A Maldição de Hans
21 21
Notas iniciais
POV Annabeth
Hans desabou sob meu braços, me deixando completamente apavorada e temendo o pior. Não poderia deixá-lo morrer, não conseguiria viver sem ele e ele era a pessoa mais importante para mim.
— SOCORRO!! — Gritei desesperada por ajuda enquanto as lágrimas escorriam por minhas bochechas e caíam sob o rosto de Hans. Quando ouvi que pessoas se aproximavam e olhei em volta, me deparei com vários rostos, incluindo o de Kristoff.
— O que houve Annabeth? — Ele perguntou, se aproximando de mim para me ajudar.
— É o Hans, olhe Kristoff, ele está morrendo. — Meu choro ficou mais alto — Não posso viver sem ele, Hans é tudo o que eu tenho além de você.
— QUE ALVOROÇO É ESSE??? — Perguntou uma voz masculina irritada. Foi só olhar para seu rosto que eu soube exatamente quem ele era : Rumplestiltskin. Só então eu lembrei do acordo que Hans havia feito com ele para me ter de volta.
— POR SUA CAUSA ELE ESTÁ MORRENDO!!! ELE NÃO MERECE ISSO!!! — Berrei mais desesperada e irritada do que nunca. — POR FAVOR, NÃO FAÇA ISSO COMIGO. — Minha cabeça se abaixou. — Não posso perdê-lo.
— Rumple... — Uma voz feminina calma e doce o chamou. — Por mim, devolva á essa menina o que ela mais ama. Seria cruel tira-lo dela. — Ele olhou nos olhos dela e então olhou para mim.
— Por mais que eu queira Belle, não posso. — Ele olhou para mim. — Sinto muito garota, mas você o perdeu.
De repente um clarão começou á irradiar de Hans, um clarão que cegou meus olhos, todos á nossa volta se afastaram e quando a luz se esvaiu, olhei assustada para ele e vi seus olhos se abrirem.
— Anna? — Ele chamou. Foi impossível conter meu sorriso naquele momento.
— H? — Meus olhos se encheram de lágrimas, mas desta vez eram lágrimas de felicidade.
— Por favor, não chore.
— Por um segundo eu... — Ele pôs dois dedos sob os meus lábios.
— Não fale nada, o importante é que eu estou aqui. — Olhei para Kristoff, que entendeu na hora o que eu queria, ele se aproximou para ajudar Hans e eu fui até Rumplestiltskin.
— Quero fazer um acordo com você. — Um sorriso torto se abriu em seu rosto.
— Que tipo de acordo, queridinha?
— Abra um portal para meu reino e em troca eu lhe dou algo capaz de curar qualquer coisa.
— O que seria?
— Lágrimas de Fênix. Acredite, até Pan duvidou, mas ficou espantado quando soube.
— E como você tem essas lágrimas se elas são surpreendentemente raras de se achar?
— Por que eu sou uma fênix humana. Foram as minhas lágrimas que causaram aquele clarão e salvaram a vida de Hans.
— Interessante. — Ele pegou um tubo de ensaio e me deu, o coloquei abaixo do canal lacrimal e em segundos já haviam algumas lágrimas dentro do frasquinho.
— Isso é o suficiente?
— Obrigado, queridinha. — Havia algo de sinistro no modo como ele falava aquela palavra. Kristoff entrou com Hans no momento em que Rumplestiltskin pegara uma espécie de varinha mágica azul e começou a girá-la no ar na nossa direção, só então me dei conta de que era para criar o portal que nos tiraria de lá. Então, um vórtice azul claro se abriu diante de nós. Fiquei com medo no início, mas como eu queria mais que tudo estar em casa, resolvi atravessá-lo, acompanhada de Kristoff e Hans.
Fale com o autor