A Maldição Do Bruxo Scrooge
1 Prólogo
Notas iniciais
A Promessa — Paris – 1430
Micheli não era mais o próprio, andava de um rumo para outro. Meu púbere amigo – não tão púbere agora – não estava mais aqui, agora era esse, um velho dos cabelos brancos e cinerícios baixos e já com a coluna arcada, andava com uma bengala. Jazíamos em Paris, era início de outono estávamos na velha casa de Marisa – fiel esposa de Micheli – ela dispusera chás e biscoitos para nós, eu recusei – como sempre – a comida não me contentava mais, não era a mesma coisa. Micheli parou perto da vidraça, ficou contemplando Paris, eu – ainda sentado – estava confuso, Micheli estava distante. Quase não falava nada.
– Já é quase inverno – ele disse enfim. Ao se virar seu aspecto me preocupou, não estava mais em condições, Micheli estava acabado e frouxo, percebi isso também no tom de sua voz.
– O que esta acontecendo Micheli? – perguntei, ele se assentou e pranteou de dor nas costas, me icei efui apara-lo, impedindo-o de tombar.
– morrerei – ele disse, apartando meus braços. Por um momento fiquei imóvel encarando-o
– Mas antes – continuou – quero que me faça um favor...
– O que desejar meu irmão – eu disse me ajoelhando ao seu lado apanhando sua mão, ela estava frígida.
– Quero que cuide de Anabela... Ela dará a luz a um filho daqui a alguns dias.
Anabela era a neta mais jovem de Micheli, tinha 19 anos, acirrada, e pueril. A criança que ela espera nãoera bem vinda à família. Por ser desconsiderada — a desonra. A criança que foi gerada fora do seu matrimônio.
– O que devo fazer?
– esquive com a criança – Micheli respondeu lentamente, não queria debater com ele. Mesmo compreendendo que a criança era o amor de Anabela.
– E o que falarei a Anabela? – indaguei.
– Não dirá nada, a chamei para vir aqui anoite, falarei com ela.
– E o que cometerei com a criança? – indaguei novamente.
– Vigie, deixe-a crescer, casar e ter filhos e netos, e cuidar continuamente do último ou última, de cada sangria da criança – ele disse. Fiquei mudo por um tempo, não queria fazer isso, mesmo quase sabendo a finalidade disso.
– Eté quando farei isso?
– Até – ele zombou – até a similaridade de Anabela aparecer. Fiquei pasmo, achei que ele estivesse zombando da própria piada, mais não. Ele falava sério.
– E quando será?
– Quando tiver que ser – ele riu novamente.
– Qual o propósito disto afinal? – indaguei, agora com firmeza em minha voz. — a nova rainha de Scrooge.
– Rainha? – o enfrentei.
– Sim, a nova rainha de Scrooge, ora Louis... Eu falecerei conciso de alguma pessoa que cogite, e esse alguém é minha, rainha.
– E por que não me aceitas no mando? , não eu Micheli, mas Adam ou Lucy! – exclamei. — tenho meus propósitos meu irmão... Só quero que exerça, por favor – ele disse. Levantei-me e caminhei escasso, logo desandei e o afrontei e pronunciei:
– Tem minha palavra.
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