A Maior Força do Mundo - O Amor

9 Capítulo IX - Uma Família... Bem Diferente


Notas iniciais
Olá mais um capítulo fresquinho! Esqpero que gostem... Abraços

Depois do momento "cuti-cuti" — que Dean iria negar pelo resto da vida — no qual ele

e Sam soltaram um Miguel vermelho igual a um tomate, eles se viraram para encarar o presente

do arcanjo. De frente para eles estavam todos os seus amigos, ou melhor, a sua família.

Estavam recordando os rostos de cada um, quando foram interrompidos por um saudosa saudação:

– E aí, vadias?

Isso foi o suficiente para tirá-los daquele transe. Estavam todos lá: Bobby,

Charlie, Ash, Ellen, Jo, Kevin... Todos aqueles que caíram para ajudá-los, estavam sorrindo

para eles. Sam não sabia se falava, se chorava, se passava as mãos pelos cabelos. Dean, por

outro lado, só soube pronunciar uma palavra:

– Pessoal... — ia começando até ser interrompido.

– Se você disser desculpa ou perdão, eu juro que arranco o seu pulmão! — Carlie diz

na brincadeira, arrancando risadas dos presentes ao imitar a frase preferida de Dean, que

ficou vermelho de vergonha. Mas não eram só eles que estavam ali. Os amigos ainda vivos que

os ajudam também: as Xerifes Jodie e Dana, a mãe de Kevin, Senhora Tran e uma pessoa que

Dean jamais imaginou ver ali, Claire Novak. Claro, ela finalmente havia aceitado em parte

Castiel usar o corpo de seu pai, mas Dean percebeu que era mais que isso. Ela agora o via

como mais ou menos "um pai", depois que ele ajudou a resgatar a sua mãe, que infelizmente

fora morta por um grigori.

A primeira a quebrar a tensão do ambiente, foi Charlie de novo. Avançando até os

meninos, ela dá um grande um abraço de urso em cada um, seguida dos demais.

Discretamente em um canto, Miguel observava a cena, sentindo alguma coisa nova em

seu ser, que ele não saberia descrever agora, que o deixava imensamente feliz. A sua

felicidade só não era mais completa, pois faltava uma parte do seu pedido, que ao que parece

não pôde ser atendida.

De repente, as luzes do bunker começaram a piscar e uma voz reverbera pelo ambiente:

– "Senhoras e senhores! Temos o prazer de anunciar que Dean e Sam Winchester

ganharam por seu bom comportamento, um banquete para comemorar o reencontro com sua

família... bem diferente, diga-se de passagem..."

As luzes por um momento se apagaram por completo. Miguel já estava pronto para

intervir, quando elas se acenderam de novo, revelando uma cheia de comida e quatro figuras

paradas em frente a ela. Miguel a princípio achou que sua nostalgia e saudade estavam lhe

pregando peças, mas ao firmar seus olhos verdes, ele os avistou. Então seu Pai atendeu o seu

pedido. Ele lentamente foi se aproximando deles, ciente que todos estavam seguindo os seus

passos com o fôlego preso na garganta. Chegando de frente ao mais baixo, ele surpreende a

todos dando um abraço no homem a sua frente, que fez sinal aos outros três para se juntarem

ao abraço, no qual um apenas estava receoso e ficou de lado. Miguel percebeu e o chamou para

junto deles:

– Não precisa ter medo, irmão. O passado é passado.

"Irmão?" — pensa Dean. Então num clarão de esclarecimento, eram Gabriel, Rafael,

Samandriel e Gadreel.

– Gabriel! Você está vivo! — Sam não sabe como demonstrar sua alegria.

– Claro, Sammy-boy! Você acha que eu deixaria vocês ficarem livres de minha presença

magnífica? — diz o ex-brincalhão se afastando de Miguel e dando um grande abraço no "alce"

da família, que retribui meio sem jeito.

– Gabriel, nos desculpe! Você contou com a gente pra te ajudar e você foi morto

naquele hotel por nossa culpa! Nós te forçamos... — Dean despeja as palavras de uma vez e

sem fôlego, no qual é interrompido pelo arcanjo loiro.

– Dean, Dean, meu caro Dean... Você apenas me abriu os olhos... Eu tinha que deixar

de ser covarde, eu que tenho que agradecer por isso. — finaliza o loiro dando um abraço no

outro loiro.

Assim que se Dean consegue se desvencilhar e recuperar o fôlego, Dean pergunta pelo

anjo de pé ao lado de Gadreel. Ao saber que era Rafael, Dean ficou apreensivo, o que foi

notado de imediato pelo arcanjo:

– Dean... Não precisa ter medo. Tivemos nossas desavenças no passado, mas eu recebi

uma nova chance e não quero viver assombrado por ele. Quero apenas ajudá-los para me

redimir.

Dean apenas assentiu com a cabeça, apenas o encarando. Rafael sempre usou

hospedeiros negros e belos, mas hoje ele estava diferente. Parecia um humano na casa dos

quase trinta anos, com cabelos revoltos pretos e olhos castanhos penetrantes e a pele

morena, quase idêntica a pele de Sam. É o mundo dá voltas mesmo, pensa Dean.

Enquanto isso, Sam conversa animadamente com Samandriel, após o anjo recusar as

desculpas de Sam por não tê-los conseguido salvar de Crowley e Naomi. Samandriel ainda usava

a casca/hospedeiro do garoto Alfie, o que dava um ar "angelical" ao anjo.

Já Gadreel se mantinha afastado, cabisbaixo de vez em quando relanceando o olhar

para os que ali se encontravam, na comemoração mais que merecida deles. Ele foi tirado de

seus devaneios por Miguel.

– Gadreel? O que houve?

– Acho que eu não deveria estar aqui, irmão

– Por que? — indaga Miguel?

– Eu fiz muito mal aos Winchesters, Miguel. Eu os enganei dizendo era outro anjo,

que ia curar o Sam... Mas então acabei me aliando a Metatron e matei o Kevin, matei vários

irmãos e quase matei o Dean pelas mãos do Sam. Eu não mereço perdão.

Miguel ia falar alguma coisa, quando foi interrompido por um dos presentes:

– Mas você pode ter certeza, Gadreel. Eu perdôo você. Qualquer um poderia cair na

lábia do Metatron e ele usou a sua culpa e seu desejo de se redimir e os redirecionou para

sua visão distorcida. Mas o que importa? Estamos todos juntos de novo. É um momento de

redenção para todos. Creio que até o Sam perdoou você, então venha se divertir. Vou

apresentar a minha mãe a você. — dito isso, Kevin agarra o pulso de Gadreel e o leva até

onde estava a senhora Tran.

Miguel vê a cena pensativo e sorridente. Os humanos poderiam não ter a imortalidade

ou os poderes que eles tinham, mas possuíam o desejo de se redimir, se consertarem e

trilharem o caminho correto. É lógico que muitos não são assim, mas não se pode julgar uma

enciclopédia por apenas um livro.

– Miguel...

– Ah, oi Dean.

– Queria agradecê-lo por esse momento de felicidade que você nos trouxe.

– Não precisa, Dean. Era o mínimo que eu podia fazer depois do que eu e os meus

irmãos fizemos à vocês na época do Apocalipse. Eu só queria ter podido trazer todos, mas por

razões óbvias que você pode imaginar alguns não estão presentes... — Miguel foi interrompido

por Dean, que apenas o encarava.

E nesse encontro de olhares, Miguel entendeu tudo o que ele estava sentindo e que

lhe era desconhecido: ele estava apaixonado, fraternalmente, por sua nova família. Dean

sorriu e ia dizer alguma coisa, quando se ouve a inconfundível voz de Gabriel:

– Então, minha gente... Antes da tempestade, a bonança. Vamos comemorar!

Suspirando por seu irmãozinho que nunca muda, Miguel acompanhou Dean até os outros,

que ficaram espantados que aquele era O Miguel e mais ainda quando ele delcarou em alto e

bom som que eles a partir de agora eram sua família terrestre.

Notas finais
Gente espero do fundo do coração que vocês estejam gostando... Então deixem um review do que vocês estão achando... Faça um autor anônimo feliz! kkkk