O barulho parou, o vento já não está mais tão forte, os cães da vizinhança uivam, ela se depara com a figura de um cachorro meio humano, com ombros largos, o corpo consideravelmente grande, os dentes afiados, garras grossas e cumpridas, ele avança sem hesitar, ela não tem como evitar, pois ele é tão rápido, que ela não tem tempo de reagir, quando ela sente as suas mãos grandes e peludas segurando o seu corpo e erguendo-a, usando tanta força que ela sente seus ossos se deslocando, a dor é infernal e agonizante, e logo ele aproxima a sua boca, e ela sente seus dentes afiados penetrando seu pescoço, a dor é tão grande que ela logo desmaia.

Algumas semanas após o ocorrido ela acorda no hospital, ela tem vagamente algumas lembranças do acontecido, mas ela não tem nenhuma marca mais no corpo, sua mãe chega com as boas notícias, dizendo que logo receberá alta e que por sorte o cachorro que a atacou não tinha nenhuma doença, também diz que ela não corre perigo de morte nem nada parecido, e que seu pai está esperando no carro.

Chega em casa por volta de umas 16hrs da tarde, ela está se sentindo bem, ela vai para seu notebook para entrar em contato com seus amigos, é um dia chuvoso e por isso fica em casa, o vento e a chuva são fortes, a todo momento caem raios e trovões, é noite de lua cheia, ela começa a se sentir um pouco enjoada, mas não da muita bola, continua no computador, está conversando com seus amigos, de repente a chuva e o vento param, tudo fica em silêncio, e então começa a ouvir os cachorros da vizinhança uivando, todos ao mesmo tempo, um som cansativo e ensurdecedor.

ela começa então sentir o seu corpo crescendo, a dor é grande, a sua pele parece não suportar mais os seus ossos, a pele começa a rasgar, os ossos agora estão se alargando a dor cada vez é mais forte, pêlos começam a crescer por todo o seu corpo, seus dentes e unhas começam a crescer e logo já não sente aquela dor agonizante, a sua boca seca e logo começa a sentir um cheiro muito agradável, ela segue o rastro do cheiro, e chega na cozinha da sua casa, la está seu pai com uma vassoura vindo em sua direção, sem exitar ela o ataca, e o morde, no momento da mordida sente a melhor sensação que já sentiu na sua vida, e isso sacia um pouco a sua sede de matar, mas não está satisfeita, pois aquilo foi bom mas não o bastante, logo escuta alguns sons vindo da sala, e chegando la se depara com sua mãe ligando para a polícia, vai na direção dela, escuta seus gritos e sem exitar a morde, a sensação que sentiu antes retorna em sua boca, e ela se sente melhor, ao mesmo tempo sente que precisa mais, e sai caçando pela rua, atacando tudo oque se move.

E então acorda deitada em um local sujo e cheio de folhas caídas, com suas roupas sujas e rasgadas, com muita dor de cabeça e algumas dores no corpo, tem flash-backs da noite anterior, mas não quer acreditar, vai até sua casa tentando acreditar que aquilo não passava de um sonho.

Chega em casa esperando um abraço apertado de sua mãe, uma pergunta preocupada de seu pai, mas quando chega não os acha, só percebe que está tudo em silencio, na sala e na cozinha tem sangue e algumas coisas derrubadas e quebradas, muda suas roupas e vai até a polícia para fazer queixa do desaparecimento, e chegando la, eles contam que uma fera com aproximadamente uns dois metro, ombros largos e peluda atacou seus pais, e depois atacou e matou 5 policiais que tentaram pará-la, nesse momento em que sabe que a culpa foi sua,se sente muito mal, sente uma dor imensa por saber que seus pais morreram por sua causa, começa a chorar desesperadamente e pede para que os policiais a levem até onde está seus pais, assim eles a levam até eles, chegando no necrotério ela se depara com os corpos de seus pais, esfolados e machucados e a dor que sentia não é nada comparada a que sente agora, então ela pega as mãos de sua mãe e as coloca encostadas em seu rosto, aquilo a acalma, mas ao mesmo tempo a dor e remorso são tão grandes que ela fica desesperada e então desmaia.

No outro dia acorda em uma vala toda suja e com um jaleco rasgado, se lembra vagamente de algumas coisas, e então o seu inferno recomeça.


Notas finais
arrumei alguns erros, como a repetição do "você", eu ia revelar que era "ela" somente no próximo capitulo, mas para quem está relendo ou lendo pela primeira vez somente depois do concerto, já está sabendo, então é "ela".
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!