Notas iniciais
Olá pessoal,
Bem, depois de muito tempo acabei por voltar a fazer fics por aqui(Já o fazia antes, mas isso já faz um tempão)
Estou aberta a Críticas, se acharem necessário podem falar, eu realmente acho que elas me engrandecem bastante e ajudam a melhorar minha escrita
Elogios também são ótimos, então peço de coração que comentem se a fiction estiver agradável.
No mais,
Boa Leitura!

A Grande Batalha Ninja estava acabada. Todos os soldados, agora, tentavam se erguer de seus ferimentos para, então, poder voltar para casa. A dor física, porém, era mínima perto da saudade e do pesar que lhes embalava os corações. Na Guerra, muitos ninjas valorosos se perderam, lutando pelos seus 20 segundos de coragem ou simplesmente por seus ideais. Um deles, o Gênio Hyuuga, era agora levado para Konoha em uma marcha fúnebre perante seus colegas de Time, sensei e amigos. Não haviam palavras para expressar o quanto doía a perda de Neji,aquele garoto fora um símbolo de superação e junto com o loiro Uzumaki pelo qual se sacrificara, significava muito para todos na vila da folha.

A Equipe Médica dos quatro cantos do mundo Ninja ia de encontro aos feridos mais graves para averiguar suas situações e curar o que desse para ser curado. Sakura e Ino estavam em meio a essa equipe gigantesca que agora trabalhava a todo o vapor para salvar o máximo de ninjas que fossem possíveis. Muitos dos componentes daquele esquadrão estavam apanhando apenas corpos... Dentro daquela carnificina criada por um motivo tão fútil. Era doloroso saber que tantos homens e mulheres bons, morreram dessa maneira... Porém, o que acalentava o coração dos sobreviventes era que eles morreram com honra.

Naruto estava junto a todos tentando ajudar no que fosse possível apesar das visíveis feridas em seu corpo e principalmente em seu espírito. Apesar de sua força e coragem, Naruto chorava a morte daqueles shinobis tão dedicados, mortos e feridos. Queria acreditar que eles estiveram felizes em servir sua nação e o Mundo Shinobi, mas ainda assim, em sua alma sabia que aquilo era apenas uma desculpa para si mesmo... Apenas algo para acalmar seus pensamentos... Apenas algo para tentar esquecer o horror daquela luta. Os outros seguiam seus comboios até suas aldeias se despedindo dos companheiros de guerra e tentando seguir para suas vidas anteriores, apesar de já saberem que jamais seriam as mesmas, lágrimas foram derramadas e muito sangue foi espirrado pelo chão... Não havia como voltar atrás.

Sakura estava em meio a toda a confusão, de vez em quando gritando por reforços médicos em alguns casos graves, e em outras horas apenas calada, rezando pelas almas que já se foram antes de poder carregá-las para o devido local onde seriam encaminhadas para os devidos funerais. A Haruno estava com os nervos à flor da pele, e o que viu em uma clareira aberta por granadas não ajudou muito.

“Sasuke...” Ela correu até ele pensando que ele pudesse ter sido atingido por algo, e examinou seu corpo inteiro com detalhes. Detectou algumas escoriações, mas nada grave. “Apenas está desacordado” pensou ela enquanto concentrava o Chakra medicinal em uma das mãos e posicionava sob a testa do Uchiha para despertá-lo. Não era uma atitude sensata, e ela sabia disso, pois assim ele poderia fugir novamente. Entretanto, se ele o quisesse... Nem se ela o carregasse de volta a Konoha iria adiantar. Os olhos negros se abriram em poucos segundos e ele franziu o cenho ao encontrar a claridade.

-Sakura...- Logo estava de pé a alguns metros dela- O que você...- Percebeu que não estava algemado ou tinha o seu chakra bloqueado. Ou ela era muito idiota, ou muito...

-Se quiser ir Sasuke... Pode ir.- Ela se ergueu batendo a poeira da saia rosa. Estava cansada, já chorara demais, sofrera demais... Vivera demais por aquele rapaz... Tentava se convencer que já chegara de deixá-lo livre. Mas seu espírito ainda chorava lágrimas de sangue por isso.- Mas saiba que nunca vamos deixar de te amar... Não importa o que escolha.- Ela deu um leve sorriso para ele e virou para caminhar de volta ao seu grupo. Apesar de sua desistência, sabia que Sasuke poderia se cuidar, era um Ninja bom e se viraria... Ela sabia que ele não morreria por nada, mas idéia de vê-lo partir para sempre não entrava em seu coração de jeito nenhum.

Apesar das primeiras palavras dela, muito estranhas e completamente diferentes do que o Uchiha esperava que ela proferisse, ele a parou, correndo a frente com sua velocidade fora do normal, se posicionando na frente da Médica-nin.

-Acha mesmo que vou me sensibilizar com esse discursinho medíocre? Sakura... Diferente de vocês eu sei o que significa viver um mundo de injustiças, morte e desilusão. Vocês nunca vão saber o que é isso, então não podem simplesmente dizer que me entendem.- Sua face se contorceu em desgosto ao dizê-lo mas ele terminou sua frase com desgosto perante a rosada. “Nunca vão saber... Nunca vão saber...” Sasuke sabia que aquele simples detalhe mudava tudo, não era simplesmente uma ou duas mortes... Ele havia vivido e presenciado demais para esquecer tudo.

Sakura por sua vez não se abalou com as palavras do nuke-nin. Não ia chorar, ia se manter forte, não podia deixá-lo pisar nos seus sentimentos daquela maneira. Ele tinha que acordar, e por mais doloroso que pudesse ser, ela ia fazê-lo acordar de qualquer maneira. Não ia ter pena, o homem a sua frente não sabia o que era isso.

-A partir do momento em que você nos deixou...- Sakura se referia a ela e a Naruto... Seus amigos... Seus irmãos... Que ele simplesmente ignorara.- Vivemos cada dia com um desses sentimentos que você tanto afirma que existem no mundo...- Sakura ergueu o rosto para encarar seus olhos e continuou- E adivinhe só... Foi por sua causa, Sasuke! Cada um dos desgostos... Das desilusões... Das dores que sofremos... Foram por sua culpa! E ainda assim não desistimos... Arriscamos NOSSAS VIDAS, NOSSAS FAMÍLIAS, NOSSAS SANIDADES E NOSSOS AMIGOS por você! Será que valeu à pena Uchiha? Será que nós perdemos nossos dias procurando e chorando por você, por causa de nada?- A Haruno ainda o encarava altiva enquanto ele apenas sensibilizava mais a face.- Nunca duvidamos de você, Sasuke... Nem por um momento. Sabíamos que você iria voltar, que ia ser feliz... Apostamos nossas vidas nisso. Mas agora você vem com esse discurso? Com esse pretexto para continuar a sofrer? Pelo amor de Deus Uchiha! Cresça!- Nenhuma lágrima saiu dos olhos esverdeados da rosada, elas haviam secado há tempos.- Se não quer ser feliz, apenas assuma... E não fique procurando desculpas para isso, por que a partir de agora, pelo menos eu...- Ela trincava os dentes enquanto sua voz saia esganiçada- Não vou mais aceitá-las. Fuja, Sasuke... Procure mais um pretexto!- Ela o desafiou a ir ao lado contrário do qual ela estava virada- Viva sua vida sendo um medíocre vingador! Mas nunca se esqueça que esse seu objetivo nunca levou e nunca vai te levar a lugar nenhum... É apenas uma criancice de um homem que esqueceu de crescer psicologicamente e tem a idade mental de um menino de 7 anos!- Dessa vez fora a vez dela de contorcer sua face com desgosto e recomeçar sua caminhada.- Seja feliz Uchiha.- Irônica, Sakura passou por ele e começou a correr em direção ao seu grupo e deixou um Uchiha absorto em seus pensamentos. Se fosse realmente analisar, ela nunca havia falado com ele dessa forma... Ela havia cuspido as verdades na cara dele de uma forma tão crua que se ela ainda estivesse preocupada em ser a “futura Sra. Uchiha”, agora, jamais o seria.

“É ridículo... Aquela... Aquela... Coisa Rosa e Irritante!” pensou exasperado o Uchiha ainda não entendendo por que não respondera a altura o que ela lhe jogara na cara. “Tudo aquilo não passa de um discurso para me confundir... E meus objetivos?” Sasuke socou uma arvore que tinha por perto e continuou a pensar. “Itachi... Madara... Obito... Todos eles já estão mortos... E ...” O Uchiha refletiu por um momento e pela primeira vez pensou em tudo o que fez para chegar até ali. “E... De que adiantou?” seus pensamentos foram aos seus pais e parentes que morreram naquela fatídica noite. “Não os trouxe de volta” ele suspirou e passou as mãos pelos cabelos. Odiava terminantemente estar errado, mas naquele momento só conseguiu lembrar das palavras de sua mãe. “O maior Sábio é aquele que admite que errou, Sasuke-kun” Mikoto sempre fazia esse jogo emocional com o filho para fazê-lo pedir perdão por alguma asneira que poderia ter feito. E ela estava certa na grande maioria das vezes. “Até depois da morte a senhora consegue me fazer refletir, mamãe.” Pensou o Uchiha balançando a cabeça negativamente.


Sakura levava algumas macas junto as suas companheiras e companheiros em direção a Konoha. Já agradecera a todos, de outras vilas, que ajudaram durante a guerra e se despedira. Sentiria falta de todos, apesar das circunstancias... Fizera grandes amizades por ali. Os portões da vila da folha já eram avistados e todos começaram a comemorar a tão esperada chegada em casa, a Rosada sorria, porém o sorriso não chegava aos seus olhos. Algum dia, um sábio disse que os olhos são a porta da alma... A alma da rosada estava negra. Ela não estava indo de encontro ao lar... Não seria a mesma coisa depois do que dissera a Sasuke. Antes era como se ele fosse tomar consciência de seus atos, ou Naruto ia simplesmente vencê-lo e forçá-lo a ver a realidade.... Agora... Ela simplesmente desistira dele. Cansara de sofrer, todos os dias, por alguém que não tinha jeito... Cansara daquilo tudo e...

-SAKURA- Ino gritou chamando sua atenção.- Nossa, eu estou te chamando faz mais de meia hora e você não me dá atenção.

-Desculpa Ino.- A rosada sorriu sem vontade, tentando fazer com que a amiga não percebesse seu incômodo, enquanto deixava o doente que carregava junto aos outros no hospital e ia atender os feridos mais gravemente- Estou distraída.

A loira revirou os olhos e continuou:

-Sei o nome e sobrenome dessa distração.- A Yamanaka sorriu levemente apesar do olhar cansado. Ela tinha perdido o pai, fato que ainda não cicatrizara em seu ser, porém estava ali firme e forte, tentando ajudar em tudo o que fosse possível- Como se sente?

“Como ela sabe?” pensou a Rosada abismada pela pergunta da amiga, afinal, ela não podia saber da sua conversa com Sasuke assim. Sakura suspirou lembrando que estava falando com Yamanaka Ino, podiam estar saindo de uma guerra e com o psicológico completamente abalado, mas aquela loira ia ser sempre a maior fofoqueira de Konoha. Aquela maluca tinha olhos e ouvidos em tudo quanto é canto.

-Triste, distraída... Várias outras coisas... Afinal como é que você sabe?- A Rosada tentava olhar para outros lados, tentava disfarçar o que estava praticamente tatuado em sua face. Estava sofrendo demais. Não conseguiria ir adiante e ela sabia disso. Apesar de não mais ser tão corajosa a ponto de admitir isso para si mesma. Sakura se fazia de forte mas no fundo era uma covarde.

-Você está triste?Como assim Haruno! Era tudo o que você queria!- Ino olhava completamente incrédula para a amiga. Imaginando que a Rosada estivesse doente, foi em direção a amiga para medir a temperatura desta com as mãos- Definitivamente você não está normal!

Sakura continuava confusa. Todos sabiam que sua maior vontade era que o Uchiha voltasse para casa, como ela mesma cuspira na cara dele horas mais cedo. E agora Ino lhe dizia o contrário? Como assim, ela queria que Sasuke fosse embora para sempre? “Isso não faz nenhum sentido.” Pensava a Haruno completamente perdida.

-Do que está falando, Ino?- A Haruno franziu o cenho para a Yamanaka. Ino riu levemente percebendo que a amiga não estava falando da mesma coisa que ela. Apesar das pernas, a loira ainda conseguia com a amiga perdida do jeito que estava.

-Seu Uchiha favorito se entregou, Tsunade-sama vai julgá-lo assim que fizermos o laudo médico del...- Ela não ouviu o resto pois já corria para o centro médico do presídio de Konoha. “Como assim ele se entregou?” pensou enquanto ultrapassava todos os conhecidos sem falar apenas pensando em chegar o mais rápido possível ali. Seu coração batia forte, parecia que ia simplesmente sair do peito... E depois entrar de novo pela garganta. Era mistura de surpresa, medo, e fascinação com que a loira havia falado. Sakura custava acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo... Tinha que vê-lo... Tinha que vê-lo a todo custo. Assim que chegou ao prédio cinzento cheio de celas e prizioneiros, ela foi vasculhando as salas até ver Kinnosuke tirando a pressão de...

-Sasuke?- A Rosada esquecera de respirar no exato momento em que ele olhara para ela.Estava sentado tranquilamente em uma das macas esperando que Kinnosuke terminasse seu serviço em um de seus braços. Os olhos ônix estavam sem expressão e pareciam completamente fechados como sempre, mas... Ele estava realmente ali. “Eu não posso acreditar...” Sakura se aproximou levemente sendo percebida pelo enfermeiro.

-Oi Sakura-chan- Kinnosuke terminou de tirar a pressão do vingador e se virou para ela.- Estava justamente esperando alguém para terminar o laudo dele... Tsunade queria que você examinasse tudo mas você ainda estava meio longe quando ele chegou aqui, então comecei logo...- Sakura ainda estava paralisada enquanto ele falava. “Ele está aqui...” pensava, piscando várias vezes, testando para ver se não era um sonho. “Por livre e espontânea vontade” Ainda não acreditava no que seus olhos constatavam. Uchiha Sasuke estava de volta a Konoha.

-Você está me ouvindo, Sakura-chan?- Kinnosuke franziu o cenho ao vê-la parada desde que chegara.- Ah por favor... Me diga que não vai desmaiar, 5 enfermeiras já fizeram isso... Não posso com mais uma.- Parecia que aquela frase tinha tirado ela do “coma” que havia ficado e colocado-a na tomada. Sakura olhou para o enfermeiro de forma rápida e precisa, demonstrando seu desgosto com a frase do rapaz, que se calou na mesma hora e encolheu.

-Para você é Sakura-sensei, Kinnosuke...- Podia estar abalada pela volta do Uchiha, mas Sakura ainda era a chefe do esquadrão hospitalar, e tinha que manter a pose principalmente naquele momento e na frente de quem estava. A sobrancelha rosada estava perigosamente levantada quando ela virou para ele.- E nunca mais trate tão informalmente um superior... Ou pode acabar surrado pela Tsunade-sama.- A voz séria de Sakura era um vislumbre de que seu humor não estava normal, ela era normalmente mais calma e tranqüila que a Sejuu mas naquele momento simplesmente era pior do que o mais demoníaco general. Ele apenas assentiu nervosamente enquanto tentava se levantar.- Agora sim, vamos continuar.- Quando ela virou estava tão perto de Sasuke que podia sentir a respiração dele em seu rosto devido ao fato de ele estar sentado na maca da sala. Ela suspirou bem fundo, murmurou um leve pedido de desculpas pela aproximação e manteve-se sob completo controle... Depois do que falara a ele a relação tinha que ser assim. Não estava nem um pouco normal por dentro, mas tinha que manter a calma e manter a face em paz... Tinha que se forçar a isso. Por mais difícil que fosse.

-Não fez nada de errado.- A voz dele saía leve, com suave ambiguidade, enquanto esperava o restante do exame.

Sakura concentrou o chakra nas mãos e passou a examinar seu corpo por dentro. “ Nenhuma Bomba... Nenhum veneno... Nada...” Ela voltou seu olhar em dúvida para ele, que mantinha seu olhar sustentado para outro local enquanto ela terminava. “Você voltou mesmo, Sasuke...-kun?” pensou terminando o exame e concentrando-se para o próximo que seria mais invasivo.

-Isso vai incomodar um pouco.- Avisou enquanto aumentava a quantidade da energia em suas mãos. Ele assentiu, e a Haruno colocou sua mão dentro das costas dele. Era um jutso antigo que aprendera com a mestra para analisar a coluna, a medula e o cérebro de uma vez... Era incomodo para o paciente mas bem mais rápido para diagnosticar qualquer problema e tratá-lo. Sasuke frazira o cenho enquanto ela movia suas mãos pela costa dele e depois partia para a nuca. “Perfeito... Nada aqui... Nem aqui...” A concetração de Sakura fora tanta que ela nem percebera quando passar a analisar os olhos por dentro e detectou um problema. “Leve cegueira progressiva...” pensou ela enquanto abria os olhos e retirava as mãos com cuidado pelas têmporas. “O Sharingan exige demais dos olhos dele.” Pensou ela enquanto massageava as mãos e esperava ele abrir os olhos.

-Está tudo bem?- Perguntou a Rosada enquanto o via abrir os olhos e assentir.- Seus olhos estão apresentando leve quadro de cegueira, que se não tratar logo poderá ser total... Vai ter que acompanhar isso enquanto estiver na prisão.- Sasuke não contrapôs nada nem teve nenhuma reação positiva. Sakura por sua vez mantinha o olhar técnico. Era um paciente e ela uma médica. Nada mais.

-Tem alguma dor?- Ele negou com a cabeça mas continuou com a expressão perdida.- Bem, terminamos por aqui então... Kinnosuke pare de drama e me ajude a acompanhá-lo até Tsunade-sama.- O enfermeiro ainda tremia pela força do olhar da aprendiz da Sannin, mas foi ao encontro de sua superior e chamou Sasuke com a mão dizendo para que ele seguisse-o. Quando o Uchiha passou por Sakura, a mesma o olhava de forma completamente artificial, como se não estivesse nem ali, então, ele suspirou e parou um pouco para falar algo em seu ouvido. Ela arregalou os olhos para ele que apenas tranqüilizou ainda mais sua face e seguiu o enfermeiro para seu julgamento.

“Obrigado”

Sakura sentiu uma lágrima morna adornar seu rosto ao lembrar da palavra simples que ele acabara de dizer a ela... Apesar das tentativas, apesar de tudo... Ela ainda tinha sentimentos por ele e por mais que quisesse mudar isso ou negar... A médica sabia que isso não seria possível. Sasuke realmente havia voltado.


Naruto estava voltando para casa quando soube da notícia da volta de Sasuke. Apesar de seus esforços, pensava que ele não fosse voltar após a luta deles. Mesmo assim, ali estava ele, sendo julgado pela Hokage, não contestando nenhum de seus crimes. Ele iria para a cadeia por um bom tempo, 7 anos para ser exato, mas mesmo assim, estava ali.... Voltara para casa. De certa forma, ele e Sakura-chan haviam conseguido reunir o time 7 novamente.

Apesar da felicidade de ter seu irmão de volta. Naruto tinha outro assunto na mente. Na verdade, desde a luta contra o Pain... Desde antes dos Horrores da Guerra...

“Hinata-chan...” Pensava o loiro que ainda vasculhava toda a multidão a procura da Hyuuga. Suas palavras marcaram bastante, jamais alguém afirmara tão diretamente um sentimento tão forte quanto o amor... Por ele. Ele que não tinha pais ou parentes, não tinha aquilo com freqüência... Nenhuma freqüência na verdade.

O problema era que Naruto ainda não sabia como ele mesmo se sentia sobre a Hyuuga. A tinha como uma amiga maravilhosa, que sempre esteve lá por ele. Mas será que como mulher...?

Ela tinha um belo corpo, uma personalidade tímida que era uma gracinha, mas ele nunca pensara nela dessa maneira... Tinha começado fazia pouco tempo, e ainda se sentia confuso quanto a isso.

Sua mãe dissera:

-Procure alguém como eu!

Mas Hinata era simplesmente o contrário de sua mãe. Sua mãe era explosiva, ela era contida. Sua mãe falava pelo cotovelos, Hinata mal falava. Kushina era escandalosa, A Hyuuga era tímida.

Mas havia algo em que as duas tinham em comum...

O amor incondicional por... Ele.

Naruto sorriu de canto enquanto continuava sua busca. “É mamãe... Parece que eu encontrei ‘alguém como você’ tão doida a ponto de amar Uzumaki Naruto” pensava ele enquanto ia de encontro a vários Hyuuga e perguntava de Hinata.

Acabou por saber que ela seguira diretamente para o clã por conta de uma reunião extraordinária dos conselheiros com seu pai... Só poderia ser vista depois de alguns dias.

“Droga” pensou o loiro, e acabou por deixar sua busca para depois. “ Vou encontrá-la assim que ela sair dessa reunião. Não é possível que eu me esqueça!” Bem, como o ditado sempre diz, o esquecido nunca acha que o é, não?

Naruto acabou por ter vários compromissos durante a semana, devido os relatórios da guerra e alguns acordos que tinha que acompanhar como Ninja. Portanto, acabou por fugir de sua mente o assunto relacionado a Hinata.

Os conselheiros discutiam firmemente em volta da mesa oval do salão de reuniões dos Hyuuga. Hinata estava sentava em uma das pontas com seu pai ao lado. “Nem mesmo parece que acabamos de enterrar Neji...” pensava ela enquanto baixava a cabeça sentindo a cabeça doer pela tristeza de não ter mais o Gênio Hyuuga ali. Tudo parecia piorar na falta dele para ser o “Gênio Hyuuga/Salvação do Clã”. Os conselheiros estavam discutindo em como colocá-la na liderança se nem mesmo ela tinha a força para representá-los antes disso. E falavam isto bem na frente dela, como se ela não estivesse no recinto. A Hyuuga não podia enfraquecer naquele momento e simplesmente se entregar às lágrimas, principalmente, por conta do olhar severo porém mostrando leve pena vindo do pai.

-Hiashi, é impossível fazer isso. Hinata não tem força, não há como ela liderar.- Dizia um conselheiro convicto cruzando as mãos sobre a mesa.

-Deve casar com alguém que o seja para que pelo menos não estejamos sendo ridicularizados pela líder que temos...- Dizia outro, já analisando o que o outro dissera e jogando a bomba que assustou ainda mais a futura líder dos Hyuuga. “C-casamento?” pensou a jovem enquanto arregalava os olhos seguindo a discussão como se fosse um tipo de partida de tênis. Aqueles anciãos estavam num bate e rebate que não acabava e o que deixava a Hyuuga mais angustiada era que a “bola” da vez era a vida dela!

-Um lord do país do arroz se pôs de prontidão quando comentei isso com ele em outra ocasião.- Compartilhou um dos mais antigos conselheiros, lembrando dos contatos que tinha para acabar logo com aquilo. Hinata se sentia um estorvo, mais do que jamais fora. Estava sendo tratada como um lixo, algo que eles queriam se livrar... Um problema!

-Isso é muito apressado... Temos que escolher um pretendente à altura dos Hyuuga- Este conselheiro seguia a risca a tradição a risca, e não queria que o sangue Hyuuga, e posteriormente o Byakugan, fosse misturado com algum outro clã. Poderiam perder seu Kekei Genkai e isso não era uma opção. “Tudo o que importa é conseguir um pretendente, e não se eu quero mesmo me casar com alguém que nem mesmo conheço! Como podem fazer isso comigo?” O medo batia forte no corpo da Hyuuga como se fossem chicotadas. “Todos esses anos... Me esforçando, tentando ser alguém perfeito... Por esse clã? O que está acontecendo? Por que estão fazendo isso?”

-Para que se o que temos é a fraqueza de uma líder... Precisamos disso o mais rápido possível.- Parecia que o mundo ia acabar se Hinata assumisse o comando do clã sozinha. “É melhor ter um desconhecido no posto de líder, do que simplesmente me aceitar... Eu sou a vergonha do clã de repente?” Hinata não acreditava no que seus ouvidos captavam, era simplesmente ruim demais para ser verdade. Chegou a um ponto que Hiashi não agüentou mais todos falando ao mesmo tempo, podia ser que Hinata não tivesse a força necessária, mas como pai, por mais que não pudesse contestar os conselheiros, sabia bem no fundo que tinha que defender Hinata, pelo menos por debaixo dos panos. “Melhor casar com alguém que conhece...” pensou rápido em uma alternativa que talvez fizesse com que os conselheiros se calassem.

-Chega!-Sua voz forte retumbou na sala- Não há como Hinata assumir... É verdade.- Ele olhou decepcionado para a filha que mantinha a cabeça baixa depois de tantos dedos apontados para si- Mas misturar o sangue Hyuuga está fora de questão! Temos que achar um pretendente dentro do clã.- Hiashi achava que seria melhor para Hinata ser esposa de alguém que conhecia a ter que dizer “Eu aceito” para alguém que nunca vira na vida. Só a moça e Deus sabiam o quanto ele estava enganado. Hinata pensava que o pai ia partir em sua defesa, mas ele apenas piorou a situação... Era como se ela fosse uma qualquer, um lixo, que eles estavam jogando para um pobre coitado cuidar. Poderia casar até com um primo distante se fosse o caso, mas qualquer um seria bom para minimizar sua fraqueza....

“Isso é ridículo...” pensava a jovem enquanto ouvia já abafadas as vozes dos conselheiros discutindo com seu pai, Hinata estava triste... Sentia como se estivesse atrapalhando a maravilhosa sucessão dos Hyuuga, como se ela não fosse daquela família. Ela era... No fim... A Ovelha negra. Não podia negar sua fraqueza, mas era pedir demais um pouco de compreenção ou simplesmente paciência? “É difícil acreditar que eles prefiram me jogar fora do que insistir em mim... Mas apesar de seus modos horrendos de falar, o que esses conselheiros me acusam, para a minha infelicidade, é verdade...” pensou a jovem analizando tudo com uma tranqüilidade forçada. “Tenho que ser mais forte para ser uma boa líder. Tenho que proteger essa família mesmo que ela me renegue...” Mordeu os lábios enquanto pensava numa solução mais plausível do que casar com um desconhecido, ou pior, com um conhecido e familiar.

Então, teve um estalo. Hinata podia estar completamente desolada e continuava sendo chiteada pelo medo que tinha das decisões daqueles Hyuuga mas não era boba. As habilidade diplomáticas dos Hyuuga eram conhecidas por todo o mundo Ninja...

Tsunade deveria estar precisando de Ninjas Diplomatas para acalmar tudo e acertar acordos depois da Guerra...

Quem melhor que ela para isso? Uma mulher, mas com educação de Líder Hyuuga, que dobraria qualquer um com suas palavras bem feitas?

Todavia, Hinata sentiu o sopro de esperança daquele plano que surgira em sua mente ser apagado. Como ela seria uma diplomata se nem conseguia conseguia falar direito em público? Era extremamente tímida, sua personalidade sempre fora assim, e mudar agora seria... Dificil demais.

Então ela se lembrou. “O que te dá forças, Hinata? O que é que você sempre mentaliza quando precisa de coragem?” Hinata suspirou lembrando do mantra que sempre fazia quando estava com medo, ou pensando em desistir. “Naruto... Sempre disse que seu jeito ninja era nunca desistir daquilo que dera a sua palavra de cumprir... Eu sempre concordei com isso, e não é agora que vou discordar.” A discurssão fora da cabeça de Hinata se tornou muda, ela agora tinha forças para continuar, apesar dos apesares, ela sabia que ele ia estar sempre do lado dela. “Nem que fosse como um amigo” pensou pesarosamente a Hyuuga enquanto tentava novamente achar meios para continuar com seu plano. “O problema é sua timidez, né, Hinata?” falou para si mesma constatando um problema. “Bem, de acordo com os tutores que tive, tenho que imaginar que sou capaz de fazer um discurso perfeito para fazê-lo... Não posso me jogar no chão antes de imaginar as estrelas.” Hinata ainda tinha medo, mas aquilo que lembrara já acalmava seu espírito. Sabia que poderia ser capaz de tudo, bastava que tentasse. “Tenho que fazer isso... Tenho que superar isso de uma vez” pensou enquanto maquinava tudo em sua mente.

Passaria por diversos países e pediria ajuda a Tsunade para conversar com os mestres conhecidos dela, que estariam dispostos a treiná-la... Ficaria mais forte. Mostraria aos Hyuuga quem era digna ou não de ser sua líder.

“Está decidido.” Pensou ela feliz com o plano. Tudo teria que ser feito na mais completa discrição... Mas Segredo com a Hokage, era algo comum e perfeitamente plausível.

A Hyuuga saiu da reunião assim que o pai a liberara. A morena tinha tudo na mente e tirando aquele pequeno resquício de receio que tinha, sabia que a tentativa não seria em vão. Foi diretamente a torre Hokage, tinha pressa para conversar com a Godaime. Parecia que tudo ia desabar se não fosse logo. Tinha que sair de Konoha o mais rápido possível, além disso... Tinham também outros fatores que a faziam desejar estar longe dali.

Naruto sempre fora o que a garota mais desejara no mundo. A idéia de tê-lo ao seu lado era mais do que ela jamais poderia imaginar. E vê-lo dizer que correspondia aos seus sentimentos, um sonho. Porém, fantasias como essas infelizmente não iam livrá-la do terrível destino com os Hyuuga se continuasse por ali. “Ah Naruto-kun... Queria tanto que você simplesmente me amassse” A jovem pensou com tristeza enquanto as escadarias da torre pareciam ficar mais pesadas a cada subida. “ Por que meu Sonho de criança não pode ser real? Por que tem que ser assim?” Agustiada, a pobre menina chegou ao seu destino e mesmo com pesar, sabia que com o tempo talvez pudesse esquecer tudo aquilo.

“Chegou a Hora de colocar alguns queixos Hyuuga no chão, Hinata” pensou ela tentando encontrar forças dentro de si com a afirmação. Ela sabia... Era capaz e ia fazê-lo.

-Shizune... Posso ter uma palavra com a Gondaime?- Hinata aproximou-se forçando tranqüilidade da mesa da sobrinha da Sejuu que levantou o olhar sorrindo ao ouvir a voz doce da Hyuuga.

-Claro, Hinata, só um minuto.- A mulher a anunciou e pediu para ela entrasse.

-A que devo a honra, Srta. Hyuuga?- A Gondaime estava atrás de uma pilha enorme de papéis a serem assinados.