A Madrasta
3 Capítulo 2 - Pedido
Notas iniciais
[...]
A primavera chegou a Nova York e conforme a temperatura da cidade aumentava, Edward e Isabella avançavam e esquentavam cada vez mais aquela nem tão inocente relação.
— Melhor pararmos por aqui. — Edward falou tirando a mão da coxa da morena.
Ambos estavam se beijando ardentemente nos fundos do colégio. Correto, o jovem tentava se controlar mas atrevida, Bella sempre queria mais.
— Você é tão certinho, Edward Cullen. Aposto que em uma das suas vidas passadas deve ter sido um príncipe daqueles bem caretas e virgem. — Levantou-se da grama, batendo a mão sob si para tirar as folhas que estavam grudadas em suas roupas.
— Você nem acredita em vidas passadas, senhorita Swan. — Roubou um último beijo dela que deu risada e juntos, eles foram ao pátio da frente da escola, onde encontraram Jasper e Alice.
Alice era a irmã mais nova de Edward e tinha dezesseis anos enquanto Jasper, tinha vinte e um. Ambos namoravam firme há oito meses. Se conheceram em uma missa em homenagem as vítimas do onze de setembro, onde ela perdeu o avô adotivo e ele, os pais.
— Oi casal! — Jasper acenou para eles.
Jasper era magro, pouco musculoso e pálido. Seus cabelos eram louro cor de mel, além de cacheados. O jovem estava no penúltimo ano da faculdade onde cursava gastronomia, mas sempre que podia dava uma escapada para ir até o colégio visitar a namorada.
— Vocês não se desgrudam mais hen? Parecem até aqueles casais chatos de comercial de margarina! — Alice ironizou brincando com eles.
— Mais grudentos que vocês, impossível. — Bella retrucou se sentando na beira da mesa.
— Até porque de tão fofos vocês chegam a ser irritantes. — Edward completou segurando na cintura de Bella.
— E esse grude vai ser pra sempre né príncipe? — Alice deu um selinho no rapaz. — Até o mesmo curso que meu loirinho faz pretendo fazer também.
— Sério? — Bella perguntou surpresa.
— Super sério. — Jasper confirmou bebendo um gole de suco. — Ela vai cursar gastronomia, como eu. Um dia, teremos nosso próprio restaurante francês, que será um dos melhores de New York.
— E nos casaremos, teremos um monte de filhos e seremos muito felizes, como nos contos de fadas. — Alice disse toda sonhadora. — E vocês? Já decidiram qual curso irão fazer?
— Ainda não. — Edward negou olhando para a namorada que também fez sinal de negativo com a cabeça. — Mas é provável que eu faça algo que me permita assumir os negócios do papai um dia, pois é o sonho dele e por consequência, o meu.
— E eu pretendo fazer algo relacionado a música que como sabem, é minha paixão. — Bella afirmou dando um sorrisinho de canto de boca. — Quem sabe eu não vire uma professora de piano ou uma musicista?
~*~
— Acredita que Carlisle teve a audácia de me dar 10% das ações da minha empresa como se fosse uma esmola? Minha vontade naquele momento era de apertar o pescoço dele até que ...
— Para com isso, pai. — Victória, uma ruiva de cabelos longos e cacheados o repreendeu. — O senhor precisa aprender a controlar seu ódio. Vive me dizendo isso, mas não pratica! — A jovem completou se deitando no sofá da sala da cobertura que ficava em um prédio de classe alta de NY.
— É muito difícil fingir que adoro aquele imbecil do Carlisle durante todo esse tempo, que está sendo um verdadeiro martírio. Sabe o que Billy me disse? Que além de mudar o nome e o segmento da minha empresa, aquele idiota mudou toda a decoração também! — Aro começou a andar de um lado para o outro, ainda raivoso.
— Normal, já que agora querendo ou não a empresa pertence à ele. — A ruiva suspirou olhando para o lustre de cristal que brilhava intensamente no teto.
— Não por muito tempo! Victória, você precisa conquistar logo o Edward, esse é o único modo de conseguir que o controle da empresa volte para as minhas mãos.
— Vai ser difícil, já que Edward só tem olhos para aquela tal de Isabella. Menina sem sal, sem graça. Não entendo o que aquele gatinho viu nela. — Colocou o braço atrás da cabeça e suspirou.
— Bella não é nem um pouco sem graça. — James discordou entrando na sala. — Você sim é super sem graça, bastarda. — Olhou para Victória com desdém.
— Pare com isso, James. — Aro deu uma bronca no filho. — Temos que nos unir nesse momento. Só assim iremos conseguir a nossa empresa de volta, entenderam?
— Entendemos. — O moreno fingiu concordar, revirando os olhos.
~*~
[Mansão dos Cullens]
— Então quer dizer que nesses meses todos Aro ainda não foi na empresa? — Esme questionou enquanto se deitava na enorme cama de casal da suíte que dividia há muitos anos com o marido.
— Não, mas todo mês deposito uma quantia generosa de dinheiro na conta dele do banco para suas despesas gerais. — O loiro respondeu, enquanto vestia uma camiseta de tom acinzentado.
— Não acha estranho ele não frequentar nossa empresa mesmo sendo acionista? — A mulher de cabelo marrom caramelado perguntou, se ajeitando na cama.
— Lá vem você de novo. Não adianta né? Você nunca confiará no Aro. Tem uma implicância gigante com ele há anos, mesmo sabendo que o tenho como irmão. — Abriu o armário e pegou mais um cobertor, pois a noite estava ficando fria.
— Não consigo explicar, mas desde que vi Aro pela primeira vez, senti que ele não prestava. Percebo que sente inveja do seu sucesso, aliás, não sou só eu que percebo isso, sua mãe também dizia a mesma coisa. Uma pena que você não consiga enxergar isso. Mesmo assim por favor, tome cuidado com ele. — Pediu enquanto o empresário se deitava e estendia a coberta sob eles.
— Apesar de não achar necessário, prometo tomar cuidado com ele, se isso for lhe deixar mais tranquila. — Deu um selinho nela.
— Obrigada! Boa noite querido. — Despediu-se sorrindo.
— Boa noite, Esme! — E respirou fundo, virando-se para o outro lado a fim de dormir também.
~*~
[...]
Mesmo em pleno início do século XXI, lá estava Edward, vestido com roupa social composta por terno e gravatas pretas, cabelos lambidos de gel e as pernas bambas de nervosismo, prestes a pedir Isabella em namoro para seus pais.
— Quais são suas intenções com minha filha, rapaz? — Um desconfiado Charlie questionou medindo o garoto de cima a baixo.
— Intenções? Er... — O ruivo deu uma rápida olhada para Bella que estava sentada com sua mãe, Renée, no outro sofá, quase tão apreensiva quanto ele.
— Charlie... Deixe o menino respirar primeiro antes de enchê-lo de perguntas! Edward, quer um café? Chá, sanduíche? Sente-se e relaxe! — Renée sugeriu sendo simpática e amigável.
— Não, obrigado. — O jovem se sentou no sofá á frente da poltrona do delegado. — Olha, amo demais a filha de vocês. Tenho certeza que Bella é a mulher da minha vida. Que é com ela que casarei e terei filhos em um dia não muito distante. Por isso, garanto que minhas intenções com ela são as mais sérias possíveis. — Explicou afrouxando o nó de sua gravata, enquanto suava frio.
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