A Máscara
1 Capítulo único
Notas iniciais
História escrita para a Quinzena Cavaleiros de Prata, um desafio promovido pela comunidade Saint Seiya Super Fics Journal.
Eu andei revendo os primeiros episódios de Saint Seiya por esses dias e me veio a vontade de escrever um pouco sobre os sentimentos de Shina após a tentativa frustrada de impedir que Seiya levasse a armadura de Pégasus. Aí está o resultado!
Eu andei revendo os primeiros episódios de Saint Seiya por esses dias e me veio a vontade de escrever um pouco sobre os sentimentos de Shina após a tentativa frustrada de impedir que Seiya levasse a armadura de Pégasus. Aí está o resultado!
Teria de amá-lo ou matá-lo. Amar aquele moleque japonês? Aquele meio-quilo de gente? Nem morta! Matá-lo seria a opção. Mas será que conseguiria? Ele já dera prova de que não morria facilmente. Marin fora mais competente que ela no treinamento? Ou teria sido apenas sorte? Ela sabia que tinha ensinado tudo a Cassius. Por que então ele não venceu? Era só um garotinho japonês! Só isso! Cassius só tinha que esmagá-lo e quebrar-lhe todos os ossos! Que ódio ela sentiu na hora em que o garoto arrancou a orelha de seu discípulo! Quis entrar na arena ela mesma e rasgar a pele do moleque com as unhas. Ao invés disso, organizou a emboscada noturna que resultou na sua máscara partida. Se ele o tivesse feito na arena, ela estava perdida. Todos teriam visto seu rosto...– Eu ainda vou arrancar a pele dele – murmurou e, adormeceu com esse pensamento. Teve um sonho agitado e estranho. Estava no cemitério dos cavaleiros e havia uma lápide com o nome dele: Seiya de Pégaso. E ela estava lá, visitando-o, colocando uma flor meio murcha no túmulo, quando a terra começou a se abrir e o cavaleiro saiu de lá de dentro num salto, com aquele seu costumeiro sorriso idiota. Ele falava alguma coisa que ela não conseguia entender, por mais que apurasse os ouvidos. Depois de um estrondo e ela acordou. Era Cassius batendo a porta ao voltar de Rodorio. Shina ouviu os passos pesados dirigindo-se para o quarto ao lado do seu e até sentiu-se agradecida por ele interromper aquele sonho maluco. Virou-se para o lado e adormeceu outra vez.No dia seguinte, Shina acordou sentindo ainda mais dores no corpo e desejou ter uma geladeira em casa para colocar um punhado de gelo onde mais doía. Quando saiu do quarto, Cassius já estava preparando o café.– Sinto muito por ontem – ele disse. Trazia um curativo malfeito na orelha.– Está tudo bem – ela respondeu, mas não, não estava. Cassius havia perdido a orelha e a dignidade, tendo sido derrotado por um moleque estrangeiro que ele chamava de meio-quilo. Ela tampouco parecia bem. Usava uma de suas máscaras reserva e procurou usar uma camisa que lhe cobrisse os ferimentos da noite passada, mas Cassius notou que ela parecia um pouco curvada e sem ânimo.– Eu não queria ter decepcionado você – lamentou-se.– Não comece com isso, você não me decepcionou.– E agora?– Agora é o que é. Você não passou no teste e dê-se por satisfeito por estar vivo. A maioria não sobrevive a esse tipo de prova.– Eu sei... posso continuar morando aqui? Eu... eu não tenho para onde ir.– Pode, pode – respondeu, mas estava com a cabeça longe, pensando no que tinha de fazer. “Amá-lo ou matá-lo?”, pensou. Ela não queria fazer nem uma coisa nem outra.FIM
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