A Madrasta
76 Capítulo 75 - Recaída
Notas iniciais
Capítulo 75 — Recaída.
[...]
— Você e o Jacob são bem próximos, não? — Edward perguntou assim que entrou em seu quarto da mansão, acompanhado da esposa.
— Sim, nós somos muito amigos. — Bella respondeu tirando seu casaco e jogando-o na cama. — Por que? Por acaso está com ciúme?
— E se estivesse? — Ele perguntou se aproximando dela. — Por acaso isso ainda te interessa? Porque pela nossa conversa de ontem, você quer mais é que eu me ferre.
— Só me faltava essa, você magoado comigo Edward Cullen? Justo você que acabou com minha vida anos atrás? — A morena indagou com as mãos na cintura.
— Quem acabou com sua vida foi quem matou James, não eu. — Ele respondeu encarando-a. — Cometi sim muitos erros, mas estou fazendo o que posso para conserta-los. Só que isso não basta pra você e quer saber? Pra mim já deu!
— Isso significa que desistiu mesmo de vez de mim? — A ex-detenta questionou engolindo em seco.
— Sim, desisti. — Ele afirmou suspirando.
— Mas que droga de amor é esse que diz sentir por mim? Que te faz te desistir assim tão fácil?! — Ela se aproximou ainda mais dele.
— Ué, não era o que você queria? Que eu desistisse?! — A lembrou dando de ombros.
— Não! Quer dizer, nem sei o que quero, o que queria quando te disse aquelas coisas — Respondeu confusa. — Só sei que nesse momento queria muito que você me beijasse. — Avisou e impulsivamente, o puxou para um beijo.
Edward foi pego de surpresa e demorou um pouco para corresponder, mas quando correspondeu mostrou definitivamente o quanto ainda desejava Isabella.
Com sua língua quente explorou cada canto da boca da morena, com urgência e cheio de malícia. Ele caminhou com a morena até a cama e ela deitou-se lá de barriga para cima, vendo o amado tirar sua camisa deixando em evidência o corpo sarado o qual mesmo não querendo, ela desejava mais que qualquer coisa, especialmente naquele momento.
Edward também tirou sua calça e depois deitou-se por cima dela, porém, sem colocar todo seu peso sob ela. Sua boca foi de encontro ao pescoço da jovem, onde distribuiu mordidas, beijos e chupões que arrancaram diversos gemidos de Bella, que estava totalmente entregue a ele.
— Me fode, Edward. — Ela pediu arranhando as costas do empresário que já fora de si, retirou sua cueca deixando seu membro duro em evidência.
— Fique de quatro, Isabella. — Ele mandou e fora obedecido prontamente pois a morena ficou de quatro na cama, apoiando seus braços sob o colchão.
Então ele levantou o vestido da morena e em seguida, tirou sua calçinha para penetra-la de uma vez só. Bella deu um grito quando recebeu um tapinha em seu bumbum.
— Rebola no meu pau, sua gostosa. — Ele ordenou e Bella passou a rebolar sentindo o vai e vem dentro de si.
O Cullen puxava os cabelos dela, enquanto a estocava rápido. Isabella já não estava aguentando mais tanto tesão e acabou gozando e após mais algumas estocadas, foi a vez do marido gozar dentro dela. Após o ato, o ruivo saiu de dentro dela que ainda atordoada pelo gozo deitou-se na cama com a respiração ofegante.
— Você pode dizer o que quiser Bella, mas não pode negar nunca que mesmo depois de tudo, ainda me ama. — Ele disse abraçando-a por trás, distribuindo beijos por suas costas e a mulher nada respondeu, apenas fechou os olhos e sentiu os carinhos dele.
~*~
— E então Charlie? Como vamos proceder agora? — Rosalie questionou assim que chegou a delegacia com seu chefe.
— Enquanto a perícia faz seu trabalho, vamos pegar os depoimentos de todos os possíveis suspeitos da morte do Billy, um por um, e vamos procurar alguma contradição neles. — O moreno respondeu entrando em sua sala.
— Ótimo, tomara que desta vez consigamos pegar o criminoso certo. — A loira disse dando um longo suspiro.
~*~
— É, eu te amo sim. — Bella se declarou virando-se para ele e acariciando seu rosto com o dorso de sua mão. — Te amo tanto, Edward. — O viu sorrir. — Te amo na mesma intensidade em que te desprezo. — Ao dizer aquilo, viu o sorriso sumir do rosto de seu marido. — Por mais que sinta tudo isso por você não irei conseguir te perdoar. — Sentou-se na cama sentindo seus olhos lacrimejarem.
— Bella, vamos tentar ser felizes com nossos filhos, por favor. Se você me ama mesmo, tente me perdoar. Vamos recomeçar do zero, viver nossa vidinha juntos e esquecer todo o passado horrível que tivemos.
— Não posso esquecer. — A mulher se levantou ajeitando sua roupa amassada. — Ainda tenho muito a fazer e mais uma vez o que houve aqui foi um erro, minha culpa aliás. Devia ter me segurado e não tido essa recaída de novo transado com você, mas agora é de verdade. Prometo que isso aqui não vai mais se repetir.
— Ta certo, Isabella. Você que sabe. — Chateado, Edward vestiu suas roupas e saiu do quarto, deixando Bella sozinha com sua amargura.
~*~
[...]
Charlie e Rosalie tinham ligado para todos os suspeitos do crime e mandado que viessem a delegacia dar seus depoimentos a respeito de onde estavam na hora da morte de Billy Black.
— Onde você estava na noite passada senhor Hale? — Charlie perguntou ao loiro que fora o primeiro a depor.
— Estava em casa com minha esposa Alice, mas depois fui até meu restaurante fazer algumas contas sobre os prejuízos que tivemos durante os meses interditados. — Jasper respondeu coçando a cabeça.
— E qual era sua relação com a vítima?
— Muito distante, só nos víamos nas festas dos Cullens na época em que eles eram bem-vindos por lá, mas mal conversavamos. Enfim, não era bem uma relação...
[...]
Agora era a vez de Carlisle depor. O loiro parecia muito tranquilo e nem um pouco abalado com a perda do ex-amigo.
— Senhor Carlisle, onde estava na noite da morte de Billy? — Foi a vez de Rosalie perguntar ao sogro.
— Passei a noite na empresa tentando resolver uma questão de trabalho. — O CEO respondeu ajeitando seu topete.
— Alguém pode confirmar isso? — Rosalie arqueou a sobrancelha.
— Taylor, meu funcionário esteve boa parte do tempo comigo, me ajudando a resolver a tal questão.
— Boa parte do tempo não é o tempo todo...
— É que ele saiu por quinze minutos para comprar um lanche para nós, Rosalie.
— Hum... E qual sua relação com Billy Black?
— Não tinha mais relação, como sabe fiquei sabendo há pouco que o canalha até tentou me matar anos atrás. Ele me odiava por me considerar culpado de sua condição física.
— E você também o odiava? Desculpa pelas perguntas Charlie, mas é meu trabalho. — A policial avisou.
— Tudo bem, entendo perfeitamente. Não sei se ódio é a palavra certa, mas desde que percebi quem realmente eram, passei a não gostar mais de Aro e Billy.
— O senhor seria capaz de mata-lo?
— Não, jamais mataria Billy.
[...]
— Senhor Aro Volturi, qual era sua relação com a vítima? — Agora era Charlie quem estava novamente no comando das perguntas.
— Billy foi meu melhor amigo durante muitos anos, tinha um amor de irmão por ele.
— Tinha? Não tem mais?
— Soube recentemente que ele omitiu que sabia desde sempre quem matou meu filho, como posso amar alguém que faz essa sacanagem comigo? — O vilão indagou de punhos fechados.
— Então o senhor passou a odia-lo?
— Sim, mas não é por isso que o mataria antes que me pergunte. — O vilão negou antecipadamente revirando os olhos.
— E onde estava no momento do crime?
— Tinha ido há um bar perto de casa tomar umas pra desestressar. Se quiser ir lá no bar confirmar, fique a vontade.
— Tenha certeza que mandarei alguém da minha equipe fazer isso, senhor Volturi. — Charlie afirmou dando uma rápida olhada para o escrivão que estava anotando cuidadosamente cada palavra dita nos depoimentos.
[...]
— Senhor Cullen, onde esteve na noite da morte de Black? — Agora Rosalie era quem estava fazendo perguntas a seu cunhado.
— Tinha tido uma conversa triste com minha esposa, então decidi sair um pouco pra tentar me acalmar e fui até o shopping.
— O senhor ficou lá a noite toda? — A loira perguntou franzindo a testa.
— Uhum. — Edward respondeu desviando o olhar. — Depois voltei para casa, logo pela manhã.
— Você tinha algo contra a vítima?
— Vítima... — O ruivo deu risada. — De vítima aquele desgraçado não tinha nada e sim, eu tinha muita coisa contra ele afinal, ele omitiu quem era o verdadeiro assassino do James e com isso, influenciou e muito a condenação da minha mulher e minha vida foi destruída por conta das atitudes daquele imbecil.
— Ao que parece tens muita raiva de Billy. Essa raiva seria capaz de leva-lo a mata-lo?
— Não, nunca tiraria a vida de ninguém, nem mesmo de um maldito como Billy Black. — Edward garantiu mordendo os lábios.
[...]
— Senhorita Denali, qual sua ligação com Billy? — Charlie perguntou para Tanya pois sua esposa tinha lhe avisado que a advogada já estava em Nova York.
— Nenhuma, não éramos próximos, mas também não tinha nada contra ele. — A loira explicou cruzando os braços. — Mas sei que muitos o achavam muito ambicioso e rancoroso, o que me parece bem verossível.
— E onde estava no momento do crime?
— A procura de um hotel para me hospedar nesta cidade que diga-se de passagem está cada vez mais cheias de turistas. Foi difícil encontrar um hotel com vaga, viu?
— Mas porque se hospedou no hotel, que eu saiba você tem sua própria casa por aqui, não? — Charlie a lembrou.
Tanya engoliu em seco.
— Tenho sim tio, quer dizer, senhor delegado. — A loira deu um sorriso amarelo. — É que minha casa está em obra há alguns meses, por conta de problemas de infiltração.
— Ah... — Ele coçou seu bigode. — E a senhorita teria algum motivo para matar a vítima?
— Nenhum, como disse antes não tinha nada contra esse senhor. — Tanya garantiu séria.
[...]
— Onde eu estava durante o assassinato? — Victória começou a roer suas unhas, visivelmente nervosa. — Tinha ido ao salão de beleza fazer minhas unhas. Sei que parece estranho, mas é que aquele dia tinha sido corrido, só tive tempo para cuidar de mim no fim da noite e o salão funciona 24 horas.
— E como era sua relação com Billy?
— Adorava o tio Billy, ele sempre estava lá em casa conversando com meu pai, ambos sempre foram muito amigos. — A ruiva contou sorrindo e mais calma. — Ele me dava bonecas quando eu era pequena e era como um segundo pai. Mas muita gente não gostava dele, a Bella por exemplo, o odiava muito. Aliás sua subalterna Rosalie, estava na reunião e sabe muito bem as coisas que a sua filhinha fez com Billy.
— Atente-se a responder apenas o que lhe for perguntado, senhorita Volturi. — Charlie a repreendeu, mas a vilãzinha apenas revirou os olhos. — Continuando... Por que acha que ele foi morto?
— Tenho duas teorias. Ou o verdadeiro assassino de James foi até ele para calar sua boca de vez ou a sua filha, Isabella, o matou para se vingar afinal, ela ficou presa dez anos por conta da omissão dele. Mas também há uma terceira possibilidade... — Esboçou um sorriso maldoso.
— Qual?
— Que Edward Cullen o tenha matado. Durante a reunião que Isabella fez com todos nós na véspera do crime, meu ex ameaçou Billy publicamente dizendo com todas as letras que iria mata-lo. Pode perguntar a todos que estiveram lá e eles confirmarão que o que eu falei é verdade.
— Farei isso.
— Quando voltei do shopping no dia seguinte da morte do tio Billy e fiquei sabendo do que houve com ele, as palavras de Edward invadiram minha mente de uma forma que me deixou até arrepiada.
— Shopping? Ué, mas a senhora não tinha dito que passou a noite em um salão de beleza? — Charlie questionou assim que percebera que Victória entrara em contradição.
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