A Máfia
4 Capitulo 4 - Entre Ciúmes, Alianças e Perigo
Notas iniciais
Jacob acordou naquela manhã sozinho na cama. Pelo que percebeu, Renesmee já havia se levantado. Suspirou, levantou-se com calma, vestiu-se e desceu as escadas com as mãos nos bolsos.
Na cozinha, Claire tomava café tranquilamente, acompanhada de Nathan e Amber.
— Ah, Jake, ainda bem que acordou! — exclamou Claire, sorrindo de orelha a orelha. — Quil foi buscar seus amigos no aeroporto.
Jacob revirou os olhos.
— Demoraram demais para chegar. E onde o Quil se enfiou ontem? — perguntou, franzindo o cenho.
— Bom… ele foi fazer compras com a Maria — respondeu Claire, sorrindo sem graça.
Jacob quase gargalhou.
— Você colocou seu namorado pra fazer compras?
— Ué, ele não estava fazendo nada mesmo — ela deu de ombros.
Jacob cruzou os braços.
— Onde está a Renesmee?
— Treinando com o Volturi — respondeu Nathan, como quem não queria nada.
Jacob respirou fundo, como se algo tivesse travado em sua garganta.
Sem dizer mais nada, marchou até a sala de treinamento e encostou-se à porta. Alec se movimentava com certa lentidão, mas ainda assim conseguia se esquivar das facas lançadas com precisão por Renesmee. Mesmo cheio de curativos, ele saltava e se desviava com agilidade.
A loirinha vestia preto da cabeça aos pés e estava realmente bonita. Uma faca passou de raspão pelo rosto de Alec; ele fez uma careta de dor, e Renesmee correu até ele.
— Te machuquei? — perguntou, analisando o rosto dele.
— Não, estou bem — respondeu Alec, sorrindo abertamente.
Renesmee fez uma careta de desgosto.
— Que pena.
Jacob soltou um risinho e entrou na sala.
— Vejo que está melhor — comentou.
Renesmee o viu e sorriu, correndo para abraçá-lo. Alec fechou o sorriso.
— Estou bem melhor. Carlisle fez um ótimo trabalho — disse Alec, encostando-se na parede.
— Meu pai tem mãos de anjo — comentou Renesmee, afastando-se de Jacob para recolher as facas espalhadas.
— E tem uma filha que parece um anjo também — acrescentou Alec, sorrindo para ela.
Renesmee fingiu não ouvir. Jacob riu de forma sarcástica.
— Como você é criativo, Volturi. Mas antes que crie asas e saia voando por aí, quero ter uma conversa com você.
Jacob deu um passo à frente, claramente mais alto e imponente. Alec o observou por alguns segundos.
— Jacob — advertiu Renesmee, lançandolhe um olhar de lado.
Ele sorriu, beijou a testa dela e sussurrou:
— Relaxa, Nessie. Que tal dar uma volta?
Mesmo contrariada, ela saiu.
Jacob voltou-se para Alec, cruzando os braços.
— Então… qual é o lance entre você e a loirinha? — provocou Alec, girando uma faca entre os dedos.
— Lance? — Jacob arqueou uma sobrancelha.
— É. O que ela é sua?
— Ela é minha garota.
Alec parou o movimento da faca.
— Namorados? Interessante… Você não acha que é velho demais pra ela?
O rosto de Jacob se fechou.
— Isso não é da sua conta.
— Não, sério… você é grande e ela—
— Exatamente. Eu sou maior, mais forte e bem mais perigoso que você. Então não venha com gracinhas pra cima de mim, Volturi.
A voz de Jacob era fria e ameaçadora. Alec levantou as mãos, rendido.
— Ok, ok. Já entendi. A loirinha tem dono.
Jacob respirou fundo.
— Minha vida e a da Renesmee não lhe dizem respeito. Nosso assunto é outro.
Ele sacou a arma da cintura, girando-a no dedo enquanto circulava Alec.
— Você não acredita em mim, acredita? — disse Alec, sério.
— Garoto, você realmente acha que vou acreditar nesse papinho de não querer assumir os negócios do papai?
— Eu não vim aqui só pedir abrigo — interrompeu Alec. — Sei que seus amigos estão chegando.
— E daí?
— Quero a sua ajuda.
Jacob parou diante dele.
— Primeiro: se me interromper de novo, eu atiro. Segundo: ajuda pra quê?
— Você é o grande mafioso, Black. Tem influência até sobre chefes de Estado.
— Fico lisonjeado. Agora fala logo.
— Quero acabar com meu pai. O que ele faz com mulheres e crianças é insuportável.
Jacob franziu o cenho.
— Está me pedindo pra matar seu pai?
— É o único jeito de parar isso.
— E por que eu faria isso?
— Porque foi ele quem matou Leah… sua ex-esposa. E foi por isso que você matou minha mãe, Sulpicia.
Jacob prendeu a respiração. Aquilo ainda doía.
— Eu já me vinguei — respondeu amargo, virando-se para sair.
— E se fosse a Renesmee? — Alec continuou. — Pense nos pais dessas crianças.
Jacob parou.
— Tá legal… você conseguiu — disse, virando-se. — Eu vou te ajudar. Com uma condição.
— Já sei. Fico longe da Renesmee — respondeu Alec, sorrindo.
— Bom que sabe.
Jacob saiu. Alec sorriu, girando a faca novamente.
— Ops… esqueci do “talvez”.
Jacob entrou na sala no momento em que Quil chegava com seus primos. Todos se levantaram.
— Jakezinho! — Paul tentou abraçá-lo.
— Nem vem — resmungou Jacob.
Paul riu e olhou para Renesmee.
— Renesmee, como você tá gostosa!
— E comprometida — cortou Jacob.
— Claro que sim — Paul se jogou no sofá.
— Educação morreu em La Push? — resmungou Embry.
— Deixou lá mesmo — completou Seth, abraçando Jacob. — E aí, Jake!
— E aí, garoto.
A conversa foi interrompida pela entrada de Alec. Alguns levaram a mão às armas.
— Relaxem, ele não é ameaça — disse Quil.
— Então, temos algo perigoso pra fazer? — perguntou Paul.
— Tráfico humano — respondeu Alec.
— O quê? — Paul se levantou.
— Vamos acabar com a festa do Volturi — concluiu Jacob, sorrindo de canto.
Mais tarde, nos jardins, Renesmee estava sentada em um balanço quando Alec se aproximou.
— Por que você me odeia?
— Não te odeio.
— Então trégua?
— Com uma condição: respeite o Jacob.
— Fechado.
— E não me provoque.
— Prometo.
Ela se levantou.
— Não abusa, Volturi.
Renesmee voltou para dentro e sentou-se no colo de Jacob, escondendo o rosto em seu pescoço.
— Tá cansada? — sussurrou.
— Muito.
— Vou te levar pro quarto.
Ele a deitou com cuidado, beijando seus lábios.
— Por que não pude participar da reunião? — perguntou ela.
— Porque não quero te perder — respondeu ele.
— Você nunca vai me perder, Jake. Eu te amo.
— Eu te amo mais.
Ela sorriu.
— Vem fazer cafuné.
Jacob riu, deitando-se ao lado dela, inalando o perfume suave de seus cabelos.
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