Notas iniciais
Demorou, mas saiu. Agora esta ficando meio difícil eu arranjar tempo para escrever, então pode ser que demore um pouco para os capítulos ficarem prontos, como foi o caso deste. Espero que gostem. ;)

Era uma campina escura, uma garota corria pelas sombras a procura de algo.

- alguém está ai? – perguntou a garota.

Nenhuma resposta veio, ela estava assustada. A garota usava um longo vestido de noiva, ele estava sujo de sangue, próximo ao seu peito, na cabeça usava um véu, ele estava rasgado e sujo de lama. Ela era pálida, tinha os cabelos negros enrolados até a cintura, os olhos azuis, agora cheios de lágrima.

Ela começou a chorar, abaixou a cabeça e chorava sem parar. Até uma voz sussurrar a sua volta, vinha da floresta, ela levantou em meio à neblina densa e tentou seguir a voz, ela dizia...

— Anabela... Anabela... – a voz seguia cada vez mais distante.

Então ela entrou na floresta, e sumiu com a noite fria.


Na manhã seguinte, Danielle acordava com o barulho das crianças correndo e brincando pelo jardim. Ela olhou para o relógio digital ao lado de sua cama, marcavam 09h30min.

Ela deitou de peio pra cima, ficou olhando para o teto tentando lembrar claramente do sonho estranho que ela sonhara.

“Anabela, Anabela” quem seria? Ela não poderia ter inventado, estava perfeito de mais. Ela levantou e disse em voz alta.

- Incontestável – Uma vez ela lera em um livro, que se dissesse essa palavra depois de um sonho ruim, esse sonho seria esquecido. Então levantou, sorriu ao pensar na coisa boba que ela fizera há alguns segundos antes. Olhou em volta, Dorys e Amber já haviam levantado.

Depois de se arrumar, ela vestiu um casaco e sai do quarto. Desceu as escadas sem nenhuma pressa, os gritos das garotas, brincando, continuavam a soar, ela apenas riu novamente. Chegando ao refeitório, Marta estava sentada tomando café com algumas das empregadas.

— Bom dia – disse Danielle chegando perto.

As duas sorriram para ela, Marta a olhou dos pés a cabeça, parecia estar estranhando alguma coisa e disse:

— Você parece de bom humor! – exclamou a mulher.

Danielle sorriu, na verdade, ela percebera isso também. Mas por qual motivo se sentira assim? Danielle deixou as sensações confusas desaparecer e sorriu novamente.

— Ah, deve ser... Feliz natal – disse Danielle ao sair.

Antes de deixar o refeitório com uma maça nas mãos, Danielle sentiu aquela sensação estranha de novo, olhou em volta, não via nada, ao não ser, o imenso corredor vazio. Ela voltou a andar quando algo a puxou pelos braços a fazendo cair no chão. Em questões de segundo um grito sufocado saiu de sua boca, ela estava sendo puxada pelas pernas sendo arrastada de barriga para o chão, ela tentou ver quem a puxava, sem sucesso, ela sentia apenas uma mão grande a segurando pela canela, ela chutava e tentava se soltar gritando, a cada grito ele/ela apertava ainda mais, suas forças e seus gritos chamando por ajuda falhou então, ela apagou...

†

Louis estava sentado na varanda da casa de James em Deadlands Falls, lendo o livro grande de capa dura preta que havia achado na biblioteca do orfanato. O livro era uma relíquia, passada de pai para filho desde o princípio da bruxaria, todos achavam que Micheli havia dado um fim no tal, até Louis encontra-lo na Anderson M.

La Malédiction de la Sorcière Scrooge, que em Francês significa “ A Maldição do Bruxo Scrooge”, no tal, encontramos feitiços de tortura, luxuria, ganância, por séculos e histórias quase esquecidas pelos bruxos, maldições e encantamentos, magia negra e magia branca.

Louis o lia rapidamente, vário dos feitiços citados nele, eram quase impossíveis de fazer, sem que o bruxo morra alguns instantes depois.

Quando um feitiço chamou sua atenção, logo abaixo de seu manual de instrução, estava escrito:

"L'élu devra apporter la paix à nouveau. Foncé, tombent toujours, et enfin relâcher la pègre pour toujours"

Que em Francês queria dizer: — "A escolhida, trará a paz novamente. A obscuridade cairá para sempre, e finalmente, libertará o submundo, para sempre".

Era essa, a maldição da família Scrooge. Era esse, a primeira pista que Louis tinha, do grande plano de Micheli.

†

Danielle abriu os olhos lentamente, ela estava zonza e confusa. Estava um pouco escuro. Ela não fazia a mínima ideia de onde estava. Tentou levantar, mas não conseguiu. Correntes a prendiam sobre o pulso a uma cadeira de ferro, nos tornozelos havia correntes também.

— Alôo! Quem está ai? Onde eu estou?! – gritava Danielle.

Não ouve resposta.

Ela pouco via do lugar onde estava só o que via era uma sala pequena, com pouca luz do dia vindo de uma janela pequena no alto, estava frio e abafado lá dentro. Pela luz alaranjada entrando aos poucos no ambiente, o sol já deveria estar se pondo. Danielle ofegou algumas vezes tentando se desfizer das correntes. Ela estava suando frio, sua garganta doía de tanto que ela gritava.

— Ora, ora, ora. O que temos aqui... – disse uma voz vinda logo a sua frente.

Ele era alto, deveria ter 1,88, sua pele era pálida, olhos verdes, e um cabelo negro, longo até os ombros.

Danielle levou um susto com sua voz assustadora, e misteriosa, carregada com um maldito sotaque francês.

— Quem é você? Onde eu estou? – perguntou ela apavorada.

— Me chamo Jacity, querida – disse ele.

Danielle sentiu o sangue esfriar.

— Onde eu estou? Me tire daqui!

— Tiro, mas primeiro...

— MAS O QUE?! – Danielle gritou agora mais alto do que nunca.

Ele arregalou os olhos e disse:

— Calminha... calminha... Eu só quero conversar.

Ela não disse nada, apenas deixou com Jacity continuasse.

— Bem, suponho que você é filha de Andy, estou certo?

— De onde conhece minha mãe? – ela indagou.

Ele sorriu.

— Isso significa um sim. Ótimo.

Ele andou até o canto da sala, apertou o que parecia ser um interruptor de luz, então o quarto clareou, Danielle fechou os olhos tentando se livrar do impacto da luz forte, depois quando sua vista começara a ficar normal, ela observou o ambiente com mais precisão. Lá era pequeno, e tinha um gigantesco espelho na que cobria toda a parede ao seu lado, ela viu seu reflexo. Estava usando sua calça jeans justa preta, sua regata preta e seu casaco marrom. Seu cabelo estava bagunçado, e seus olhos estavam vermelhos.

— Onde eu estou? – perguntou ela novamente.

— Em um sonho, um lindo sonho – disse ele em meio a um sorriso maléfico.

Ela lutou com mais força tentando se livrar das correntes.

— Opa! Não faça isso, eu vou soltar você – disse ele.

Jacity se aproximou dela, apenas com um puxão leve, retirou as correntes. Danielle levantou e correu até a porta. – Ótimo. Estava trancada.

Ela virou e o encarou, ele a olhava dos pés a cabeça.

— Mas que diabos você quer comigo afinal? – ela perguntou.

Ele respondeu, mudando totalmente de assunto.

— Você se parece com Anabela, um pouco, mas se parece com ela.

— Quem? – perguntou ela passada.

— Sua ta-ta-ta-ta-ta, enfim, muitos ta-tas avó. — ele disse com um sorriso.

Ela o encarou.

— Isso é ridículo.

— Como está meu querido irmão Adam?

Danielle sentiu todos os seus sentidos falharem, seu sangue esfriou no rosto.

— Não tenho nada a ver com ele. – respondeu a garota.

Ele nada disse, apenas chegou perto, ela se afastou batendo as costas na parede fria, ele chegou mais perto, ofegando seus cabelos. Ela sentiu seus lábios em todo o seu rosto, ela tentou lutar, mas não conseguiu, ele beijou seu pescoço de uma forma na qual fez Danielle se esquecer de onde estava.

— Que bom, ele é um chato – disse Jacity, agora apertando sua cintura contra ele, ela tremeu, estava com medo.

— Não se encoste a mim – disse ela entre dentes.

Ele sorriu.

— Quero que você faça um favor pra mim, pode ser? – ele disse com os lábios em seu rosto a beijando.

Ela não disse nada, ainda estava em transe.

— Quero que, diga a meu irmão e a Louis, que eu já sei de tudo, sei onde você esta e sei como pegá-la, então, se eles não quiserem uma desgraça ainda maior, que eles se entreguem de vez. – terminou ele.

Danielle tremeu, tinha várias perguntas para fazer, mas preferiu não.

Ele então a beijou nos lábios, Danielle lutou novamente, mas ele não se afastou, então ela esperou que ele terminasse, ele a beijou levemente, suas mãos estavam na cintura dela.

Depois de algum tempo ele se afastou sorrindo, Danielle cuspiu em seu rosto, ele a pegou pelos cabelos com uma mão e limpando seu rosto com a outra.

— Que garotinha má – disse ele.

— Vai para o inferno.

Ele sorriu a jogando no chão.

— Eu já estive lá, é um lugarzinho agradável.

Ela sentiu as lágrimas queimarem seu rosto, levantou e o encarou com nojo.

— Entregue isso a Louis – disse ele erguendo um envelope branco.

Ela virou o rosto, não iria pegar o tal. Então ele a pegou novamente pela cintura e colocou o envelope no bolso de seu jeans.

— Foi um prazer, Danielle – ele disse a empurrando.

Enquanto era jogada no chão novamente, tudo ficou escuro.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.