A Madrasta
72 Capítulo 71 - Trégua
Notas iniciais
Capítulo 71 — Trégua.
[...]
Isabella acordou com o brilho do clarão da janela sob seus olhos.
Depois de fazer uma careta, ela esfregou os olhos e se espreguiçou, sentando-se na cama e bocejando, toda preguiçosa.
— Caramba, o que eu fiz? — Perguntou-se ajeitando-se na cama e cobrindo sua nudez com o lençol. — Eu dormi com Edward, onde estava com a cabeça? — Cobriu o rosto com as mãos chocada com o que tinha feito na noite anterior, mas ao virar-se para o lado percebeu que ele não estava ali.
Enrolada somente no lençol caminhou até o banheiro onde lavou o rosto e escovou os dentes, mas ao sair do banheiro e sentar-se na cama viu seu esposo entrar no quarto com uma bela bandeja de café da manhã nas mãos.
— Bom dia, dorminhoca. — Sem camisa, mesmo com o frio, ele parecia bem animado. — Aqui tem tudo que você gosta, amor. Aposto que deve estar faminta depois de ontem, não? — Colocou a bandeja sob o colo dela.
— O que é isso Edward?
— Seu café da manhã. — Ele sentou-se ao lado dela, dando de ombros.
— O que aconteceu entre nós ontem foi...
— Muito bom? Perfeito? — Ele sorriu. — Sei que vai dizer que foi um erro, mas não foi. Pelo contrário, essa noite pra mim significou nosso recomeço. — Disse todo esperançoso.
— Eu não vou, eu não posso te perdoar por tudo que me fez no passado. — Tirou a bandeja do colo e pôs sob o criado-mudo. — Não consigo.
— Por que ao menos não tenta? — Sugeriu olhando nos olhos dela. — Ta, vamos com calma. — Respirou fundo tendo outra ideia. — O que acha de uma trégua?
— Trégua? — Bella arqueou a sobrancelha confusa.
— Sim, vamos curtir esse fim de semana com nossos filhos, com nossa família, como se fossemos um casal. — Segurou as mãos dela. — Se na volta você quiser voltar a me tratar com indiferença e me odiar vou respeitar, mas vamos nos permitir viver esse fim de semana nos sentindo, amando, vivendo a vida como um casal normal, por favor... — Insistiu já com os olhos marejados de lágrimas.
Bella nada disse, apenas fechou os olhos e o beijou, puxando o corpo dele contra o seu. Edward retribuiu o beijo rapidamente, invadindo a boca dela por completo, enquanto jogava o lençol no chão para deixa-la completamente nua para ele.
— Eu te amo muito minha pequena... — Ele murmurou beijando o pescoço dela e sentindo as mãos da morena deslizarem por suas costas, arranhando-as levemente.
Ele inverteu as posições deixando-a por cima de si e Bella logo retirou a bermuda e cueca dele, deixando-o também nú. Sapeca, ela apertou o membro dele e começou um vai e vem nele, masturbando-o.
— Não para amor. — Edward pedia sorrindo e muito excitado com aquele momento.
— Vamos fazer coisa melhor, senhor Cullen. — Ela disse parando-o de masturba-lo e sentando-se sobre ele, enfiando devagar o pênis dele dentro de sua intimidade.
Logo ela começou a subir e descer, quicando no membro dele que agarrou seu bumbum, ajudando-a a se movimentar e não tirando os olhos do corpo dela, que estava suado e muito sexy.
— Que buceta deliciosa... — Ele disse ajudando-a a acelerar o ritmo.
Logo o ruivo chegou ao orgasmo e após cavalgar mais um pouco, foi a vez de Isabella gozar, caindo com seu corpo nele e lhe dando outro beijo.
— Estava com muita saudade de fazer isso... — Ela confessou dando um selinho no rapaz.
— Eu também minha pequena, eu também. — Ele retrucou abraçando-a ofegante e feliz por terem feito amor de novo.
~*~
Voltando a Nova York, na mansão Cullen as coisas não andavam muito bem.
Carlisle estava enfurecido com o que Aro e Billy fizeram contra ele, prometendo uma vingança terrível e prazerosa contra ambos.
— O que aqueles canalhas fizeram foi jogo sujo. — Esme comentou durante o café da manhã em família.
— Sim, mas já mandei Taylor investigar quem é ou são meus novos sócios. — O loiro contou tomando um gole de leite.
— Qualquer sócio é melhor do que aqueles dois imbecis. — Elizabeth analisou mordendo um pedaço de sua torrada.
— Sim mãe, o que me preocupou foi que eles disseram que esse sócio ainda vai causar muitos problemas a mim e a nossa família. Isso sim me deixou bastante apreensivo. Mas não importa, juro que o que eles fizeram comigo não ficará barato.
~*~
— Alice? O que faz em minha casa? — Victória questionou curiosa ao receber a visita de sua ex-cunhada.
— Posso entrar?
— Claro. — A ruiva concordou dando passagem para que ela entrasse no apartamento. — Sobre o que quer falar? — Indagou fechando a porta.
— Sobre seu filho. — A chef respondeu ainda em pé. — Victória, você obteve a dádiva de ser mãe, mas não cuida do Alec direito, o menino não tem seu apoio e na idade dele isso é muito importante, sabia?
— Como é? — A vilã deu risada.
— Por favor Victória, deixe um pouco suas ambições de lado e cuide do seu filho, ele é um menino tão bom, do bem, mas precisa do apoio e o bom exemplo da mãe. — Explicou de coração aberto.
— Alice, o que você tem a ver com isso? — Victória a encarou, aproximando-se dela. — Por acaso você é mãe? Que eu saiba nem filhos você tem e pelo jeito não vai ter jamais. — A olhou com desdém. — Por isso vê se cuida da sua vida e da sua família porque da minha cuido eu. — Foi até a porta e a abriu. — Agora saía daqui, não tenho culpa se seu ventre é seco, seu restaurante foi fechado e você tá sem ter o que fazer.
— Você é uma víbora, Victória. Com certeza não merece ser mãe. — Alice retrucou passando por ela e indo embora da cobertura.
— Mas é cada uma, viu?! — A ruiva disse gargalhando e batendo a porta com força.
~*~
— E aí, como foi em Chicago? — Charlie perguntou para Rosalie na delegacia.
— Bella e eu descobrimos coisas muito importantes, eliminamos alguns suspeitos... No final foi bem proveitoso. — A loira respondeu entregando uma pasta com relatórios de outro caso para ele.
— E o que ela pretende fazer com as pistas que conseguiu? — O moreno perguntou curioso, passando o dedo em seu bigode.
— Uma espécie de acariação entre os suspeitos. — A policial respondeu com a mão na cintura. — Só sei que quando Bella voltar de Aspen, todos nós teremos grandes surpresas. coisas vão mudar, amigo. — Garantiu toda misteriosa.
~*~
— Quer dizer que vocês venderam suas ações fazendo essa manobra perigosa? — Jacob perguntou preocupado ao pai e a Aro.
— Sim, mas não foi perigoso, pelo contrário, agora temos nosso dinheiro limpinho e não teremos que pagar nada ao governo. — Billy falou abrindo a mala novamente e pegando um chumaço de dinheiro.
— Hum, sei não... — Jacob murmurou se aproximando do pai e colocando as mãos nas malas. — Esse dinheiro... — Pegou algumas notas e as tirou jogando-as no chão. — Ah não... — Pegou algumas notas e as olhou atentamente. — Esse dinheiro é falso, pessoal.
— O que? — Aro gargalhou. — De onde tirou isso?
— As notas de baixo estão sem marca d'água, são falsificadas com certeza, muito bem falsificadas mas tenho pós em economia, sei diferenciar dólar verdadeiro do falso e garanto que isso aqui não tem valor algum. Quem fez esse negócio com vocês lhes enganou.
— Não, não faz sentido! Por que aquela mulher faria isso conosco? — Billy questionou começando a tremer. — Porque passaria a perna em nós?! Aro, e agora, o que faremos?!
— Você não disse que Isabella queria se vingar de nós? — Aro jogou sua mala com tudo no chão, espalhando o dinheiro por todos os lados. — Ela deu um jeito através daquela vagabunda e caímos no golpe como dois idiotas! Agora fiquei sem minhas ações e sem dinheiro algum, na miséria! — Jogou um vaso no chão, quebrando-o em mil pedaços.
— Ei, calma. — Jacob pediu segurando o braço dele.
— Isso não vai ficar assim. — Cheio de ódio, Billy começou a amassar as notas de dinheiro. — Aquela maldita vai pagar pelo que fez conosco, vai pagar muito caro.
— Vocês que não ousem fazer nada contra a Bella. — Jacob os alertou. — E outra, vocês sequer tem provas de que ela está por trás disso, por isso controlem-se!
~*~
— Edward... — Bella estava tomando banho com o marido, que estava lhe enchendo de beijos quentes e apaixonados. — Me fode aqui mesmo.
— Seu pedido é uma ordem minha princesa... — Ele respondeu prensando-a na parede e a penetrando de uma vez só, arrancando um alto gemido dela.
Bella entrelaçou as pernas na cintura dele colando ainda mais seus corpos, sentindo ele estoca-la ora com força, ora lentamente.
A água quente caía sob seus corpos enquanto transavam, aumentando ainda mais a temperatura daquele banho.
— Isso é tão bom... — Bella falou jogando a cabeça pra trás e chegando mais uma vez, ao orgasmo seguida do ruivo que sorrindo, a beijou novamente.
[...]
Após namorarem, Bella e Edward, acompanhado dos filhos, foram esquiar na neve. Os quatro se divertiram muito juntos e a morena pela primeira vez em muitos anos, voltara a se sentir plenamente feliz, mesmo que só por um fim de semana.
[...]
Na tarde seguinte uma nevasca forte caía do lado de fora da mansão e por isso, a família decidiu passar o dia dentro de casa, aquecendo-se através do ar-condicionado e lareira. Isabella jogou baralho com os filhos, xadrez e muitos outros jogos para se distraírem e se conhecerem mais um pouco.
— Está tão bom aqui. — Bella comentou quando Renesmee apoiou a cabeça sob seu ombro.
— Muito mesmo, este chocolate quente está ótimo. — Tony falou tomando um gole da bebida quente.
— Sabe Bella, se nossa mãe estivesse viva queríamos que ela fosse exatamente igual a você. — Ao ouvir as palavras da filha, Isabella se emocionou a ponto de derrubar algumas lágrimas que não eram de tristeza e sim, de total alegria.
Estava alcançando seu maior objetivo.
Tinha enfim, conquistado o carinho de seus filhos.
— Filhos, que tal fazermos aquilo na madrasta de vocês? — Edward perguntou dando uma cotovelada no garoto e os três se entreolharam, segurando o riso.
— Aquilo o que? — Bella perguntou curiosa.
— COSQUINHAS! — Anthony respondeu e os três foram pra cima dela, lhe enchendo de cócegas e arrancando altas gargalhadas dela.
E o resto da tarde da família Cullen foi assim, repleta de momentos fofos e felizes como deveria ter sido durante todos esses anos.
[...]
— É uma pena que tenhamos que voltar amanhã cedo. — Edward lamentou enquanto fazia as malas das crianças ao lado da esposa.
— Mas tem que ser assim, não tem jeito. — Bella falou resignada, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha e parando de dobrar as roupas. — Aliás, precisamos conversar sobre o que houve entre nós esses dias. O que aconteceu aqui foi muito bom, mas o que aconteceu em Aspen, ficará em Aspen. Nossa trégua acaba aqui, Edward Cullen.
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