A Madrasta
97 Epílogo - Família
Notas iniciais
Epílogo — Família.
[...]
Tempos depois...
Isabella tinha acabado de despertar. Depois de coçar os olhos, virou-se para o lado e notou que seu marido não estava deitado ao seu lado.
— Amor? — O chamou mas Edward não respondeu.
A morena então suspirou profundamente e se levantou, caminhando até o banheiro onde lavou o rosto e escovou os dentes.
Se trocou, aproveitou para fazer um coque nos cabelos e em seguida, saiu do quarto em direção ao de seus filhos e não, não estamos falando de Renesmee e Anthony e sim, de Junior e Sophie, seus mais novos caçulas.
Sim, gêmeos.
Duas semanas depois de anunciar a gravidez para Edward e a família Cullen, a jovem descobriu durante o ultrassom de rotina que estava grávida de um menino e uma menina.
Primeiro, veio o susto com aquela notícia tão inesperada.
Mas depois a alegria afinal, ela e o esposo seriam presenteados em dobro desta vez e a morena poderia acompanhar detalhadamente pela primeira vez, passo a passo do crescimento dos filhos.
Durante a gravidez Bella foi muito mimada, tanto por seus pais como pelos familiares de Edward. Renesmee adorou a ideia de ter mais irmãos, mas Anthony ficara um pouco enciumado no começo mas depois que as crianças nasceram rapidamente também se apegou a elas.
Os dois bebês dormiam tranquilamente, o que fez a morena sorrir. Amava demais sua família e agora tinha certeza que nada nem ninguém lhe separaria de nenhum deles.
Bella saiu com cuidado do quarto e desceu as longas escadas da mansão até chegar a sala de estar que estava vazia e silenciosa... Até demais.
— Ué, onde está todo mundo? — Perguntou-se com as mãos na cintura.
— SURPRESA! — Todos gritaram em coro, surgindo na sala. — FELIZ ANIVERSÁRIO, BELLA!
— Não acredito. — Corada, Bella tapou o rosto com as mãos.
Todos os seus amigos e familiares estavam reunidos para comemorar seu aniversário de 33 anos.
— Parabéns, meu amor. — Edward disse se aproximando dela com um saboroso bolo nas mãos e dando um selinho carinhoso nos lábios dela.
— Fui eu quem fiz o bolo, cunhadinha! — Alice avisou sorrindo para a amiga. — Seu sabor predileto, cenoura com cobertura de chocolate. Espero que goste.
— Ai, muito obrigada por esse carinho todo gente! — Isabella agradeceu ganhando um abraço carinhoso dos filhos e dos demais convidados daquela doce festa surpresa.
[...]
— Poxa amor, é seu aniversário. Tem certeza que quer fazer isso justo hoje? — Edward questionou a esposa horas depois do término da festa.
— Tenho sim, preciso conversar com aquele ser para fechar esse ciclo de uma vez por todas. Eu conversei com Victória quando ela foi condenada, com a Tanya, mas com ele ainda não. E amanhã é o julgamento, então é agora ou nunca. — Pegou sua bolsa e caminhou até o ruivo — Pode ficar tranquilo que vai dar tudo certo. — Falou encostando seus lábios no rapaz beijando-o apaixonadamente.
[...]
— Isabella Cullen... O que faz aqui? — Aro perguntou dando um sorriso sacana.
Desde que foi preso, ele nunca mais foi o mesmo.
Seu visual elegante dera lugar a barbas longas, cabelos desgrenhados e o dobro de rugas que tinha antes, mas por dentro estava muito pior, totalmente consumido pelo orgulho e principalmente, pelo ódio.
— Vim ter uma última conversa contigo. — A morena respondeu mordendo o lábio. — Amanhã é seu julgamento, onde certamente será condenado há uns quinze anos de prisão. Como pretende passar esse tempo da sua vida, Aro?
— Como? — Gargalhou — Como você acha?! — Sentou-se à frente dela.
— Eu acho que você pretende passar esse tempo todo sentindo ódio e desejo de vingança como aconteceu comigo quando fui condenada, mas por experiência própria vim te dizer que isso não vale a pena. Olha o que você fez da sua vida, Aro? Tentou até mesmo tirar a vida do meu marido só pra machucar o Carlisle, isso não é normal. Aproveite esse tempo preso pra repensar o que você fez da sua vida e tentar sei lá, reconstrui-la enquanto é tempo.
— Não há o que reconstruir, Isabella. James está morto, Billy também. Victória está presa e Alec... — Sorriu nervoso — Esse está sendo criado pela sua maldita família e vai se tornar ainda mais frouxo do que já é, não vai ter a sagacidade necessária para seguir o meu legado.
— Que legado? Um legado de ódio? Definitivamente você só pode ser louco. — Deduziu fazendo sinal de negativo com a cabeça — Foi um erro ter vindo aqui tentar ajudar um monstro como você.
— Pois saiba que o louco aqui vai arquitetar um belo plano de vingança e quando eu sair deste lugar vou atrás da sua família e vou matar todos vocês com minhas próprias mãos. — A ameaçou ficando de pé.
— Não, não vai e sabe por quê? — Bella o encarou se levantando também — Porque quando e se um dia você sair da prisão saiba que irei vigiar cada um dos seus passos. Você sequer vai a esquina sem que eu fique sabendo e jamais irá se aproximar de algum Cullen porque não irei permitir que você faça absolutamente nada contra nós, juro pelos meus filhos que não vou. — Afirmou vendo o inimigo engolir em seco — Sabe o que realmente vai acontecer com você, Aro? Amanhã você será julgado, condenado e nós, os Cullens, estaremos na primeira fila ouvindo sua condenação da boca do juiz pra ter certeza de que você está mesmo acabado.
— Vocês não irão ao meu julgamento. — Aro fechou a cara e trincou o maxilar.
— Vamos sim e você não poderá fazer nada para impedir isso. — Deu de ombros, mantendo a firmeza.
— Não vou dar esse gostinho de vocês me verem ser condenado e humilhado, mas não vou mesmo.
— Como disse, não há o que fazer Aro.
— Sempre há, queridinha. — O moreno garantiu enigmático, saindo da sala de visitas e deixando Isabella sozinha com a pulga atrás da orelha.
[...]
— O que acha que Aro quis dizer com isso, amor? — Já em casa, Bella contou tudo ao marido enquanto amamentava Sophie.
— Sei lá, mas acredito que Aro tenha dito isso só pra te provocar mesmo, sabemos como os Volturis são, né?- O ruivo respondeu colocando Junior para dormir no berço.
— É, deve ser. — Bella concordou mesmo ainda estando desconfiada daquela estranha conversa.
~*~
A visita de Isabella e a proximidade de seu julgamento deixaram Aro completamente transtornado.
Em sua mente doentia, acreditava que se os Cullens acompanhem sua condenação, coisa já certa, eles o venceriam.
E ele jamais deixaria que isso acontecesse.
— Vamos ver quem vai vencer. — Murmurou para si, enquanto caminhava pelo pátio durante o banho de sol.
O vilão andou em direção a um dos bandidos mais perigosos daquele presídio, que atendia pelo nome de Josh. De propósito, Aro esbarrou no condenado.
— Vê se olha por onde anda, seu velho idiota! — O bandido que era loiro e corpulento resmungou, empurrando Aro.
— Idiota é você. — O moreno retrucou em voz alta, chocando até mesmo o preso que sempre fora respeitado por todos por conta do temor que tinham dele.
— Ta perdendo a noção do perigo, velhote? — Josh riu olhando para seus colegas de prisão.
— Já disse, não tenho medo de vocês. — Aro afirmou dando de ombros — Aliás, de nenhum de vocês bando de imbecis. — Xingou a todos. — Pobres, sem eira nem beira. Porcos, sem inteligência nenhuma, um bando de burros mesmo. — Os humilhou.
— Burro é você que acaba de comprar sua passagem para o inferno, velho maldito! — Josh exclamou partindo para cima do Volturi e lhe dando um soco tão forte que o fez cair no chão.
Os demais presidiários também foram para cima de Aro, lhe enchendo de murros e pontapés durante mais de vinte minutos. Enquanto apanhava intensamente, Aro pensava se quando fosse para o outro lado da vida, iria rever James, Billy ou sua esposa.
~*~
[...]
Durante a madrugada...
O telefone tocou.
— Hum... Atende amor. — Bella murmurou virando-se para o lado, toda sonolenta.
— Já vou, Bella. — Edward disse se ajeitando na cama, esfregando os olhos, acendendo a luz do abajur e tirando o telefone do gancho. — Alô? Sim, ele mesmo. COMO É? — Imediatamente Bella despertou e olhou para o amado, vendo seu semblante visivelmente perturbado. — Er, okay. Obrigado por me avisar, tenha uma boa noite. — Pôs o telefone no gancho.
— O que houve Ed? Você está pálido. — Bella notou passando a mão por seus cabelos bagunçados.
— Não vai haver julgamento amanhã.
— Não me diga que aquele advogado conseguiu mais uma vez adiar esse bendito julgamento? Isso já está virando piada! — Reclamou fazendo uma careta.
— Não amor. Não vai haver julgamento porque hoje a tarde ouve uma briga séria na prisão do Aro com outros detentos e ele... Está morto. — Explicou vendo a morena arregalar os olhos e tapar a boca com as mãos, sufocando um grito.
Bella nada disse.
Edward também não, mas nem precisava.
Ele apenas a puxou para seus braços lhe confortando, beijou sua testa e a morena suspirou, sabendo que mesmo em meio a mais uma tragédia tudo ficaria bem.
[...]
Dias depois...
— Que palhaçada é essa?! — Edward perguntou pondo as mãos na cintura ao deparar-se com sua filha mais velha beijando Alec no jardim.
— Pai! — Ao ser pega no flagra, a adolescente empurrou Alec e deu um sorriso amarelo — Pensei que o senhor tinha ido trabalhar.
— É, mas ainda não fui. — Bravo, Edward fechou a cara.
— Desculpa tio. — Alec pediu sem graça.
— Se eu tivesse uma espingarda comigo você ia ver garoto!
— Pai! — Renesmee deu risada.
— Venha comigo mocinha. — Edward mandou puxando a garota pelo braço e entrando na mansão.
— Qual o problema deu namorar o Alec, hein?
— Como assim qual o problema?! Vocês são primos!! — Explicou e ambos entraram no quarto dos bebês, onde Bella estava com Anthony e ele enfim, soltou o braço dela.
— De consideração né, pai. — Esclareceu.
— O que houve meninos? — Bella indagou curiosa.
— Aposto que o papai te pegou com Alec no jardim. — Tony deduziu enquanto trocava a fralda de Sophie. — Bem feito, falei que um dia vocês ainda seriam pegos no flagra por ele.
— Espera, eles estão juntos há tempos? Eu fui mesmo o último a saber? — Edward questionou chocado.
— Cala a boca Alec. — Renesmee mandou entre os dentes. — Seu dedo duro!
— Ei, calma meninos! — Bella interviu ficando entre eles — Filha, o que realmente aconteceu? — Olhou atentamente para ela.
— Alec e eu estamos namorando, mãe. — Ness explicou corada — Ele ia pedir minha mão em namoro ao papai no jantar desse domingo.
— Que fofo! — Bella sorriu ao perceber que a garota estava amando.
— Pois jamais daria sua mão a ninguém, você é uma criança ainda Renesmee!
— Não sou criança, sou adolescente. — A garota o corrigiu batendo o pé.
— Dá na mesma! Adolescente não pode namorar. — Edward deu de ombros.
— Ah é? Então como o senhor engravidou a mamãe quando ela tinha dezessete anos? — Anthony ironizou entrando na conversa.
— Pois é — Bella gargalhou.
— Er... É bem diferente oras. — Edward ficou sem resposta.
— Não é não. — Nessie retrucou.
— Ei, parem os dois! Renesmee, não é legal namorar um garoto sem antes comunicar seus pais e você, Edward, tem que aceitar que nossa filha já é uma moça e pode sim namorar quem ela quiser. — Bella tentou conciliar os dois — Agora chega de discussão, venham todos aqui. — Ordenou e seu marido e filhos ficaram ao seu lado. — Sabiam que me sinto muito feliz? Olha a família linda que construímos juntos?
— É... — Edward segurou e beijou a mão da amada — Se anos atrás me dissessem que teríamos mais dois filhos e que voltaríamos a ficar juntos acho que não acreditaria.
— E eu? Que jamais pensei que teria uma mãe de novo? Enfim, o que importa mesmo é que ninguém nunca mais vai nos separar. — Anthony prometeu abraçando a mãe.
— Eu amo muito vocês todos. — Renesmee falou abraçando o irmão. — Até o chato do Tony e o ciumento do papai.
— Sim, todos nos amamos aqui. Que tal um abraço coletivo? — Bella sugeriu e todos se abraçaram calorosamente, rindo juntos e tendo certeza que a família Cullen ficaria sempre muito unida.
Bella sorriu ainda mais.
Não era mais a madrasta e não tinha mais sentimentos ruins no coração, muito pelo contrário.
Hoje era uma uma mãe e mulher completa, a mais feliz do mundo.
E se dependesse dela e dos seus, assim seria para todo sempre.
FIM...!!!!
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