Notas iniciais
Cada um com o que merece...

Estevão abriu a porta da sua mansão e reparou com a Estrela sentada fumando e olhando para o quadro de quem ela acha que é sua mãe, era uma pintura de uma mulher loira que trasmitia um olhar sereno e calmo, totalmente ao contrário De Maria. Estrela ouve os passos:

– Oi...- diz Estrela olhando para o pai e virando o olhar para o quadro.

– Minha filha...nunca fui de puxar assunto com você...- Estevão senta ao lado dela. — Por que é tão fria comigo? eu não mereço isso...

– Pai...para tá. — Estrela se levanta e vai em direção à foto do quadro. — Tô concentrada aqui...preciso fazer uma coisa mas não sei se eu faço.

– Como assim filha? senta aqui e me conte direito.

Estrela se vira e vai em direção ao pai dela...senta calmamente e sem perceber, Estevão leva um choque na barriga tão forte que o faz desmaiar.

Heitor desce as escadas totalmente frio e com o olhar fixo, como se estivesse em outro planeta.

– Estrela...cadê minha tia Alba? preciso da minha...minha...- ele sente uma queda no seu corpo e se apoia no corrimão.

– Da sua cocaína...eu sei. — Estrela empurra Estevão pra debaixo do sofá para que Heitor não percebesse. — Ela deixou um pouco na mesa da cozinha, vai lá pegar. — Ela mente para que ele saia da sala. Heitor vai abobalhado para lá.

Um cômodo totalmente escuro, no maior silêncio. De repente ouve-se um grito abafado...era a de Fabíola, depois Carmen e em seguida todos os prisioneiros. De repente liga-se a luz bem um pouco longe da frente dele: aparece uma pessoa vestida de branco com linhas pretas horizontais , e no rosto usava uma máscara do Anonymous. Os gritos aumentaram. Depois liga-se a luz de todo o local, e perceberam que estavam em um banheiro em muito mal estado, todos eles estavam amarrados em vasos sanitário soltos e com a boca tampada com fita adesiva. De repente a pessoa tira a fita de cada um deles.


– Quem você? o que pretende? — diz Demétrio meio que assustado.
– Tudo em seu devido tempo, inútil. — Diz a pessoa.
– Você é louca! porque está fazendo isso com a gente? eu não entendo, é uma pegadinha? — diz Alba querendo soltar seus braços , mas não tem resultado. Carmen parecia calma, estava apenas assistindo, parecia interessante.
Ouve-se um barulho no local e passos se aproximando da porta, o mascára abre e entra Estevão amarrado numa cadeira de rodas sendo levado pelo cabeça-de-porco.
– Bote ele ali . — O máscara aponta para o canto, ao lado de Alba estava um lugar vazio.
– Sim. — O porco consente e coloca Estevão no lugar que lhe foi ordenado.
– Obrigado pelos seus serviços...venha, tome o dinheiro. — O máscara tira um maço de dinheiro que estava guardado em sua cintura e entrega nas mãos do porco.
Sem perceber o máscara pega a cabeça fantasiosa e arranca da pessoa. No mesmo instante o cabelo loiro se estende até o ombro. A pessoa vira assustada, foi revelada.
– ESTRELA?! — grita todos que estavam amarrados, assustados mais ainda. Estevão acorda com o barulho.
O máscara tira seu anonymous da cara e também se assusta:
– Es...Estrela?! — fala Maria olhando em seus olhos.
– Gente...- diz Estrela com cara de chata. — Eu acesso a deep web e consegui esse serviçinho que é bem simples , e iria receber nada mais nada menos que...- Bruno a interrompeu:
– Muito engraçado Estrela...vai nos solte, não tem graça.
Estevão acorda meio pertubado, estava num banheiro totalmente estranho, com seus conhecidos e bem na sua frente estava Estrela com uma roupa estranha e Maria.
– Peraí Maria?! — Estevão fica boquiaberto. "Como essa mulher ficou desse jeito? Deus do céu..."
– Estrela, realmente estou surpresa com isso...- Diz maria enquanto abre a porta. — Mas não tenho tempo para drama, licença. — Ela abre a porta e sem falar nada Estrela se retira.
– Bem...- Maria é interrompida.
– Maria sua louca, como pode não estar nem aí para sua filha? ela foi quem nos raptou...ela é uma perdida... — diz Alba, surpresa com tudo que está acontecendo.
– Então...- Maria pega a sacola que estava no canto do banheiro. — Sei que estão surpresos, mas não quero aquela conversa de "ai porque saiu , não vai voltar pra sua casa e blá blá blá". — Maria fala de um jeito infantil.
– Na verdade nem consigo dizer nada...- Estevão fala num tom baixo e assustado. — me assusto de te ver desse jeito.
– Tá, cala a boca. — Maria abre a sacola e tira uma máquina de fazer tatuagem. — Meus amigos, irei dar meu presente pra cada um de vocês...a mesma coisa pra cada um, mas de uma forma diferente , claro.
Maria tampa a boca de todos com a fita adesiva, porque estavam afim de dialogar e ela estava com preguiça pra ficar falando.
Ao passar de uma hora e meia, Maria enfim conclui a tatuagem da última pessoa, que foi o Estevão.
– Ficou interessante , vocês com uma tatuagem na testa. — Maria dar gargalhadas ao olhar para todos chorando com fiasco de sangue na testa mostrando um desenho. Fabíola tinha um cigarro com fumaça; Bruno um batom ; Demétrio uma peruca ; Daniela uma pessoa com uma faca alojada nas costas ; Alba um coração partido e Carmén uma criança segurando uma cachaça.
– Todos vocês são o que mostram em suas testas, e vão carregar isso para sempre...- Maria abre a porta do local e desliga as luzes. — Agora irei liberar vocês, já sabem pra onde sair...e se tentarem alguma coisa, estou no escurinho com uma faquinha na mão...- Ela ri.
Maria liberta um por um eles saem correndo dali. Estevão para na porta, olha para trás e só consegue ver a escuridão.
– Maria...eu não consigo te ver, mas sei que pode me ouvir...eu te amo, nunca esqueci de você, eu sempre quis... — Maria o interrompe.
– Ih tá bem, sai logo inútil. — Maria fala num tom normal.
Estevão se magoa profundamente com a resposta fria de Maria e cai fora do local.
– Minha pequena vingança está pronta...agora falta realizar o principal plano da minha vingança...- Maria senta no vaso e começa a pensar como iria realizar este plano maquiavélico.

Notas finais
Lá vem mais um plano da gótica...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.