A Madrasta

30 Capítulo 29 - Sentença


Notas iniciais
Oi meninas, voltei! Preparem-se para fortes emoções a partir daqui. Boa leitura!!!

Capítulo 29 — Sentença.

— Estou tão esperançosa, Irina. — Bella desabafou sorrindo. — Acho que você foi super convincente e por isso, os jurados vão acreditar em mim.

— É, só que a promotoria também foi convincente, argumentou muito bem, não estou tão convencida assim de que fomos bem. Mas não perca as esperanças, resta torcer para que tenhamos conquistado a simpatia dos jurados, afinal, são eles que decidirão seu destino.

— Tomara Irina porque não vou aguentar ficar nem mais um dia presa. — A morena avisou respirando fundo.

~*~

— Filho, como está? — Carlisle perguntou se aproximando do ruivo que estava no banheiro do fórum se olhando no espelho.

— Estou péssimo como sempre, Carlisle. — Edward respondeu apoiando as mãos sob a pia.

— Tenha esperanças, a Bella vai...

— Eu não quero saber da Isabella, por mim ela pode apodrecer na cadeia. Sabe, estive pensando, mesmo se ela for declarada inocente não dá mais.

— Como assim? — O CEO arqueou a sobrancelha.

— Eu fui enganado, traído, feito de idiota por aquela mulher. Não dá pra voltarmos a ficar juntos, não quero mais a Bella pai.

— Você está falando da boca pra fora, você a ama, tenho certeza disso.

— Sim, eu a amo. — Admitiu. — Mas vou sufocar, vou matar esse amor dentro do meu peito para o bem da nossa família e principalmente, dos meus filhos.

~*~

— Senhoras e senhores estamos aqui para depois de quatro dias, dar fim a este julgamento. — Patrick anunciou.

— É bom que essa maldita seja condenada caso contrário, vou fazer justiça com minhas próprias mãos. — Aro disse entre os dentes.

— Que a ré fique de pé para ouvir sua sentença.

— Sim senhor. — Bella concordou se levantando e respirando fundo.

— Isabella Marie Swan Cullen, este tribunal a condena há dezessete anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil.

— O QUÊ? — A garota levou a mão ao peito. — Não, isso não está acontecendo. Eu fui condenada?! — Olhou para Irina que baixou a cabeça decepcionada com a decisão do júri. — Não posso ficar vinte anos presa, não!!

— Dezessete anos. — Os olhos de Edward se encheram de lágrimas. — Céus... O que vou fazer da minha vida agora?!

— Não, minha filha não... — Renée acabou desmaiando.

— Querida, fale comigo! — Charlie exclamou desesperado, segurando a esposa nos braços.

— Mãe!! — Bella foi segurada por dois policiais e começou a se debater.

— Calma, vou cuidar da sua mãe Bella. — Carlisle falou indo socorrer a médica.

— Bem feito pra você sua assassina. — Aro se aproximou da jovem e começou a gargalhar junto de Victória.

— Bella... Bella... — Victória se aproximou dela. — Há muitos anos você disse que ia esfregar sua felicidade na minha cara. Viu só como o jogo virou? — Sorriu ironicamente.

— Você vai pagar caro Victória, juro pelos meus filhos que vai. — Bella prometeu se segurando para não chorar, enquanto via Carlisle e Charlie levarem Renée ainda desmaiada para fora do tribunal.

— Quando? Daqui vinte anos? — Victória deu risada e saiu junto do pai.

— Estamos com você amiga. — Rosalie falou se aproximando da morena enquanto ela era algemada. — Vai ficar tudo bem.

— Cuida dos meus filhos. — Foi a única coisa que Bella conseguiu dizer e Rosalie nada disse, apenas assentiu com a cabeça, dando um meio sorriso.

— Querida... — Elizabeth se aproximou de Bella que já estava quase sendo levada de lá. — Hoje é um dia triste porque o mal triunfou, mas não perca as esperanças, tenho certeza que ainda sairá livre daqui. — Fez carinho no rosto da garota, limpando suas lágrimas.

— Obrigada vovó. — Bella agradeceu. — Cuide do Anthony e da Renesmee, por favor.

— Mas é claro que vou cuidar. — A velhinha respondeu chorosa.

[...]

Era muita dor.

Isabella sentia como se seu coração estivesse simplesmente despedaçado.

Passaria quase vinte de sua vida privada da liberdade.

Não veria seus filhos crescerem, nem viveria mais sua história de amor com Edward.

Sua família, seus amigos, seus sonhos... Estava tudo acabado.

— O que vai acontecer comigo agora Irina? — Isabella perguntou se preparando para o pior.

— Agora você irá para a delegacia e ficará na cela por algumas horas e depois, será transferida para um presídio feminino daqui mesmo. Olha, vou fazer o possível para que você passe o menos tempo possível presa.

— Eu sei, obrigada por tudo. — Agradeceu abraçando a jovem advogada. — Me avisa depois se minha mãe está bem, ta?

— Pode deixar. — A loira a abraçou. — E desculpe não ter conseguindo te livrar disso tudo.

— Você não tem culpa de nada, você fez o possível e é isso que importa. — Retribuiu o abraço.

[...]

Isabella já estava de volta a sua cela na delegacia.

E só quando teve certeza que estava sozinha, se permitiu chorar.

Chorava de tristeza, de raiva, de mágoa, de saudades e principalmente de ódio.

Ódio por ter sido boba, por ter sido burra.

— Isabella? — Um dos policiais a chamou.

— Chegou a hora da minha transferência para o presídio? — A presa indagou se levantando.

— Ainda não, mas tem uma visita esperando você. — Explicou abrindo a cela.

— Quem é? — A morena franziu o cenho.

— Veja com seus próprios olhos.

[...]

— Edward? — Bella arregalou os olhos ao se deparar com o marido na sala de visitas da delegacia.

— Vim conversar com você Isabella... Para tratarmos do nosso divórcio.

Notas finais
É... Estamos cada vez mais perto da TÃO esperada terceira fase. Quem quer matar o Edward aí? Kkkk Comentem, favoritem e recomendem, se vocês comentarem bastante ou recomendarem a fic amanhã mesmo posto mais um :*