A Maldição Do Dragão

31 Encarando a Verdade...


Notas iniciais
Olá! Como estão? Mais um capítulo pra vcs. Espero que gostem. Perdoem qualquer erro, mas estou super ocupada. Trabalhando hoje, ninguém merece!

POV Kenna

– Acorde.– Ouço uma voz ao longe me ordenar. — Vamos Kenna, acorde.– Abro os olhos e dei de cara com Aaminah. Olho ao redor e percebo que não estou mais no barco. Estou no campo de tulipas?- É um de seus lugares favoritos não é?– Aaminah afirma.

– Onde nós estamos exatamente? A um segundo atrás estávamos no barco.– Falo surpresa.

– Você está morta. E nós estamos dentro do seu mundo.– Aaminah fala com sua voz infantil. É difícil acreditar em alguém com essa aparência.

– Por que?– Ela me pergunta e eu me assusto. — Por que é tão difícil pra você confiar em mim?

– Eu...– Tento dizer mas não sei o falar.

– Você deveria confiar em si mesma.– Ela diz por fim, me deixando mais confusa.

– O que você quer dizer com isso? - Fico brava com ela, não tenho tempo pra joguinhos, mas espera ela disse que estou morta! — Eu estou morta? Como?

– Primeiro você se ofereceu em sacrifício, sabia que isto iria acontecer...– Asminah tenta explicar.

– Sim mas, não esperava que fosse tão rápido...– Tento falar novamente, mas dessa vez Aaminah me interrompe.

– Segundo...– Ela enfatiza pra me fazer calar.- Eu sou você agora. E antes que me pergunte como é possível...– Ela diz quando ia justamente perguntar isso. — Como eu disse antes, sou um ser etéreo e represento a pessoa que você é por dentro. Por isso neste momento eu sou você.

– Quer dizer que por dentro eu sou uma garotinha?– Como pode? Uma garotinha frágil, indefesa e irritante.

– Exatamente.– Aaminah confirma.

– E então? O que vamos fazer agora? — Pergunto ansiosa. — Tem algum teste pra eu fazer ou um desafio?

– Não.– Ela diz simplesmente.

– E como vamos saber se eu sou forte ou fraca? Se eu sou digna de navegar no Rio Dourado?– Questiono já perdendo a paciência.

– Eu já sei tudo o que preciso saber. Olhei seu coração e lamento informar que você fraca, não é digna de receber as dádivas do Rio Dourado.– Aaminah fala tranquilamente, como se não fosse algo importante.

– Você é maluca?– Eu grito com o ser etéreo. — Como você pode decidir isso assim, sem nem fazer um teste?

– Não é preciso testes.– Aaminah continua tranquila. — Já lhe disse que sei tudo o que preciso saber.

– O que você sabe?– Grito furiosa. — Você não sabe nada sobre mim!

– Olhe para mim.– Ela ordena. — Eu sou você não está vendo? Sou o que você é por dentro. Uma garotinha frágil, indefesa e irritante.

– Você está usando meus pensamentos contra mim?– Digo sem entender o que está acontecendo.

– Seus pensamentos fazem parte de quem você é.– Afirma Aaminah.

– Isto não está certo, eu não sou assim. — Falo com firmeza.- Eu não vou aceitar este julgamento.

– Então você acha que é forte?– Aaminah sorri.

– Sim!– Afirmo confiante -Eu sou!

– Não, você não é!– Ela diz em tom baixo -Pare de tentar enganar a si mesma, não pode negar a verdade. Você é fraca.

– Por que você está fazendo isso?– Pergunto olhando firmemente em seus olhos. - Você sabe o que vai acontecer se eu não destruir o Coração de Ônix? A maldade prevalcerá e todos serão corrompidos.

– Eu sei disso, mas tudo o que eu quero é voltar pra casa.– Aaminah diz em voz de choro. O que ela está dizendo? Não faz sentido!

– Mas do que você está falando?– Eu grito com ela. Agora perdi a paciência de vez!

– Eu quero voltar pra casa, voltar pro meu pai. Quero que tudo seja como antes. - Ela diz isso já chorando, como uma criança perdida. E eu fico sem reação.

– Onde é a sua casa? Me diz que eu te levo. — Eu me agacho pra ficar na altura dela. Acho que ela é só uma criança mesmo.

– Mesmo? Podemos voltar pra casa?– Aaminah fala tentando parar de choras. — Podemos voltar pro voltar pro papai?

– Voltar pro papai? Mas o que?– Pergunto, mas já sei a resposta. — Entendo. Você sou eu e tudo o que eu quero é voltar pra casa.

– Sim. Vamos? Vamos pra casa?– Ela me pergunta esperançosa.

– Não podemos.– Falo calmamente, tudo faz sentido agora. — Tudo o que eu mais queria era voltar pra casa, correr pro papai como fazia quando sentia medo e ele cuidava de mim. Mas não posso fazer isso, muitos dependem de mim, dependem da minha coragem e força.

– Eu entendo.– Ela sorri. — Temos que ser fortes. — E dizendo isso, ela me toca no peito novamente.


* * * * * *

– Você está viva!– Minna grita e abraça forte.

– Não por muito tempo se você continuar apertando ela!– Luc fala tirando Minna de cima de mim.

– Não seja chato. Só estou aliada porque se ela morrer todos vamos ser corrompidos! - Ela diz divertida e eu sorrio ao ver que estou de volta no barco. É bom estar com eles.

– O que aconteceu Kenna?– Feo se agacha e eu percebo que estou sentada no chão. — Nos deixou muitos preocupados, por um segundo você pareceu estar morta.

– Um segundo?– O olho sem entender. — Fiquei pelo menos cinco minutos conversando com Aaminah.

– Ela pode manipular o tempo, este é o território dela.– Aurora se pronuncia, ela está um pouco distante. — Mas se você está viva , então suponho que passou no teste.

– E você não parece nem um pouco aliviada. — Afirmo me levantando. — E muito menos surpresa.

– Isto é porque já sabia que você passaria.– Ela diz com sua calma de sempre.

– O que nós vamos fazer agora?– Élio intervem, vendo meu descontentamento com Aurora. Ela pode Lady e parecer boazinha, mas eu sei que está só me usando pra salvar seu próprio povo, sem se importar com mais nada. — Aaminah desapareceu logo após você ficar inconsciente. Por acaso ela lhe disse como navegar no Rio Dourado?

– Ela não falou nada sobre isso . — Digo e todos parecem decepcionados .- Mas eu sei exatamente o que fazer, sei como navegar neste rio.

– Como pode saber se ela não disse?– Luc pergunta com sua ingenuidade de sempre.

– É simples priminho.– Afirmo sorrindo — Eu sou incrível.

Notas finais
Não é dos melhores, mas já tava na hora de Kenna encarar a si mesma. Bjinhos...