A Magia do Amor! [Hiatus]
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Ainda é muito difícil aceitar a morte dos meus pais. Pensar que ontem de manhã, eles estavam bem e vivos, e agora eles estão mortos. E eu nem entendo o porquê disso. Harry está sendo um ótimo amigo, embora eu sempre insista em dizer que não mereço sua preocupação e carinho. Agora ele está no fogão cozinhando algo pra mim, seus amigos todos estão meio que "de boca aberta" o observando correr de um lado pro outro enquanto corta, cozinha e lava tudo ao mesmo tempo. Parece-me que não costuma cozinhar aqui já que todos aparentam estar impressionados com sua agilidade.
— Dobby! — Ele diz.
Assusto-me com uma criatura estranha que aparece bem ao meu lado, do nada. Ele faz uma reverencia exagerada, quase chegando a encostar as grandes orelhas no chão.
— Em que Dobby pode ajudar o mestre Harry Potter?
— Já disse pra parar com essas reverências, Dobby. E não me chame de mestre. Você é um elfo livre agora, não se esqueça. — Diz Harry olhando severamente para a pequena criatura que abaixa a cabeça parecendo triste com a bronca que levou.
— Sim, Senh... — Ele nem terminou de dizer e foi interrompido por Harry.
— Harry! — Corrige.
— Sim, Harry. Em que Dobby pode ajudar? — Diz o pequeno olhando para meu primo com seus grandes olhos brilhando.
— Pega Bacon na dispensa pra mim, por favor.
Sumindo em um 'ploop' e retornando em outro em menos de segundos. O pequeno ser retornou com um enorme pedaço de bacon em mãos, entregando a Harry e sumindo logo após ser dispensado com a promessa de ser chamado novamente caso Harry precisasse de algo.
— Bem atencioso. — Digo. — Espera... Foi essa criatura que jogou aquele bolo na cabeça daquela mulher lá em casa?
Harry olha pra mim com olhos arregalados. — Você o viu aquele dia?
— Vi. — Digo meio envergonhado. — Eu achei que estava vendo coisas naquela época. Ainda não entendia bem como funciona as coisas no seu mundo. Hoje eu não me surpreendo com mais nada, nem se vocês disserem que existem, sei lá... Dragões. — Digo rindo logo após.
Um silêncio se espalha pela cozinha, tanto Harry quanto seus amigos me olham sorrindo estranho pra mim.
— Então... Tipo assim Duda...
— Dragões existem. — Diz um loiro entrando pela cozinha e seguindo até a geladeira. — Assim como qualquer outra criatura magica que você já tenha ouvido falar.
— Draco! — Diz Harry olhando acusador para o loiro.
— Que? Uma hora ou outra ele vai ter que saber. — Diz o loiro agora com metade de seu corpo dentro da geladeira. — Ou realmente pretendem deixar um trouxa, sem nenhum tipo de magia andando por ai sem saber o que pode encontrar? Você não pode ser tão tolo Potter.
— Uh! Voltamos aos sobrenomes? — Pergunta serrando os olhos para o loiro. — O que tá pegando com você afinal, MALFOY? – Ele disse dando ênfase ao sobrenome do outro garoto.
Malfoy fecha a geladeira depois de um tempo e morde uma maça que acabou de pegar na gaveta de verduras. Olhando para meu primo também com os olhos serrados e um sorriso que a meu ver foi bem sarcástico. – Nada! Cicatriz! – Dizendo isso ele deu-lhe as costas e saiu da cozinha rumando ao andar de cima.
— O que foi isso? – Ele pergunta baixinho para si mesmo. – Ah! Foda-se. – Vira-se novamente para o fogão e torna a mexer nas panelas.
Eu não me aguento e acabo soltado um riso estrangulo pelo esforço de conte-lo. O que obviamente foi bem ineficaz.
— Tá rindo do que, desgraça? – Ele murmura aparentemente bravo, com a faca que usava para cortar tiras do bacon em sua mão.
— Ele mal abre a boca e já te irrita assim? — Digo contendo um riso novamente.
— Você precisava ver esses dois na escola antigamente. – Diz um ruivo, Rony se não me engano. – Literalmente como gato e rato. Só não sei que comeria quem. – Diz com um sorriso malicioso. Sorriso esse que se desmanchou em milésimos de segundo, quando uma faca passa voando ao lado de seu rosto e se finca na parece de madeira atrás dele. – Puta Merda, Harry. Tá doido cara? – Grita ele de olhos arregalados.
— Some daqui. – Diz Harry pausadamente puxando sua varinha de dentro do bolso do casaco que usava. O ruivo ainda de olhos arregalados pega na mão da namorada e sai correndo da cozinha quase sem tempo de desviar de um feitiço que meu primo lançou nele. – Accio! – Diz e a faca se solta da parece e voa para sua mão direita. – Você dizia? – Diz ele agora se voltando para mim.
Eu solto outra risada, dessa vez sem me segurar. O resto do mar de ruivos que tinha se encolhido num canto da cozinha saiu rapidamente aos tropeços depois que a faca voou novamente, mas desta vez na minha direção, acabando por se fincar na portinha de um armário que havia atrás de mim. Se eu me assustei? Claro que não. Isso só me fez rir ainda mais alto. – Você não me assusta, Harry.
Harry bufa e se volta novamente para o fogão depois de pegar a faca que novamente voou para sua mão. Coloca o bacon na frigideira e começa a me ignorar. Como sempre faz quando esta com raiva de mim.
— Esse, Draco, é sempre assim? Sarcástico? – Pergunto só pra cortar o clima chato que ficou no ar.
— Você não viu nada. – Diz logo depois de um profundo suspiro.
— E foi exatamente isso que fez você se apaixonar por ele.
— Duda! Não fala isso aqui. – Diz correndo ate a porta da cozinha olhando pros lados. – Muito menos quando ele tá por ai. E se ele ouvir?
— Se ele ouvir, você para de cú doce e admite logo que tá afim dele ue. Simples!
— Eu nem sei o que me atrai tanto pra ele, Duda. – Diz pegando um prato, meio fundo de mais em minha opinião, e colocando arroz, feijão, bacon, ovos mexidos e mais algumas coisas que ele fez. Pega uma colher (Por que eu não curto esse negocio de garfo não. Garfo não pega comida suficiente.) na gaveta do armário e me entrega. Nem penso muito antes de começar a comer, além de estar com fome existe o fato de que Harry cozinha muito bem. – Ele é...
— Um gato. – digo simples e vejo ele me olhar meio atravessado. – O quê? Sou hetero, não cego. – Digo vendo-o começar a rir.
— Sim, ele é um gato.
— Gato? Quem é um gato? – Diz o loiro do qual falávamos, de onde diabos ele saiu?
— O... er... bem... er... – Harry murmura meio enrolado.
— Um garoto do meu bairro. Ele é ‘gamadão’ no Harry, sabia?
— Tu não ta falando daquele babaca que me agarrou no inicio das férias né? Por favor... – Diz com cara de nojo pra mim.
— Agarrou? Como assim agarrou? – Diz o loiro com olhos arregalados.
— Ah, é verdade. Acredita que o babaca encurralou o Harry num beco quando ele voltava pra casa? E como ele não tinha levado a varinha dele, o infeliz conseguiu pega-lo. A sorte foi que eu achei que ele estava demorando muito e fui procura-lo. Quando passei pelo beco eu vi os óculos jogados no chão em pedaços. Entrei e o maldito estava imprensando ele na parece tentando beija-lo e apalpando a bunda dele. Ah, mas eu dei um belo soco nas fuças do desgraçado. Ah se dei.
— Foi nojento. – Harry disse parecendo meio enjoado.
— Que atitude repugnante. Eles fazem mesmo isso no mundo trouxa? – Ele pergunta a Harry.
— Até demais pro meu gosto.
— Enfim, voltando ao foco de antes. – Digo trocando o assunto já que minha intenção não é fazer Harry se lembrar de maus momentos e sim ver se esse Draco o retribui. — Eu estava falando do Francis, aquele loiro alto e bonitão que te deu uma caixa de bombom.
— Ah! Aquele seu colega da faculdade? – Diz com um sorriso de lado. Eu afirmo com a cabeça. – Hm. Até que é bonitinho sim. – Diz se levantando e indo na geladeira pegar um jarro de suco e três copos. – Senta aqui Draco. – Diz puxando a cadeira ao seu lado.
— Obrigado! – Diz com uma cara fechada. Interessante.
— Então, falou com ele antes de vir pra escola esse ano? – Pergunto a meu primo, mas sem tirar os olhos do loiro a seu lado.
— Falei sim, ele me deu um urso de pelúcia, acredita? Impregnado com o perfume dele ainda. – Diz rindo. – Acho que ele pensa que eu vou aceitar o pedido.
— Que pedido? – Interrompe o loiro com cara de poucos amigos. Cada vez mais interessante.
— Ele me pediu em namoro, acredita? – Ele mal acaba de falar e a jarra de suco encima da mesa explode em pedacinhos espalhando seu conteúdo por toda a mesa.
Sim, está ficando realmente interessante.
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