixamente o chão escuro do quarto, não me atrevendo a sair do lugar, ou olhar em baixo da cama, nem mesmo a se aproximar da beirada do colchão.
Automaticamente meu cérebro começou a criar paranoias do que poderia ter ali no escuro, fazendo com que minha ansiedade também atacasse. Repentinamente o quarto ficou em silencio novamente, depois de algum tempo sem acontecer nada eu já me convencia de que era apenas minha imaginação me pregando uma peça, porém o panico voltou quando vi uma pequena mão pálida surgir do escuro e agarrar meu colchão. Com um grito preso em minha garganta eu me encolhi ainda mais na cama, sem tirar os olhos aterrorizados da mão que afundava seus dedos no colchão. O panico atacou assim que aquela coisa se rastejou para minha cama, olhos fundos e negros penetraram intensamente os meus, os cabelos negros caiam sobre seu rosto pálido como a de um defunto, a fraca luz do luar que passava pela janela iluminava seus contornos, me fazendo reconhecer ser uma garoto aparentemente de minha idade. Assim que ele se rastejou até mim o grito preso em minha garganta finalmente saiu, me afastei e logo bati as costas na cabeceira da cama, dando chances para ele se aproximar mais, ele estendeu sua mão até mim, com medo do que estava por vir eu afundei meu rosto nos lençóis, chorando em panico e medo.
Ouvia um movimento do outro lado da casa, provavelmente mamãe se preparando para vir até meu quarto. Gritei muito mais quando o colchão ao meu lado afundou, e uma respiração pesada se aproximou de meu ouvido, e foi ai que ouvi a porta do quarto se abrir e a voz de mamãe perguntando o que tinha acontecido. Levantei o rosto, tendo a luz forte incomodando meus olhos, olhando entre mamãe e o lugar vazio onde a coisa se encontrava antes. Mamãe veio até mim e me abraçou fortemente enquanto lagrimas de medo e alivio transbordavam de meus olhos, apenas conseguia repetir diversas vezes uma unica palavra.
"Pesadelo"
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