A Love Unraveled

85 Capítulo 85 – Reconciliação


Notas iniciais
Desculpem o atraso pessoal, é que tava ocupada lendo um livro chato de quase 500 pags e ainda é aqueles livros super interessantes que a escola te obriga a ler. Bem espero que gostem desse capítulo, Boa leitura e é só isso mesmo, bjks!!!

Capítulo 85 – Reconciliação

" -... Para eu nunca mais te perder de vista..."

P.O.V. Castiel

–... Mel que bom que atendeu... Eu... – tentei dizer, mas ela me cortou.

– Desculpe não poder ser paciente e atender suas necessidades, mas eu só queria dar os parabéns, Castiel você vai ser pai! É eu estou grávida de você, tchau!

“Ela disse tudo muito rápido que eu nem soube o que dizer na hora, encarei eu mesmo no espelho e suspirei.”

– E- Eu... – ela então desligou.

“Suspirei colocando o celular na cama, sai do meu quarto e meu pai me encarou, ele me olhou dos pés a cabeça.”

– Aonde pensa que vai? – perguntei.

– Eu vou ver a Mel, e não tente me impedir entendeu? – disse irritado e ele sorriu.

– Boa sorte! – ele disse e eu o olhei surpreso.

– C- Como?

– Você ouviu... Você deve gostar mesmo daquela garota para fazer o que fez, Lysandre me contou... Eu tenho orgulho de você...

–... De repente você tem orgulho de mim... – ri fraco. – Eu amo ela... Que bom que conseguiu enxergar isso...

– Ela é sempre tão...? – ele disse me encarando e eu ri.

– Irritante? Você se acostuma com o tempo...

– Você tem consciência que ela está grávida de outro cara, não é? – perguntou ele e eu bufei.

– Esse cara sou eu... – disse e ele pareceu surpreso.

– Então vocês... – ele me olhou sério e eu sorri. – Na minha casa?

– Fica tranquilo coroa, não tivemos a chance... Não aqui... – disse e ele suspirou aliviado, ri.

– Por que ela mentiu?

– Pelo mesmo motivo que eu não contei para ela que já sabia... – disse e ele ficou com cara de WTF.

– Ainda não entendi...

– Acho que ela tem medo que eu não cumpra com meus deveres... – disse o olhando e ele assentiu.

– E você o que acha?

– Ridículo essa hipótese! – disse irritado.

– Mas?

–... – o olhei sério. -... Mas não era o que eu tinha em mente...

– Você escolheu ama-la, lembre-se disso... – disse meu pai e saiu, eu bufei saindo de casa.

“Peguei minha moto e fui em direção ao apartamento dela, não demorei muito para chegar lá, toquei o interfone e ela atendeu.”

– Quem é?- perguntou ela um pouco mal humorada.

–... Um amigo! – disse e então houve um longo silêncio.

–... O que você quer? – ela perguntou meio entediada.

– Quero conversar com você... – disse.

– Já estamos conversando...

– Mel...

– O que? – perguntou indiferente.

– Me deixa te ver! – disse e ela ia falar, mas a cortei. – Temos muito a tratar, e acho que nenhum de nós quer que isso seja assim...

–...

– Quer? – perguntei alterado. – Pois bem...

– Tá, você tem razão... – disse ela e eu sorri. – Pode subir... – ela disse e desligou o interfone, suspirei agradecendo.

“Fui até o seu andar e depois de chegar lá, finalmente bati na porta de seu apê.”

–... Posso entrar? – perguntei a olhando e ela assentiu liberando a passagem, me sentei no sofá e ela se sentou do meu lado.

– Como sabia? – perguntou ela e eu a olhei, seu olhar estava um pouco fundo, mas ela estava linda como sempre.

– Ketlyn me disse...

– Eu devia imaginar... – ela me fitou.

– Por que demorou para me contar e por que quando resolveu precisou ser pela droga do telefone... – a olhei e ela bufou.

– Eu disse que tinha algo sério a tratar com você... – disse ela. – Você nem me ouviu, nem me deu a chance, então fiz isso de forma rápida e prática. – sorriu ela amargamente.

– Você já sabia então por que não disse logo... – disse e ela deu de ombros.

– Eu adoro jogar com você... – disse ela.

– Não se trata de você, se trata de mim e desse filho, qual é o seu problema, você não poderia esconder isso de mim para sempre, e agora fica zangada em eu saber, sendo que de toda forma pretendia me contar... – disse meio confuso.

– A última coisa que eu queria fazer era esconder de você... – disse ela com calma me olhando fixamente.

– Então?

– Não me deu muita escolha... – disse. – Antes eu não estava pronta, mas de repente era você que não queria... O que eu podia fazer em? – perguntou ela e então me fitou.

–... Bem o que faremos agora?

– Eu não sei você, mas eu pretendo ser uma mãe...

– Olha eu quero tanto esse filho como você, mas que droga... – disse irritado, ela se levantou se afastando um pouco de mim, me ergui e a acompanhei.

– Então por que naquele dia na sua casa disse que seríamos só nós dois... Como se nunca pudéssemos passar disso... – disse ela irritada, se encolhendo um pouco.

– O que? Olha... – envolvi minhas mãos, colando eu e ela, abraçando-a por trás... –... Éramos só nós dois, eu só pensava em você, pois você era a única que eu amava...

–... E você nunca se importou sobre o que eu queria? – perguntou ela, virando levemente seu rosto para me olhar, eu a encarei intrigado.

– Não vou mentir, eu não queria ter um filho agora...

– Eu sabia que não devia ter contado... – disse ela se afastando, eu a segurei mais forte, sussurrando apenas por trás de seu ouvido.

– Me escuta! – disse e ela percorreu seus olhos em meu rosto tentando manter nossos rostos um de frente pro outro. – Eu não queria, mas agora eu vejo que é diferente...

– Diferente como? – perguntou ela com uma lágrima escorrendo pelo seu lindo rosto.

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– Eu quero ter esse filho com você! – disse segurando suas mãos. – E- Eu não quero ser o garoto revoltado, eu quero me tornar um homem e preciso da sua ajuda para isso!

– Verdade...? – perguntou ela se virando com delicadeza, á olhei fixamente. – Por que precisa de m- mim?

– Porque minha vida não faz sentido sem você! – disse a olhando. – Porque você sabe como é importante pra mim e principalmente porque... Eu te amo! – disse sério a olhando e ela sorriu de repente.

–... Será que isso é o suficiente? – ela perguntou fechando o sorriso.

– É o suficiente para mim... – disse ele. – Porque eu nunca amei alguém como você, porque eu nunca nem sequer amei alguém... Pra mim é o bastante! – disse um pouco chateado.

–... Que bom saber disso... – disse ela. – Porque pra mim também é... — ela me abraçou e eu suspirei.

– No fundo você já sabia... – disse e ela afastou seus braços me olhando indiferente. – Que foi? Estou mentindo...?

–... Nem um pouco... – disse ela selando nossos lábios e eu sorri.

– Me desculpe, eu agi como um covarde... Ao invés de te procurar e dizer que sabia, esperei que você resolvesse algo que não podia decidir sozinha... Desculpe-me... – disse e ela assentiu.

– Nós dois erramos... Problema resolvido... – disse ela selando nossos lábios.

– Ei Mel, seu desespero me agrada... – sussurrei em seu ouvido e ela sorriu maliciosamente.

– Eu fiquei muito tempo sem te beijar... – disse ela e eu olhei no relógio.

– Bem então podemos recomeçar, pois dessa vez estou cronometrando... – sorri e á beijei, envolvi-a pela cintura e juntei nossas testas.

“A beijei novamente colando nossos lábios com suavidade e depois os soltando com rapidez para intensifica-lo. Senti algo ao percorrer sua cintura e estremeci surpreso.”

–... Você sentiu isso? – perguntei e ela me olhou rindo.

– É claro seu fósforo bobo... – disse ela fazendo um L na cabeça, ri. – Ás vezes quando estou dormindo sempre posso senti-lo... É muito satisfatório...

– Que legal! – disse sorrindo e dando um novo e prolongado beijo nela, novamente senti uma fraca pancada ao percorrer sua cintura perto de sua barriga. – Você percebeu...

–... Toda vez que nos... – não deixei ela terminar, a beijei.

“Ela riu e colou nossos lábios, me afastei passando minha mão sobre a barriga dela.”

– Bem sabemos como comunicar com ele... – disse ela e eu a olhei sorrindo.

– Espera ai, quem disse que precisa ser um garoto? Tem que ser uma garotinha, para ser linda como a mãe e eu a defender de todos os garotos que não prestam...

– Ai Meu Deus... – ela riu e eu dei de ombros. – Tipo de garotos que sejam igual a você...

– Assim você me ofende...

– Não foi minha intenção... – ela me olhou fixamente.

– Foi sim... – disse e a puxei para mais perto. – E é por isso que eu gosto tanto de você...

“Beijei-a e ela sorriu, foi algo calmo, não queria perde-la de novo, dessa vez eu não deixaria nada nem ninguém nos separar, eu sabia que ela só tinha olhos pra mim e eu para ela.”

“Senti suas mãos puxarem-me pela camisa para ainda mais perto, e quando ia encostar naqueles lábios ela me empurrou fazendo eu tombar pro sofá, ela riu e eu a olhei loucamente.”

“Ela saiu da minha vista e eu olhei para os lados a procurando, de repente não enxerguei mais nada, ela havia amarrado um lenço em meus olhos para eu não a enxergar.”

–... Mas o que é isso? – perguntei rindo.

– Para eu nunca mais te perder de vista... – disse ela e percebi que estava a centímetros da minha boca, mordi os lábios e não precisava enxergar para saber que ela estava sorrindo graças a essa brincadeira.

– Bem... Você teria que me prender com uma corda... – disse e ela riu, percebi que ela começava a se aproximar, então fingi errar o alvo, beijando sua bochecha.

– Não brinque comigo... – disse ela me puxando pelo pescoço, descobri pelo fato de algo me puxar com tudo para frente.

– Eu brincar...? – ri. – Eu posso muito bem encontrar o que eu quero?

– Duvido...

– Não devia ter dito isso... – me inclinei um pouco e sabia que já tinha feito ela de refém, levemente passei minha mãos em sua blusa, sobre seu busto, encontrando seus seios, ri.

–... Ei... – ela disse e tirou a venda.

– Era isso que eu queria... – disse e ela deu a língua. – Agora me deixe fazer algo mais útil com essa sua língua...

“Ela riu e se aproximou me beijando, novamente nossas línguas batalhavam, e depois finalmente entraram em uma sintonia maravilhosa.”

– Você é um...

– Um maravilhoso namorado... – pisquei e ela arregalou os olhos rindo.

– Claro, e também é muito modesto... – riu ela.

– Ei... Quantos meses você está, já sabe? – perguntei e ela assentiu, nós nos recompomos.

– Bem logo vou entrar nos 4 meses...

– Podemos ir ver um médico amanhã cedo, o que você acha? – perguntei e ela me olhou.

–... Tudo bem...

– Ei, não se preocupe, eu estou nessa com você...

– Eu acho que já tem problemas demais...

– Você nunca foi um problema e se algum dia for, acho que é o único problema que não iria querer me livrar! – disse e ela riu. – Mas eu preciso resolver um outro problema agora... – disse me afastando.

– Fala de Josh, não é? – ela perguntou e eu assenti.

– Ele é o culpado, e não vai sair dessa tão fácil, você sabe onde ele mora, eu preciso que me de o maldito endereço...

– O que? Você ficou maluco... — ela disse e eu a olhei indiferente.

–... Você acredita que ele tenha mudado, não é? – perguntei perplexo e ela me olhou séria.

– Olha todo mundo precisa de uma segunda chance...

– Ele não é todo mundo e mesmo se fosse ele não merece outra chance, ele já fez estrago demais nas nossas vidas, na sua vida...

–... E você não fez? – perguntou ela com uma cara preocupada e exausta.

– Não se trata de mim...

– Claro que não, a única diferença é que ele percebeu rápido que tinha cometido um erro, ele podia ter feito muitas coisas comigo e sabe ele não fez, e saiba que não faltou oportunidade...

– Eu não acredito que ainda o defende... – disse incrédulo.

– Não estou o defendendo, só acho que se você pode mudar, não vejo porque ele não...

– Está tentando me provocar? – perguntei e ela deu de ombros.

–... Olha eu não quero discutir com você tá legal, eu sei que não deveria confiar tanto nele, mas eu acredito que ele pode realmente ter mudado...

–... Tudo bem, só me da o endereço... – disse ela me olhou.

– Okay, mas com uma condição!

– Diga! – disse um pouco impaciente, mas admirado com seu rosto.

– Que você em hipótese alguma vai até lá...

–... Você tá brincando, né? – ri e ela me olhou sério. – Pra que acho que quero o maldito endereço, para colecionar?

– Olha Castiel eu não quero mais brigas...

– Fica tranquila, essa vai ser a última... – disse e a beijei rapidamente selando nossos lábios, depois sai de sua casa com o endereço já nas mãos.

~ Casa de Josh ~

“Cheguei lá e toquei a campainha, não demorou para uma garota atender e eu á encara-la, lembrava muito a Mel, mas não se tratava dela, apenas sua aparência antes de seus cabelos ruivos surgirem.”

–... Por acaso é aqui que mora o Joshua, mais conhecido como Josh? – perguntei e ela assentiu, o chamando.

–... Ele deve ser um amigo... – disse ela e ele chegou a beijando, eu os fitei, entediado, como ele era tão idiota.

–... Espera... – ele olhou para mim e eu sorri, mandando um salve. -... Grrg, Castiel... – ele me olhou enfurecido. -... Você estava de saída, não?

–... S- Sim, eu vejo você mais tarde então... – ela disse e saiu em direção a seu carro, ele abriu passagem e eu entrei, ele então me empurrou, fechando a porta.

– Sentiu saudades foi? – perguntou e eu me recompus, o encarando.

– Claro... Como foi que adivinhou? – perguntei o segurando e o jogando na porta. – Você é o maior cretino que eu conheço, tenho pena dessa garota...

– Ela não é uma gata? – perguntou e eu segurei seu pescoço. – Parece com á Mel, e é isso que a torna tão sensual... – ele riu e eu dei um soco em sua barriga e ele jogou seu ombro me atingindo.

– Você me enganou direitinho, você e Jessy... – disse com raiva e ele bagunçou seu cabelo andando.

– Bem, você que bobeou... Deveria ficar mais esperto, seria uma pena se alguém tirasse ela de você... – disse e eu o segurei o encarando.

– Nada e ninguém vai nos separar agora, eu já sei da verdade e sei que você não teve nada com á Mel, e que esse filho é meu...

– Olha só, você até que descobriu rápido... – ele riu e eu o soquei, dando um soco de direita e outro de esquerda, ele limpou sua boca caindo sobre uma mesa de centro, segurando uma foto ele virou-a e era ele e a Mel.

“A mesma foto que mostrara na escola dos dois, eu tive ódio, seguido por várias emoções, ele deu um grande sorriso, eu puxei a foto de suas mãos e joguei no chão, aquilo era uma farsa, fui pra cima dele e o soquei.”

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– Você é um desgraçado... – disse o fazendo levantar e me encarar.

– Bem, então somos dois... – disse ele e eu soquei-o novamente, ele tombou para o chão, tentou se levantar um pouco irritado agora, mas eu o impedi com o pé.

– Fique bem longe de nós dois, de todos nós... Ou eu volto aqui e acabo com você com minhas próprias mãos... – disse e sai dali irritado.

N/A

“Josh se levantou e pegou o telefone do gancho, ligando para Jessy, esperando que ela atendesse.”

– Preciso que termine o que começou... – disse ele sério, enquanto se levantava e limpava a boca que escorria sangue.

– Como assim? – perguntou Jessy do outro lado da linha.

– Se você não é capaz de separar os dois pombinhos, vamos destruir o que tem de mais precioso para Mel... – disse Josh e Jessy ficou assustada.

– Não vou fazer nada com Castiel...

– Quem disse que eu falo dele... – ele riu e esperou que Jessy entendesse.

–... Então o que você sugere? – ela perguntou entendendo onde ele queria chegar.

– Bem agora que eles se reconciliaram espere Castiel aparecer ai com ela, e ai você age!

– Tudo bem... Eu vou me encarregar desse trabalhinho... – ela disse e desligou.

“Josh pôs o telefone de volta no gancho e sorriu, encarando o quadro que estava no chão quebrado, ele se abaixou e pegou, tirando a moldura e pegando apenas a foto.”

– Vamos ver Mel, se você consegue suportar esse tipo de dor... – disse ele rindo maleficamente.

Continua...

Notas finais
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