A Louca Historia de uma Semideusa
5 O Drama Dos Reencontros
Notas iniciais
Gio e eu caminhavam os em silêncio já fazia meia hora, eu apenas a seguia sem questionar nada, eu estava irritada demais com tudo o que eu descobri para isso.
Porém esse silêncio estava me matando de curiosidade e eu não gosto de estar por fora das coisas, eu precisava saber pra onde estávamos indo e a pé.
— Ahmmm, Gio...? — a chamo.
—Sim?
— Pra onde estamos indo? — perguntou confusa.
— Estamos indo encontrar a Brenda, aquela da qual eu falei que veio comigo. — ela explica.
— humm, to ligada... — encerro o assunto e continuamos a caminhar em silêncio olhando para o chão chutando as pedrinhas.
— Alí está ela com os outros! — Gio se anima apontando pra três pessoas sentadas em uma mesa de pique nique no parque.
As duas pessoas estavam de costas para nós então só deu para ver uma garota pálida dos cabelos cacheados e os olhos tão negros como seu cabelo.
Ela tinha um olhar duro e selvagem bastante familiar, eu vejo esse olhar sempre que me olho no espelho. Engulo em seco com esse pensamento.
— Breeendaaaaaaa! — Esguela Gio fazendo com que eu me contorção de irritação. — Que foi? — ela me olha desentendida e eu apenas reviro os olhos.
— Gio!! — A garota de cabelos encaracolado, Brenda, responde acenando e vem até a gente deixando as outras duas pessoas. — Por que você demorou tanto Mulher? Quase tive um infarte. — ela suspira aliviada e põe a mão no peito
— É que tivemos uns probleminha de aceitação sabe... — Ela me indica com a cabeça achando que estava sendo discreta.
— Eu sei que você está falando de mim, por favor né, tu é tão discreta quanto um elefante de saias no meio da avenida. — reviro os olhos.
Brenda solta uma gargalhada alta e Gio me encara com os olhos estreitados bufando.
— Gostei dessa novata. — ela diz entre os risos.
— Não falarei mais nada. — Gio cruza os braços emburrada, já vi que ela é do tipo sencivelzinha para a minha paciência ficar mais curta.
— Vou chamar os outros dois assustadinhos ali e partiu camp. — Brenda bate palmas.
— se não encontrarmos nem um monstro no caminho. — Gio revira os olhos.
— É tem isso. — da de ombros a Caixinhos Negro.
Brenda assobia chamando as duas pessoas que eu ainda não vi, mas quando elas se viram eu entro em choque.
Eu conheço aquela Morena baixinha dos olhos castanhos e o robusto loiro dos olhos verdes, eles eram meus amigos antes de eu ir para o reformatório....
— Lucy e Malcon...- sussurro.
— Conhece eles? — Gio e Brenda perguntam em uníssono.
Conforme eles se aproximam, mais minha raiva alimenta e eles percebem isto.
Malcon arregala os olhos e Lucy cobre a boca com as mãos.
— E.... E... — Tenta dizer Malcon, mas eu avanço neles.
— SEUS IDIOTAS ESTÚPIDOS, VERMES TRAIÇOEIROS, COMO VOCÊS PODEM? COMO OUSAM AO MENOS DIRIGIR A PALAVRA EM MINHA DIREÇÃO? — Digo socando e chutando os dois.
Eles tentam se defender, os dois tentam me atacar também, mas é estranho, estou mais forte que os dois e consigo desviar de seus golpes.
— A GENTE TENTOU TE VISITAR! — Grita Malcon com o Nariz sangrando me fazendo parar.
— É... É... Mas nossas mães não permitiram....elas... elas... — gagueja Lucy.
— Elas disseram que não queria que a gente tivesse contato depois do que você fez.... — conclui Malcon.
Fico encarando os dois tentando entender o que eles estavam me falando.
— O que tá acontecendo? — pergunta Gio para Brenda.
— Sei lá, mas eu to gostando. — diz Brenda recebendo um tapa da Gio. — Ue, tá interessante e além do mas eu nem gostei desses dois.
Solto um sorriso de indignação.
— Vocês mentem bem...
— Não estamos mentindo... — se justifica Malcon.
— ACHAM QUE EU SOU IDIOTA? — Grito calando qualquer argumento que ele iria usar. — A suas mães me visitaram e quando eu perguntava por vocês elas me diziam que vocês não queriam ir. — APonto para os dois acusatoriamente. — E antes que vocês digam que era mentira delas a atitude de vocês.... Me ignorando... Fingindo qie eu não existo... Eu nunca perdoarei vocês.
— Em... — tenta dizer Lucy
— Nós temos um acampamento para ir não é? — pergunto me virando para Gio e Brenda.
— Sim vamos, tenho dinheiro mortal suficiente para pegarmos um tax, mas ele só vai dar para ir até a estrada de long Island, depois seguiremos a pé por 8 km. — Diz Brenda
— Andar? — pergunta Malcon indignado.
— O que foi? O Gordinho não vai aguentar não? — Zomba ela e Malcon bufa
— Okay, vamos parar de lero lero e seguir caminho. — diz Gio batendo palmas.
Pegamos um táxi rápido, o que é incomum em plena tarde de Manhattan, mas com tanta coisa estranha acontecenram nesse dia que um táxi disponível assim tão rápido é o de menos.
Brenda sentou no banco da frente enquanto Gio, eu e os outros traíras nos esprememos no banco de trás.
Fiquei na Janela e deixei Gio do meu lado pra me separar deles.
— coloquem os cintos. — Adverte Gio.
Todos colocamos os cintos,enos Malcon, tinha que ser esse imbecil.
— Eu não preciso beleza, e não me dê ordens garota.
Eu poderia dar um soco nele agora por ser tão babaca, mas isso não faz parte do plano de ignorar a existência deles.
O resto da viagem foi silenciosa, mas extranha, eu sentia como se algo estava errado e esse errado estava no motorista.
Ele era um cara de meia idade de cabelo bem cortado, mas ele parecia um robô. Olhava fixamente para a estrada, com os olhos arregalados.
— Gente.... Tem algo estranho.... — digo olhando para o motorista.
Assim que eu digo isso o Motorista olha oara a gente de forma estranha.
— Aberração dos deuses devem ser aniquilados.
—Pra quê eu fui dizer isso...
— Mazoque? — pergunta Brenda confusa.
O motorista não responde, ao invés disso ele pisa fundo no acelerador e derrapando com carro fazendo ele capotar.
Todos dentro do carro gritam, inclusive eu, viramos varias e várias vezes até pararmos no encostamento por causa de uma árvore.
Saio do carro toda dolorida e arranhada e vejo que o motorista sumiu.
— Estão todos bem? — pergunto tossindo por causa do fumaça.
Todas saem tossindo e com alguns arranhões, mas faltou um... Malcon.
— Onde está o Malcon? — Lucy pergunta desesperada.
— Alí. — aponta Brenda.
Olho para onde ela aponta e me arrepio com o q eu vejo.
Uma criatura grande horrorosa estava agarrando Malcon pelo pescoço o suspendendo a 3 metros do chão.
Assim que Lucy vê essa cena a garota grita em desespero e por algum motivo muito idiota ela corre na direção do monstro esguelando feito uma retardada.
Malcon para de se debater e sei que isso significa sua morte, fico chocada, ele era meu melhor amigo, estava muito irritada com ele sim, mas caramba, tantas vezes que me diverti ao seu lado, por que caralhos essas coisas estão acontecendo comigo?
— Semideus imundo deve morrer. — ruge o monstrengo que agora vejo que ele tem somente um olho.
Lucy continua a correr na direção do bicho, tento correr atrás dela para impedi-la gritando seu nome, o que é em vão, ela não me escuta.
Ela não tem nem chances contra o ciclope, ele se vira e ruge pra ela lhe dando um tapa com o próprio corpo morto de Malcon e Lucy é arremessada atingindo uma árvore violentamente.
—LUUUUUUCY — Grito seu nome enquanto corro para onde ela está.
Gio e Brenda correm junto, mas elas correm avançando contra o grandalhão, cada um atacando de um lado, Gio com uma espada e Brenda com um chicote muito estranho.
Chego até Lucy e me ajoelho ao seu lado e inclino sobre a garota.
Ela estava mal, tossia e vomitava muito sangue e a lateral de sua cabeça sangrava também.
— Em... — ela tenta dizer chorando.
— Xixi, não fale muito... Vai ficar bem, vai ficar tudo bem. — digo com a voz trêmula, mas acho que estava dizendo isso não para ela.
— Malcon... — ela tenta respirar.
— Eu sinto muito Lucy, ele... Ele... Ele morreu — digo a ela mais trêmula a cada palavra e.... Caramba, eu estou chorando!
— Eme.... Eu sinto.... Muito... — tenta dizer Lucy com muita dificuldade em meio as lágrimas.
— Tá tranquilo cara, tudo bem. — fungo.
— Não, a gente não devia ter... — ela tosse. — A gente ficou com medo, o que você fez... Você ficava assim cada vez mais frequente.... Mas a gente deveria ter te apoiado, sinto...mui...
— tudo bem. — fungo e balanço a cabeça positivamente e ela sorri.
— Pena eu nao saber quem é meu pai... — ela sorri fraco.
De repente um brilho azul surge de sima de sua cabeça, era um tridente dentro de um círculo.
— Tridente.... Algo me diz que é Poseidon...- digo sem muita certeza.
— legal... — ela sorri e depois tenta puxar o ar, mas não consegue.
Seguro sua mão e tento acalma-la, mas não consigo.
Com o passar dos segundos seus apertos em minha mão não são mais constantes e vão se enfraquecendo até que Lucy da seu último suspiro e a vida deixa seus olhos.
— NAOOO LUCY ! — Grito e chacoalho ela.
— Emy, ela se foi, não podemos fazer mais nada. — diz Gio me segurando por trás afastondo-me do corpo da minha ex-amiga.
— Nós sentimos muito Emy... — diz Brenda.
— Sentem muito? POR ACASO vocês SABEM COMO É PERDER ALGUEM? — grito para elas e empurro Gio para longe de mim.
As duas estão cobertas por um pó, o mesmo pó que aquele cachorro virou, e me encaram seriamente.
— Somos semideuses Emy, perder pessoas faz parte de nós, com o tempo você se acostuma com a morte. — Brenda me fala como uma bronca.
Confesso que fiquei envergonhada com a bronca e desvio o olhar delas para que elas não notem nem meus olhos vermelhos pelo choro e nem minhas bochechas se corando.
— E o Malcon? — pergunto.
— Morto também, era de Dioniso. — me fala Gio.
— vamos o acampamento está aqui perto. — Brenda anda na frente.
— É... No final sempre voltam 3. — Gio segue logo atrás.
Será que a isso ser um semideus? Ter que conviver com a desgraça e a dor a todo momento? Eu não queria ser assim, eu realmente não queria.
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