A Love Unraveled
59 Capítulo 59 – Aprofundando...
Notas iniciais
Capítulo 59 – Aprofundando...
P.O.V. Viktor
“Eu estava do lado de fora da escola, esperando que a hora da saída chegasse, para poder ficar com Melody, seus pais já haviam chegado de viagem e minhas visitas lá já não eram tão frequentes.”
“Ainda não entendia como ela podia estar tão bem, desde aquele desastre que aconteceu ela não parecia diferente, ainda era como antes, talvez até mais forte.”
“Ela insistia de que eu devia me alimentar dela, e eu achava essa ideia estúpida, mas eu simplesmente não conseguia me controlar, seu sangue era divino.”
“Eu só não conseguia entender é que quanto mais eu o saboreasse, mais eu o desejava diferente de qualquer outro, mas ao mesmo tempo me sentia tão impotente.”
“A tarde passava e eu não conseguia pensar em outra coisa se não nela, até mesmo aquela voz havia desaparecido, eu não sabia como, mas meu desejo de vingança havia sumido também.”
“Não parecia certo, eu queria tê-lo em minhas mãos, e, no entanto queria tê-la acima de tudo, até mesmo dele... Isso não estava nos meus planos, envolvê-la desse jeito...”
“Eu não me perdoaria se ela se tornasse uma coisa dessas como eu... No final eu estava sim sentindo falta das minhas caçadas, eu havia parado, isso era errado, eu sabia, mas Mel estava certa, eu não podia destruir coisas da minha espécie...”
“Aquilo já não deixava mais, mas eu estava bem, conseguir me controlar estava sendo fácil, mas eu me sentia inútil, ficar aqui parado, esperando ela, só ela... Era isso que eu queria, não era?! Então por que eu...”.
–... Você chegou! – ela disse saindo pelos portões da entrada da escola, sorrio para ela e ela me abraça.
–... Tudo bem? – perguntei.
–... Eu... Sim, acho que sim. – ela sorriu e eu a encarei.
– O que houve? – perguntei.
– Nada... São só esses sons, ultimamente consigo ouvi-los com mais nitidez.
– Como assim?
–... Podemos ir para casa, ás garotas não gostam de você... Pelo que parece, elas te encaram e eu não quero que elas venham até aqui... – ela disse e no mesmo momento as garotas vieram.
“Seus nomes me eram familiares... Ah... Violette, aquela do cabelo roxo... Kim, aquela morena, que simplesmente me impressionava com sua beleza, nada com que Mel se preocupasse...”
“Também havia outra... A ruiva, mas ela não estava ali, no lugar dela estava Rosa, essa eu conhecia bem, com o tempo pude entender seu jeito maluca de ser.”
“Elas barraram á Mel, ela me olhou como se dissesse...”
“Tarde demais...”
– Melody você ia embora sem se despedir da gente. – disse Rosa e ela sorriu olhando pra mim, sentia que ela já desconfiava de alguma coisa.
– Ãhn, é que estávamos com pressa... – disse Melody.
– Mas tudo bem, se vocês quiserem fazer companhia á ela... – olhei para Mel. — Você precisa se divertir um pouco. – disse e ela me olhou.
“Não!” – pude ouvir uma voz soar bem fundo na minha mente, estranhei e á olhei, ela sorria fraco agora, será que...
–... Ótima ideia, Viktor. – disse Kim.
– Mas não ache que vai escapar. – disse Rosa.
– Exato você vem conosco. – disse Violette, tinha a impressão que ela conseguia persuadir ás pessoas com seu jeito fofo de ser.
– Tudo bem garotas, eu vou junto, se assim desejam. – disse sorrindo, mas olhei para Melody, ela parecia estar tão longe dali que me assustei. -... Certo Mel? – disse disfarçando e ela sorriu alegremente.
– Claro, vai ser divertido. – ela sorriu e as garotas a acompanharam.
–... Esse machucado não sara nunca? – brincou Rosa apontando para o bandeide em seu pescoço, havia sido trocado várias vezes devido o que Mel me mandava fazer.
–... Como? – Mel olhou para ela e eu a segurei, disfarçando o máximo possível, tinha medo do que ela podia fazer, ela não gostava de tocar no assunto.
– Você está maravilhosa... – disse envolvendo seus braços nos meus, para não acharem que eu a impedira de algo.
–... Obrigada! – disse ela.
“Rosa me olhou, as outras garotas não viram diferença, mas percebi que Rosa me olhara estranhamente, ela sabia que eu havia evitado sua pergunta.”
–... Vocês são perfeitos juntos. – ela disse e sorriu.
– Por que eu sou a única que não arranja alguém? – perguntou Kim e todos riram.
– Posso te apresentar um amigo, o que acha? – perguntei e seus olhos brilharam.
– Seria perfeito. – ela sorriu e eu ri. – Qual é o nome dele? – ela disse roubando meu celular, garota rápida.
– Hey... Okay, seu nome é Adam. – disse e ela sorriu novamente.
– Nome de artista. – ela disse e eu puxei meu celular. – Desculpe... – eu ri.
– Kim sossega. – disse Violette.
– Você não fica assim desde que Dajan... – Rosa ia falar, mas parou, ao ver a reação da amiga. – Desculpe.
–... Esquece... Ele é passado. – ela continuou sorrindo.
– Viktor, preciso falar com você, tem haver com meus pais.
“Mel disse e eu assenti, ela foi para um canto e eu á segui, mas antes Rosa me deu uma parada.”
– O que você fez com ela? – ela perguntou sussurrando e eu fiquei pasmo.
– Do que está falando? – fiz o mesmo.
– Ela está mais distante de mim, de todas nós... Eu não sei o que exatamente você é, mas não machuque minha amiga. – ela disse e eu a olhei sério, como ela sabia, como... Eu não entendia.
–... Eu nunca a machucaria. – disse.
– O que é aquilo no pescoço dela... Eu não sou idiota você...
– Eu não machuquei ela desse jeito... – disse como ela podia pensar aquilo de mim. – Eu a amo, nunca encostaria um dedo nela.
– Então se não a machucaria assim, de que jeito você machucaria?
–... De nenhum! — disse e ela se curvou, parecia uma conversa longa, mas aquilo aconteceu em segundos.
– Pode ir! – ela sorriu e olhou para as amigas que a observava. -... Nada, eu só estava dando um conselho para ele. – disse ela se explicando para as amigas.
“A olhei por um tempo e depois segui meu caminho, em direção a Melody.”
– O que foi? – á olhei.
–... Como ela pode achar que você me machucaria assim... – ela disse incrédula.
– Como foi que você ouviu?
–... Eu, não sei. – disse ela e eu neguei com a cabeça.
–... Precisamos conversar, mas não aqui. – disse. – Você sabe que Rosa desconfia e nunca me disse nada.
– Eu disse. – ela disse e então me lembrei do não em minha cabeça.
–... Entendi! – disse. – Isso é um efeito. – ela me olhou, como se dissesse, jura.
– Não devia ter dito aquilo tudo, mas agora que disse, vamos agir naturalmente.
– Eu consigo fazer isso. – sorri e ela fez o mesmo.
– Tem certeza? Você é perfeito demais! – tentei não rir daquilo.
– Desculpe por isso. – lamentei e ela riu. – Vamos! – disse a agarrando e a beijando, não podia resistir.
“Seguimos até as garotas e fomos até um parque de diversão próximo, eu teria que não ser tão perfeito, como é que se fazia isso, eh?”
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P.O.V. Kentin
“Chegamos finalmente ao final das aulas, fui um dos últimos a sair, pois tinha uns idiotas que procuravam por briga.”
“Arrumei minhas coisas e estava pronto para sair, mas fui surpreendido por Iris, ela estava na mesa da frente e me olhava, ela não conversava comigo há um bom tempo.”
– Eu já estou de saída... – tentei me levantar, mas ela fez eu me sentar. – Me desculpe... – disse, eu já havia dito isso milhares de vezes, eu havia sido um idiota, e eu nunca me perdoaria por isso. – Eu sei que você está uma fera comigo... Na festa nem me encarou...
–... Eu deveria, mas não estou com raiva de você. – disse ela. – E... Durante a festa, eu só tinha olhos para você, eu só pensava em você. – ela me olhou, colocando sua mão sobre a minha, eu a olhei pasmo.
– Você o que... – disse, mas já era tarde, ela estava sobre mim praticamente, apoiada sobre á mesa, ela... Ela estava me beijando, eu estava em choque.
“Mas eu recebi seu beijo, como um sinal de alerta, apreciando seus lábios e tentando fazer com que ela não caísse, e esperava que ela não mudasse de ideia, eu não podia perder ela de novo.”
–... Eu Te Amo. – disse a ela e ela se afastou. – Espera... – segurei seu braço, mas ela o afastou.
–... Eu precisava saber se eu ainda sentia algo por você... – ela me direcionou um olhar. – Você ainda sente algo por mim?
– Claro que sim, eu sempre te amei. – disse e ela sorriu de leve.
– Então por quê? – ela disse e eu me levantei.
– Eu fui um idiota, eu nunca vou me perdoar pelo que disse, pelo que fiz, e entendo que você me odeie embora diga que não. – disse. – Eu não sei dar valor as coisas que tenho, mas eu vou mudar isso, já mudei.
– Eu gosto tanto de você... – ela disse bem próxima de mim. – Mas eu não sei se você me merece, não depois do que fez.
–... Eu entendo, te decepcionei e muito, nunca devia ter ido até ela, mas eu não posso mudar o que já fiz, esse é o meu maior arrependimento, desculpe ter feito isso. – disse. – Por favor, volta comigo Iris. – segurei sua mão com delicadeza.
– Eu... Eu preciso de um tempo. – disse ela, soltando-se de mim.
– Eu entendo... – disse, mas eu não queria entender, queria ela de volta. -... Por que você fez isso então? Por que veio aqui? Até mim.
–... Porque Dake quer ficar comigo e eu achei que devia saber se ainda sentia algo por você... – disse ela. –... Quer dizer se eu realmente sentia algo por ele, eu só queria ter certeza...
–... Pode me dizer?... Você vai ficar com ele? – perguntei.
–... Não sei, Dake é um idiota, tanto quanto você, mas ele não o que você fez, ele nunca fez nada á mim... Mas isso não importa, eu preciso decidir isso sozinha. – disse ela e eu relutante assenti.
–... Com licença, o Nath está aqui... – disse e pela voz eu soube quem era, Milene.
–... Miih?! – disse surpresa e ela me olhou de cara feia, partindo pra cima de mim.
– Calma Miih, o que houve? – perguntou Iris, ela não parecia incomodada com a presença dela, impediu Miih de me agredir.
– Você não sabe o que ele fez Iris, eu mesma não sabia, mas eu já entendi tudo, e agora eu quero uma explicação. – disse ela se soltando de Iris e suspirando, tentando se acalmar. – Achei que você fosse gostasse da Mel, até entendia o que você tentou fazer para tê-la, mas de mim...
– Do que está falando? – perguntei. – Eu não fiz nada.
–... Você fez, fez sim. – disse ela.
– Mel explica isso direito. – disse Iris e ela sorriu com um sorriso fraco.
– O seu ex-namorado fez meu namoro com Vinicius acabar. – disse ela e eu a olhei surpreso, como ela sabia.
– Como você... – tentei dizer, mas Iris se afastou e Miih veio em minha direção.
– Lamento se o Vinicius falou demais, como você pode fazer isso... – disse ela. – Você fez com que ele pensasse que com você eu teria uma vida melhor já que você é mais novo e ele era mais velho. – ela me encostou com tudo na parede, agressivamente.
– Ai... Isso não tem nada haver... – disse e Iris me interrompeu.
– Cala a boca e deixa ela falar. – eu a olhei e ela não me encarou.
– Você no fundo sabia que eu vinha para cá, só que quando eu cheguei você estava com á Iris... – ela a olhou. – Mas isso não te impediu em ir à minha casa, porque você sabia que eu ia ligar para você de algum modo. – ela me olhou séria.
“Senti suas mãos sobre meus ombros enfraquecer.”
– Me deixa ex...
– Foi por isso que Vinicius nem se importou, e tentava ficar longe o bastante de mim, você foi o culpado disso tudo, para que... Para no final você descobrir que quem realmente gostava era dela.
– Eu... – Iris á olhou corada.
–... Eu não te culpo... Você é perfeita Iris, e eu não ligo que fiquem juntos, mas agora eu não posso voltar atrás, voltar para ele, porque agora eu gosto do Nath... – ela me olhou. – Como acha que eu me sinto? Espero que esteja feliz, me separou mais uma vez de quem eu gostava. – ela me soltou e andou, sua reação me assustava.
– Miih, não é assim, eu só queria te ver feliz. – disse a segurando pelo punho.
– Me solta. – ela disse se afastando. – Eu não seria feliz com você, porque foi tão difícil para você entender isso?
– Não precisa...
– Precisa sim. – disse ela. – Você tem ela... – ela sorriu. – E eu te desejo toda sorte, porque eu sei que ela nunca te trocaria por alguém... Sabe por quê? Porque ela ainda está aqui.
–... – ela olhou para mim e sorriu, sim Iris sorriu.
–... Nós não estamos juntos... – disse.
– Isso é culpa sua. – disse Miih. – Posso ser sua amiga, mas eu não vou esconder a verdade, você foi um idiota e eu também... Mas eu não queria perder ele...
– Você não vai perder ele. – disse alguém e era Nath.
“Iris me olhou com um olhar que dizia, venha comigo.”
P.O.V. Nathaniel
“Havia recebido uma mensagem da Miih, ela dizia que estaria me esperando na hora da saída então eu iria esperá-la, mas acabei tendo uns problemas.”
“A diretora havia me dito que alguns alunos ainda estavam nas salas e que eu devia tomar alguma atitude, assim fiz, segui sala por sala até entrar na minha, ouvi Miih conversando com Kentin, Iris também estava lá.”
–... O seu ex-namorado fez meu namoro com Vinicius acabar. – disse ela se direcionando a Iris e eu me escondi, para ela não me ver.
“Eu não acreditava no que tinha ouvido, Kentin tinha acabado com o namoro de Vinicius e de Miih, eu entendia perfeitamente a raiva dela, mas eu sabia perfeitamente que isso só mostrava o quanto Kentin era louco por Miih.”
“Depois voltei a ver de novo eles conversarem, essa foi à conversa que eu cortei, depois de pensar bastante.”
– Isso é culpa sua. – disse Miih. – Posso ser sua amiga, mas eu não vou esconder a verdade, você foi um idiota e eu também... Mas eu não queria perder ele...
– Você não vai perder ele. – disse entrando e Miih me encarou.
“Quando me dei conta só estávamos nós dois na sala.”
–... Não vai perder o Vinicius. – disse e ela me olhou estranhamente.
– Nathan não...
– Kentin estragou tudo, eu estou te dando à chance de você recomeçar... – disse e ela se aproximou.
– Eu não preciso recomeçar... Eu... Eu estou recomeçando com você. – seu rosto enrubesceu.
–... Já estou acostumado a ser descartado. – disse e ela me olhou, segurou minha mão.
– Nath... Não fale uma coisa dessas, eu nunca “descartaria” você... – disse ela sorrindo. – Eu gosto de você, gosto muito, eu não sou injusta...
–... Acha que eu me importo com justiça? – sorri incrédulo. – Eu estou acostumado com minha vida, ela não é justa, nunca foi justa, minha própria família não é justa comigo... – disse. – Eu já perdi meu melhor amigo, já perdi á Mel, para o meu ex-melhor amigo... – suspirei. -... Perdi á Melody... Eu acho que posso perder você também...
– Hei Nathan... Não fale assim... Você não vai me perder, e eu não quis dizer que se tratava de um favor... – disse ela e eu a olhei.
–... Foi o que pareceu... Se você não quer perdê-lo eu não vou te atrapalhar... – disse me soltando de suas mãos.
– Nathaniel! – era a primeira vez que ela me chamará pelo meu nome. – Você vai me escutar ou não? – sua voz era firme, eu riria da situação, mas eu me contive.
–... Estou esperando.
– Eu não quero perdê-lo... Mas eu não vou perder você, você não entendeu tudo, eu... Quero você...
–... Você hesitou... – disse me afastando dela.
– Eu não hesitei! – disse ela séria. – Me escuta, eu estou pedindo, não saia por aquela porta sem nem ao menos me ouvir.
– Eu já te ouvi, e sabe preferia não ter te ouvido. – disse. – Avise ao Vinicius que ele conseguiu o que queria, eu realmente te entreguei para ele de mãos beijadas... Mas era isso que você queria, não? – disse e sai dali.
P.O.V. Milene
“Eu não acreditava no meu grande hesito, graças a ele eu havia tido um grande problema com Nathan... Não sabia como eu o encararia agora, eu não queria perder nenhum deles...”
“Eu ainda podia concertar o que fiz, corri para fora da sala, e o chamei, caminhei até ele.”
– Eu poço adorar o Vinicius, e você tem razão eu não vou perdê-lo... – disse e ele me olhou, seus olhos estavam vermelhos de raiva, eu precisava terminar. – Mas eu não vou perdê-lo, e sabe por quê? Porque eu te... Eu te amo, eu sei que essas palavras são precipitadas, mas eu sei o que eu sinto, e agora que já senti isso eu tenho certeza que já pode ser dita. – disse e então o beijei.
P.O.V. Melissa
“As aulas acabaram e eu e Castiel saímos da prisão que era á escola, eu não via a hora da formatura chegar, do ano acabar, estaria livre, em tese.”
– O que foi amor? – perguntou Castiel.
“Eu ainda não conseguia me conformar com ele á me chamar assim, chegava a ser estranho ainda mais vindo de Castiel.”
–... Estava pensando na nossa formatura Castiel, eu quero que isso acabe logo.
– Você é tão apressada, não se preocupe com o amanhã, pensa no agora, em nós dois aqui... Sozinhos, podemos aproveitar isso? – ele perguntou.
–... Você não leva a sério, não é? – perguntei. – Você não está empolgado para sair daqui?
–... Não, nem um pouco. – disse ele. – Isso só me deixa mais chateado, apesar de tudo me adaptei a essa escola.
“Estávamos no parque, em frente á escola.”
– Você sabe o que vai fazer depois daqui? – perguntei.
– Não sei, não me importo. – ele disse e eu franzi a cara, como assim ele não se importava. – Eu tenho você isso é o que importa.
– Mesmo assim, você não vai fazer faculdade?
– Você vai? – ele perguntou.
– Não... Mas essa decisão eu tomei se eu tivesse a oportunidade de entrar na carreira musical, mas por enquanto as portas não se abriram... O pai do Nath tinha razão, eu deveria fazer, eu tenho potencial. – sorri.
–... Você quem sabe! – ele me olhou meio estranho.
– Por que ficou assim? Você não se preocupa com o seu futuro?
– O meu futuro está na minha frente, eu quero que você esteja nele, isso é o suficiente.
– Não... Não é...
– Eu não quero brigar... Nós estamos tão bem assim, não quero ter que começar uma discussão... – disse ele e eu o encarei sorrindo. – Ainda mais um discussão sobre o futuro, quando chegar a hora eu saberei o que fazer.
–... Tudo bem. – disse. – Alguma novidade sobre a banda?
–... Sim, marcamos uns shows, está tudo programado...
– Não vamos perder aula, não é?
– Não, fica tranquila, os shows são á noite... Isso não vai te atrapalhar vai?
– Não... Que bom que pensou em tudo, foi legal cantar ontem... Eu já não fazia isso há um bom tempo. – disse e ele sorriu, se aproximando de mim e me beijando.
– Você está maravilhosa assim. – ele disse e senti meu rosto queimar.
“Eu não costumava corar...”
–... Castiel, para. – disse e ele riu.
– Você vermelha parece uma maça... E como está madura... – ele disse e eu ri.
– Você é o tomate mais idiota que eu já vi. – sorri.
– E como você adora esse tomate, não é?
– Da onde tirou isso? – perguntei e ele me olhou sério.
– Como assim?
– Eu não adoro esse tomate... Eu amo esse tomate. – disse e o beijei, ele fez o mesmo.
– Você e suas brincadeiras, eu ainda te prego uma peça... Aguarde-me... – disse ele e eu sorri.
– Quando quiser... Mas eu não caio em seus truques, porque eu fui à domadora do espetáculo aqui, esqueceu? – ele riu e me beijou, fazendo em me envolver em seus braços.
– O que você quer fazer hoje?
– Hm... Eu quero...
“Meu celular tocou, olhei o celular, eu não acreditei quando vi quem era, mãe sinalizava o celular. Mostrei para Castiel e ele me encarou.”
– O que está esperando para atender?
– Eu não vou atender. – disse e ele me olhou com o canto dos olhos.
– Hm... Você vai sim... – ele disse e apertou em atender rapidamente, eu bati em sua mão, mas já era tarde, estava no viva-voz e eu ouvia sua voz, peguei o celular.
– Idiota. – murmurei baixo.
Ligação On
– Alô... Oi filha... Hm, tudo bem? – perguntou minha mãe.
–... Estou muito bem... – disse olhando para Castiel, ele beijou meus lábios e eu o adverti. -... Hm... – tentei me controlar.
– Tudo bem mesmo? Quem está com você? Aquele seu namoradinho?
– Eu tenho nome. – resmungou Castiel e eu ri.
– Como você ficou sabendo...
– Kentin... Mas isso não importa, eu queria pedir desculpas por não ter ligado ontem... Seu pai...
–... Padrasto... – disse e ela bufou.
– Enfim, o Phil ele teve um problema e eu tive que viajar com ele, não tinha como eu te ligar, desculpe filha.
– Você podia ter inventado outra coisa... Você preferiu viajar com ele do que ligar para mim e me dar um parabéns, que grande mãe que eu tenho... – disse e Castiel retrucou.
– Ela não quis dizer isso, senhora. – disse Castiel e minha mãe riu.
– Não me chame assim... Muitos me conhecem por Rosy... É uma longa história... – ela disse e ouve risos do outro lado da linha.
– Nem pergunte... – disse e ele me olhou, rindo.. – O que mais você quer?
– Filha não seja mal criada... – ela disse e parou. – Phil quer falar com você...
– Manda ele ir se... – Castiel tampou minha boca, ele sussurrou em meu ouvido.
“Não piore as coisas...” – ele disse.
–... Melissa... Como vai? – ele falou e eu não respondi, Castiel me cutucou e eu suspirei.
– É Mel, eu estou ótima, melhor só se você estivesse aqui. – disse revirando os olhos, esperava que ele percebe-se minha ironia.
–... Que bom, eu acho. – ele disse e Castiel negou com a cabeça. – Temos uma surpresa... – Castiel tossiu sem querer. — Seu namorado está ai, não? Eu gostaria de antes ter uma conversa com ele, sabe de homem para homem...
– Agora não Phil, a última coisa que quero é você conversando com Castiel, você vai poluir ele... – disse e ouvi um grunhido vindo dele.
– Castiel será que pode pegar o celular da sua namorada? – ele disse e eu olhei para Castiel sério.
“Se fizer isso eu não olho mais na sua cara.” – disse e ele sorriu.
–... Ele não quer, agora diga o que é a tal surpresa. – disse.
– Nós vamos passar um tempo ai.
– O que? Quando? Por quê?
– Você ouviu, não temos uma data definida, sua mãe preferiu que eu falasse...
Ligação Off
“Desliguei o celular.”
– Por que você fez isso? Eu não via a hora de conhecer seus pais! – ele disse e eu o encarei.
– Você só conheceria minha mãe, entendeu, minha mãe. – disse e joguei o celular no chão. – Eu não acredito que ele vem aqui...
– Ei, calma. – disse ele e eu o olhei sério. -... Desculpe!
– Eu odeio ele, ele fez isso, jogou minha mãe contra mim, fez eu vir para cá e agora quer fazer isso de novo, botar você contra mim... – levantei, ele fez o mesmo.
– Mel não acha que está sendo dura com ele, ele parece ser legal. – ele disse e eu o encarei.
– Parece? – disse negando com a cabeça. – Esse cara era o melhor amigo do meu pai, eu nunca gostei dele e não gosto ainda mais depois do que ele tentou fazer.
– E o que ele tentou fazer? – Castiel me segurou e me encarou, tentando me acalmar.
– Substituir meu pai. – disse e ele me olhou, seus olhos pareciam distantes.
– Isso nunca aconteceria. Eu não conheço sua família, mas sua mãe não seria capaz de...
– Ela seria... Ela foi! – disse e me afastei dele, mal conseguia enxergar direito meu rosto estava em lágrimas.
– Ei, vamos nos acalmar. Você não sabe se eles vêm mesmo, e mesmo se virem não sabe quando, e saiba que se virem estaremos prontos, eu irei estar aqui com você. – disse ele.
– Jura? – disse. – Promete que não vai ouvir nenhuma palavra dele?
– Eu prometo. – ele sorriu e me beijou. – Vai ficar tudo bem.
P.O.V. Maggie
“Eu e Lys saímos da escola ele não havia dito uma palavra desde que havíamos saído de lá, isso estava me incomodando.”
–... Lys? – disse e ele continuou andando. – Lysandre! – o chamei e ele parou e me olhar.
– Desculpe o que foi que disse?
–... Nada... Preciso te contar uma coisa.
– Acho que sim. – ele disse, o que ele sabia? – Podemos ir até sua casa para conversarmos.
– Em casa não... Meus pais ficariam uma fera...
– Entendi... Até quando eles...
– Não faço ideia. – disse e ele assentiu.
–... Eu sei que você está me escondendo alguma coisa... Hoje você estava estranha no intervalo.
–... É sobre isso mesmo que temos que conversar... Eu não sei se eu faço o certo em fazer isso... Mas eu acho que talvez seja o melhor para você.
– Como assim? – ele perguntou e eu olhei para a calçada. – Seja mais direta.
–... Acabou Lys.
P.O.V. Ketlyn
“Aproveitei que hoje não tinha ido à aula, se vocês perguntam por que eu digo que não é da conta de vocês... Enfim eu aproveitei para sair, eu combinei de pegar a moto do Castiel.”
“Bem ele não sabia disso, ele não fazia ideia já que nem tinha passado á noite em casa, eu aproveitaria para andar em sua moto, fui até um lugar chamado Chemins Doux, o lugar era parado, pois em Sweet Love poucas pessoas utilizam meios de transporte.”
“Já que a cidade era bem pequena. Mas enfim eu fui até lá, era um lugar bem calmo para andar de moto, a vista era perfeita, a estrada era terra, mas ainda sim era perfeitamente bem alinhada.”
“Eu nunca havia andado de moto, mas assim que cheguei lá não hesitei em subir nela, eu só queria me distrair, mal havia dormido direito noite passada, eu precisava me entreter.”
“Porém hesitei ao ligar a marcha e dar partida, senti um pouco de medo... Castiel me disse que em hipótese alguma eu deveria andar nela e eu me preocupava com o que eu poderia fazer com ela.”
– Vai dar para trás? – ouvi uma voz rouca soar atrás de mim, virei meu corpo para ver quem era e nessa tentativa quase cai da moto, só não cai graças a ele, era Vinicius.
–... Obrigada. – disse e ele sorriu.
– Você está bem? – perguntou ele. – Não acha que é muito perigoso andar de moto...
– Eu estou bem. – disse e me endireitei na moto, ele subiu na dele.
– Já entendi. – disse ele. – Então o que me diz, vai amarelar?
– Como é?
– Você está parada ai, não vai dar nem uma volta?
– Eu estou pegando um ar por enquanto... Eu já andei bastante.
– Não tente me enganar eu vi você chegando. – disse ele e eu o olhei sério. – Certo então eu vou dar uma volta, logo volto. – ele disse e acelerou.
“O que ele está fazendo aqui?” – perguntei-me.
“Ele deu algumas voltas e logo voltou, ele dirigia muito bem eu diria.”
– Então o que achou? – ele voltou e saiu da moto, eu já havia saído da “minha”, ele estava ao meu lado agora.
– Você até que da para o gasto. – disse e ele riu.
– É assim, então vai lá agora é sua vez. – ele disse e eu olhei para a moto.
“Tudo bem, não deve ser tão difícil.” – pensei.
– Claro, porque não?! – disse e subi na moto.
– Tem certeza que quer mesmo fazer isso? Você parece com medo... – ele disse e eu acelerei a marcha.
– Eu não estou... É melhor se afastar. – disse e ele assentiu.
– Ahn... Sobre ontem... Me...
“Não deu tempo de ouvi-lo eu acelerei e sai em velocidade. De repente comecei a pensar em Josh em tudo o que ele havia me feito, quando vi tinha perdido o controle, a moto acabou me jogando para o lado e fazendo com que eu bate-se minha cabeça em uma pedra.”
P.O.V. Vinicius
“Eu resolvi ir até um lugar que uns amigos haviam me recomendado, encontrei por coincidência a Ketlyn. Conversei um pouco com ela e depois resolvi dar uma volta, logo voltei para onde ela estava.”
– Então o que achou? – ele voltou perguntei saindo da moto, fui até ela, que por sinal estava fora da sua.
– Você até que da para o gasto. – disse ela e eu ri.
“Como assim, da para o gasto?!”
– É assim, então vai lá agora é sua vez. – disse e ela encarou a moto.
– Claro, porque não?! – disse ela e subiu na moto.
– Tem certeza que quer mesmo fazer isso? Você parece com medo... – disse e ela acelerou a marcha.
– Eu não estou... É melhor se afastar. – disse ela e eu fui para trás
– Ahn... Sobre ontem... Me... – tentei terminar de dizer, mas ela tinha dado partida.
“Observei ela e depois de alguns metros de distância percebi que ela havia perdido o controle, peguei minha moto e acelerei, indo correndo até ela.”
“Joguei minha moto na estrada e fui tentar ajuda-la.”
– Você está bem? – perguntei já ao seu lado a ajudando. – Cara... Sua cabeça...
–... – disse e ela passou sua mão sobre ela, havia um corte nela. – Ai... – ela disse e eu a encarei, ainda com aquela cicatriz seu rosto parecia continuar perfeito.
“Num movimento involuntário tirei minha camisa e a coloquei sobre seu machucado” – não havia pensado direito.
“Ela então me olhou mais profundamente, me encarando com aqueles olhos...”
– Ui... – ela voltou a me olhar. -... Você até que é bonitinho.
“Eu a olhei surpreso.”
– Bateu a cabeça com muita força? – perguntei e ela abaixou a cabeça, desviando seu olhar do meu.
–... Acho que sim. – ela disse sorrindo, levantando a mão e pondo-a junto a onde estava a minha. – Eu assumo daqui...
– Vem eu te ajudo. – disse estendendo minha mão e ela hesitou, mas logo cedeu.
...
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– Você está melhor? – perguntei e ela me encarou.
– Depende como você define melhor! – disse ela com um sorriso. – Você sabe que isso é culpa sua não é?
– Minha? – perguntei. – Você devia ter dito que não sabia dirigir.
– Como você acha que eu cheguei até aqui? – perguntou ela. – Eu só me perdi em meus pensamentos... – preferi não perguntar em quê.
– E no que eu tenho culpa, posso saber?
– Sempre que te encontro eu me machuco... Primeiro cortei minha mão, agora machuquei minha cabeça... O que vai ser da próxima vez?
– Não sei... Mas eu acho que costurar sua boca poderia fazer um bem danado a sociedade...
– Ora seu... – ela disse, mas parou. -... Obrigada por me ajudar... Antes que eu me esqueça...
– Tudo bem... Eu fiz o que podia. – pisquei para ela e ela desviou seu olhar.
– Isso é seu. – disse ela me entregando a camisa.
– Eu acho que ela está um pouco suja, não?
– Vai ficar assim? – ela perguntou e eu sorri.
– Sim... Por que se incomoda? – perguntei e ela me olhou.
– Claro... Que não. – ela disse dando de ombros.
– Eu ponho... Eu ponho... – disse colocando a camisa que estava com uma pequena mancha de sangue.
– Tanto faz. – disse ela, mas parecia que não tinha gostado.
“Percebi que ela mexia em seu celular, olhava as fotos... Eu sabia quem era aquele, era Josh, o tal cara da festa. Ela olhava fixamente as fotos e logo as apagava.”
–... Eu posso me intrometer?
–... O que acha? – ela perguntou me olhando.
–... Okay... Já entendi...
– Diga logo. – ela me encarou.
– Ahn... Como você está desde aquele dia?
– Ótima! – ela disse irônica. – Como você está?
– Maravilhosamente bem. – usei o mesmo tom que ela.
– Parece que as coisas só pioraram para você, não é?
–...
– Desculpe, foi o que pareceu. – ela encostou a cabeça na parede.
– Você tem razão, só pioraram. – disse. – Eu concertei ás coisas e depois estraguei de novo e de novo...
– Pelo menos você conseguiu o que queria. – disse ela.
– Como assim?
– Affz... Qual é? Amiga? Eu não caio nessa, qual é o lance? Você gosta da garota não é? E deixa eu ver ela deve gostar de outro. – disse ela e eu me surpreendi.
– Como você sabe?
–... Qual é, a maioria dos caras que eu fiquei passavam a mesma coisa que você tá passando, eles eram minhas marionetes, eles me idolatravam mais eu nunca dava bola, aquele papo de amigo é uma desculpa. – disse ela e eu olhei para á frente.
– Nossa já vi que você tinha todos os garotos a seus pés...
– Eu tenho todos a meus pés. – ela sorriu arqueando uma sobrancelha.
– E quanto á...
– Josh é um idiota, eu devia saber que me apaixonar por ele era uma loucura... Só achei que seria... Sei lá...
– Diferente... – dissemos juntos e ela sorriu.
– Vocês garotas me surpreendem a cada dia. – suspirei me apoiando na moto.
– E porque diz isso?
– Nunca sabem o que querem... E mesmo quando querem, depois mudam de opinião... – disse. – Eu preciso de uma mulher de verdade, isso sim.
– Eu sou uma mulher... – ela disse irritada e isso me fez rir.
– Não me leve a mal, mas você só tem tamanho... – disse e ela me encarou. – Se bem que nem no tamanho... – quando vi Ketlyn estava em cima de mim.
– Você é um idiota, sabe por quê? – ela perguntou.
– Por quê? – sorri.
– Porque aquela que você gosta esta com outro agora mesmo, não duvido nada. – disse ela e eu segurei seus punhos com força.
– Ai... Vinicius você tá me machucando... Minha mão... Ui... – disse ela e eu então soltei.
– Desculpe... Eu... – ela se afastou.
– Você não consegue ouvir a verdade... Entendi... – ela se levantou e eu fiz o mesmo.
– Me desculpe não queria te machucar...
–... Tudo bem, eu já entendi. – disse ela se afastando. – Eu preciso ir, com licença. – ela disse subindo em sua moto.
–... Você está errada, eu não gosto dela... É por isso que estou aqui, eu quis esquecê-la, de certo modo. – disse e ela me olhou.
– Diga isso para ela, não para mim. — ela disse acelerando.
– Espera... Olha como você está... Não pode dirigir nesse estado.
– Eu prefiro dirigir nesse estado a ficar aqui com você. – disse ela e partiu, mas eu entrei na frente da moto, ela deu uma freiada. – Você é louco?
–... Não, mas provavelmente vou ficar se não desabafar isso com alguém...
– E você espera que esse alguém seja eu, não é?
– Basicamente. – disse saindo da frente da moto. – Mas se quiser eu deixo você ir.
– Obrigada... – eu a olhei sério. – Tudo bem, eu te ajudo. – disse ela e eu sorri. – Tira esse sorriso da cara, eu fico, mas nunca mais encoste em mim ou eu grito tão alto que á última coisa que você vai ver é uma cela.
–... Entendi... – disse um pouco amedrontado.
“Já vi que eu tinha feito uma péssima escolha...”
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