A Madrasta gótica
2 Nada mais me assusta...
Notas iniciais
Maria chega em sua cela totalmente séria e fala para Buca: — Vou sair daqui.
As duas se olham seriamente e Buca responde: — Que bom, temos que agradecer ao satã por isso, ele que te ajudou colocando o seu filho pra te ajudar. Sabe de quem eu falo...daquele advogado.
– Cadê a cruz? — perguntou Maria mudando drasticamente de assunto. — Vamos fazer nosso ultimo culto, quero pedir que dê certo todos os meus planos. — Ela abre sua sacola cheio de objetos para rituais. Ela tira a mão segurando um quadro com uma cruz caída, e um pó, que logo depois derramou em forma de uma estrela no chão.
As duas pegam uma capa preta e se ajoelham ao redor do risco, fecham os olhos e começam a falar em línguas estranhas. E nessas falanças, Maria pensa: "Desejo que todas as pessoas que me fizeram mal, façam pagar com sangue por isso...todos! e obrigado pela brilhante ideia que me destes, senhor.".
As duas param de falar, logo depois Maria pega suas coisas, sai da cela e quando a vigilante fecha, Maria segura o ferro e olha para sua amiga: — Até breve. — e sai normalmente.
Maria sai da cadeia e se assusta com a claridade e o movimento da cidade, a única coisa de apagada e triste naquela rua ela era. As pessoas passavam e olhavam para Maria, era difícil passar despercebida , mas ela passava um olhar de "tá olhando o quê?" para todos que a via.
Ela botou a mão no bolso e percebeu que tinha dinheiro suficiente para ir ao México, primeira coisa que iria fazer era visitar o padre Belisário. — "Ah padre...que nojo de sua profissão..." — pensou Maria.
Sua viagem fora bastante cansativa, ela sai da rodoviária com apenas uma sacola na mão e vai em direção à igreja do Belisário, não era muito longe dali. Ao passar perto de uma boate de luxo, uma jovem bastante vulgar se esbarra com Maria, ela parece muito nervosa e apressada.
– Ai desculpa — disse a jovem ajudando a Maria a se levantar.
Maria expulsa a ajuda jogando os braços dela pra longe de suas mãos: — Me solta garota, ridícula você hein...se acha a formula 1? — Maria arruma seu cabelo.
– Me desculpe mesmo, é que meu pai me ligou dizendo que vai buscar na casa de uma amiga, por isso tenho que correr pra lá se não ele vai descobrir que... — ela pausa e sem perceber quase que contou sua história para aquela gótica.
– Que bom que parou, não tô nada preocupada com seus problemas, só tenho pena de seus pais. -Maria ri um pouco e observa a fisionomia daquela jovem. — Qual o seu nome? — ela pergunta naturalmente.
– Estrela — disse ela se preparando pra correr. — Thau senhora!
Maria fica pasmada e pensa: "Minha filha...então é essa minha filha Estrela...quer dizer que virou puta de boate? amei, isso que Estevão merece..." — ela anda em direção à igreja, naturalmente, como se nada tivesse acontecido.
Maria entra na igreja e bate na porta do escritório de Belisário, ela chama mas não houve respostas. Depois de dois minutos, a porta se abre saindo um menino de sete anos chorando desesperado pra fujir da igreja, e logo depois aparece o padre na porta:
– Essas crianças não aguentam nada hoje em dia...- sorri para a criança fugindo e volta o olha para aquela mulher estranha de preto. — E você quem é?
– Olá...sou a irmã do Satã, ele me pediu pra buscar sua alma...- disse Maria, esperando uma resposta rápida do padre.
Belisário ao ouvir aquela voz tão seca, no que era uma voz tão leve e bonita, se assusta: — MARIA?!
– Isso mesmo padre, vim aqui te contar o que vou fazer com meus inimigos...sabe, meu novo plano... — Maria dá um empurrão na porta e entra de uma forma bem reta, como uma alma. A pressão de padre Belisário caiu.
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