A Madrasta

29 Capítulo 28 - Julgamento Parte IV


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Fabi Souza que recomendou a história, não sabe o quanto fiquei feliz quando vi esse presente hoje a tarde, tanto que corri para postar esse capítulo❤ Muito obrigada flor, esse capítulo é para você ❤ Aqui teremos a reta final do julgamento meninas, então preparem os corações. Boa leitura!!

Capítulo 28 — Julgamento Parte IV

Durante o recesso...

— Fiquei muito surpreso com as coisas que a senhora disse, Dona Elizabeth. — Aro comentou já no corredor do fórum. — A senhora fez acusações muito graves contra minha pessoa.

— Acusações totalmente verdadeiras. — A ruiva respondeu se aproximando dele ao lado do filho e da nora. — Não retiro uma palavra do que disse.

— Eu sei. — Ele sorriu. — Desde que fui morar na sua casa percebi que nunca gostou de mim.

— Não se faça de vítima. — Ela revirou os olhos. — Não gosto de porque sei a cobra peçonhenta que você é. Fiquei chocada quando Esme me ligou contando as atrocidades que você, sua filha e Billy falaram da minha neta. E mesmo debilitada resolvi vir depor, não vou deixar que uma injustiça dessas aconteça no seio da minha família.

— A senhora está ficando a favor da assassina do meu filho! Por acaso está declarando guerra contra mim?

— Estou. — Elizabeth confirmou o encarando. — Errei muito em não ter feito isso antes. Depois que perdi meu marido passei um tempo depressiva e depois quando voltei fiquei empurrando com a barriga toda essa situação imaginando que vocês não fossem tão traiçoeiros, mas depois de hoje a única coisa que consigo sentir por vocês todos é pena e ódio.

— A senhora está passando dos limites. — Billy fechou a cara.

— Quem está passando dos limites são vocês, seus sem vergonhas! E você Billy, se aproveita da culpa que meu filho sente para fazer o que quer e assim, espalhar seu veneno em todos nós, mas isso tudo acaba aqui.

— Mãe! — Carlisle o repreendeu.

— Cale a boca você também, Carlie. Eu sou a autoridade máxima dessa família, sei o que estou fazendo. — O loiro então baixou a cabeça por respeito a mãe. — Enquanto eu viver, não quero vocês na minha casa, muito menos na minha empresa.

— Nossa empresa, vovó Cullen. — Aro a corrigiu. — Eu e Billy temos uma parte das ações e por isso, direito a participar de todas as reuniões da diretoria.

— Não por muito tempo. — Elizabeth rebateu o encarando. — Eu ainda vou ter o prazer de assistir de camarote a queda de vocês dois. — Falou dando as costas para eles e indo embora, seguida por Carlisle e Esme.

— Essa velha está se tornando cada vez mais incômoda. — Aro resmungou entre os dentes.

— Acho que vamos ter que tirar ela do nosso caminho, meu amigo. — Billy sugeriu e ambos se entreolharam, esboçando um sorriso maldoso.

~*~

[...]

18 de julho de 2007, Chicago.

Último dia de julgamento.

— Hoje é o dia de decidirmos o futuro da ré Isabella, mas antes vamos ouvir o último depoimento dela. — Patrick anunciou. — Isabella Cullen, jura dizer a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade?

— Sim, eu juro. — A morena respondeu com a mão erguida.

— Com a palavra, a defesa.

Irina foi até o centro do tribunal e respirou fundo.

Bella estava de cabeça erguida, pensando em tudo que tinha conversado com sua advogada.

Não podia errar.

E não iria.

— Senhora Swan, nos diga como era seu relacionamento com a vítima.

— Eu nunca gostei do James. Logo no dia em que Edward me apresentou à ele... — Olhou para o ruivo que não tirava os olhos dela. — Senti que ele não era do bem.

— Você disse no seu depoimento oficial que sofria assédio do James. Por acaso se lembra de quando isso começou?

— No começo eram só piadinhas, indiretas e olhares um tanto quanto maldosos. Até que certa vez na mansão dos Cullens ele disse umas coisas que me incomodaram, pouco antes da nossa viagem a Disney. Até que na nossa viagem a Grécia quando eu estava... — Baixou a cabeça envergonhada, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas ao lembrar do ocorrido. — Me arrumando para Edward, vi que ele estava me espionando, se masturbando, foi horrível!

— Desgraçado... — Edward fechou os punhos de raiva. — Será que isso é verdade?

— Em partes né querido? Se ele a viu nua foi porque ela quis e não duvido nada que eles tenham transado na sua cama, aliás. — Victória o envenenou mais uma vez.

— E depois, o que houve?

— Ele parou de me assediar por um tempo, até porque fiquei grávida da minha filha mais nova, enfim, na nossa viagem a esta cidade ele... Me agarrou no corredor do hotel.

— E o que você fez?

— Dei um tapa na cara dele e disse que contaria tudo ao Edward.

— Entendo. E na noite do crime, o que foi fazer no quarto da vítima?

— James disse que tinha algo muito importante para me dizer e que não devia falar ao Edward sobre as coisas feias que ele andava fazendo comigo. Eu tive medo, estava confusa, mas resolvi ir até lá. E quando cheguei, ele estava caído no chão do quarto todo ensanguentado. Tentei pedir ajuda, mas não deu tempo, quando vi ele já estava morto.

— A vítima tentou te dizer quem era o assassino?

— Sim, tentou, mas não deu tempo.

— Então você afirma não ter matado o James?

— Sim Irina, por tudo que é mais sagrado.

— Sem mais perguntas meritíssimo. — A advogada voltou para seu lugar.

— Acusação?

— Tenho muitas perguntas meritissímo. — Hilary se levantou com um ar de deboche. — Senhora Isabella, por quê passou cinco anos sendo assediada e não tomou atitude alguma?

— Eu tive medo, não queria arrumar conflitos entre os Cullens e Volturis já que eles sempre foram muito próximos.

— E se está falando a verdade, por que não contou ao seu marido que o melhor amigo dele estava lhe atacando?

— Edward sempre foi muito, mas muito ciumento.

— Espero que ela não cite o que aconteceu no Brasil aqui. — Carlisle murmurou entre os dentes.

— Ela não vai meu filho, ela não vai. — Elizabeth afirmou suspirando.

— Ciumento como? — A promotoria indagou.

— Ah, ele não gostava de me ver com outros homens, era possessivo e poxa, o James era o melhor amigo dele. Fiquei com medo do meu esposo fazer uma besteira caso soubesse o que eu tava passando.

— Ai, ai... — Hilary deu risada. — Está dizendo que passou cinco anos calada por medo de uma possível tragédia? Essa história está bem difícil de engolir, mas vamos continuar. Uma das testemunhas, Alice, disse que lhe viu beijando a vítima. Você confirma isso?

— Confirmo, mas quem me beijou foi James e foi a força! — Deixou claro.

— E por quê foi ao quarto dele com uma faca no bolso naquele noite?

— Eu tive medo dele tentar abusar de mim, então resolvi me precaver antes de ir lá.

— Estava disposta a mata-lo então caso se aproximasse de você?

— Claro que não.

— Ninguém anda com uma faca se não está disposta a matar. Agora nos diga porque suas digitais foram as únicas que estavam na faca do crime?

— Porque peguei a faca. James estava tentando me dizer algo e apontou para a faca, eu nem lembrei na hora que minhas digitais ficariam lá.

— E no telefone que estava cortado para impedi-lo de conseguir ajuda. Como explica isso?

— Estava sem meu celular, daí tentei pedir ajuda pelo telefone, só depois percebi que o verdadeiro assassino o tinha cortado justamente para que eu não pedisse ajuda. Olha, sou inocente, vocês precisam acreditar em mim. Eu nunca tive um caso com James, o único homem que tive na minha vida foi o Edward. — Olhou para o amado. — E nunca tiraria a vida de uma pessoa.

— Sem mais perguntas, senhor juiz. — Hilary disse voltando para seu lugar.

— Antes dos jurados votarem, vamos para as considerações finais e debates da acusação e defesa. Com a palavra, a defesa. — O juiz anunciou e mais uma vez, Irina voltou a falar.

— Senhoras e senhores, estamos diante de um caso muito complicado. Isabella, mais conhecida como Bella por seus amigos, é uma jovem mãe de dois filhos. Um filho de três anos e meio e outra, que só tem um ano e meio. Casada com um bom marido, tem uma família linda. Agora me digam, quem em sã consciência colocaria uma vida maravilhosa como essa a perder? Bella como todo ser humano, errou sim, errou feio. Mas seu erro não foi matar e sim priorizar as pessoas que amava e com isso, omitindo tudo o que estava passando na mão da vítima que muitos tentaram pintar como um bom garoto, mas que na verdade é um tremendo mal caráter. James Volturi não tinha escrupúlos e como foi dito aqui, tinha outros inimigos que podiam muito bem tê-lo matado naquela noite. Agora vamos as provas. A maior delas são as digitais na faca. — Aproximou-se dos jurados. — Ela estava nervosa e por mais um erro, acabou pegando no objeto do crime. Se ela realmente queria matar o James, para que levaria duas facas? Uma já não bastaria? A verdade senhores jurados é que não há provas concretas contra a ré. Os testemunhos contra essa menina vieram de pessoas ressentidas e invejosas, como confiar? A verdade mesmo é que Isabella está sendo vítima de uma grande armação. Se essa jovem for condenada, vocês estarão cometendo um erro grave, muito mais grave que os que a própria cometeu. Sabe por quê? Porque vocês deixarão o verdadeiro assassino a solta.

[...]

— A acusação tem a palavra agora. — E Hilary foi para o centro do tribunal. — Senhores jurados, não estamos diante de um caso complicado. Estamos diante de um crime hediondo, terrível, que merece justiça. Um crime passional motivado por ciúme, por vingança ou por qualquer outro motivo já que mesmo com tudo contra ela, a ré insiste em mentir descaradamente alegando ser inocente. — Isabella revirou os olhos ao ouvir isso. — Essa mulher que chorou lágrimas de crocodilo é fria, cruel e calculista. Sim, calculista porque entrou naquele quarto com duas facas, disposta a matar. Além do mais a senhora Cullen se envolveu com o melhor amigo de seu marido. Tem ato mais desonesto que esse? Me digam, o que importa se James foi mulherengo? Isso o faz merecedor de ser massacrado a facadas? Isso justifica um crime? — Olhou para os jurados. — Não se deixem enganar pelo rosto angelical desta mulher. Criminoso não tem cara, muito menos coração. Se deixarem esta mulher livre cometerão uma injustiça sem tamanho e todas as noites antes de dormirem, sentirão suas consciências pesadas por terem deixado uma bandida livre.

— O tribunal entrará em recesso por uma hora para os jurados votarem e decirem o destino da ré. Quando retornarmos, a sentença será dada. — O juiz avisou.

Notas finais
Lembrando que como estou com um pouco de net emprestada da operadora, amanhã vou começar a responder os comentários aos poucos, mas eu li todos e como sabem, sou grata por cada um deles e em breve os colocarei em dia ❤ Comentem, favoritem e recomendem para eu voltar logo ❤