Hermione havia se mudado de Wichita (Kansas) para estudar em uma Universidade Inglesa, onde se matriculou para estudar medicina. Estava muito ansiosa para conhecer a universidade, começar a estudar e para conhecer o lugar onde iria morar. Não seria seu primeiro ano de Medicina, mas a transferência mudaria muita coisa para ela, afinal tinha deixado seus amigos e família para trás.

Ela sabia que lá não viviam somente garotas que faziam medicina, mas de uma infinidade de cursos.

Por ser muito inteligente e estudar muitíssimo, ela havia conseguido uma bolsa integral para estudar lá e para morar, assim seus pais só enviariam dinheiro para ela pagar a alimentação e outras despesas necessárias.

Assim que chegou em solo da Rainha, se encontrou com um homem muito alto e barbudo que tinha sido designado pela faculdade para busca-la e foi direto para a universidade.

— Meu Deus do Céu! É lindo!!! — Disse ela, embasbacada, ao ver de longe o tamanho do castelo onde ela estudaria.

— Você ainda não viu nada, menina. — Disse o homem que a levava. Ela conseguiu ler o nome dele em um crachá pendurado no espelho retrovisor: Hagrid.

— O seu nome é Hagrid, certo?

— Isso mesmo, menina. Trabalho na Universidade há anos. Lá é enorme e muito lindo. O lugar mais maravilhoso do mundo!

— Imagino que deve ser um deslumbre mesmo! Senhor Hagrid, o que o senhor pode falar da Reitora da Universidade?

— Ah, sobre a Reitora McGonagall? Minerva é uma excelente Reitora. Justa, muito inteligente, uma mulher muito batalhadora. Ela era vice-reitora quando o nosso antigo reitor, Alvo Dumbledore, morreu. Foi muito triste para todos. — Ele passou a mão no rosto, como se limpasse uma lagrima. — Foi o melhor reitor dessa Universidade.

Hermione preferiu não falar mais nada, pois viu que falar do antigo reitor havia mexido demais com ele.

Depois de mais ou menos 30 minutos, ela conseguiu contemplar como era grandioso o castelo da Universidade. Estacionaram o carro em um dos portões laterais, próximo a um salgueiro enorme. "Parece até que ele vai se mexer a qualquer momento", pensou Hermione em um breve momento de devaneio.

Assim ela desceu, começou a seguir Hagrid pelos corredores até o 7º andar. Estavam se dirigindo para a sala da reitora. Durante o caminho, Hagrid contava histórias sobre a Universidade, sobre os professores, alunos e ex-alunos, o castelo, etc.

— Menina, a porta da sala da Reitora McGonagall é subindo a pequena escada que tem ali. — Disse Hagrid, logo que chegaram a uma gárgula que era maior que ela. — Ela está te esperando.

Hermione acho muito pitoresco haver uma gárgula "guardando" a porta da reitoria. "Deve ser uma coisa tradicional do Velho Mundo!". Quando chegou ao topo da escada, se deparou com uma porta enorme de madeira, no qual ela bateu 3x antes de ouvir uma autorização para entrar.

— Reitora McGonagall? – Disse Hermione enquanto entrava timidamente no escritório, que ela podia notar que era absurdamente enorme. Facilmente caberia ali dentro o apartamento em que vivera durante seus primeiros anos da faculdade.

— A senhorita deve ser Hermione Jane Granger, certo? Por favor, sente-se.

Enquanto se sentava, Hermione viu uma senhora sentada atrás de uma mesa muito grande e cheia de livros e papeis. Atrás dela, havia uma variedade absurda de quadros com o rosto de várias pessoas. Um dos quadros em particular lhe chamou muito a atenção: era de um senhor barbudo com óculos meia lua, que tinha um sorriso muito misterioso nos lábios e seus olhos pareciam esconder um segredo. Ela chegou a ter a leve impressão que aquele quadro havia sorrido para ela? "Devo estar delirando de fome. Só pode!"

Observando mais atentamente, viu que a reitora era uma senhora que devia ter sido deslumbrante em sua juventude. Tinha um ar aristocrático, com o cabelo preso em um coque alto muito bem feito, um óculos meia-lua no rosto, um vestido negro muito bem trabalhado. Mas o que a impressionou mais foi que, mesmo em meio a tanta dureza e seriedade, ela tinha os olhos mais acolhedores e simpáticos que ela já tinha visto na vida.

— Sim, senhora. – Respondeu ela. – Sou Hermione Jane Granger. Venho de Wichita, no Kansas, para completar meus estudos em medicina aqui.

— Vejo que você conseguiu a Bolsa de Estudos Alvo Dumbledore. – Disse a Reitora enquanto analisava uma pasta com documentos de Hermione. – Estou absolutamente impressionada com a senhorita. Gabaritou as provas das duas etapas de seleção!

Hermione se planejou durante os dois primeiros anos para conseguir essa vaga. Não entendia muito bem o porquê, mas se sentia vazia, incompleta, na sua antiga vida, e acreditava de todo seu coração que aquele era o seu lugar. Por isso, estudou mais do que nunca para conseguir aquela chance.

— Imagino que tenha lido o livro sobre a história e as regras daqui mas vou te explicar de qualquer maneira como funciona as coisas na Universidade de Ciências de Hogwarts. Primeiramente, a Universidade funciona em regime de internato, isso significa que os alunos passam todos os dias o castelo estudado. Vocês têm os fins de semana livres, podem ir para casa se quiserem ou podem aproveitar a cidade vizinha ao castelo, Hogsmeade. Mas saiba que deve estar de volta na segunda-feira, na hora do café da manhã. Entende?

— Sim, senhora. – Hermione ouvia atentamente cada palavra dita.

— Bom. Como você já deve saber, há 4 “casas” no castelo: Ravenclaw, Gryffindor, Hufflepuff e Slytherin. Após uma análise, decidimos que a senhorita vai ficar em Gryffindor. Sua casa fica nesse mesmo andar, no corredor da Mulher Gorda. Lá você terá um salão comunal para todos os alunos da sua casa. Também vai dividir seu quarto e banheiro com outras 3 alunas. Nessa pasta que estou te entregando, tem a senha da sua casa, seu cartão da biblioteca, que fica no terceiro andar, e seus horários de estudo.

“A Universidade fornece alimentação durante todos os dias da semana. Nesse horário que te dei, há os horários de alimentação também. É expressamente exigido a utilização dos uniformes durante as aulas. As portas do castelo se fecham às 21 horas e o toque de recolher é às 23 horas e termina às 05 horas.

“Os jardins e o Lago Negro são permitidos a todos os alunos, mas a Floresta Proibida é, como seu nome já diz, proibida aos alunos. Não se tem ideia dos perigos que se escondem lá.

“É expressamente proibido que alunos entrem em casas que não são suas, por isso, quando tiver que estudar em conjunto com alunos de outras casas, te indico que se reúnam no Salão Principal, se encontrarem alguma sala vazia ou na biblioteca.

“Há uma competição na Universidade, a Taça das Casas. Cada conquista dos alunos, seja acadêmica, esportiva, individual ou grupal, conta pontos para suas respectivas Casas. Repreensões, detenções ou qualquer tipo de problema que os alunos causem, também há dedução de pontos das Casas. No fim do ano, a Casa que tiver mais pontos ganha alguma premiação. Entendeu tudo? ”

— Creio que sim, senhora.

— Ótimo! – McGonagall retirou os óculos e olhou atentamente a menina a sua frente. – Pelo que vejo no seu histórico, senhorita Granger, creio que você será grandiosa aqui. Crescerá muito, ajudará a muitos e, quem saiba, não salve muitas vidas. Agora pode ir. Encontre sua Casa e, como essa semana ainda não há aulas, os alunos estão liberados para conhecer Hogsmeade.