A Luta De Um Amor Por Entre Bijuus
17 Por que você não consegue me enxergar?
Notas iniciais
Acho que vocês já devem estar cansados dessa autora maldita que não cumpre suas promessas, mas enfim... Eu sou uma preguiçosa mesmo e consigo arranjar milhões de coisas para fazer para me atribular a vida. Sinto muito mesmo pela demora, realmente tentei fazer o possível pela fic, e estava bem no final, mas acabei por reler e descartar tudo o que tinha feito. Não adianta nada mesmo se eu não estiver inspirada para fazer algo criativo para vocês, o que tinha feito até agora ficou forçado até a ultima consequência, então peço desculpas mais uma vez mas infelizmente vão ter que acostumar com meus horários e prazos horrorosos... Vou fazer tudo de novo. Mas me manterei postando em vez de deixá-los esperando eu terminar a fic. Isso é chato e deixa a gente com aquela ansiedade maldita.
Então galera, espero que vocês apreciem a fic, meus capítulos serão postados em partes de 1000 e poucas palavras, mas manterei as 7 mil, então vocês devem presumir que assim minhas postagens ficarão mais rápidas.
No mais, só leiam e depois podem jogar pedras em mim pela demora. Eu mereço isso >.<"
Bj
PS: Parte 2, postarei mais tarde, porém ainda hoje!!
A floresta densa que circundava a Vila Oculta da Folha sempre fora alvo de receio por parte de seus moradores. Um local que muitas vezes era escolhido por ninjas desertores para executarem seus planos maquiavélicos e que, por outro lado, servia como camuflagem para a cidade Ninja.
Dentro da vegetação robusta havia todo o tipo de formação natural, incluindo grandes cavernas que vez por outra se intrometiam num habitat que era normalmente plano e coberto de árvores. Estas aberturas de rocha que habitualmente estavam localizadas em encostas dos morros que compunham a paisagens abrigavam todo o tipo de monstro e animal feroz que poderia viver por ali. Afinal, eram escuras, dando-lhes o elemento surpresa para a possível presa que poderia entrar ali, e protegiam-nos do frio que por vezes se instalava do lado de fora, compondo o esconderijo perfeito.
Foi de dentro dessas cavernas que pôde-se ouvir um grito humano, porém, não um grito de horror como se espera em uma situação daquele porte, e sim de puro descontentamento. Ao entrar na abertura de rocha a luz amarela de uma fogueira poderia ser logo vista e um grupo de homens armados estavam em posição de sentido enquanto uma mulher gritava exacerbadamente quase cuspindo as palavras em seus rostos.
–SEUS INCOMPETENTES!- A moça estava vestida com o típico uniforme de exército, cobrindo todo o seu corpo com o macacão camuflado marcado apenas pela insígnia dourada de general em forma de floco de gelo.- NÃO CONSEGUEM NEM FICAR DE TOCAIA SEM SEREM PÊGOS DESSA MANEIRA?- A mulher virou ficando de frente para os soldados, e mostrando seu rosto parte metálico parte humano.- Tive que ir até aquela porcaria de posto policial para desenrolar os “elementos”.- A ironia caía como veneno da voz da mulher, que se mostrara Tess, a princesa do Gelo.
Os dias após o confronto com Naruto e Hinata foram inúteis. Apesar dos esforços de Tess e seu batalhão, não havia sinal que poderiam descobrir algum tipo de fraqueza do “casalzinho feliz”.
“E o pior de tudo é que ainda tenho que arrastar esses inúteis comigo.” Pensava a jovem enquanto virava a mão robótica de seu corpo para apertá-la, logo em seguida mexendo os dedos para testá-los.
–Vocês são um fracasso, mas acho que já sabem disso.- Ela encarou cada um enquanto voltava a caminhar de uma lado para o outro.- É de suma importância que eu consiga vencer aqueles dois e arrancar aqueles semi-titãs... – A princesa parou um pouco para refletir sobre sua afirmação, realmente mesmo que fosse difícil, tinha que ter aquele poder. Ia arrancar a cabeça de sua “querida” mamãe e conquistar o que era seu por direito.
Ou não se chamava Tess.
–Ao seu passo, realmente, não vai ser nesse século que você vai conseguir.- A moça ouviu a voz repentina, percebendo uma presença estranha ao seu lado, a qual não conseguira ver antes. “Ninguém passa pelas minhas defesas assim” pensou a jovem enquanto saltava para longe e caía em posição de batalha, incentivando o batalhão a fazer o mesmo.- Oh querida... Não fique tão preocupada... Quero o mesmo que você.- Misterioso, o jovem extremamente belo que estivera sentado em uma rocha saiu dali e caminhou em direção a princesa que o encarava ainda desconfiada.
–O que quer dizer? E para já com o seu caminhar se não a próxima coisa que vai andar são os seus miolos.-O olhar dela afirmava que suas palavras não eram em tom de brincadeira. Ela literalmente ia estourar a cabeça daquele mauricinho metido caso não dissesse a que veio e como passou pela barreira de sua percepção.
–Calma!- O tom dele, totalmente contrário ao dela, era risonho, indicando que ele não tinha o menor medo da mulher a sua frente ou que realmente era um lunático.- Já disse que não vim fazer mal... E que quero a mesma coisa que você.- Ele sorriu ao fim da frase como se estivesse incentivando-a a acompanhá-lo mas os lábios dela não se mexeram a não ser para falar.
–Seja mais claro.- As mãos dela eram duras feio pedra sob sua posição de ataque, alcançaria as kunais em um segundo se ele fizesse gracinha.
–Olhe... Meu nome é Ash, sou um dos Lords mais poderosos do País do Arroz, e acho que posso ajudá-la com seu objetivo.- O belo homem se aproximou ainda mais fazendo com que a menina robô ficasse ainda mais tensa.- Vi que preciso que precisa de um parceiro...- Ele olhou para o batalhão que ela tinha acusado de imprestáveis e depois voltou seu olhar para a princesa.- Aceitável, então, nada mais justo que eu me oferecer.- Ash mantinha o sorriso no rosto, galante como sempre mas isso apenas fez com que a moça erguesse uma das sobrancelhas.
–O que você ganha com isso?- A voz dela era como uma navalha. A princesa não acreditava que ajuda caía do céu. Ela mesma cobrava caro por qualquer tipo de “mãozinha” que pudesse fornecer. O que esse cara estava procurando. E como a achara?- É óbvio que quer alguma coisa porque essa idéia de cavaleiro brilhante querendo humildemente salvar a princesa em perigo não vai colar. Você claramente sabe mais do que deveria sobre meus objetivos, o que me faz ficar sem poder descartá-lo, mas isso não me impede de fazê-lo sofrer para conseguir minhas respostas caso não coopere. – O lord ergueu as duas sobrancelhas sob a resposta da moça vendo que realmente ela era tudo o que falavam. Dura, Fria, Direta e sem coração. Tinha seu objetivo como religião e matava por cada etapa vencida para alcançá-lo.
–Naturalmente.- Mas isso não o fazia perder as forças. Se ela era inescrupulosa, ele era infinitamente mais. Ela era claramente um monstro. Ele era um lobo em pele de cordeiro.- O que eu quero... É o poder dos Hyuuga. Eu quero a líder deles, que por sinal é a sua Jinchuriki favorita.- A ironia ao fim da frase se fez presente na voz dele, fazendo-a torcer o rosto.- Sozinho, não vou conseguir fazer ela largar aquele inútil do Garoto-Kyuubi... Parece que ela o eleva a categoria de Deus por algum motivo que não achei relevante.- O olhar dele tinha claros sinais de que pouco se importava mesmo. – Não quero exatamente ela, por isso seus sentimentos são irrelevantes para mim. Uma vez casado, os Hyuuga estarão na minha mão, e com o conselho babando nos meus pés, vai ser em um estalar de dedos que eu vou conseguir todos os segredos daquele clã de velhos babões e me tornarei finalmente o Lord mais forte de todo o meu país, pronto a desafiar o rei pelo trono. – O jovem sorriu de forma maquiavélica quando terminou de narrar seu objetivo para a princesa que o observava um tanto mais relaxada. Ali estava, o objetivo; a causa da ajuda.
Aquele homem seria um parceiro bom. Seus objetivos não colidiam e com ele, ela teria um poder que com seu exílio perdera, diplomacia... Poder de Palavra. Mas, algo ainda a incomodava... Como ele soube de seus objetivos? Tivera o trabalho de se manter escondida para não lidar com engraçadinhos como ele, mas ali estava.
–Tudo me parece bem a não ser... O fato de você saber mais do que deveria sobre mim, Lord Ash.- O olhar desconfiado dela o transcorreu como uma facada.- Como posso confiar que não é um enviado de minha “queridíssima mamãe” para apenas me enganar e me arrastar para casa?- Ash riu sob a observação dela.
–Fiquei sabendo de sua briga com a Imperatriz ao sair de casa. Belo arranhão você tem aí, por sinal.- Ele apontou para a parte destruída do rosto dela com ironia, fazendo com que ela tocasse a lataria e o dirigisse indiferença.- Não tenho contato com sua mãe, caso queira saber... Nunca realmente fui ao país do gelo, muito menos dirigi acordos comerciais ali. Seu país não me interessa, portanto pode ficar sossegada quanto a isso. – Ele suspirou ao ver que a tensão não diminuía dos ombros dela.- Consegui informações sobre você após ler alguns fatos que chegaram a minha propriedade, afinal, você ficou bem famosa depois do incidente de Gohan-Tibre.- Ela arregalou os olhos ao lembrar do fato. Fora ao país do arroz seguindo pistas incorretas sobre o paradeiro da Kyuubi do Gelo e acabara por se envolver em uma briga com os locais. Acabara por causar uma chacina e chamar atenção demais para si. Ele sorriu ao ver que ela se lembrava e continuou.- Depois disso, fiz o que pude para me manter informado sobre você... A Kyuubi do Gelo é um mito muito forte, e ter um poder daqueles ao meu lado, na época me parecia boa coisa até que...- Ele parou lembrando do dia em que recebera o convite de casamento com a Líder Hyuuga.- Fui convidado a casar com a jovem Líder do clã mais poderoso da Vila da Folha, uma das mais fortes em material bélico do País do Fogo.- Ele ergueu uma de suas sobrancelhas e continuou a explicação.- Então, esqueci um pouco de você, um poder mitológico, para me focar em algo mais... Palpável. Os segredos Hyuuga estavam prestes a ser meus, mas por algum motivo tudo foi mudado e eu... Descartado. E eu não tenho que dizer que odeio quando fazem isso, não?- Ele dirigiu a pergunta retórica a princesa que ouvia sua história atenta, depositando mais confiança na palavra dele agora que sabia a que ele veio.- Vim até Konoha para tentar restabelecer os acordos que outrora me fizeram sonhar alto, porém me achei em situação de desvantagem já que aqueles que me convocaram não mais exerciam seus poderes no clã. Então, prestes a desistir, apareceu... Você. Meus informantes me contaram de seu paradeiro e o que tinha ocorrido. Você caiu como uma luva para que eu tenha o que eu quero, e... Aqui estou eu.- Ash assumiu uma pose relaxada e observou a reação de sua possível parceira.
– Qualquer um diria que você é bem persuasivo.- Os olhos da menina-robô se apertaram enquanto ela falava em um tom baixo.- Não convenço muito fácil com as pessoas, principalmente com tipos como você... Mas parece que estou sem opções.- Ela olhou para o batalhão que ainda observava, alinhado, sem saber o que fazer, e no segundo posterior a espada da moça estava na parede oposta, com as cabeças decapitadas dos soldados enfiadas na lâmina. Ash observou o golpe incrédulo e a viu tirar a espada da parede sem dificuldade deixando as cabeças caírem soltas aos seus pés.- Então, o que pretende fazer?- Ela tirou um lenço da farda e começou a limpar a lâmina, dando apenas parcialmente sua atenção para o moço.
“É tudo de que preciso.” Pensou ele se aproximando mais para que pudessem conversar sobre o que planejariam.
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