Notas iniciais
olha eu aqui de novo meu povo.
bjs e boa leitura.

POV – Percy

Annabeth ficou estática, e abriu a boca em um perfeito O, ela começou a gaguejar e a se afastar de mim, então encostou as costas na cabeceira da cama e olhou para mim, ela ficou me encarando por um tempo até que começou a rir descontroladamente.

— Percy, se você não quer me contar a verdade por favor não fale uma piada dessas, acredite não teve tanta graça assim – disse ela se levantando da cama e pegando a sua blusa e a vestindo.

— Annabeth eu não estou mentindo, eu falo sério, bem que eu queria que fosse apenas uma brincadeira mas não é – eu disse me levantando e a fazendo se virar para mim – você precisa acreditar em mim, você estando perto de mim é um perigo, pelo menos nesse momento.

— Percy, por favor pare ok ? – ela disse com a aparência de aborrecimento – eu vim aqui para ficar com você e não pra ouvir suas mentiras.

— O que você quer que eu faça para que acredite em mim ? – ela ficou pensando um pouco e então ela se pronunciou de uma forma insegura como se não soubesse o que falar.

— Faça algo que um vampiro faria, sei lá, me mostre suas presas – disse ela cruzando os braços — se é que você realmente ás tem — terminou com tom de desafio.

Me afastei dela me sentando na cama, e respirando fundo, para tomar a coragem antes de me mostrar a ela.

— Eu irei mostrar, mas não fuja de mim eu não irei machucar você – eu disse a olhando profundamente.

— Você só está me enrolando – ela se virou e estava saindo do chalé, só que eu a puxei para mim colando seu corpo no meu, a olhando profundamente em seus olhos.

Nem precisei de muito, já que seu cheiro era uma droga pra mim, e senti meu rosto mudar.

— O que... – sua voz foi morrendo a media que ia vendo meu rosto mudar, sua respiração começou a acelerar, eu podei ouvir seu coração fazendo o mesmo, mais nenhum dos dois me incomodou mas o que me incomodou e me machucou foi o fato de que ela começou a se afastar de mim e sua expressão demostrava medo e esse medo era de mim.

— Anne, por favor não fuja de mim eu não vou te machucar – eu disse me aproximando dela tentando focar seu braço, só que quando eu encostei nele ela o afastou abruptamente – você está com medo de mim não é ?

— Fique longe de mim – esse foi ás últimas palavras que escutei dela antes que a mesma fosse embora correndo, me deixando sozinho no meu chalé com o coração apertado e com lágrimas nos olhos.

— Como posso ficar longe da pessoa que eu amo ? – falei perguntando para o vento.

...

Passei a noite em claro pensando em como fui burro ao pensar que ela simplesmente deixaria pra lá e falaria que está tudo bem que nada mudaria o que sentimos um pelo outro e que viveríamos felizes para sempre como num conto de fadas, mas fui burro o suficiente para perder o meu amor.

Não demorou muito para amanhecer e vindo junto com ela o dia do começo do meu treinamento. Quando era por volta das 5h e 30min, bateram na porta do meu chalé, e com a esperança em meu peito fui atender a porta esperando e com um sorriso no rosto esperado que fosse Annabeth, mas quando abri a porta encontrei Charles com uma mochila sobre os ombros e então meu sorriso se esvaio e junto com ele a minha esperança.

— Pelo visto você estava esperando outra pessoa – disse adentrando no chalé – quem você esperava ?

— Annabeth, é que nós tivemos aquela conversa – eu disse cabisbaixo.

— Humm... – disse ele – e pelo visto está conversa não teve o resultado esperado não é ? – fiz que não com a cabeça – você quer falar sobre isso – e novamente assenti que não com a cabeça – bom se você quiser eu posso falar com Silena para ela tentar falar com ela, sabe a Silena pode ser bem convincente quando quer.

— Ela pode tentar mas eu não acho que vai ser de grande ajuda, eu vi como ela saiu daqui, eu vi o medo nos olhos dela.

— Não se preocupe daqui a pouco as coisas vão se ajeitar, mas agora você tem que caçar coelhinhos – ele se virou para a porta já aberta e começou a sair.

— Pera ai – ele parou e se virou para mim.

— O que foi ?

— Como você pretende caçar coelhos aqui no acampamento?, já já os outros campistas irão acordar.

— Primeiro, eu não caçar coelhos você é que vai, eu já me alimentei e segundo quem te falou que vai ser aqui no acampamento ? – disse ele levantando uma sobrancelha.

— Você já se alimentou ? – perguntei surpreso – de que horas você caça em ?

— Eu não fui caçar hoje, eu tenho um “estoque”, então eu não preciso caçar todo dia, o que me lembra de que você precisa arranjar algumas garrafas para fazer o seu próprio estoque.

— E onde eu supostamente deveria arranjar garrafas em um acampamento ?

— Peça aos irmão Stoll, eles dão um jeito, e só pra deixar informado, leve dinheiro, muito dinheiro.

— Eu acho que consigo o dinheiro.

— Que bom, então vamos se não, não chegaremos aqui a tempo do café da manhã com os outros.

— E aonde nós iremos ? – perguntei.

— Em um lugar perto daqui, é um ótimo lugar pra isso – disse – agora me escute, apenas faça o que eu mandar quando estivermos lá fora, está bem? – eu assenti com a cabeça — agora vá pro topo da colina com a mochila – ele tirou a mochila do ombro e jogou para mim – me espere lá, eu tenho que resolver alguns assuntos antes de irmos, não vou demorar muito.

— Olha eu sei que você acho que eu não quero a ajuda com a Annabeth, mas quando você falou que a Silena poderia me ajudar eu secretamente estava guitando para que ela me ajudasse, pra ser sincero eu realmente não sei o que fazer sem ela ao meu lado, eu já perdi muitas pessoas e eu definitivamente não quero perder mais uma.

— Eu aviso a Silena que ela tem sinal verde para ir falar com ela.

— Obrigado.

— Não tem do que agradecer, amigos são pra isso, o que você precisar é só pedir.

Ele saiu do chalé me deixando sozinho, mas pelo menos agora eu sei que não estou realmente sozinho, eu tenho alguém em que posso contar.

Notas finais
até a próxima.