A Madrasta

15 Capítulo 14 - Rosalie


Notas iniciais
Penúltimo capítulo desta primeira fase. Não tenham medo de ler até o final, amo a Rose e não vou deixar ela se ferrar tanto quanto vai parecer na metade deste capítulo, ta? Boa leitura!

Capítulo 14 — Rosalie.

Setembro de 2005.

Depois de Alec, filho de Victória chegar ao mundo em junho, no outono foi a vez de Renesmee nascer. Diferentemente do nascimento de Anthony, Bella teve alguns problemas durante a gravidez de sua segunda filha pois passou a sofrer de pressão alta. E foi por esse motivo que teve que optar por fazer uma cesariana ao invés de parto normal.

Edward, mais uma vez, esteve ao seu lado segurando sua mão durante todo o procedimento. Bella recebeu uma anestesia parcial e estava acordada durante quase todo o tempo. Quando o choro de Renesmee foi ouvido, lágrimas de alegria e felicidade se misturaram entre eles.

— Obrigado por me dar uma filha linda e saudável. — Edward agradeceu dando um beijo carinhoso na amada que sentiu a filha em seus braços por apenas alguns momentos pois exausta, logo acabou adormecendo.

[...]

No dia seguinte, como da outra vez, o casal recebeu a visitas de amigos e parentes, mas naquele momento apenas Anthony, Edward, Bella e Renesmee estavam no quarto vivendo seus primeiros momentos com a nova integrante da família.

— Papá, o vovô disse que minha imãzinha tem carinha de joelho. — Anthony comentou se referindo a Charlie.

— Dizem por aí que todos os bebês nascem com cara de joelho filho, mas se isso é verdade esse joelhinho aqui é o mais lindo do mundo. — Bella brincou dando um beijinho na testa de sua filha que estava em seus braços enrolada por uma manta lilás.

Renesmee puxou os olhos verdes do pai e os cabelos escuros da mãe.

— E você também já foi um joelhinho, meu filho. — Edward apertou as bochechas do garotinho, que deu uma risada gostosa.

— Vou poder brincar de bola com ela mamá? — A criança perguntou apertando os pézinhos de Nessie.

— De bola, de boneca, do que você quiser meu amorzinho. Amo tanto vocês, me sinto a mulher mais completa desse mundo agora. — Declarou-se para a família e todos sorriram felizes.

[...]

— Então vocês querem que eu seja a madrinha dela? — Rosalie perguntou emocionada com Renesmee em seus braços. Depois do treino de Emmett, ele e a namorada foram visitar seu irmão mais novo e a cunhada no hospital.

— Exatamente. Se algo acontecer comigo ou com Edward, são vocês quem estarão incubidos de fazer essa mocinha chegar em Harvard. — Bella brincou sorrindo.

— Pois pode deixar que vamos cuidar muito bem dessa menininha, né amor? — A loira sorriu olhando para o namorado. — Prometo ser a madrinha mais presente desse mundo. — Falou beijando o topo da cabeça da criança.

— E vamos mima-la pra caramba, vou encher minha afilhada de presentes e no futuro, tenho certeza que ela será a capitã do time de beisebol da escola. — Emmett começou a fazer planos para a menina.

— Acho que acertamos mais uma vez nos padrinhos, não? — Bella riu dando um cutucão no Cullen que sorriu de volta.

[...]

Dias depois...

— Família, eu e Jasper temos uma super novidade. — Alice reuniu toda a família na sala de estar da mansão para ter uma conversa importante.

— Sim, mas fiquem tranquilos porque é coisa boa. — Jasper avisou vendo que Esme suspirou aliviada, pois temia que fosse algo grave.

— Nem precisam falar, só pelo brilho no olhar de vocês dois já dá pra saber que estão noivos. — Elizabeth deduziu batendo palmas.

— É sério? Teremos outro casamento na família? — Carlisle perguntou boquiaberto. — Não acredito que minha caçulinha vai casar! — Fez bico.

— Iremos sim papai e eu e o Jaz queremos sua benção e da mamãe. — A morena segurou a mão do loiro. — Além da vovó, é claro.

— Pois não me oponho, vocês fazem um casal lindo e tenho certeza que serão muito felizes. — Vovó Cullen elogiou sorrindo.

— Muito menos nós, não é mesmo querido? — Esme afirmou olhando para Carlisle. — Querido?!

— Desde que o Jasper faça da minha filha a mulher mais feliz do mundo, também não me oponho. — Carlisle respondeu com a cara meio amarrada.

— Pois ela vai ter que competir este título comigo sogro. — Bella falou dando um selinho no amado que sorriu para ela.

— Então vai ser uma competição bem acirrada pois vai ter que disputar comigo também. — Esme concordou pondo o braço no sofá ao redor do marido e todos gargalharam.

~*~

— James ficou chateado porque não o escolhemos como padrinho. Prometi que quando tivermos nosso terceiro filho, ele será o padrinho. — Edward comentou tirando sua camisa já no quarto.

— ISSO NUNCA ENTENDEU?! — Bella fechou a cara imediatamente. — Nunca vou deixar que ele seja padrinho de um filho meu!

— Não acredito que depois de tanto tempo você continua com essa implicância boba. — O ruivo revirou os olhos. — Por quê não gosta dele? Por acaso James te fez algo? — Perguntou fazendo-a engolir em seco. — Anda Bella, responde!!

~*~

— Visão de mim chorando? Alice, você está piradinha. — Rosalie murmurou dando risada. — Faz um bom tempo que não choro.

A herdeira dos Cullens estava no apartamento de Jasper no quarto da cunhada, que estava se arrumando para ir há uma balada. Rosalie estava bem maquiada, com os olhos bem delineados e um vestido curto verde que contrastava muito bem com seus exóticos olhos azuis-violeta.

— Estou falando sério, quando acordei hoje cedo essa foi a primeira coisa que vi. — A morena contou nervosa. — Estou com um mau pressentimento, não é frescura, será que não entende?!

— Entendo que você deveria ir ao psicólogo fazer uma consulta, sabia? Sua mente anda vendo umas coisas muito loucas. Na real, se você realmente conseguisse prever alguma coisa, teria visto quando o Carlisle foi atropelado anos atrás, por exemplo. — Passou um batom vermelho por sua boca carnuda.

— Eu não controlo minhas visões, Rose. Se controlasse poderia ter evitado a morte do meu avô e tio. — Alice baixou a cabeça triste e uma lágrima escorreu de seus olhos.

— Ei, não fique assim. — Rosalie foi até ela lhe consolar. — Você sabe que sou cética para essas coisas, mas se te deixa mais calma vou tomar cuidado, okay? E outra, vou com Emmett, ele vai cuidar de mim. — Deu um beijo na bochecha dela quando ouviu algumas buzinas. — Opa, seu irmão chegou. Beijo cunhadinha e aproveite a casa vazia pra usar e abusar do meu irmão. — Brincou arrancando uma gargalhada de Alice que já não estava mais triste, apenas um pouco apreensiva pela amiga.

~*~

— Não exatamente, mas ele me incomoda muito Edward. — Bella respondeu indo até o banheiro se olhar no espelho.

— Bella, será que você poderia ao menos fazer um esforço? — Pediu indo até o banheiro e ficando atrás dela. — Conheça um pouco mais o James, vai perceber logo que ele é do bem. Somos amigos desde a infãncia e ela sempre foi muito legal comigo. — Pôs as mãos sobre o ombro dela lhe massageando.

— E se ele não fosse o que você pensa? E se você descobrir que na verdade, ele é um verdadeiro canalha? — Questionou séria, olhando para ele através do espelho.

— Dúvido que isso vá acontecer algum dia, mas se acontecesse não sei o que seria capaz de fazer. — Respondeu levando sua boca até o pescoço dela e lhe depositando um beijo.

~*~

[...]

A festa rolava em uma boate chique e badalada da zona sul de Nova York. Emmett e Rosalie dançavam e se divertiam juntos, mas a segunda estava abusando um pouco demais da bebida e em certo momento, Emmett percebeu e começou a se incomodar com isso.

— Como é bom ficar aqui! — A loira sorriu dando mais um beijo no namorado. — Essa música me faz ter cada vez mais vontade de dançar. — E começou a dançar ao redor do moreno, rebolando seus quadris.

— Amor, melhor irmos embora, já são quatro da manhã. — Sugeriu indo até o balcão. — A conta, por favor. — Pediu para o barman.

— Não quero ir embora, quero dançar até o amanhecer! — A loira negou seguindo ele e tomando mais um gole de vodka.

— Mas vamos embora agora. — Pagou a conta e segurou o braço dela.

— Vá você, eu quero ficar.

— Rose! — Ficou sério. — Vamos logo, está tarde.

— Pra mim está cedo e já disse, vou ficar! — A jovem retrucou se desvencilhando dele. — Se quiser ir embora, fique a vontade. — E foi até a pista voltando a dançar.

— Argh! — Emmett gruniu, dando as costas para ela e indo embora.

[...]

Rosalie dançou por mais uma hora até que se cansou e resolveu ir embora. Bêbada, saiu da casa noturna tonta e caminhou até o ponto de táxi. A rua estava deserta, mas ela estava alcoolizada demais para se preocupar com isso. Só se deu conta que tinha algo errado quando um homem segurou seu braço com força e a arrastou para um beco escuro.

— Me solta! — Empurrou o homem, mas ele era muito mais forte que ela.

— A gatinha estava rebolando pra mim na boate e agora não me quer?! — Perguntou a prensando contra a parede.

Rosalie sentiu nojo ao sentir o hálito fétido dele em seu rosto, mais ainda quando ele afundou a cabeça em seu pescoço e começou a morde-la.

— ME SOLTA! SOCORRO! — Gritou quando ele rasgou sua roupa e mais ainda quando lhe deu um tapa na cara que a fez cair no chão.

— Cala a boca vadiazinha. — Mandou desabotoando os botões de sua calça.

Rose tremia dos pés a cabeça. Apesar de bêbada, tinha plena consciência do que estava acontecendo, o que lhe faltava era força para se defender.

Emmett, onde estaria? Onde estaria seu namorado que a deixou sozinha no meio da madrugada? Será que ele a salvaria? Não, não iria porque aquele homem asqueroso já estava em cima dela, puxando seus cabelos e tentando beija-la, mas ela jamais deixaria que ele conseguisse aquilo então, mordeu o lábio dele que gemeu de dor.

— SOCORRO! — Conseguiu gritar, mas ele calou sua boca com uma mão e com a outra, tirou uma navalha de seu bolso.

— Fica quietinha. Se for uma boa menina, prometo que sairá viva disso tudo, mas se gritar de novo vou te cortar todinha com isso aqui. — A ameaçou e com medo, ela se calou.

— SOLTE ELA AGORA. — Uma voz ordenou. Por um momento, Rosalie pensou que fosse Emmett, mas na verdade era outra pessoa. — Se você não solta-la agora, vou estourar sua cabeça. — Ao virar-se, o algoz da garota viu que o homem em si estava armado e pela vestimenta, parecia ser policial.

— O homem então ficou em pé e virou-se para o policial, enquanto a vítima chorava amargamente. De repente, o policial foi empurrado pelo bandido, fazendo a arma cair no chão e então, o homem saiu correndo. O policial pensou em ir atrás do miliante, mas...

— Por fa...vor, não me deixe sozinha. — Foi a única coisa que a loira conseguiu dizer.

— Calma moça, vai ficar tudo bem. — O homem colocou a arma de volta na cintura e foi até ela e se agachou. — Rosalie? — Perguntou surpreso ao reconhecê-la.

— Charlie? — O abraçou com força. — Ele ia... Ele tentou...

— Calma, vai ficar tudo bem. — A puxou para seu peito, acariciando seus cabelos desgrenhados. — Vou te tirar daqui, venha. — Ajudou-a a levantar-se. — Olha, vou ligar para seu irmão okay? — Avisou caminhando lado a lado com a jovem para fora do beco.

— Não, meu irmão não, muito menos o Emmett. Chame a Bella ou a Alice, por favor. — Pediu chorando cada vez mais.

[...]

Charlie levou a menina até o hospital e enquanto ela era atendida, ligou para a filha e avisou o ocorrido. Assustada, Isabella se levantou com cuidado para não acordar o marido, se vestiu e deixou um bilhete para ele em cima do criado-mudo.

Passou no quarto de seus filhos e deu um beijo em cada um deles que dormiam tranquilamente e foi ao quarto de Alice. A garota quase surtou quando Bella lhe contou o que houve, mas se arrumou rapidamente e ambas saíram de casa, pegaram um táxi e foram para o pronto-socorro da cidade.

[...]

— Foi horrível! Ainda consigo ouvir a voz daquele desgraçado dizendo aquelas coisas nojentas no meu ouvido e ainda sinto aquelas mãos sujas em mim. — Rosalie desabafou abraçando Bella com força. — Se o Charlie não tivesse chegado, não sei o que seria de mim...

— Emmett não tinha nada que ter te deixado sozinha lá, droga. — Alice resmungou passando a mão sob o braço arranhado da cunhada.

— A culpa é toda minha! Você tinha me dito da sua visão e eu idiota, não acreditei. — Soluçou, sentindo uma dor inexplicável dentro de seu peito. — Nunca vou conseguir ficar com outro homem, nem mesmo com Emmett.

— Rose, vocês vão conversar e ele vai entender seu trauma e te dar o tempo que você precisa. Tenho certeza que com nosso apoio você vai melhorar logo. — Bella disse acariciando o rosto dela.

— Não, ele não pode saber. — Se ajeitou na cama do hospital secando suas lágrimas com os dedos. — Não ia suportar a vergonha. Meninas, preciso que vocês duas me prometam uma coisa. — As duas se entreolharam.

— Que coisa? — Bella perguntou preocupada.

— Não quero que contem a ninguém sobre o que me aconteceu esta noite, ninguém pode saber o que aconteceu comigo, muito menos meu irmão e o Emmett. Por favor meninas, respeitem minha decisão e façam um juramento. Em nome da nossa amizade, jurem que não vão dizer nada para nenhum deles.

— Está bem, eu juro. — Alice concordou olhando para Isabella.

— Obrigada Lice. E você Bella, também vai jurar?

— Não acho certo o que você quer fazer, mas sei o que é ter vergonha e medo. — Baixou a cabeça lembrando-se do que aconteceu com James. — Então também juro que pela minha boca ninguém vai saber do que aconteceu com você esta noite, Rosalie.

Notas finais
E então? O que acharam do capítulo? Tudo que aconteceu com a Rose tem um propósito, okay? Não coloquei aí por nada ou só pra ela sofrer e apesar do trauma, pelo menos ela foi salva a tempo pelo Charlie, né? Deixem seus comentários, por favor, para eu voltar logo com o último capítulo.