A Maldição de Hans
6 Capítulo 6
Notas iniciais
POV Annabeth
Assim que Hans se afastou após sofrer os efeitos da maldição, eu voltei até os trolls e disse que estava sozinha no mundo, sem nenhum amigo para me consolar. Foi então que vi um garoto mais ou menos da minha idade que estava acompanhado de uma rena. Ele era loiro como eu, mas nossas feições não eram muito diferentes.
–Pobrezinha. – Disse uma troll me dando uma espécie de cobertor. – Este é o nosso menino de ouro. O nome dele é Kristoff e espero que se deem bem juntos. – Eu ri.
– Annabeth, minha querida venha aqui. – Chamou vovô Pabbie. – Já que ficará conosco sob nossos cuidados, acredito que terei de tirar a maldição que a está envelhecendo.
– Por favor. – Ele pousou a mão sob minha cabeça e por alguns segundos senti uma dor de cabeça que pareceu não durar mais de dez segundos. Quando olhei para minhas mãos novamente, eu havia voltado ao normal e só então Kristoff pareceu se admirar com minha beleza.
– Eu conheço você. – Disse Kristoff. – Você é a princesa Annabeth.
– Sim sou eu. Mas depois que uma maldição foi rogada sob mim, ninguém que me conhece bem se lembrará de mim depois de hoje.
– Por isso está aqui?
– Sim.
– Querida, enquanto a maldição não cai sob o reino inteiro, por que não vai buscar algumas roupas para que possa se vestir?
– Mas é claro vovô Pabbie. Obrigada por tudo que o senhor e todos vocês estão fazendo por Kristoff e eu. Não sei como agradecer, porém um dia eu saberei como.
– Não precisa agradecer minha criança.
– É lógico que eu preciso, o senhor faz tanto por tão pouco.
– Eu só penso no bem alheio, querida.
– Obrigada. – Eu o abracei. – O senhor é o pai que eu nunca tive.
– De nada Annabeth.
– Crianças já estão na hora de ir dormir. – Disse uma troll.
– Onde eu vou dormir?
– Aqui. – Kristoff me guiou até uma espécie de gruta. Ali havia alguns colchões de palha improvisados e alguns cobertores dobrados cuidadosamente. – É aqui que Sven, você e eu dormiremos.
– Quantos anos você tem?
– Tenho nove.
– E onde estão seus pais? – Ele pareceu meio incomodado com a pergunta ao abaixar a cabeça. – Me desculpe Kristoff. Vou sentir falta do castelo.
– Como era lá?
– Muito legal. Meu irmão e eu brincávamos o dia inteiro e ele era o meu melhor amigo sabe?
– Eu sei como é. Com Sven e eu é do mesmo jeito. – A rena estava ao lado de Kristoff, acomodado num dos colchões de palha.
– Acho que vamos nos dar bem juntos.
– Talvez. – Ele acendeu uma fogueira que estava no centro da gruta. – Hoje está muito gelado e aqui sempre faz frio. Se prepare, pois vai ser difícil se acostumar. – Me deitei no colchão.
– Talvez não. Eu me adapto fácil ás coisas.
– Eu pago para ver então. – Ele abriu um sorriso malicioso.
– Aprenda uma coisa Kristoff: JAMAIS duvide de uma “Das Ilhas do Sul”.
– Ok. Desculpa então se te ofendi.
– Boa noite Kristoff. Boa noite Sven.
– Boa noite Annabeth. – Me cobri com três cobertores, me virei para um lado e dormi em segundos.
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