Notas iniciais
Voltei rápido porque recebi muito apoio de vocês nos comentários, espero receber nesse também. Obrigada de verdade por comentarem! Boa Leitura!

(Música do capitulo )

"A proximidade gera familiaridade, por sua vez, gera confiança — Nicholas Sparks"

Ponto de vista: Isabella Swan.

O museu National Forks estava se preenchendo de pessoas, era o dia da feira de arquitetura do Edward, e eu me encontrava marcando presença junto com professor Xavier, que mostrava-se animado pelo aluno dedicado participar disso.

Edward armava seu projeto em uma das ''barracas'', que eram distribuídas para os competidores. Eu já tinha dado uma volta para conferir as outras maquetes, e o que eu poderia dizer é que o trabalho dessas pessoas eram incríveis.

Perto da onde estávamos havia uma lanchonete super refinada, onde se serviam todos os tipos de comida do pratos mais chiques aos mais simples, tinha tomado meu café da manhã lá, já que eu tive que vir com o Edward muito cedo. O que gerou muitas reclamações vindas de mim. Entendam; Frio, acordar cedo, aguentar Edward...É muito.

Edward não contou aos populares sobre essa feira, o que era estranho, já que supostamente eles são os melhores amigos dele, mas, eu não questionei o motivo. Vick e Riley não poderão vir porque estão ensaiando para o teste da peça — sim Vick conseguiu convencer ele, o que provavelmente vai gerar muitas brigas com a Jéssica no futuro.

Caminhei até o Cullen, e me deparei com ele passando as mãos nos cabelos de forma nervosa, parecia até estar tremendo.

—Ei, eu acabei de ver outros projetos, e tenho certeza que você vai ganhar. — falei tentando acalma-lo. Professor Xavier nos encarou.

—Você está falando sério? — Edward perguntou sorrindo pelo encorajamento.

—Não. Eles são ótimos, mas, como eu sou sua amiga, tenho que mentir para não te fazer se sentir pior. —esclareci mordendo os lábios. Edward me encarou incrédulo, por toda a minha sinceridade.

—Valeu Bella, isso realmente me ajudou. — debochou irritado, e eu revirei os olhos.

—Relaxa okay? Eles são muito bons mesmo, mas, você não é um desastre total. Vai dar tudo certo. — disse sorrindo, logo toquei seu ombro para deixá-lo menos estressado.

—A Bella tem razão. Você se esforçou bastante, vai se sair bem. —professor Xavier finalmente se pronunciou.

—Tudo bem, vou tentar ficar calmo. — Edward respondeu decidido e surpreendendo a mim mesma eu sorri mais uma vez, e então percebi que fazia isso com frequência quando estava com o Edward. E tal coisa é péssima, pois faz parecer que eu preciso dele para ser feliz, e eu não preciso.

Então o Cullen se posicionou na sua mesa, enquanto as pessoas começavam a pedir explicações sobre todo o projeto, e ele explicava de forma desenvolta. Isso agradava os convidados, que sempre perguntavam suas curiosidades e faziam o mesmo responder animado, parecia que todo aquele medo e a ansiedade haviam ido embora.

Logo, os diretores e os jurados da competição começaram a avaliar a maquete e a ideia. Apertei minhas mãos com força, com expectativa a flor da pele, esperando que eles gostassem do que viram.

Depois de algumas horas de apresentações, o grande organizador do evento, disse que já havia decidido quem ganhou a competição.

Fomos todos para o auditório do museu, enquanto todos esperavam o resultado ansiosamente, Edward ficou no lugar dos competidores. Professor Xavier e eu estávamos de pé, perto da escadaria do lugar.

O homem baixinho com aparência velha, se posicionou no palco, pegou um microfone em mãos, pigarreando em seguida, afim de chamar a atenção das pessoas.

Um bom dia a todos. Tenho que admitir que me surpreendi com os conteúdos dos projetos e a dedicação, com detalhes e explicações. A culminância desse evento foi maravilhosa, eu não esperava que tantas pessoas se inscrevessem, mas, fico feliz que muitas tenham feito isso, demorei muito para decidir quem ganharia essa competição, porque todos os projetos são muito bem feitos, mas, teve um em questão que me deixou muito animado. O projeto de um adolescente do segundo ano do ensino médio, devia algo fresco ainda, mas, todos os detalhes estavam tão ornamentados que eu não tive dúvidas, nem um universitário experiente conseguiria fazer isso com tanta maestria, e essa medalha será pouco para o talento desse garoto. O grande vencedor é ...Edward Cullen. — anunciou e todo mundo aplaudiu, mesmo quem perdeu.

Vi Edward estático e sem conseguir compreender o que tinha acabado de escutar, mas, logo após abriu um sorriso de orelha a orelha e correu até o palco para receber o prêmio.

O professor Xavier estava emocionado, e eu estava feliz, talvez por ele, por ter conseguido conquistar algo que era importante para ele. Ou talvez por mim mesma, por poder fazer parte disso.

Assim que o Cullen chegou lá em cima, um dos jurados colocou uma medalha no pescoço dele, e um selo azul em cima da maquete como em um projeto da escola. Percebi que eu nunca tinha visto Edward sorrir daquele jeito. Não demorou para ele pegar o microfone em mãos para falar o que queria.

Estou muito feliz por ter ganhado, e caramba eu realizei um sonho antes do que previa, e é muito gratificante saber que o talento que eu acho que tenho foi reconhecido. Quero agradecer as pessoas que me apoiaram, elas são a razão de eu estar aqui. — falou dirigindo o olhar a mim com um sorriso de lado, desviei os olhos rindo.

Então Edward saiu do palco sob aplausos e caminhou até mim e professor Xavier, o cumprimentei acenando com a cabeça sorrindo, mas, para ele aquilo não bastou, Edward me abraçou com força e me levantou no ar, enquanto eu esperneava para sair, mesmo que estivesse me divertindo com a ação.

—Obrigada, por mais uma vez estar me fazendo pagar um mico —agradeci ironicamente.

O Cullen me colocou no chão rindo, sem levar a situação a sério.

—Obrigado. — sussurrou sorrindo.

—De nada, de qualquer forma se você tivesse perdido teria dito que não conhecia você. — avisei debochando e ele balançou a cabeça negativamente.

—Será que tem como você agir como uma pessoa normal e me parabenizar ao invés de zombar de mim? — questionou ironicamente e eu franzi as sobrancelhas.

—Se eu fizesse isso não seria eu. — conclui com uma careta e ele de qualquer jeito ele concordou.

E então logo depois Edward foi cumprimentar o professor Xavier, que estava orgulhoso por as aulas extras que ele dava terem dado em alguma coisa.

Depois, alguns jurados começaram a conversar com ele no auditório. Enquanto as pessoas começavam a se dispersar, professor Xavier e eu estávamos apenas observando tudo, o mesmo se encontrava com uma expressão pensativa e séria.

—Quando vai contar a ele? — professor Xavier perguntou repentinamente, e eu o encarei confusa.

—Contar o que? — perguntei sem entender sobre do que ele falava.

—Contar que o sobrenome Swan está presente na sua certidão de nascimento. — disse calmo e eu arregalei os olhos pela acusação incluída na pergunta.

—Como o senhor sabe? —foi uma pergunta estúpida, que minha surpresa me fez fazer e isso o rendeu uma risada leve.

—Eu sou professor Isabella, tenho acesso as fichas escolares, e se me permite; quero te aconselhar sobre isso; Nada que é feito de mentiras dura muito tempo, o que é feito de mentiras desmorona, só o que é verdadeiro permanece, e além do mais eu não acho que seu pai se sentiria orgulhoso em saber que você tem vergonha do seu sobrenome — discursou e eu voltei minha atenção a Edward que conversava com alguém antes de responder aquilo.

—Não é uma questão de me envergonhar, é uma questão de rótulos. Odeio eles. Por que você não pode ser simplesmente você mesmo? Sempre tem que ser “a nerd” “o popular” “a patricinha” “o gótico”. Não quero ser rotulada como a garota rica que voltou da Califórnia para viver com o pai, que não por acaso é um dos maiores empresários daqui, quero que as pessoas gostem de mim, não do dinheiro do meu pai. — expliquei e ele balançou a cabeça, como se refletisse sobre minhas palavras.

—Você já parou para pensar que o Edward se aproximou de você mesmo, sem saber do seu sobrenome ou suas origens? Ele não se importou com rótulos. Ou você acha que existe motivo ocultos por trás dessa aproximação ? — questionou me desafiando a encontrá-los.

— Sinceramente; eu não sei. Porque eu acho completamente estranho,um cara que até ontem era um total babaca agir agora, como se quisesse ser meu melhor amigo. Eu não sei o que sobre Edward é verdade, ou o que é mentira. — admito frustrada.

—Você confia nele? — perguntou com um tom calmo.

—Confiança se conquista. —afirmei e recebi outra risada do professor.

—Você ainda não respondeu minha pergunta. — acusou e eu suspirei.

—Não. Eu não confio em Edward Cullen, e essa é a minha única garantia de não sair machucada disso. — respondi com sinceridade.

(...)

Depois da conversa desconfortável, Edward voltou e percebeu o clima estranho que estava ali, e eu para disfarçar disse que ia até a lanchonete comprar alguns sucos. Não lhe dei tempo para questionamentos.

Caminhei pelos corredores do museu, pensativa, tão pensativa que acabei esbarrando com um cara bem mais alto que eu, e acabei indo de encontro com o chão.

Resmunguei, tirando os cabelos da frente do meu rosto, pronta para xingar quem quer que fosse, mas, então desisti quando esse alguém me ofereceu a mão para levantar.

—Desculpe, não foi minha intenção esbarrar em você. — o cara com voz rouca pronunciou. Ergui meu olhar para avaliá-lo e engoli a seco quando reparei em sua aparência. Esse aparentava cabelos muitos escuros, braços torneados, e olhos azuis hipnotizantes. Tradução; o cara é um gostoso.

—É lógico. Por que alguém na face da terra teria a intenção de sair esbarrando em mim? — murmurei ironicamente, e ele segurou o riso, enquanto eu tentava ajeitar meus cabelos. Só foram necessários mais alguns segundos para eu notar que o mesmo me observava com as sobrancelhas franzidas.

—Frase obvia não é? ... —esperou que eu dissesse meu nome e eu revirei os olhos.

—Frase muito obvia, e eu me chamo Isabella. — falei mordendo meus lábios e ele apertou minha mão.

—Lysandre Phillipis. — no momento que o mesmo disse aquilo, o soltei, pois um arrepio percorreu meu corpo, e isso não parecia ter passado despercebido por ele. —Sabe Isabella, você parece muito com alguém que eu conheço. — disse sorrindo misterioso, e eu o encarei meio atordoada.

— As pessoas sempre dizem isso. Tenho um rosto comum. —justifiquei, sem entender o porquê de eu estar assim.

—Deve ser isso mesmo. Agora, se me der licença; eu tenho que ir, até qualquer dia. — falou convicto de que nos encontraríamos mais uma vez e acenou.

O que tinha acabado de acontecer ali? Fiquei tão confusa que ignorei o fato de eu estar ali para comprar os sucos, minha única vontade naquele momento era sair dali, e assim eu o fiz.

(...)

Assim que voltei para o auditório, Edward me encarou preocupado, também pudera, eu devia estar tão pálida quanto um palmito.

—O que aconteceu?

—Eu ...Acabei de encontrar um cara e... — não consegui organizar as palavras, e Edward revirou os olhos.

—Ele te paquerou e você foi totalmente indiferente a ele? Que novidade. — debochou tentando adivinhar. O ignorei.

— Ele falou que eu parecia alguém que ele conhecia, sei que isso não é uma coisa abominável, mas, foi estranho, o cara me olhou como se conhecesse minha gêmea do mal. — falei com a voz seca, e o professor Xavier pareceu ficar curioso com a história.

—E como ele se chamava Isabella? Ele disse? — o professor perguntou calmamente, e eu balancei a cabeça tentando voltar o normal.

—Era Lysandre Phillipis, mas, deixa pra lá, eu só me impressionei. —desconversei e vi o professor arquear a sobrancelha e sorrir.

—O que foi? — Edward e eu perguntamos ao mesmo tempo confusos e logo após reviramos os olhos.

—Não é nada, é que o sobrenome dele “Phillipis”, quer dizer que ele faz partes da linhagem de uma das famílias fundadoras. — observou e eu assenti finalmente notando isso.

(...)

Quando a noite chegou me encolhi no parapeito da janela como sempre fazia, deixando meu celular desligado e meus pensamentos ativos. Observei a noite iluminada, e passei o dedo delicadamente pelo vidro embaçado. Suspirei, me perguntando novamente por que o sobrenome Phillipis havia ficado preso em minha mente. De alguma forma, parecia que havia algum significado para mim.

Notas finais
Um personagem original incluído na história com esse sobrenome? O que isso quer dizer?