Notas iniciais
DESCULPAAAAAA... Mds, eu sinto muito, muito mesmo pela demora em att. Mas aq esta o/ Espero que gostem e que compense a demora...

Eu estava pasmo. Sim, acho que esta é a palavra perfeita. Quer dizer, como é que eu iria imaginar que Harry fosse forte assim. Ele simplesmente jogou um homem daquele tamanho nos ombros e saiu andando como se não fosse nada. É incrível como sempre me surpreende. Fico imaginando qual a sensação de ser carregado em seus braços.

— Draco? – Sinto algo balançar meu ombro. – Hey, maninho acorda pra vida e para de viajar na maionese.

— Oi, o que? – Olho para o lado e vejo Val com Nagi em seus ombros, ambas olhando para mim. – Ah para, eu não tô “viajando na maionese”. – Digo emburrado fazendo aspas com as mãos.

— Claro que não. Está viajando no Harry.

— Fica quieta. – Digo alarmado enquanto tapava sua boca com minhas mãos. – Essa casa tá cheia de amigos dele. Tá doida? Se alguém ouvir? Ecaaa, que nojo... – Digo afastando minhas mãos dela enquanto esfregava em suas roupas. – Não acredito que lambeu a minha mão.

— Eu nem conseguia respirar. Tá querendo me matar? – Diz puxando o ar com força.

— Meu Merlim, me desculpe maninha. – Rapidamente vôo em sua direção abraçando-a.

— Tudo bem. – Diz retribuindo o abraço. Com o movimento de seus braços em torno de mim, fez o nó frouxo da toalha se soltar quando nos separamos. Rapida como sempre, ela levou suas mãos ate ela e a segurou no lugar antes que caísse de vez. – Por Merlin, Draco. Vá se vestir. Não preciso ver suas partes intimas. – Ela vira o rosto vermelho de lado.

Segurando a toalha no lugar e refazendo o nó, dou um beijo em sua bochecha dizendo o quanto ela continuava fofa e vendo suas bochechas se colorirem de um tom mais rubro. Saio da cozinha ouvindo-a gritar que não, ela não é fofa. Sorrio enquanto subo as escadas rapidamente indo ate o banheiro terminar de me secar e me vestir é claro.

❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

— Por Deus, Duda. Precisava pagar esse mico? – Falo jogando-o na cama de seu quarto como um saco de batatas.

— Aii, seu bruto. – Dramatiza ele massageando o traseiro teatralmente. – O que queria que eu fizesse? Sabe que peguei fobia de cobras.

— Sinto muito. Isso é culpa minha. — Sento-me na cama olhando para meus pés. – Se eu não tivesse feito aquilo no zoológico...

— Não, nem vem. Não é culpa sua. Eu provoquei aquilo. Eu não te dava sossego nem por cinco minutos.

— Mas isso não era desculpa para eu...

— Harry! Você era uma criança, não controlava sua magia. Alias, nem sabia ainda sobre isso. Então pare, só pare...

— Eu sei. Foi pouco antes de descobrir ser um bruxo.

— Mas enfim... Mudemos de assunto. Eu vi... – Diz me olhando com uma sobrancelha arqueada e um sorriso de lado.

— Viu o que?

— Ora, Harry. Não se faça de tolo. Eu vi esses olhos verdes correndo pelo corpo de certo loiro de toalha.

Sinto minhas bochechas esquentarem enquanto me levanto e ando até a janela tentando disfarçar. O que só causa uma risada em Duda.

— Ah, qual é. Não me julgue.

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— Não estou julgando. Na verdade é até bonitinho. – Digo sorrindo pra ele. – O modo como você só falta babar toda vez que olha pra ele.

— O quê? Ai, Duda. Não viaja. – Tenta desconversar enquanto gagueja. – Não é pra tanto. – Fecha seus olhos enquanto encosta sua testa no vidro da janela.

Desvio meu olhar para procurar minha mochila, quando vejo pela pequena abertura da porta uma sombra se movendo lentamente pelo corredor. Passando distraído, Draco penteava seus cabelos com os dedos, com a toalha pendurada nos ombros. Provavelmente voltando para o quarto. É aí que a ideia veio em minha mente.

— Ah Harry, para de charme e admite que ver ele de toalha na sua cozinha te desarmou completamente. – Falo com o rosto virado para Harry, porem com o olhar na porta. Olhar que rapidamente desviei para meu primo no exato momento que Draco parou e mirou seus olhos em mim.

— Ta, ta. Eu admito. Satisfeito? – Ele pega uma almofada na poltrona ao lado da janela e joga bem no meu rosto.

— Hey. – Pego a almofada e jogo nele novamente. – Muito satisfeito, obrigado. Não foi tão difícil admitir.

— Eu odeio essa sua persistência. – Anda ate a cama e senta encostado na cabeceira.

Antes que eu pudesse responder, ouço uma música começar a tocar, aumentando o volume aos poucos.

— Não é seu celular? – Harry pergunta.

— Ah, é sim. Mas não tô vendo em lugar nenhum... Ahh, já lembrei. – Me jogo por cima de suas pernas e enfio os braços debaixo da cama pegando minha mochila. – Achei....

— Você precisa trocar esse toque. É muito irritante.

— Eu sei, por isso coloquei. Assim atendo mais rapido. – Pego o celular jogando a mochila novamente debaixo da cama. Olho para a tela e abro um sorriso sacana. Meu Deus, se eu tivesse planejado não daria tão certo... – Opa, olha só quem é... – Digo virando a tela pro lado dele que arregala os olhos e começa a murmurar vários “não” e tentando pegar meu celular. Levantando da cama e correndo ate a janela, aproveito pra olhar rapidamente para a porta e... Bingo. Ele ainda esta la.

— Francis... – Atendo dizendo seu nome mais alto para certo loiro ouvir. – Eai cara, beleza? – Pergunto colocando a chamada no viva-voz.

— Eai Duda. Tranquilo, e contigo?

— A gente vai levando ne bro?

— Haha' verdade. Pow cara, ta em casa não? To aqui na tua porta e ta tudo escuro. Tu não esqueceu que combinamos de jogar hoje ne?

— Puts, pior que esqueci. Foi mal, bro.

— Ah, Duda. Mancada.

— Foi meio de repente sabe. Tipo... Meus pais err... – Olho para Harry pedindo socorro. Droga, o que eu falo? – Viajaram, err... Isso eles viajaram pra... – Continuo tentando ler seus labios. – Uma segunda lua de mel... – Digo pausadamente. – Isso, segunda lua de mel. Sabe como é... – Digo rapidamente vendo Harry bater com a mão na própria testa.

— Há, sei... Mas assim do nada? E onde você ta entao?

— Ah não foi do nada Francis, eles planejavam a uns meses já. E... Eu to aqui... – Olho para Harry e de novo ele murmurava vários “não”. – Com o Harry. – Sorrio diabólico para ele. Enquanto ele soltava um “você me paga”.

— Ah, Harry ta com você? E... Onde vocês estão? Porque na tua casa é que não é.

— Ah não estamos na minha casa. Estamos... – Olho de novo pra Harry e la estava os “não” de novo. – Na casa do Harry.

— Oh, a famosa casa do Harry.

“Eu vou matar você Eduardo”

— Pois é... Sabe que eu não sobreviveria sozinho la em casa. Então eu pedi socorro.

— Haha' claro. Você não sabe nem ferver água. Diferente do Harry, que e praticamente um cheff profissional.

— Isso, joga minha inutilidade na cara mesmo.

— Haha' foi mal bro. Então, Harry ta ai com você agora? – Fala com aquele tom esperançoso.

— Ah... – Olho dessa vez para a porta e noto que Draco olha fixamente para meu primo. E não tava com uma expressão nada feliz. Olhando para Harry novamente, vejo-o murmurando um “ Não se atreva, Eduardo”. Solto outro sorriso e... – Claro, ta aqui do lado.

“Eu definitivamente vou matar você, Eduardo”.

— Ah, Legal... Err... Sera que ele pode falar comigo agora?

— É claro. A TV pode esperar. Harry? Francis quer falar com você... — Digo balançando o celular em sua frente. Ele tenta pegar de mim, mas me afasto. – Vamos Harry, fala com ele.

— Oi, Francis. – Diz com um olhar que prometia me assassinar.

— Harry, oi... Como está? – Diz com uma voz animada até demais.

— To ótimo, obrigado. E você? – Responde a contra gosto enquanto sentava virado pra mim, ou seja, de costas para a porta. Olhando para ele eu conseguia ver a figura de certo loiro irritadiço que já estava com as bochechas vermelhas.

— Eu to ótimo também. Na verdade, falar com você melhora meu humor a níveis inimagináveis.

Olhando para Draco vejo-o resmungando algo com uma expressão de incredulidade. Pra disfarçar solto um “Eita!” baixinho.

— Ah... Entendo... Er... Você precisa de algo?

— Você. – Solta assim na lata, sem vergonha alguma. Ate eu olhei incrédulo pro celular em minhas mãos.

Harry começa a tossir e Francis a gritar perguntando se ele estava bem e eu so fiz tapar a boca com a mão livre pra não soltar uma risada.

— Eu... Coff coff... To bem... Coff coff... Ahh, foi so... Uma pipoca que entrou no lugar errado. To bem. To ótimo. Coff coff...

— Ah, Harry. Toma cuidado vai... Não quero ficar viúvo antes de nos casarmos.

— Ah, Francis... – Diz tapando o rosto com ambas as mãos, se jogando pra trás enquanto respirava fundo. – Não faz isso, por favor. Já falamos sobre. Eu não tenho esse tipo de interesse em você.

— Hum... Eu sei, mas não quer dizer que não pode ter algum dia. Vai Harry, por favor... So to pedindo uma chance. So uma... Eu posso te fazer feliz. Posso te fazer sorrir... – Fala com uma voz triste.

— Eu... Ai, Deus... — Senta-se novamente e olha pra mim totalmente perdido no que dizer. – Olha, eu já disse claramente que... – Sabendo o que ele vai dizer, olho nervoso para a porta com medo dele ouvir, porém, Draco já não estava mais ali. – Que eu gosto de alguém. E que esse alguém estará perto de mim nesse ano... Então...

— Você vai tentar conquista-lo. Eu sei... – Sua voz esta mais baixa agora. – Eu so não entendo porque você insiste em querer alguém que sempre te tratou tão mal. Lembro bem de como você disse que ele agia com você e seus amigos. Eu não...

— Francis, por favor... Não me faça sentir um monstro so por ser sincero e não te dar falsas esperanças quanto a isso.

— Esta bem. – Solta um suspiro. – Mas isso não quer dizer que eu vá desistir de você. Lembre-se disso. Bem, já é tarde. Eu vou te deixar descansar. Boa noite, Harry. – Diz suavemente. E desliga a chamada sem esperar resposta.

Harry olha pra mim bravo. – Ta feliz? Isso é culpa sua.

— Eu... Harry, me desculpa. Eu não pensei que...

— Esse é o problema. Você não para pra pensar... – Diz se levantando e saindo do quarto logo após.

— Parabéns, Eduardo. – Digo a mim mesmo enquanto me jogo na cama. – Você é muito burro mesmo.

Notas finais
Entao? Gostaram? Espero que tenha compensado a demora. Ate o proximo...