A Maldição Do Bruxo Scrooge
4 Capítulo 3
O dia estava nebuloso, normal para uma manhã de dezembro, denotava que a tempestade chegaria logo. Louis estava indo em direção a Deadlands Fall’s. Sua Ferrari preta e reluzente ia a 180 km/h, em todo o trajeto ele não parava de pensar em Danielle. Sua inteligência o emocionava, Danielle é como a mãe. Ah se ela soubesse – ajuizou -, mas ele não poderia acabar com tudo tão cedo. Ao entrar pela portaria da pequena cidade acenou do carro para Luís, o velho e aposentado Luís, ele usava calças velhas e uma camisa velha rasgada... Um pobre mortal do século XXI.
- ora... Sr. Morty, quanto tempo... Quer eu lave seu carro? – perguntou Luís chegando perto da janela aberta.
Louis assentiu, ele sempre dera o carro para Luís lavar ou apenas estacionar para ele. O próprio se maravilhava com o velho acabado, e gostava do jeito em que sorria cada vez em que Louis lhe dava uma nota de 10 libras – pobre mortal. Se amenos soubesse que perigo corria morando nessa cidade quase abandonada...
Louis saiu do carro e entregou as chaves a Luís – sem problema -, ele sempre torceu para que o velho roubasse esse carro... Assim estaria longe dessa gente. Louis andou até uma rua, pacata e recatada, o dia estava frio a tempestade cairia logo, um estrondo no céu o fez pular – trovões. As velhas casas de madeira... Uma mais melancólica do que outra.
E uma familiar.
A casa branca, bonita e histórica. A mesma abandonada há 10 anos... Danielle – pensou – espero que possa poder voltar a seu lar. Ele continuou andando, usava causas jeans pretas e uma camisa branca gola V, e por cima um casacão preto para lhe proteger do frio. Seus óculos ray-ban preto lhe dava uma visão da velha casa branca no fim da rua, agora acabada e mal cuidada... Ele suspirou ao parar em frente à porta, bateu duas vezes na aldrava e esperou.
†
– Ai! Dorys! — reclamou Danielle.
Ela estava vestindo um vestido que Dorys emprestara a ela, fofo e com florinhas em frente.
- seu vestuário emo me incomoda! – exclamou Dorys virando Danielle de frente a um espelho grande que tinha na parede.
Ela sorriu e virou-se para Amber que tentava segurar o riso.
- então? – perguntou.
- está parecendo a Barbie... Morena – disse Amber sorrindo.
As três sorriram e isso era hilariante — Danielle pensou. Amber levantou e pegou sapatilhas brancas no guarda roupa de Dorys.
- agradeça por causar o mesmo número da Britney – disse Amber jogando as sapatilhas nas garotas.
Dorys sorriu as três não se divertiam assim há séculos. Tudo isso graças a ela. Danielle gritou mais uma vez depois de Dorys espeta-la com a agulha novamente.
- acho que já deu – disse Dorys.
- não esta pensando que sairei assim não é? – indagou Danielle.
Dorys a havia vestido como uma boneca, com o vestidinho rosa até o joelho, meia calça branca e a sapatilha branca.
- caramba!... Achei que íamos cuidar dos bebês agora, por favor! – implorou Dorys.
Danielle assentiu, Amber entrou de novo no armário e pegou uma câmera fotográfica que havia ganhado a três anos da Sra. Marta.
- nãaao! – murmurou Danielle.
As duas a empurraram até o andar de baixo.
†
Alguém abriu a porta: uma mulher. Louis abaixou os óculos e entrou quando ela deu espaço. A velha Sra. Campbell – pensou. Louis parou e observou o lugar, a casa velha e mal cuidada, castiçais antigos e um sofá velho e mofento... A casa estava abandonada, já com lençóis brancos em alguns móveis... Louis não vinha nessa casa há muito tempo, sempre que vinha a Deadlands Fall’s ficava no velho bosque – hoje não –, Louis subiu as escadas e puxou a maçaneta do primeiro quarto.
La estava ele.
James estava sentado perto da janela. Ele observava a chuva que começara a ruir lá fora.
- cedo? – indagou ao se virar. James era belo, cabelos castanhos, pele bronzeada e olhos verdes, um peculiar rapaz, agora nevado para a imortalidade.
Louis se sentou em um sofá verde empoeirado no canto, olhou para James, sorriu e disse:
- ela é perfeita
James sorriu e se sentou na cadeira em frente a Louis.
- tem certeza de que pode ser ela? – perguntou.
- não tenho dúvidas – respondeu Louis rapidamente –, ela é filha de Andy... Mais bonita e esperta. Ela tem tudo de... Anabela.
Ele sorriu ao ouvir Louis falar. Por anos James sonhou em conhecer o maior feitiço de todos.
- Danielle... Eu a vi quando me disfarcei do motorista do ônibus de passeio das órfãs – disse James – acha que ela é uma bruxa? – perguntou.
- ainda não sei... – respondeu Louis.
†
Foi um dia longo, depois da "apresentação" de um pequeno teatro que ela apresentara para as crianças estava exausta. Danielle chegou ao quarto e se desfez das roupas de boneca que Dorys havia lhe emprestado.
- quando vai parar de chover? – perguntou Dorys indo até a janela, Hoje chovera o dia todo, fazendo com que todas ficassem dentro de casa.
- não sei Dorys... Quando eu aprender a ver o futuro, eu lhe conto – respondeu Amber sorrindo.
Danielle bocejou.
- é melhor eu ir dormir agora... – disse.
- não! Elle. Ainda são sete horas... O jantar ainda nem saiu, e você sabe que não pode ficar sem comer...
- Dorys! É só hoje, sério... Eu preciso mesmo descansar – disse Danielle.
Amber se levantou e disse:
- eu pego alguma coisa pra você, depois eu trago...
As duas saíram do quarto, Danielle se sentou na cama e ficou observando a chuva. Apagou os castiçais e ficou quieta no breu, apenas com os relâmpagos iluminando o lugar. Ela passou o dia inteiro inventando desculpas para andar pelo orfanato, mas nem um sinal de Louis. É sábado, ele deve ter mais o que fazer – pensou.
Danielle se encolheu e respirou fundo, fechou os olhos e no momento em que ia adormecer:
Alguém bateu na porta.
Ela vestiu o roupão por cima do baby-doll e foi até a porta.
Ele estava lá.
Louis estava parado com as mãos no bolso, fitou-a dos pés a cabeça e sorriu.
- algum problema? – perguntou Danielle indigesta.
- desculpe você já estava dormindo? – indagou
-não... Eu só estava... O que deseja Sr. Morty?
Seus olhos azuis focaram-nos dela, ela sentiu um encrespo atravancar a espinha.
- Lhe desejar boa noite — ele disse entre dentes.
Danielle sorriu,
- Boa noite.
Louis a deixou sozinha, Danielle não entendeu nada do que havia acontecido... ela fechou a porta e ficou no meio do quarto, um sorriso bobo apareceu em seu rosto.
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