Notas iniciais
LEIAM O FIM DESSAS NOTAS!
Como prometido, mais uma parte do capítulo!!
Aproveitem!!
Desculpa, galera... Tive um imprevisto hoje, não deu para escrever... Mas juro que amanha sem falta sai a parte três, não vou furar. Tenho a manha livre e vou tirar para escrever para vcs!!

“Não sei se me sinto eletricamente feliz ou se me mato em depressão.” Pensava uma jovem de cabelos rosados sentando-se na extensa cama de casal coberta por lençóis negros. Haruno Sakura olhou lentamente pela janela que exibia a lua cheia em sua magnitude banhando o clã fantasma com sua luz fria. Ela virou o olhar para o lado oposto ao que antes mantinha sua visão e fixou o quarto. Tinha visitado esse quarto diversas vezes durantes os últimos dias, desde de sua perda de controle durante a noite da festa de Konoha. Era como se alguma força estranha a puxasse para ali dentro e a mantivesse trancada como um bicho afoito.

Ter Sasuke sempre fora tudo o que quisera e agora que o tinha, bem, a rosada tinha sérias dúvidas sobre o que queria. “Você é mesmo uma inconformada, depois de senhor por anos com esse homem você não está satisfesta?” perguntava-se ela enquanto testava sua sanidade mental por estar falando consigo mesma.

“Isso é tudo o que uma garota pode querer não?” Ironicamente, ela ouviu suas palavras soarem por seus ouvidos como uma oração silenciosa, e cobriu o corpo com o lençol obscuro que estivera enrolada enquanto permanecia sobre o leito, para poder erguer-se dali. “Não... Não é.” Ela se respondeu enquanto caminhava silenciosamente pela mansão indo diretamente para onde o alvo de seus pensamentos se encontrava.

Sasuke nunca ficava na cama com mulher alguma, inclusive com ela. Tirando raras exceções em que o cansaço o vencera completamente, o Uchiha a deixava sozinha na cama para ler algum livro na biblioteca. Ela se sentia como uma boneca de trapos. “É o que sou não? Uma boneca, um certo tipo de brinquedo que ele vai descartar quando se cansar.” Suspirou ela, vendo-o tomar uma postura mais relaxada, totalmente mergulhado na leitura. “Por que ainda tenho esperança? Quando disse aquelas verdades para ele ao fim da guerra, de certa forma o salvei... Por que não tenho mais essa coragem? Por que não posso ter coragem de salvar a mim mesma disso tudo? De sucumbir nas mãos desse homem? Estou retornando para o ponto inicial? Sou a Tola e Fraca Sakura de novo?” As perguntas fervilhavam na mente da moça, ao mesmo tempo que ela encarava o jovem herdeiro Uchiha. “Tenho que parar de ser tola e sofrer... Pelo amor de Deus. Coloque um pouco de razão nessa sua cabeça, Sakura!” Ela bufou girando sobre os calcanhares e seguindo rapidamente para o quarto em que acordara, para juntar suas roupas. “Vou esquecer isso... Vou resistir a isso... Não vou aceitar isso.” Pensava ela pausando cada vez que se abaixava e vestia alguma das peças de seu uniforme hospitalar. “Chego a ser patética, parece que estou sedenta por ele ou algo assim... Quando não estou no hospital estou aqui.” Os pensamentos vieram como um tapa. A honestidade de cada uma daquelas palavras feria mais que qualquer arsenal ninja.

–Onde vai?- A voz serena do Uchiha invadiu a mente da rosada que agora procurava sua saia atrás da cama. Sakura se manteve em silêncio apenas olhando de canto, por alguns instantes, para o dono da voz que povoava seus sonhos. Logo que retirou sua atenção dele, conseguiu achar e alcançar uma peça branca quase debaixo do leito, vestindo-a rapidamente.

–Vou para casa, tenho um plantão grande amanhã.- “Não devo dar satisfações à ele... Mas... Assim é mais fácil,” pensava ela enquanto ainda tirava a poeira instalada nas roupas. Sasuke ergueu uma de suas sobrancelhas percebendo a mentira, e se aproximou.

–Está mentindo.- “Sempre direto” pensou ela enquanto erguia a cabeça para encará-lo e assustando-se ao vê-lo tão próximo.

–Eu não devo simplesmente dizer cada passo meu para você, Sasuke.- A falta do sufixo “-kun” o fez perceber que ela estava usando a mascara da médica competente novamente. “Droga, Haruno, quando vai se deixar levar?” pensou ele olhando acusadoramente para a moça. Há tempos ele percebeu que ela não era exatamente idêntica as outras. Não conseguiria se livrar dela facilmente.

Havia algo que não o deixava fazê-lo.

O motivo que o mantinha abrindo a porta para ela e amando-a seguidamente noite após noite. Algo que o confundia e que mantinha os pensamentos dele presos firmemente na imagem dela até mesmo após os resquícios dos últimos momentos de prazer terem terminado.

–Temos que terminar isso.- Ela calçava os sapatos e pegava a maleta enquanto o acordava de seus pensamentos. “Terminar algo que nunca começou, Haruno?” Ela completou ironicamente enquanto ele a encarava seriamente tentando processar as ultimas palavras. “O que está fazendo, Sakura?” os pensamentos dele eram incrédulos. “Não tem o que queria? O que é tão complicado em simplesmente aceitar a situação” cada um dos pensamentos queimava como brasa na cabeça dele que começara a dar sinais de dor.

–Então... Está dizendo que não quer mais...- Ele não teve a chance de terminar devido a intromissão dela entre suas palavras.

–Não. Não quero mais isso, Sasuke.- Resoluta, ela se dirigiu para a porta do quarto e virou apenas para acrescentar. – Seria melhor se este assunto morresse aqui, ou isto poderá influenciar na nossa relação médico-paciente. – “Seria melhor que tivesse me estapeado e dito que eu era um pervertido imbecil... Como todas as outras.” Pensou ele enquanto a via bater a porta e se afastar lentamente para sair da casa.

Uchiha Sasuke havia sido chutado.

Ele apertou os olhos enquanto ainda encarava a porta que ela saíra e respirou fundo para manter a calma. Cada uma das palavras dela foram como chutes no estomago ou mais. Ele parecia um tipo de retardado apaixonado que não compreendia o momento em que tudo acabara.

“Bem, o que me consola é que eu não sou realmente um retardado apaixonado.” Pensou ele enquanto erguia uma de suas sobrancelhas e saía do quarto em direção a cozinha. “Estou bem... É apenas depressão pós-fora. Naruto sobreviveu a algumas muitas, por que eu não?” pensou ele rindo de si mesmo ao perceber que ainda tinha o assunto em pauta nos seus pensamentos por mais de cinco minutos, coisa que nunca fizera. “Oh Deus... Que isso nãos seja o que penso que é.”


Os dias passaram, e um mês se formou desde aquilo. Sakura matinha seu dia-a-dia tentando parecer normal, mas a grande verdade era que não sabia se o que fizera fora mesmo o melhor para si. A falta dele na cama todas as noites, mesmo que fosse por alguns momentos era gigante e as poucas mas significativas palavras que trocavam no leito antes de adormecer acendiam uma saudade que beirava o insuportável. “Estou ficando doida... Ele só queria me usar e aqui estou eu sofrendo por ele. Qualquer um me acharia patética.” Repreendeu-se a Rosada enquanto entrava calmamente no pequeno apartamento e tirava sua correspondência da caixa do correio. “Conta, conta, conta, conta, conta, conta e.... Carta?” pensou a moça estranhando enquanto olhava o envelope com o selo do Hokage na frente. Ela abriu a carta ali mesmo no hall das escadas sentando em um dos degraus para poder ler as palavras que o amigo loiro escrevera de forma mais calma.

Haruno Sakura,

Informo-lhe, assim como para todos os outros cidadãos de Konoha, que após muitos anos de negociação o Clã Uchiha será reaberto.

Os imóveis ali presentes estarão a venda e o proprietário atual das propriedades e herdeiro Uchiha estará a disposição para quaisquer esclarecimentos e acertos quanto a compra dos imóveis.

No mais, apenas agradeço sua atenção.

Uzumaki Naruto

Hokage e Sennin da Vila da folha

Sakura quase derrubou a carta ao terminar de ler seu conteúdo. Antes, teria simplesmente pulado de alegria, finalmente poderia ter a casa com que tanto sonhara, e se seus cálculos estivessem corretos, suas finanças estavam perfeitamente estáveis para colocar esse gasto a mais sob sua responsabilidade. Porém, agora...

“Agora nada! Vou até lá e vou conseguir minha casa.” Pensou se auto-interrompendo a moça e seguindo para dentro de seu pequenino apartamento. “Sasuke vai parar de ser tão incomodo para mim... Eu tenho que me acostumar com sua presença, sem que...” Ela não teve coragem de terminar a frase mesmo em pensamentos, mas manteve-se decidida apesar do frio na barriga que se instalara e simplesmente não queria largar mais de seu interior.


–Você vai enlouquecer se não parar de ser tão frio, Sasuke.- Naruto estava assinando alguns papeis enquanto aconselhava o amigo que vinha lhe pedir uma missão a cada 5 minutos.- Ou, pior... ME enlouquecer.- Acrescentou o loiro suspirando ao ver o amigo desesperado por sair da vila. “Será que alguma das namoradas dele o meteu em confusão?” pensou o loiro sorrindo ao imaginar o amigo com problemas amorosos.

–Isso não diz respeito a você, Naruto.- Sasuke pronunciou suas palavras friamente ao ver o sorriso inquisidor que o loiro lhe lançara.- Eu apenas não agüento mais ficar na vila... Preciso fazer alguma coisa.- Como se fosse o fato mais simples do mundo, ele ergueu os ombros para tentar demonstrar relaxamento, mas o ato ficou tão forçado que até mesmo seu amigo loiro percebeu.

–Você claramente não está normal.- O Uzumaki deixou os papéis por um momento e sentou na beirada da mesa, se aproximando do amigo.- Bom, mas se o problema é fazer alguma coisa, por que não dá um jeito de ajudar aqui em Konoha mesmo?- Naruto resolveu usar as palavras do amigo contra ele para ver se ele soltava algo sobre seus problemas.- Pode ajudar na escola ninja, ou nos pastos... Precisam de pessoas para ajudar na manutenção desses lugares e não tenho tantos gennins esse ano...- Sasuke ergueu uma sobrancelha sob a opinião do amigo, não acreditando mesmo que ele sugerira aquilo.- Vamos, Sasuke... Se o problema realmente é algo que você possa fazer, estou resolvendo para você.- Naruto olhou o amigo por alguns instantes e o fez suspirar exasperado.

–Você é um idiota.- Sasuke se ergueu do assento e deu um tapa na testa do Hokage para sair dali.- Vou estar na academia às 6, amanhã. Valeu, dobe.- O loiro arregalou os olhos por conta da afirmação do amigo, pensava que depois daquela encenação toda ele fosse dizer algo. Porém, ali estava ele...

Saindo de sua sala sem dizer nada.

“Essa sua frieza ainda vai te congelar, Sasuke.” Pensou o Kage enquanto suspirava sem saber o que fazer com o amigo.


O Uchiha cumpriu a palavra, realmente precisava do que fazer, e já que não tinha como sair da vila, pelo menos se distrairia com aquela atividade enquanto não houvessem missões grandes. Sakura não lhe saía a cabeça de jeito nenhum, por mais que no começo pensasse que fosse se adaptar a situação. Qualquer uma das salas de sua casa lembrava-lhe um momento com ela, cada uma das palavras que ouvia lembrava-lhe uma frase dela... Ele estava ensandecido por aquele Demônio de Cabelos Cor de Rosa.

E o pior era que ela era a única mulher toda a Konoha, que não fosse casada ou estivesse namorando, que não demonstrava o mínimo de atração por ele depois de ter saído de sua casa naquele fatídico dia.

–Meu Deus...- Falou ele enquanto apoiava-se por um momento na enxada que usava para trabalhar no campo a poucos momentos atrás. Ela não saía de seus pensamentos nem por um momento. – Por que não me deixa em paz?- Algo em Sasuke, porém, apesar de seus pedidos diários de paz não queria que ela sumisse e a mantinha presa ali.

Sasuke sorriu de canto voltando a trabalhar absorto em seus pensamentos, parando apenas ao ouvir o comentário de dois dos trabalhadores que estavam ao seu lado.

–... Parece que perderam as casas e estão vindo para a Vila...- Um dos homens comentava enquanto o outro assumia a expressão preocupada.

–Konoha não vai conseguir preparar as casas a tempo. Definitivamente, vai ter gente nas ruas...- Sasuke percebeu que eles comentavam das vítimas do grande incêndio que fora provocado a poucos quilômetros dali num lugarejo vizinho. Naruto não comentara nada com ele, mas o Uchiha sabia que aquilo era um problema dos grandes. Com o curto período que eles teriam entre a saída dessas pessoas de seu lugarejo até Konoha, não dava para construir casas para todos.

“Todos precisamos de um lar, e esta casa... De certa forma me lembra isso.” Sasuke se lembrou do comentário que Sakura fizera sobre a casa de seus tios e que lhe era tão adorada. O moreno não compreendia a fixação dela por aquela casa e acabara por questionar sobre recebendo tal resposta.

Aquelas pessoas, acima de tudo, precisariam de lares.

“Acho que não vai fazer mal eu abrir o clã para eles... E quem mais vier. Aquele lugar já está começando a me dar arrepios.” Pensou o Uchiha enquanto as idéias fervilhavam em sua mente. O clã era gigantesco e só ele estava vivendo lá até agora, poderia aproveitar as casas já existentes e fazer um mutirão para construir o que faltar. Pelo tamanho daquelas casas, ele conseguiria abrigar pelo menos 3 ou 4 famílias na mesma casa pelo tempo em que não tivesse casa para todos.

Além da resolução daquele problema, com a abertura do clã poderia resolver outro que o mantinha insone por pelo menos 3 semanas.

Uma casa em especial teria dono certo.

Ou melhor... Dona.

Mais tarde naquele mesmo dia ele bateu no escritório do Hokage.

–Naruto... Eu tenho uma idéia.- Disse o moço com um sorriso valente no rosto, invadindo a sala do amigo. O loiro que até agora se mantivera absorto em alguns –muitos- papéis em sua mesa ergueu o olhar para o amigo estranhando sua expressão.

–Mas o que...?- Antes que o Hokage pudesse concluir seu pensamento, o Uchiha o interrompeu.

–Apenas me ouça...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.