Notas iniciais
As histórias têm vida própria. As minhas pelo menos costumam ter. Uma frase puxa a seguinte e tudo acaba em algum lugar inesperado muito tempo depois. Não faço idéia de como nem quando vai terminar.
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Algumas poucas certezas. Não tem slash, o que não significa que não vai ter sexo. Será como na maioria dos filmes que a gente vê. O sexo acontece e você vê as preliminares e depois que acabou, mas não em close e não vivendo o momento.
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Insinuação de Sterek, com abertura para acontecer no futuro.
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Estou situando essa fic num universo alternativo porque posso precisar fazer alguns ajustes em relação à cronologia do seriado Teen Wolf e alterar algumas situações mostradas nas primeira e segunda temporadas. Vou avisar sempre que acontecer. Em relação à Sobrenatural, poderia ser o universo padrão.
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O momento é o final da segunda temporada de Teen Wolf e a oitava temporada de Sobrenatural,especificamente em algum momento entre os episódios 8x10 e 8x11.
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Este universo diverge completamente do universo padrão da série Teen Wolf a partir da passagem da segunda para a terceira temporada. Vou desconsiderar completamente a ameaça do alfa pack e a provável saída dos personagens Jackson, Erica e Boyd na série.
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Alguns personagens originais (OC's) aparecerão no desenrolar da história.

PRÓLOGO

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Seu ombro ardia como se estivesse sendo marcado por ferro em brasa. Antes fosse isso. O ferro queimaria a carne, deixaria uma cicatriz horrível, mas tudo acabaria em poucos segundos. Em poucos dias, até mesmo a cicatriz teria desaparecido. Mas, não. A dor aumentava e se generalizava. Fogo líquido se espalhando por suas artérias.

A agonia, que começara umas poucas horas antes, fazia o tempo esticar-se prometendo uma eternidade de dor. A fonte desta agonia, uma bala de prata, penetrara fundo em sua carne e estava envenenando seu sangue. Minando suas forças. Enfraquecendo sua determinação. Tirando sua esperança.

Já dilacerara o próprio ombro com as garras tentando extrair o projétil e isso só servira para acrescentar novas dores, sem aliviar as antigas. Sua capacidade de cura estava comprometida pela prata. O sangue que escorria do ferimento era negro e tinha um cheiro desagradável. Cheiro que coisa podre. Ele todo começava a cheirar a morte.

Era a segunda noite de lua cheia e a lua dominava o céu sem nuvens. Fazia muito frio e, certamente, a floresta amanheceria coberta pela geada. Cerrou os dentes para evitar que um uivo escapasse de sua garganta e denunciasse sua posição para o caçador. Podia escutá-lo à distância. A distância entre eles reduzira-se. Por duas vezes, acreditara que o tinha despistado. E, sabe-se lá como, aquele homem infernal estava novamente em seus calcanhares.

Sentiu medo. Pela primeira vez, a morte era uma possibilidade real. Estava sozinho. Sua alcatéia fora dizimada. Ele era o último. Só podia contar consigo mesmo. Mas, se fosse seu destino morrer naquela noite, não queria que fosse assim. Não fugindo ou se escondendo. Já não tinha esperança de vencer ou mesmo sobreviver. Mas, não deixaria que lhe roubassem a dignidade. Não queria morrer como um animal acuado. Como caça.

O veneno já tinha tomado seu corpo e agora nublava sua mente. Tontura. Vertigem. Seus pensamentos estavam ficando incoerentes. Seus movimentos estavam erráticos. Já não conseguia nem mesmo escolher uma direção e seguir reto. Cambaleava. Tropeçava. Caía. O instinto de sobrevivência o forçava a levantar-se. Mas, estava chegando a seu limite.

A lua tornara-se sua inimiga. O outono privara as árvores de suas folhas. O luar iluminava o chão enlameado da floresta revelando pegadas e os galhos quebrados em suas quedas. Normalmente, ele não deixava rastros. Mas, no estado em que se encontrava, era como se espalhasse placas com setas luminosas apontando a direção que tomava. O caçador nem precisava ser um bom rastreador. Mas, ele era. Infernalmente bom.

A cada queda, levantar ficava mais difícil. Seu coração enfraquecido, incapaz de responder ao esforço físico, batia cada vez mais descompassado e irregular. Ele escutava o coração bater e entendia a mensagem que ele lhe transmitia: PARE, ACALME-SE, DESCANSE, .. DESISTA. Seu coração sempre fora um péssimo conselheiro.

Até que tropeçou e deixou-se ficar no chão. O contato com o chão úmido trazia um alívio momentâneo. Seu corpo mal respondia aos comandos cada vez mais débeis de sua mente. Sua determinação o abandonava. A ideia de simplesmente fechar os olhos o atraía com a sedução do abismo. Sua mente racional retraía-se buscando fugir da dor e da certeza do fim. Flashes em sua mente. Momentos de seu passado. Estava alucinando. Junto com as lembranças, sentimentos que mantivera por muito tempo enterrados no fundo de sua alma ganhavam novamente a superfície.

Uma voz quente e ansiosa afastou a dor e o medo e fez com que esboçasse um meio sorriso.

'Você não pode ter desistido. Você é teimoso demais para isso. Além disso, você prometeu voltar, lembra?'

Ao erguer o rosto, viu Stilinski a sua frente, incentivando-o a levantar-se. Sabia que ele não estava realmente ali. Era uma alucinação. Não dizem que antes de morrermos vemos nossa vida passar diante de nossos olhos como se fosse um filme?

Por isso, não era estranho que Stilinski aparecesse em destaque no filme de sua vida. Se pudesse voltar atrás, somente uma coisa faria diferente. Uma única coisa que mudaria todo o resto. Diria com todas as letras, para não dar margem a nenhum mal-entendido. Desenharia se fosse preciso, para forçá-lo a ver a verdade que escondia tão mal. Gritaria para que a cidade inteira soubesse. Confessaria que o a ...

Um tiro na testa deixou o pensamento para sempre interrompido.

O alfa estava morto.

Os olhos frios do caçador não mostravam nenhuma emoção. Nem mesmo satisfação pela vitória.

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NÃO, ESSE NÃO É O FIM.

É APENAS O COMEÇO.

Notas finais
11.06.2013