A Madrasta
23 Capítulo 22 - Confiança
Notas iniciais
[...]
Horas depois...
— Jasper, onde você estava? — Alice perguntou assim que o marido chegou ao quarto deles visivelmente de ressaca. — Já são duas horas da tarde, você nunca tinha passado a noite fora!
— Desculpe, estava muito nervoso por causa do que houve ontem. Daí fui no bar do hotel e depois, saí com alguns amigos. Mas já estou sabendo o que houve com o desgraçado lá. — Jogou sua jaqueta na cama e sentou-se na mesma para desamarrar os sapatos.
— Não fale assim príncipe, por mais que James tenha agido de forma errada, não merecia ser morto daquela maneira. — Esfregou os braços ao sentir um calafrio.
— Por falar nisso, preciso te pedir uma coisa. — Descalço, andou até ela e segurou suas mãos, olhando-a nos olhos. — Ninguém pode saber sobre o beijo que James te deu, okay?
— Por quê? — Alice questionou confusa, notando os olhos cansados do marido.
— Porque posso acabar me tornando um suspeito assim como a Isabella e, isso pode acabar com a imagem do nosso Bistrô para sempre, por isso, não podemos nos meter em escândalos tão cedo.
— E tem chances de você ser um suspeito, Jasper?
— Mas é claro que não. — O loiro respondeu virando o rosto por alguns segundos. — E é por ser inocente que quero tomar todo o cuidado justamente para não ser acusado a toa, princesa. Confia em mim. — Pediu a puxando para si e lhe abraçando forte.
~*~
— Você tem que ir à delegacia o mais rápido possível, mano! — Emmett disse entrando na suíte do filho do meio dos Cullens.
— Para Emmett, me deixa em paz. — Edward pediu virando-se de lado na cama e se cobrindo com o cobertor.
— Sei que esteve conversando com Victória e tenho certeza que a bruaca te envenenou contra a Bella mas cara, eu fui um dos primeiros a chegar na cena do crime e independentemente das circunstâncias, em nenhum momento sua mulher admitiu a culpa, pelo contrário, disse o tempo todo que era inocente e se você a ama de verdade como sempre me disse, isso deveria bastar para você. Não deixe esse ciúme desgraçado te cegar. — Tirou o cobertor de cima dele. — Anda, venha comigo até a delegacia e cumpra seu papel de marido. É o que a vovó diria se estivesse aqui.
— Ta certo, vamos. — Edward concordou se levantando e abrindo o guarda-roupa para se trocar.
[...]
Minutos depois...
— Pronto. — Edward avisou terminando de escovar os dentes. — Agora podemos ir. — Pegou uma toalha e limpou sua boca. Em seguida saiu do banheiro, pegou sua carteira e chaves do carro.
— Vamos maninho. — Emmett abriu a porta e ambos saíram de lá, mas tiveram uma surpresa desagradável ao se encontrarem com o pai da vítima no corredor.
— Está indo a delegacia, Edward? — Aro questionou se aproximando deles. — Vai ver a assassina?
— Estou sim, mas não aceito que se refira a minha esposa assim. — O repreendeu sério.
— E como quer que me refira a ela? — Aro sorriu. — É uma assassina sim e se mesmo depois de tudo você ficar ao lado dela, peço que nunca mais olhe na minha cara!
— Como quiser, senhor Volturi. — Edward deu de ombros, entrando no elevador com o irmão e indo embora para o estacionamento.
~*~
— Nós iamos direto para a delegacia, mas resolvemos deixar nossas malas aqui primeiro. — Renée comentou com Esme na recepção do hotel. — Tem alguma notícia sobre a Bella? — Indagou aflita.
— Não, mas meu filho foi a delegacia e meu marido também. Sinceramente, acho que deveria contratar um advogado pra Bella, tenho medo que ela seja acusada por esse crime. — Esme desabafou caminhando para fora do hotel com eles.
— É o que tem que acontecer com assassinas como a Isabella, devem ficar presas para sempre. — Aro disse surgindo na recepção de óculos escuros, já que chorou a noite inteira por causa do filho e estava com os olhos bem inchados.
— Lave essa boca pra falar da minha filha!! — Charlie rosnou nervoso indo para cima do homem, mas foi impedido por Renée.
— Chega de confusões, Charlie. — Ela pediu respirando fundo. — Lamento muito por sua perda Aro, mas tenho certeza que minha filha é inocente e não vou admitir que fale mal dela na minha presença. — Deixou claro.
— Lamentar não vai trazer meu filho de volta. James foi um grande homem e um ótimo filho, que tinha um futuro brilhante pela frente mas...
— Chega de hipocrisia, Aro!- Tanya exclamou indo para perto de sua tia. — James era um cafajeste, um canalha interesseiro, não valia nada. Não é porque está morto que você vai endeusa-lo, pelo menos não na minha frente! — A loira falou revirando os olhos. — Vamos tios, temos que ir a delegacia ver como está a situação da minha prima.
— Você vai defendê-la, não é? — Renée indagou dando um abraço na sobrinha.
— Por enquanto sim, mas se ela for indiciada vou entregar o caso para a Irina pois podem alegar conflito de interesses, já que infelizmente fui namorada daquele imbecil e sou prima da possível suspeita. O que importa é que minha amiga é uma excelente advogada e com certeza vai tirar a Bel da cadeia, tia. Fique tranquila quanto a isso.
~*~
— Vai realmente se manter calada? Isso só prova que realmente é culpada pra mim. — Rudolf raciocinou, andando de um lado para o outro de sua sala enquanto interrogava Isabella.
— Não sei, tenho medo que tentem usar o que eu disser aqui contra mim. — A morena explicou confusa.
— Senhor, tem um rapaz fazendo um escândalo lá fora querendo falar com a senhora Cullen. — O policial chamado Peter avisou, entrando na sala do delegado.
— Edward... — Bella sorriu ao ouvir a voz do marido.
— ME DEIXEM FALAR COM ELA, MAS QUE MERDA! — Edward rosnou entrando na sala. — Bella? — Engoliu em seco ao ver a jovem.
— Edward! — Bella foi até ele e lhe abraçou, não sendo muito correspondida já que o ruivo estava muito confuso.
— Quebra essa pra nós, delegado. Deixe meu irmão conversar com a esposa a sós pelo menos um pouco. — Emmett interviu. — Eles precisam se acertar.
— Cinco minutos. — Rudolf avisou saindo da sala seguido pelo escrivão, o outro policial e Emmett.
— Edward, que olhar é esse? — Bella se afastou dele. — Você está duvidando da minha inocência, não é? — Questionou com os olhos marejados de lágrimas.
— Isabella, seja sincera comigo. — Aproximou-se dela, a olhando nos olhos. — Você tinha um caso com James?
— Não. — Ela negou deixando uma lágrima cair. — Eu nunca tive nada com ele.
— Então o que estava fazendo no quarto dele no meio da madrugada sem sequer me avisar?
— James me mandou uma mensagem dizendo que precisava falar comigo. — Desviou o olhar, mordendo o lábio.
— Sobre o que? — Edward trincou o maxilar.
— Sobre... — O olhou novamente e engoliu em seco. — Ele tinha tentado me agarrar outra vez e provavelmente, estava querendo dar um jeito de evitar que eu contasse isso aos outros, principalmente a você.
— Sei... — Ele passou a língua em seus lábios secos. — E por que estava com uma faca? Foi o que me disseram!
— Porque estava com medo que ele voltasse a me assediar, amor. Ele faz isso há muitos anos, precisava me defender caso fosse atacada de novo, mas eu não iria mata-lo.
— Ah é? — Edward deu risada. — E por que nunca me contou que meu melhor amigo fazia isso com você? Desculpa Bella, mas está muito difícil acreditar nessa tua histórinha.
— Não está não. Se confiasse e me amasse de verdade, você acreditaria. — O desafiou cruzando os braços.
— Não venha me falar de confiança, até porque você não tem moral para isso! Se realmente for verdade o que está dizendo, quem não confiou em mim para contar o que estava acontecendo durante anos foi você! — A acusou apontando o dedo na cara dela. — De uma forma ou de outra você me traiu, mentiu pra mim e eu detesto mentiras.
— Não contei porque não queria que você se decepcionasse com aquele idiota ou que fizesse coisa pior com ele, como fez na nossa viagem ao Brasil com aquele cara. Jamais pensei que as coisas um dia fossem chegar nesse ponto, Edward.
— O tempo acabou. Preciso levar a senhora Cullen daqui. — O delegado avisou entrando novamente na sala e interrompendo o casal.
— Eu... Eu vou ser presa mesmo? — Bella perguntou engolindo em seco.
— Pela lei, posso te manter aqui por 72 horas antes te acusar formalmente de algo então sim, você vai ficar presa aqui por enquanto, senhora Cullen.
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