A Madrasta
56 Capítulo 55 - Show
Notas iniciais
[...]
Bella se interessou pela proposta de Jane.
Por isso resolveu ir com a garota até um starbucks próximo do hotel para conversarem melhor.
— Quer dizer que está disposta a me ajudar no que eu quiser em troca de dinheiro? — Bella indagou enquanto tomava um gole de seu milk-shake de chocolate.
— Exatamente, pode ser legal, ilegal, não me importo desde que receba uma pequena fortuna no final para que consiga fugir desse país e viver uma vida nova bem longe daqui. — Jane garantiu pondo uma colher de sorvete de pistache na boca.
— Está bem, então topo esse acordo. E você já vai começar seu trabalho hoje mesmo, não quero perder tempo.
— Sem problemas, o que quer que eu faça Isabella? — Jane mostrou-se bem disposta.
— Quero dar o troco em duas pessoas pra começar, o Jasper e a Alice, meus cunhados. Ela omitiu uma coisa no julgamento que poderia ter me ajudado por culpa do marido e agora vou fazer aqueles dois sofrerem um pouco. — Explicou dando um sorriso maldoso.
~*~
— O que você quer Jacob? — Edward perguntou quando o moreno entrou em sua sala.
— Entregar uns documentos do contrato com os chineses. — Ele respondeu deixando os papéis na mesa do rival. — Edward, tem certeza que quer se casar com a Bella mesmo sabendo que ela não te ama mais?
— Quem garante que ela não me ama?! Você que a conheceu outro dia?! — Edward retrucou encarando o rapaz.
— Pelo que ela me disse, não sente absolutamente nada pela sua pessoa. Acho que deveria voltar atrás com esses planos de casar, pois isso não tem como dar certo. — Aconselhou-o.
— Pois sabe o que acho? — Edward deu a volta na mesa, aproximando-se mais de Black. — Que você não deveria se meter nisso, afinal, não pedi sua opinião em momento algum. E que se você tivesse um pingo de respeito, se afastaria da Isabella agora que sabe que ela vai se tornar uma mulher casada dentro de poucos dias.
— Pois saiba que vou continuar investindo na sua noiva, afinal, esse casamento é uma grande farsa. — Jacob cruzou os braços. — E sei que Bella sente algo por mim.
— Não sente coisa nenhuma. — Edward negou fechando os punhos, morto de ciúmes.
— Sente sim, cada vez que nos beijamos percebo que seu desejo aumenta. — O Cullen arregalou os olhos. — Pois é, nós já nos beijamos várias vezes e...
— Cale essa boca, Jacob. — Edward ordenou se enfurecendo cada vez mais, quando seu pai entrou na sala da vice-presidência e notou toda a tensão que havia por ali.
— Ei rapazes, se acalmem. — Carlisle interviu ficando no meio deles. — Vocês precisam se controlar.
— Com licença. — Jacob pediu se retirando.
— Que raiva! — Edward deu um soco na parede. — Ele disse que já beijou a Bella várias vezes pai, várias! Ela não gosta de mim, nunca mais vai gostar, não sei mais o que fazer pra tê-la de volta, só sei que não vou aguentar vê-la nos braços de outro. — Desabafou cobrindo o rosto com as mãos.
~*~
— Precisamos fazer alguma coisa contra o Carlisle, Billy. Desde que a assassina voltou a paz reina cada vez mais naquela família e isso não posso permitir, não é justo eles serem felizes.
— E o que podemos fazer? — O cadeirante indagou dando de ombros. — Tudo que fizemos até hoje não serviu de nada, se quer acabar com o Carlisle só se uma nova tragédia acontecer.
— E que tipo de tragédia poderia ser? — O moreno questionou sentando-se em sua poltrona em sua sala na empresa. — Algo como uma morte?
— Sim, uma morte. Só uma morte poderia acabar com aquela família de vez. Ai, ai... É uma pena que não sejamos assassinos.
— Não somos? — Aro deu um pequeno sorriso. — Como dizem por aí, sempre tem uma primeira vez pra tudo, meu amigo. — Completou misterioso e ambos gargalharam.
~*~
— O que veio fazer aqui? — Anthony perguntou ao se deparar com Bella assim que abriu a porta da mansão.
— Vim visitar meu noivo e a família dele, que inclui você aliás. Posso entrar Anthony? — Ela perguntou mordendo os lábios.
— Pode né, fazer o quê! — O garoto deu passagem para que ela entrasse na casa.
— Olá Renesmee. — Cumprimentou a garota que estava fazendo lição de casa no meio da sala de estar.
— Oi. — A garota respondeu secamente, sem sequer olhar para a morena que engoliu em seco, mas manteve-se segura.
— Onde estão os outros? — Bella tentou puxar assunto.
— Minha vó foi levar a bisa em uma consulta médica, meu tio está treinando e papai ainda não chegou em casa. — Anthony explicou. — A senhora bem que podia voltar outra hora, não? — Sugeriu sendo levemente mal educado.
— Prefiro esperar meu noivo chegar. — Bella retrucou jogando sua bolsa no sofá. — Está estudando o que? — Perguntou se agachando em frente a mesinha de centro da sala onde a filha estava.
— História... Segunda guerra mundial, tenho que responder algumas questões chatíssimas. — Renesmee respondeu coçando a cabeça.
— Posso ver? — A garota olhou para Anthony que continuava de pé e entregou o caderno a futura madrasta. — Em que ano explodiu as bombas atômicas? Hum... Foi em 1945, 6 e 9 de agosto se não me engano.
— Valeu! — Renesmee agradeceu pegando o caderno de volta e escrevendo a resposta nele. — Pronto, finalmente terminei.
— Vamos dar comida ao senhor Jingles, maninha. Fique a vontade, Isabella. — Anthony se despediu, mas foi interrompido pela mãe.
— Senhor Jingles ainda está vivo? — A ex-presidiária indagou esboçando um sorriso.
— Sim, mas está bem velhinho. A senhora o conhece? — Ness perguntou curiosa.
— Sim, posso ir com vocês dar a comidinha dele? Sinto muita falta do senhor Jingles. — Levantou-se e as crianças se entreolharam.
— Hum... Pode ser. — A menina concordou e os três foram até o quartinho do hamster.
— Como ele está velhinho. — Bella foi até a gaiola, abriu-a e pegou o ratinho na mão. — Oi senhor Jingles, lembra de mim?
— Parece que ele gosta da senhora. — Renesmee notou ao ouvir o animalzinho emitir um som.
— Somos velhos amigos, né senhor Jingles? — Bella fez um carinho na cabeçinha dele. — Venham crianças, me ajudem a dar o jantar dele. — Os chamou animada.
— De onde a senhora conhece nosso hamster? — Tony perguntou se aproximando dela com a irmã.
— Ah, da época em que frequentava essa casa. Fui muito amiga do seu pai e da sua mãe. Era um tempo bom, feliz, que não volta mais. — Deu um sorriso triste enquanto alimentava o bichinho. — Gostaria de pedir desculpa a vocês por meu jeito no dia em que nos conhecemos. Estava muito sensível e acabei passando do ponto com aquele choro todo, me desculpem.
— Realmente aquilo foi estranho, mas tudo bem. — Renesmee respondeu dando de ombros quando Edward surgiu.
— Olá... Família! — Falou sorrindo e tentando controlar a emoção de ver os três reunidos novamente.
— Pai! — Renesmee o abraçou forte e recebeu um beijo na testa. Já Anthony recebeu um carinho nos cabelos. — Ué, não vai cumprimentar meu pai?
— Claro que vou, olá Edward! — Bella disse pondo o hamster de volta na gaiola.
— Oi amor. — Ele deu um sorriso torto.
— É assim que um casal de noivos se comporta? Se estão tão apaixonados a ponto de já quererem se casar porque sequer se beijaram? — Anthony questionou cruzando os braços.
— É mesmo, ainda não os vi se beijando. — Renesmee constatou. — Se não se gostam tanto, não deveriam se casar.
— Eu amo a Bella. — Edward afirmou se aproximando dela. — Só estava com vergonha de beija-la na frente de vocês, mas já que tanto querem... — Segurou as mãos da morena que não sabia bem o que fazer.
— É, nós nos amamos muito. — Bella garantiu engolindo em seco e vendo o rosto do noivo se aproximar cada vez mais do seu. Ainda perdida, Bella apenas fechou os olhos e segundos depois, sentiu os lábios do Cullen grudarem nos seus. Logo Edward pediu passagem com a língua e ela se sentiu obrigada a ceder para manter a farsa que ela mesma inventou.
A língua de Edward passeou pela boca de Bella, enquanto suas mãos puxavam seus cabelos de leve. Ela gemeu quando ele terminou o beijo chupando seu lábio e abriu os olhos quando ele se afastou, vendo o rapaz abrir um lindo sorriso, feliz por tê-la beijado mais uma vez.
— É... Eles parecem mesmo apaixonados. — Renesmee murmurou dando uma cotovelada no irmão que bufou de raiva, um tanto quanto fustrado.
~*~
[...]
— Hoje o movimento foi ótimo, conseguimos mais alguns milhares de dólares, princesa. — Jasper disse após terminar de analisar as finanças do dia no restaurante.
— Que ótimo, príncipe. — Alice respondeu enquanto fechava as janelas e portas do restaurante. — Mas vamos embora, estou muito cansada e não muito bem.
— O que você tem? — O loiro perguntou preocupado indo até a chef e segurando sua mão.
— Estou com uma sensação estranha, um pressentimento ruim. — A morena explicou colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha e respirando fundo. — Mas deve ser uma bobagem, já liguei na casa dos meus pais e todos estão bem, Bella inclusive está com eles.
— Então deve ser bobagem mesmo, princesa. — Pegou sua carteira e colocou no bolso de seu casaco. — Vamos logo embora daqui. — Falou apagando a luz, saindo do bistrô e trancando o portão para em seguida, pegar seu carro e ir embora de lá com a esposa.
[...]
Do outro lado da rua estava Jane, que ao ver os donos saindo e as luzes do restaurante apagadas, se preparou para atacar.
— É... Está na hora do show. — A bandida murmurou sorrindo.
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