A Madrasta
69 Capítulo 68 - Rivalidade
Notas iniciais
Capítulo 68 — Rivalidade.
— Se quer saber se vamos transar a resposta é não. — Bella avisou friamente indo até o guarda-roupa onde todas as suas peças já estavam devidamente guardadas e arrumadas.
— Okay. — Edward deu de ombros, pegando algumas peças de seu pijama e entrando no banheiro.
Isabella aproveitou a deixa para se trocar, tirando seu vestido e trocando-o por uma camisola preta quase transparente.
Sim, transparente.
A mulher tinha feito aquilo de propósito para perturbar seu novo marido.
— Nossa, você está... — Cullen arregalou os olhos ao sair do banheiro e deparar-se com ela daquela forma tão... Sexy.
— Linda? Obrigada. — Rebolando, a morena caminhou até o banheiro onde escovou os dentes e fez suas higienes.
Quando voltou encontrou Edward quieto, sentado na cama e pelo volume de sua bermuda, constatou que ele estava bastante excitado.
— Bella, é sério que vai fazer isso comigo? Vai ficar me provocando pra eu ficar duro e depois desdenhar de mim?
— Não tenho culpa se você está duro. — Ela foi para cima dele na cama, aproximando o rosto dele sentindo sua respiração quente e pesada se misturar com a sua. — Lamento muito. — Mordeu o lábio inferior dele, riu e foi até a penteadeira, onde começou a pentear seus cabelos de costas para ele.
— Isabella, estou sem foder há dez anos, sabia? Faz dez anos que não vejo uma mulher semi-nua e caramba, você está muito gostosa e essa tatuagem de fênix na sua barriga, caramba você está muito sexy. — Desabafou totalmente fora de si.
— Devia ter transado com a sua noivinha. — Ela virou-se para ele.
— Eu jamais levaria pra cama outra mulher que não fosse você. — Ele afirmou se aproximando dela. — Eu fui o único homem da sua vida e você a única mulher com quem fiz amor, sabe bem disso.
Bella sentiu seu coração se acelerar com as palavras dele.
Seu coração queria se entregar, sentir aquele homem de novo dentro de si, mas sua mente ainda estava dominada pela mágoa e pretendia ficar assim para sempre.
— Acho melhor dormirmos e já vou avisando que a cama é só minha. — Desviou o olhar caminhando até a mesma.
— Tudo bem, eu durmo no chão mesmo. — Ele foi até a cama, puxou um travesseiro, um cobertor e jogou-os no chão. — Boa noite, Isabella.
— Boa noite, Edward. — Bella disse apagando a luz e deitando-se também.
[...]
Estar no mesmo quarto que Cullen estava deixando a morena com insônia.
Saber que Bella estava tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe também desconcentrava o ruivo.
— Bella? Ainda está acordada? — Ele perguntou deitado no chão olhando para o teto.
— Sim.
— Estava lembrando da nossa lua de mel. Você lembra?
— Sim... — Ela suspirou virando-se de lado na cama.
— Nós viajamos para aquela suíte linda em Amsterdã onde fizemos amor, foi tão bom. — Edward sorriu se permitindo ser invadido pelas lembranças. — No dia seguinte tomamos café na cama. — Deu risada. — Passeamos e conhecemos vários pontos turísticos de lá.
— Era uma outra época. — Bella limpou uma pequena lágrima que escorreu de seus olhos.
— Mas se quisermos, aquela época ainda pode voltar, minha pequena. — Disse carinhoso. — É só você querer.
— Eu... Eu não quero. — Isabella negou. — Eu quero é dormir mesmo! Boa noite, Edward.
— Ta, boa noite Isabella.
E ambos, mesmo ainda acordados, ficaram calados.
Ele pensando em quando a teria de volta em seus braços e ela, buscando forças para continuar resistindo áquele homem.
[...]
No dia seguinte...
Pela primeira vez, Bella estava tomando café na casa que sempre foi sua, com seus tão amados filhos e toda a família Cullen.
— O casamento foi lindo queridos, parabéns! — Esme os elogiou sorrindo.
— Obrigado mãe. — Edward agradeceu dando um sorriso tímido.
— Pensei que fosse ouvir barulhos a noite toda mas pelo jeito os pombinhos agora são mais discretos...
— Emmett! — Cullen o repreendeu dando uma cotovelada no irmão.
— Vocês estão felizes? — Renesmee indagou mordendo um pedaço de sua torrada.
— Muito. — O ruivo mentiu dando um selinho em Bella.
— É, estamos muito felizes sim. — Isabella também mentiu, olhando "apaixonadamente" para seu esposo.
~*~
— Por quê está mexendo tanto neste celular princesa? — Jasper perguntou notando que a esposa, ao invés de estar de olho na obra do restaurante, que estava passando por uma reforma, não tirava os olhos de seu celular.
— Estou conversando com Alec, filho da Victória. — Alice respondeu se escorando na parede. — Tenho uma pena desse menino, Victória não dá a mínima pra ele. Ela foi agraciada com a benção de ser mãe e ao invés de dar valor, não dá a mínima para esse menino.
— Nossa, que injusto isso. — Jasper resmungou se sentindo triste por não poder ser pai.
~*~
— Quer dizer que ontem quase fiz um escândalo naquele casamento de merda? Que bom! — Aro exclamou enquanto tomava um remédio para dor de cabeça, já que estava com uma tremenda ressaca.
— Sim amigo, você chamou a Isabella de assassina em alto e bom som, mas os Cullens, espertos como são conseguiram contornar a situação. — Billy contou tomando um gole de suco. — Ainda bem que vamos vender nossas ações, assim poderemos nos vingar de todos eles.
— Assim espero Billy, quero me vingar daquela assassina e de toda aquela família de comercial de margarina, como detesto vê-los felizes, argh! — Fez uma careta. — Mas o que importa é que essa calmaria naquela família já tem prazo de validade. — Ironizou sorrindo maquiavélicamente, quando ouviu batidas na porta. — Quem será? — O moreno levantou-se e foi até a porta. — Isabella?! Como ousa aparecer aqui?!
— Com você Volturi, me entenderei depois. Onde está sua filha? — Bella perguntou entrando no apartamento mesmo sem ser convidada.
— No quarto dormindo, mas...
— Com licença. — Bella os ignorou correndo até o quarto da vilã, onde entrou e fechou a porta. — Agora somos só nós duas.
— O que veio fazer aqui? — Victória, que estava se maquiando, interrompeu sua atividade para encarar sua rival. — Vim avisar que não vou deixar barato a afronta que me fez ontem, Victória. Aquilo vai ter troco e muito em breve. — Isabella afirmou a encarando de volta.
— Vai fazer o quê comigo, songamonga? — A ruiva questionou gargalhando.
— Tanta coisa, por exemplo... Sabe o que estive pensando? No que será que Aro vai pensar quando souber que seus filhos, o legítimo e a bastarda, foram amantes e tiveram um filho juntos?
Enquanto Victória mudou de semblante, a mulher continuou sorrindo.
— Isso é mentira.
— É verdade e tenho provas, muitas aliás que vão ser usadas contra você no momento certo. Eu vou tirar tudo que você tem, tudo até te ver completamente na lama. Ah, antes de ir, tenho que fazer uma coisa. Algo que estou pra fazer há muito tempo... — Falou para em seguida, dar um tapa no rosto de sua eterna rival.
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