A Madrasta
86 Capítulo 85 - Lei Do Cão
Notas iniciais
Capítulo 85 — Lei Do Cão.
— O que fizeram com você Edward? — Elizabeth perguntou durante uma visita ao neto na prisão. — Isso é inadmissível, você não pode ser agredido dessa maneira dentro de um presídio federal!
— Ta tudo bem comigo vó. — Edward mentiu com os olhos marejados de lágrimas, segurando a mão da senhorinha com carinho. — Já passei na enfermaria e não quebrei nada, então não foi nada grave.
— Mas está doendo?
— Confesso que sim. — O ruivo fez uma careta de dor. — Mas estou tomando analgésicos, vou ficar bem logo. — Mas e meus filhos? Como estão? — Mudou de assunto.
— Sentindo a falta do pai. Você nunca passou mais de um dia longe deles. — A matriarca dos Cullens lembrou nostálgica.
— É verdade. — Edward sorriu. — Mesmo não sendo o melhor pai do mundo, sempre me fiz presente pra compensar a falta da... Bella na vida deles. Falar nisso, e ela? Como está?
— Muito mexida com sua prisão. Pediu que Irina cuidasse do seu caso e que te tire logo daqui.
— Sabe vó... A Bella não me olha mais com aquele olhar de ódio e esse é meu único alento nesses tempos difíceis. Saber que ela não me detesta tanto quanto antes e que talvez ainda haja uma chance de sermos felizes algum dia. — Acabou sorrindo de novo. — Mas a senhora não devia ter contado a ela as coisas que fiz no passado, era segredo.
— Se eu não tivesse contado Bella deixaria você apodrecer aqui dentro. Ela precisava saber! — Beth insistiu. — Mas querido, quem fez isso com você? Temos que denunciar o desgraçado imediatamente.
— Pra que? O cara já está preso vó e isso seria pior pra mim aqui dentro. Lá fora eu tenho poder, mas aqui sou só mais um preso que tem que obedecer a lei, a lei do cão. E se eu não obedecer, sei que não durarei muito tempo aqui dentro vó. — Afirmou engolindo em seco.
~*~
— Edward tomou uma surra? Mas ele está bem? — Bella perguntou preocupada durante uma visita de Rosalie ao seu quarto na mansão.
— Com muitos hematomas, mas bem. No entanto se recusou a contar quem o agrediu então vai ser difícil mantê-lo seguro lá dentro. — Rose respondeu sentando-se na cama da morena.
— Está difícil segurar essa barra, Rose. — Bella admitiu se olhando no espelho. — Edward errou feio comigo, mas não merece o que está passando. Ele salvou minha vida, só estou hoje aqui por causa dele. — Comentou acariciando a própria cicatriz da cirurgia que fora coberta pela tatuagem da fênix. — E querendo ou não ainda o amo muito, se pudesse ficaria presa no lugar dele só pra que ele não sofresse.
— Eu sei amiga e acho que você deveria dizer isso a ele em sua próxima visita. Temos que tira-lo logo de lá, mas pra isso teremos que descobrir quem armou pra ele porque mesmo não acreditando que Edward tenha culpa no cartório fomos obrigados a prendê-lo, já que ele estava com a arma do crime com ele e o resultado do DNA já saiu confirmando que o sangue da faca era realmente do Billy, mas ainda bem que não tinha digitais dele lá, o que nos ajuda bastante em sua defesa. As câmeras de segurança da empresa já foram enviadas aos peritos e logo eles verão quem foi que colocou aquela faca na gaveta dele e as coisas melhorarão de vez.
— Sim, mas duvido que esta pessoa se deixou ser vista pelas câmeras a ponto de ser reconhecida, com certeza o assassino não se arriscaria a esse ponto. — Bella deduziu virando-se para a amiga. — Acho que vamos ter que retornar as nossas investigações, Rosalie.
— Pois pode contar comigo para o que precisar, Bella. — A loira garantiu esboçando um sorriso para a amiga quando ambas ouviram a voz de Carlisle e rapidamente, saíram do quarto e foram até o escritório onde o loiro estava tendo uma discussão acalorada com Irina.
— O que houve Carlisle? — Bella indagou com as mãos na cintura.
— O Habeas Corpus do Edward foi negado. — O loiro explicou dando um soco na parede.
— É que estamos em um momento muito cru da investigação ainda — Irina justificou — A perícia das câmeras ainda não está pronta, o médico que é o álibi do Edward está no Oriente Médio e ainda não foi localizado para retornar a Nova York, seu filho mentiu no depoimento inicial e ainda por cima, a arma do crime foi encontrada nas coisas dele. Por isso o juiz não aceitou ainda a liberdade provisória dele, mas as coisas irão melhorar, eu prometo senhores.
— Só espero que até as coisas melhorarem meu filho ainda esteja vivo naquele inferno. — Carlisle murmurou ainda muito abalado com toda aquela situação.
~*~
— Edward, você precisa me ajudar. — Mike pediu sentando-se no banco ao lado dele durante o banho de sol.
— Ajudar como? — O ruivo perguntou guardando as fotos de seus filhos no bolso do macacão.
— Eles querem me matar. — Mike disse rangendo os dentes. — Porque eu não pude dar aquilo que eles queriam. Você precisa me ajudar! Me contaram que vários outros detentos que não deram o dinheiro que eles queriam foram assassinados também, estou com muito medo cara!
— De que maneira eu poderia te ajudar Mike? Não se consegue tanto dinheiro assim de uma hora para outra. — Edward cochichou fazendo sinal de negativo com a cabeça. — Você precisa falar com o diretor desse presídio e pedir proteção, sei lá e... — Antes que o rapaz completasse seu raciocínio, a turma de Riley aproximou-se dos dois.
— Mike, Mike... Você não me deu o que mandei e agora, vai ter o que merece assim como os outros tiveram. — Riley avisou tirando um canivete no bolso.
— Ei, o que vai fazer com ele Riley? — Edward perguntou preocupado.
— Esse merdinha vai servir de exemplo pra todos, inclusive pra você mauricinho! — O bandido respondeu e dois dos seus homens seguraram Mike, enquanto os outros dois seguraram Edward e em seguida, caminharam com eles para uma das celas da cadeia.
— Por favor, não me mate. — Mike pediu no mesmo momento que teve sua garganta cortada por Riley na frente de Edward que deu um grito de desespero, seguido do choro amargo da dor de ver a vida de um ser humano se esvaindo daquela forma tão fria e cruel.
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