A Luta De Um Amor Por Entre Bijuus
11 Capítulo 11: Algo em você está diferente.
Notas iniciais
Mais uma vez estou aqui, e como prometido, depois de 4 dias um capítulo saído do forno para vocês.
Espero que a demora não tenha sido sofrida, e que o capítulo agrade aos gostos de todos, e se tiverem alguma duvida podem mandar que sabem que eu respondo com prazer.
Reiterando!! Críticas são sempre bem vindas, e seus elogios me motivam a continuar!
No mais,
Boa Leitura!
Sakura ainda olhava abismada para o Uchiha sem acreditar que ele citara seus gostos. Lembrava a vez que contara tal fato a ele. Estavam durante uma consulta, e ela estava sem comer a pelo menos um dia por falta de tempo, e seu estômago incomodava deixando transparecer tal fato no rosto. Ele começou uma conversa do nada dizendo que os motivos eram não querer mais ver a cara contorcida dela enquanto examinava, e isso a distrairia até ela poder ir comer.
A Rosada estranhou isso da parte de Sasuke inicialmente, mas depois apenas pensou que ele estivesse tentando, mesmo, se livrar da cara feia que ela estava fazendo. Daí, ela começou a falar de todos os assuntos possíveis, fazendo ele de ouvinte, e um deles foi o tipo de restaurante que odiava, já que naquela semana havia sido convidada mais uma vez para sair por um dos médicos da ala de tratamento Intensivo, e ele sugerira aquele restaurante fino da cidade.
Se bem se lembrava a Rosada o vira prestar atenção em tudo o que dizia por educação, pois mantinha a pose cansada “da cara dela” no rosto, como sempre. Nunca poderia imaginar que ele tivesse fixado o que tinha falado naquele dia. Contudo, quando Sakura foi perguntar a ele sobre a lembrança, uma loira e uma ruiva o alcançaram.
-Nossa... Sasuke-kun, você nos deixou lá no clã Uchiha esperando....- Disse uma delas se aproximando e o pegando pela cintura.
- Precisamos de você para começar a festa... Esqueceu que marcou com a gente, hoje mais cedo?- Rindo a outra continuou a frase que a primeira começou e o agarrou pelo pescoço. Sasuke por sua vez sorriu de canto para as moças e as afastou levemente sob o olhar nada surpreso de uma certa Haruno.
“Eu sabia. Mulher é igual a Meia para este homem... Não sei nem por que me incomodo” pensou ela enquanto bufava silenciosamente para ele não ver e se encaminhava novamente em direção a sua casa.
-Sakura... Deixa eu...- Ele chamou levemente mas ela apenas parou e virou o tronco para olhá-lo, o que o fez calar-se.
-Não precisa explicar, Sasuke... Sou sua médica, não sua mãe.- Dura, a Rosada abriu a casa.- Agora, com licença, está tarde, e eu provavelmente vou matar o primeiro ladrão que me aparecer pela frente a pauladas. Ino, você pode...?- A loira entrou na casa dela antes que ela dissesse mais alguma coisa.- Ótimo... Boa noite, Sasuke e.... Bem, meninas.- Ela deu um aceno de costas e se afastou mais, deixando sua voz aguda ser apenas um sussurro por detrás da porta.
-Ela é estressadinha, né, Sasuke-kun?- A loira se pronunciou assim que a Rosada sumiu de vista.
-Mas na se preocupe com ela... Tem a nós, e nós vamos te dar uma noite i-nes-que-cível!- Dando uma risadinha as duas puxaram Sasuke pelos braços e ele as seguiu de bom grado, sorrindo levemente, apesar da hesitação inicial. Entretanto, em seu silêncio, o jovem herdeiro Uchiha ainda não compreendia por que dava tanta atenção para a ex-companheira de time e por que lhe incomodava tanto que ela tivesse saído com outro, apesar de ter sido um fiasco, pelo jeito.
-Meu Santo Pai Amado.- A Yamanaka gritava dentro do quarto da amiga que se despia para entrar no Banho.- Você simplesmente deu a maior lição da vida de Uchiha Sasuke.- “Mal ela sabe...” pensou a Haruno ao lembrar da conversa pós-Guerra.
-Não foi bem assim, Porca, eu apenas fui sincera. Algumas vezes sinceridade é o que falta para uma pessoa se tocar.- Sakura entrou no banheiro fazendo sua voz reverberar levemente.- Ele não me deve nada, além disso, se ele quer sair com toda a Konoha que saia... Eu realmente não me importo.- A voz incerta de Sakura fez a amiga rir.
-Aiai, Sakura... Você não muda mesmo. Ainda é caída de bruços por ele e simplesmente não admite.- Ino soltou o cabelo do rabo de cavalo e pegou uma escova da amiga para passar o tempo penteando-o.
-Eu?- A rosada apareceu na porta, e viu a expressão da amiga, recuando, assim.- É eu estou mesmo...- Suspirou a Haruno voltando para dentro.- Mas do que adianta estar caída pelo galinha “mais gostoso” da vila? Ele é um...
-Imbecil.- Continuou a loira com seus cabelos ao lado e penteando-os suavemente.- Mas você gosta dele e ponto final, Sakura, sempre gostou.
-Não acho que isto seja um bom argumento.- A Haruno estava agora dentro do Box com o chuveiro ligado o que deixava sua voz ainda mais confusa pelo barulho.- Posso esquecê-lo... E vou fazê-lo... Não posso ficar sofrendo por um cara desses, É SIMPLESMENTE RIDÍCULO.- Ino respirou fundo ao ver a moça irredutível.
-Pode falar isso Sakura, mas fazer é bem diferente... Sabe? O que você sente por ele não é o que eu sentia muito menos o que essas Fãs de hoje em dia sentem por ele... O seu sentimento é mais forte, pois você foi a única que perdurou quando ele estava perdido. Sakura você o ama de verdade, e não é só uma paixãozinha de infância.- Ino ergueu-se limpando a escova levemente e indo para a porta.- Nos vemos, já está tarde e minha mãe vai acabar pensando que fui morta na rua se continuar por aqui...- Riu ela enquanto ouvia a outra calada.- Pense um pouco nisso, antes de fazer qualquer coisa.
“Vou tentar, Ino...” Pensou a outra enquanto saía do banheiro. “O problema é que eu simplesmente não posso continuar assim... Não tê-lo comigo e vê-lo com outras é demais para mim.” Triste, a Haruno tirou a toalha e pôs a camisola de seda vermelha que adorava.
-Ai, Kami-sama... Tira ele da minha cabeça.- Suspirou ela enquanto se deitava.- Se continuar assim eu... Eu não sei o que vou fazer.- Todos aqueles anos de tortura vendo-o ir porta a fora do consultório, encontrar-se com umas e outras haviam sido demais para a jovem.- Me dá uma luz... Um Sinal... Qualquer coisa.- Em prece a jovem adormeceu e ainda pensava no Uchiha que neste momento provavelmente estava com as duas “Fãs” em sua casa, sem nenhum remorso.
Sasuke acordou no dia seguinte sentindo sua cama ainda quente da noite anterior. Havia dois corpos adormecidos na sua cama, um ao seu lado e outro sob suas pernas, mas nenhum deles era realmente o suficiente... Nenhum deles era o que ele queria.
“Nenhum deles tem cabelos cor de rosa.” Pensou ter ouvido seu sub-consciente falar, fazendo o Uchiha dar um longo suspiro e sair com cuidado da cama para se vestir e tomar um café.
“Por que é que eu estou pensando tanto na Haruno? Isso não é normal, definitivamente, ela deve ter me envenenado ou algo assim... Mas como? Pelos olhos, impossível...” O moreno desceu as escadas enquanto ria de seu pensamento estúpido. “Não estou nem raciocinando direito... Essa Sakura...” Mais uma vez se viu pensando na Rosada e balançou a cabeça para espantar os pensamentos sobre a médica. “Você é Uchiha Sasuke, tem todas as mulheres que desejar, e quer a médica irritante? Ahhh Você é simplesmente ridículo, Uchiha”
Sasuke colocou a cafeteira para funcionar e sentou enquanto via o café descer pelo instrumento. “Talvez seja só desejo... Não creio que ela me negue uma noite, se eu pedir. E depois estarei livre disso.” Ao ver seu café pronto o pôs na xícara e percebeu que mais uma vez o deixara extremamente forte. “Droga... Não acerto nenhuma vez...” pensou ele enquanto derramava o líquido e lavava tudo para ir em busca de um suco na geladeira.
-Capitã?- Akio procurava a Mitsashi no campo de treinamento, desde o dia anterior Neji não aparecia, e pelo jeito isso tinha a ver com uma certa assassina de elite.
-Lição Número 1: Nunca abaixe a guarda.- Ela apareceu atrás do jovem que tentou reagir com o pouco tempo que tinha mas ela acabou o derrubando e imobilizando.- Isso é básico Hyuuga... Levante e se proteja a todos os momentos... A partir do momento que você entra para a ANBU você não está mais seguro... Nunca é seguro!- Disse ela ao pressionar a Kunai sobre o pescoço dele. Feito isto ela saiu de cima dele e o ajudou a levantar.- Agora sim... Vamos treinar.- Ela se afastou um pouco e jogou uma espada para ele.- Hoje quero que treine com as espadas, não vai ser difícil... Porém, tem que mostrar raciocínio rápido.- Ela puxou a própria espada e se pôs em posição de batalha. Logo em seguida a Mitsashi foi apenas um vulto, por entre as folhas e daí ouviu-se um estrondo enquanto ela parava em meio a clareira que abrira entre grossas árvores, com uma fina espada.- Não é força que tem que usar, é saber cortar onde e como... Para conseguir isto.- Ela girou a espada e colocou novamente no local perto de sua cintura.- Tem 30 minutos para fazer um terço do que fiz porém da mesma maneira... Entendido?- Ele percebeu que o tempo estava diminuindo de acordo com os dias de treinamento... E percebeu que diminuiria mais se dependesse da mestra.
-Claro, capitã.- Ela assentiu e rodou o cronometro nas mãos. Ajustando o relógio, a moça deu leve aceno quando o relógio bipou e começou a contar o tempo.
“Bem, vamos ver... Não é força... Então...” Ele procurou as bordas mais fracas das arvores, mas todas estavam bem revestidas. Tal qual a do dia anterior. Mas essas tinham leves pontos fracos em pontos bem diferentes e espaçados... “Correr menos para atingir o máximo... É esse o segredo para derubá-las.” Percebeu ele enquanto corria com a espada em mãos e enfiava a lâmina nos pontos que enxergara com o Byakugan. Antes de o relógio bipar novamente ele estava de volta ainda em posição de batalha. Tenten percebeu o que ele fizera e sorria quase imperceptivelmente. “Acho que esse Hyuuga não vai ser inútil mesmo....” pensou enquanto via as árvores caírem de uma vez com um estrondo forte.
Akio virou para ela e mal pode vê-la, pois ela já correra para acertá-lo com a própria espada, o que o fez reagir, exatamente como fez com as árvores, como se os pontos tivessem sido colocados de propósito para treinar a posição das mãos para a luta com as espadas. A partr daí foi mais fácil, mas Tenten não relaxou. Deu uma rasteira e antes que ele percebesse estava no chão.
-De novo, Hyuuga.- Disse ela séria enquanto voltava para a sua posição e mostrava o montante de arvores novas que havia crescido ali.- Agora!- O Relógio bipou novamente e o Hyuuga foi por entre as árvores mais uma vez seguindo o mesmo treino até o fim do dia.
-Fizemos isto mais de cem vezes e você continua caindo.- A morena virou de costas enquanto o analisava mentalmente.- Você é patético, Hyuuga, simplesmente não consegue entender um simples treinamento.- Ele franziu o cenho enquanto abaixava a cabeça sob as críticas de sua capitã.- Ridículo... Amanhã quero-o imbatível Hyuuga... Dê seu jeito para isso.- E com apenas um movimento de mãos ela sumiu dali.
Ofegante, o jovem ergueu-se e se pôs a procurar por feridas que teria de cuidar para voltar a treinar. Concentrado, porém com a guarda completamente a postos, percebeu a aproximação de uma ventania particular. Logo virou e pela primeira vez não se surpreendeu pela aparição de Neji.
-Pelo jeito o dia foi puxado.- O Hyuuga observou toda a extensão do que um dia fora um campo de treinamento, e hoje era uma clareira com vários materiais quebrados ao chão.
-Como se você não tivesse visto.- Akio voltou a enfaixar as mãos e se virou um pouco para passar a faixa pelo dorso.- Já me acostumei com suas aparições de fantasminha camarada, você estava naquela rocha o tempo todo.- Disse o mais velho apontando para onde Neji realmente passara o dia.
-Está mais perceptivo, isso é bom.- Neji surpreendeu-se com o outro Hyuuga que apenas deu de ombros.- Ela acabou com você?- Dessa vez o tom que se seguiu foi de comédia.
-Minha capitã apenas fez o necessário.- A ênfase do ‘minha’ preocupou o moço que estava translúcido a luz do fim de tarde.- Além disso, não fui bem no treino de hoje, então, ela tinha suas razões para manter o ritmo de treino alto.
-Realmente você está mais sério que o normal, hoje.- O falecido olhou diretamente para os olhos decididos do outro enquanto voltava para a pedra que sentara por toda a tarde.- Não enfatize o pronome possessivo, isso não quer dizer que ela realmente seja sua.- Sério, Neji mantinha o olhar para seu “companheiro” diário.
-Quer que eu diga o que? Honorável e inquestionável Capitã Mitsashi?- Irônico, o outro Hyuuga respondeu.- Me poupe Sr. Gênio, mas eu sei o que sente pela Mitsashi, está transparente como água, e não se preocupe... Não vou me apaixonar por ela se é o que pensa que vou fazer.- Bufando o jovem se voltou para as árvores e fez os movimentos treinados a tarde toda mais uma vez.
-Não sei do que está falando.- A voz do Hyuuga mais novo se tornou um murmúrio mas foi o suficiente para o outro ouvir.
-Mesmo que não demonstrasse tanto, como demonstra...- Akio parou e o observou mais uma vez.- Tudo o que você sente, eu sinto, lembra?
“Como eu poderia esquecer?” pensou Neji, lembrando do dia que encontrou Akio pela primeira vez, horas depois de sua morte.
-Mas... O que está acontecendo?- O Hyuuga se mantinha sobre os dois pés, mas encontrava-se em um local escuro, próximo a um feixe pequenino de luz.- Eu devia estar morto... – Ele analisou suavemente a luz com os dedos e percebeu que era um tipo de cortina. Podia ser aberta.
Logo em seguida, ele se viu em um tipo de posto médico, mas não no país do fogo. Ele conhecia o local, mas não lembrava de onde. Ao caminhar por alguns momentos, viu os símbolos da vila em que se encontrava e percebeu que estava em uma das vilas da Nação do Relâmpago.
-O que estou fazendo aqui?- Perguntou-se o Gênio Hyuuga enquanto olhava tudo de uma vez e via todos correndo por todos os cantos. Ele estava sem rumo, mas ao mesmo tempo sentia que seus pés estavam sendo puxados para algum lugar.
“O que...” pensou ele enquanto via um homem adulto possuidor dos olhos Hyuuga, e do selo da família secundária passar por ele e perguntar para um dos enfermeiros se poderia ajudar em alguma coisa. Logo sua visão se turvou e pode focar novamente quando o viu falando com alguns doentes. “Esse cara...” Neji ainda estava com os pensamentos desconexos quando o moço saiu da sala e se pôs a caminhar para outra ala.
-Hey Akio, aí está você!- Disse um homem grisalho enquanto se aproximava do adulto.
-Vovô! Você não devia sair da cama! Já disse para me esperar em casa.- O jovem encontrava-se preocupado enquanto pegava o mais velho pela mão.
-Ora, para que se tenho pernas suficientemente boas e com artrite para me locomover até aqui?- Disse o homem sob o olhar desolado do outro.- Ora, vamos, garoto não seja teimoso... Vim te dar um recado.- Akio coçou levemente os olhos enquanto se punha a ouvir o idoso.
-Diga vovô... De que precisa?- O ancião se pôs a falar assim que viu o neto se sentar e o por do lado para ouvi-lo.
-Konoha, estará precisando de novos ANBUS no pós-Guerra, acho que vale a pena você se alistar... Sempre quis ser policial!- Comemorando, o mais velho sorria para o neto.
-Konoha? Do país do Fogo? – Ao ver o avô assentir, Akio deu um suspiro.- Vô, sabe que queria muito que isso ocorresse mas com meu problema... Não vou poder. Não posso nem servir como Ninja quanto mais num esquadrão do porte da ANBU.
-Mas nisso eu posso te ajudar! E você sabe...- O idoso olhou significativamente para o mais novo que riu levemente.
-E andar com um fantasma nas costas por aí? Deus que me livre vovô!- Riu o jovem enquanto levantava e via o avô o seguir.
-Não é bem assim... Ah Akio, ele não atrapalharia. Afinal, em troca da liberação do selo você só teria que ajudar o espírito a resolver o assunto "não resolvido" dele. -O idoso argumentava para o neto reconsiderar as suas ideias.- Além disso, você poderia pegar algo bem simples, meu neto, daí seria como matar dois coelhos com uma cajadada só.- O ancião terminou sorrindo mas ao ver que o neto não o acompanhava este morreu de sua face.
-Vovô, não vai dar certo. Além disso, se der, vou ter que resolver o problema do fantasma e enquanto não o fizer vou ter um fantasma no meu pé, sentindo a mesma coisa que eu, entrando na minha mente e sabendo todos os meus segredos.- O jovem acenou negativamente com a cabeça.- Não... Não... Não vai dar.
-Mas pense bem, meu neto, você terá as mesmas condições para com esse fantasma! Imagine as coisas que você poderia descobrir para pesquisas! Afinal, se este espirito for do passado irá poder saber jutsus antigos que nós nunca poderíamos saber!-O mais velho olhava o neto com um brilho no olhar que ele sempre vira quando o ancião descobria um novo tipo de exorcismo ou exoneração de espirito. " É isso que dá ser neto de um 'quase' sacerdote." Pensou o jovem enquanto Neji observava a dupla em plena discussão.
-Vovô, mais tarde discutimos isso.- Akio tentava fazer o mais velho esquecer essa história enquanto o outro apenas voltava a argumentar.
-Akio, você sonha com uma oportunidade dessas por toda a sua vida, e vai jogá-la para o alto? Meu neto, seu selo não foi devidamente completado e cada ano que passa se torna mais perigoso... Treina tanto, Akio! Tenho certeza que seria um ninja esplendoroso se...
-Se não fosse uma bomba relógio.- Akio baixou os olhos para uma prancheta que lia sobre mais um paciente- Vovô, se meu selo expandir em uma missão, posso apagar e não voltar mais. -O jovem disse lembrando das vezes, durante os anos, em que o selamento havia falhado devido a sua má conclusão -Vou mais atrapalhar que ajudar se me colocar nessa situação.
-Por isso mesmo que você deve aceitar a minha ajuda, Akio! Pense no bem que faria a você! Além de se livrar do selo Hyuuga, poderia ser o ninja que sempre quis ser!- O senhor pegou o braço do neto fazendo-o suspirar.- Pense melhor, meu neto.
-Claro, vovô... Fique calmo, agora, vá para casa e me espere lá.- Akio empurrou levemente e o avô acenou indo embora.
"Aiai... O que vou fazer com o senhor vovô." Pensou o jovem enquanto via o mais velho sumir pela porta.
"Hum..." Neji seguiu o jovem Hyuuga curioso por saber mais do que aquele idoso falava. Contudo, depois de dr alguns passos sentiu a visão turvar novamente e logo estava em uma casa toda feita de madeira, tarde da noite. Parecia um templo mas a fumaça negra que tomava o local deixava claro que não estava em um dia normal.
Estava em meio a um incêndio.
-VOVÔ!- Neji ouviu entre as chamas a porta bater e algumas paredes cederem.-VOVÔ! ME RESPONDE!- Akio entrou com um cobertor molhado na casa e procurava o idoso por todo o lugar. -PELO AMOR DE KAMI! VÔ!- Ele avistou o mais velho aos pés de Neji e mesmo sem vê-lo. O homem pegou o idoso desacordado nas costas e correu para a porta de entrada.
A casa desabou assim que os dois conseguiram ver a noite lá fora. Akio deitou o mais velho no chão e começou os primeiros socorros.
-Vamos vovô! Não me deixe... Preciso do senhor, velhote.- Akio fazia a massagem cardiorespiratória já sem conseguir controlar o nervosismo. Estava reunindo uma grande quantidade de pessoas e o tumulto deixava o jovem ainda mais desesperado. Até que viu o avô tossir e segurar-lhe a mão.
-Um deles está aqui... Deixe que eu o faça, Akio.- O idoso falava aos sussurros pela grande quantidade de fumaça inalada, e olhava fixamente para Neji.
-Mas vovô... Você...- Akio não sabia o que dizer mas o avô o interrompeu.
-Estou morrendo, Akio, e não quero deixá-lo assim... Deixe que eu ajude.- os olhos do senhor se fechavam lentamente, dando a entender que realmente estava em seus momentos finais.
-Vô... Eu...- Akio olhou para o avô que encontrava-se cada vez mais fraco.- Faça.
Ao ouvir sua declaração, o velho pareceu ter uma luz em si e pousou sua mão sobre a testa de Akio.
-Spirito, la pace che tu sei qui aconcelho. Questo servo e risolvere le questionai in sospeso. Fatevi un favore che porterà la pace. Occhio per occhio, dente per dente- Akio sentiu um formigamento na testa e viu o avô cair por terra após a oração. Pensou que nada havia acontecido porém quando ouviu uma voz as suas costas.
-Mas o que aconteceu?- Ao virar viu um homem translúcido de cabelos longos. Akio mal pode acreditar aquele era...
-Hyuuga... Neji?
-Mal eu sabia que naquele dia ia começar meu suplicio.-Disse o mais velho enquanto olhava o fantasma.-Afinal, já sabe o que vou te que fazer por você?
Neji apenas acenou que não com a cabeça enquanto o via fazer os movimentos com a espada repetidamente.
— Você é o fantasma mais mal resolvido que já conheci.- Disse o jovem serio enquanto o Hyuuga bufava.
-Eu sou o único fantasma que você conhece, gênio.- Neji respondeu com ironia enquanto o outro apenas dava de ombros.
"Estou doido para me livrar de você" pensaram em uníssono enquanto suspiravam por sua falta de sorte.
Hinata por aquele dia estava radiante. Naruto e ela almoçaram junto a jovem Hana que não parava de sorrir nem por um instante, não acreditando que a ‘moça bonita’ que ela tinha conhecido a tinha adotado. Ela também era uma grande fã do Hokage, sabia de um tudo sobre Naruto e algo mais o que mostrava sua inteligência mais do que fora do normal para uma menina de apenas 5 anos.
Após o almoço, Naruto convenceu as moças para que fossem a um playground na vila para deixar a mais jovem mais a vontade para brincar. Mesmo preocupada com a situação respiratória da menina, Hinata deixou, já que estaria por perto a todo instante. Quando chegaram no local simples, porém perfeito para brincadeiras de todo o tipo, Hinata viu um brilho maravilhoso se ascender na face da menina que correu para junto das outras crianças para brincar.
Logo, estava animada e completamente agrupada, apesar de ter que agüentar as paradas que a mais nova mãe lhe impunha para que não cansasse os pulmões, a garotinha adorava o carinho e a atenção que Hinata lhe proporcionava, e aquela tarde com sua mãe e o seu maior ídolo estava se tornando uma das melhores de sua vida. Agora, tinha anoitecido, e depois de todos irem embora, a pequena flor Hyuuga coçava os olhos com o sono sobressalente.
-Me dá colo, Tio Naruto?- Num impulso a garotinha estendeu os braços para o Uzumaki que antes que Hinata a reclamasse para si, a tomou nos braços.
-Claro, florzinha.- Com a criança no colo, Naruto olhou para a Hyuuga ao seu lado que sorria bobamente olhando para ele.- Acho que sua mãe também quer colo, olhe só.- Disse brincando para a mais nova que ergueu a cabeça levemente vendo a cara de estupefação da mãe com as palavras do loiro.
-Acho que sim, Tio Naruto.- Disse rindo a mais nova integrante da mansão principal do clã Hyuuga.- Que tal você carregá-la num braço e eu no outro? Aí todo mundo fica feliz!- Com tal idéia os adultos riram vendo a criança tomar uma face de confusão.
-Acho que depois da viagem eu estaria um perfeito bagaço, Hana-chan!- Sorrindo ele a fez olhá-lo.- Mas ficaria muito feliz de carregar sua mãe em outra ocasião.- Galanteadoramente Naruto piscou para Hinata que apenas suspirou tomando a dianteira em direção ao clã.
-Vamos indo que já é hora de certas pessoinhas estarem na cama!- Ela apertou as bochechas da filha quando passou por ela e foi andando na frente, fazendo o Hokage segui-la.
-Será que nunca vou me cansar de segui-la, oh eminente líder Hyuuga?- Em tom de brincadeira Naruto falou alto para que ela ouvisse. Hinata entrou no ritmo e respondeu.
-Isso só se você hiperventilar, oh grande Hokage!- Daí a Hyuuga mais velha se pôs a correr sendo seguida por Naruto que tinha colocado Hana no pescoço e corrido junto com ela.
-Isso nunca! Vamos vencer né, Hana-chan?- A menina apenas gritou em satisfação dizendo para ele ir mais rápido enquanto gargalhava da brincadeira dos dois.
No fim, estavam os dois hiperventilando na frente do clã Hyuuga.
-Sua... Arteirazinha! Me fez correr por mais de 3 km!!! E fora de missão!! Eu vou morrer.- Dizia ofegante o loiro ao som das risadas e respirações sôfregas da outra seguidas das gargalhadas da infante.
-Foi tão legal! E vocês foram... VUM! E DEPOIS BEEEEM RÁPIDO! E DEPOIS... UAU! Foi tão legal!! De novo!!!- Ela batia palmas e pulava no pescoço do loiro que sorria levemente apesar da respiração pesada.
-Ao menos fizemos alguém feliz...- Hinata assentiu enquanto se encaminhava a casa e o chamava com a mão.
-Vem... Vamos tomar água.- A Hyuuga entrou sendo seguida de perto pelo loiro que assobiou quando viu o tamanho da sala de estar e da cozinha.- Vai me dizer que nunca veio aqui?
-Não... Realmente.- Naruto enrubesceu enquanto arrumava a mais jovem em seu pescoço.- Seu pai nunca me deixou passar da sala de visitas então...- Ele ia continuar mas sentiu a mocinha mais mole do esperava.- O que...?- Quando a desceu do pescoço percebeu que ela estava adormecida em seus braços e sorriu.- Ela parece um anjinho Hina... Simplesmente foi feita para ser sua filha.- Hinata sorriu com o elogio a filha e a pegou dos braços de Naruto.
-Obrigada.... Por que... Você não espera um pouco? O Chá vai ficar pronto num instante e água você pode pegar no bebedouro a esquerda.- Hinata apontou levemente os locais com a cabeça e se dirigiu as escadas.- Vou só arrumá-la para dormir e volto logo.- Hinata subiu as escadas ao ver que o loiro assentia e chegou ao banheiro para lavar e escovar os dentes da menina, que apesar de estar linda dormindo, tinha que fazer sua higiene. “O primeiro banho... Puxa... Sempre pensei que faria isso com um bebê... Mas está sendo bem mais gostoso assim.” Pensou a jovem abobada com a belezinha que estava em suas mãos.
-Mamãe... Quero dormir.- Gemeu a garotinha quando sentiu a água quente em seu corpo.
-Desculpe meu amor, mas isso é necessário. Prometo que não vai demorar nada.- Ela choramingou ainda um pouquinho ao abrir os olhos perolados mas se conteve logo vendo que Hinata se apressava e colocava a pasta na escova para ela higienizar os dentes. Depois de tudo, Ela enrolou a mais jovem na toalha e a pôs no colo para levá-la ao quarto que seria dela.
“Me pergunto onde estão papai e Hanabi, não está tão tarde para estarem dormindo...” pensou a morena enquanto vestia a jovenzinha e a punha na cama confortavelmente aquecida.
-Obrigada mamãe...- Sussurrou a garotinha enquanto Hinata saía. A Hyuuga, ao ouvir suas palavras mandou um beijinho para a filha e disse:
-Eu já te amo mais do que tudo, minha princesa.- Dito isto a mais nova fechou os olhos novamente e depois de alguns momentos Hinata fechou a porta crendo em seu estado de sono.
Lá embaixo, Hinata encontrou Naruto colocando o Bule de chá sob a mesa e algumas xícaras para que eles dividissem a bebida. Ao vê-la sorriu levemente e ofereceu a cadeira para ela sentar.
-Ela está dormindo?- Hinata apenas assentiu e ele suspirou sonhador.-
É uma verdadeira anjinha... Não dá trabalho nenhum! Eu era um arteiro quando pequeno... Você lembra da academia né?- Hinata riu ao vê-lo corar com as lembranças do passado.
-Mas era engraçado... Aquela vez que você pichou os rostos dos Hokages foi bárbara! A sala inteira comentou por uma semana!- Hinata ria enquanto Naruto coçava a nuca.
-Eu não tinha jeito mesmo.- Hinata parou de rir quando o ouviu e disse:
-Mas teve jeito depois... Afinal, nunca teria realizado seu sonho se não tivesse.- Decidida ela tocou no assunto da posse da liderança da vila o que o fez ficar um pouco menos tímido e mais orgulhoso.
-Acho que sim... Está certa.- Naruto ia voltar a falar mas percebeu a Kyuubi se remexendo dentro de si de uma forma fora do normal. “O que quer Kurama!!? Estou ocupado.”
“Essa sua namoradinha tem algo de muito estranho... Tem alguma coisa nela que não está do jeito que vimos da ultima vez.” A voz da bijuu se mantinha forte, mas tinha propensão a dúvida.
“Está mudada... Mais forte... Isso é natural” Naruto encontrava explicações óbvias para o que ele estava falando mas Kurama se manteve resoluto.
“Não é disto que estou falando, idiota! Ela tem alguma coisa a mais... E eu vou descobrir.” Kurama fazia força dentro de Naruto para perceber algo a mais, mas nada mantinha-se na mesma posição, o que o confundia ainda mais. “O que quer que seja não é um novo poder, é algo a mais.”
“Acho que seus sistemas estão pifando, Kurama... Hinata é Hinata e acabou.” Mesmo desconfiado o moço confiava na Hyuuga e tinha certeza que a bijuu só estava plantando dúvidas em sua mente para confundi-lo.
Hinata viu Naruto parar de falar por um momento e Yuuki se pronunciou.
“Imagina esse loiro deitado aqui? Nessa mesa? Nossa... Isso ia ser uma delícia. É uma pena, ele ter aquele idiota do Yoko trancado nele... Por que se não...”
“Se não já tinha feito o que? Pulado nele?” Hinata ria mentalmente com a ideia.
“Provavelmente, e usaria seu corpo para isso” Riu a outra, porém se interrompendo bruscamente. “Aquele... CAFAGESTE! Está lendo seu Chakra! Hinata esconda meu Chakra antes que ele veja!”
Hinata viu que Naruto não se mexia por alguns momentos e percebeu que ele estava junto com Yoko no portão do selo. “Ele deve estar contando que viu algo...” Pensou em desespero enquanto apagava os rastros de Yuuki de si, como aprendera com seu mestre. Logo, Naruto voltou a si, bufando e voltando a olhar para ela.
-Desculpe... A Kyuubi resolveu me alugar para conversar.- Ele pedia desculpas com o olhar e Hinata simplesmente assentiu dizendo que tudo bem.
-E o que ela disse?- Curiosa, Hinata sabia exatamente o que Yoko tinha descoberto, porém precisava de provas para que Naruto tivesse certeza.
-Que você tem algo dentro de si.
Notas finais
Fico extremamente feliz com todos, e aqueles que sempre comentam...
O meu muito obrigado.
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