A Lost Soul - Season 2
4 #4 - Esqueça ele e se divirta comigo
Notas iniciais
#4
Esqueça ele e se divirta comigo
Após visitar Blaine, Kurt se sentiu melhor, como se tivesse tirado um peso enorme de suas costas e tivesse também cumprido uma meta. Agora ele se sentia livre por completo. Blaine iria permanecer internado por mais um mês ou dois e depois seria liberado, enquanto Kurt continuaria preso.
Não havia mais motivos para os dois permanecerem juntos, muito menos para Kurt se preocupar. Blaine estaria livre, vivendo sua vida e estaria com um namorado preso? Lógico que não.
— Você está muito pensativo hoje. – Comentou Elliot, fazendo Kurt revirar os olhos.
Os dois se envolveram em uma briga na prisão e Kurt quase matou o mais velho, porém não permitiram que ele fizesse isso. Acabaram colocando os dois presos no lugar onde deveria ser a “solitária”, para que eles pudessem se dar melhor. Tinha apenas uma pequena janelinha naquela cela, e ela era escura tanto de iluminação, quanto em relação a cor dela.
— Vai me proibir de pensar? – Reclamou o Hummel, cruzando os braços ao se virar para Elliot. – Eu já tenho que ficar trancafiado com você, pelo menos pensar acho que ainda posso fazer.
— Ou você pode esquecer esse garoto e aproveitar comigo. Eu posso fazer você esquecer... – Elliot se aproximou de Kurt e o abraçou pelas costas. – Posso fazer você se divertir um pouco...
— Não quero isso! – Esbravejou Kurt. – Eu... eu não sou qualquer um para você simplesmente querer agarrar.
— Qual é, Kurt! Você nunca mais vai sair dessa prisão, talvez nem eu não saia, então por que vamos perder nosso tempo nos odiando? Vamos gastar nosso tempo e energia em outra coisa... – Elliot novamente se aproximou, porém agora com Kurt de frente e o segurou pela cintura com um pouco de força.
— Isso não é uma boa ideia. – Elliot revirou os olhos. – Me desculpa, eu não consigo.
[...]
Blaine já estava muito melhor com o seu tratamento. Claro que para ele aquilo era ridículo, mas o fato de ter sido recompensado por estar indo bem o agradou e muito. Agora ele não precisava mais ficar amarrado na cama, muito menos trancafiado. Deixavam ele passear no pátio com os outros internados, o deixavam almoçar no refeitório e mais outras coisas. Thomas passava praticamente o dia inteiro ao lado de Blaine, sempre cuidando para que o moreno tivesse uma “boa recuperação”, como ele gostava de denominar.
— Bom dia! – Thomas disse ao entrar no quarto de Blaine naquela manhã. – Como vai o meu paciente preferido?
Blaine levantou os olhos na direção de Thomas e riu de canto, logo negando com a cabeça.
— Você não acha que é errado se apaixonar por um paciente? Ainda mais um paciente considerado louco por ter matado uma pessoa? – Perguntou o moreno, se ajeitando na cama. – Caso não se lembre, eu tenho namorado.
— Kurt terminou com você. – Ele disse com cuidado.
— Sim, mas eu não terminei com ele. – Rebateu Blaine. – Eu amo ele mais do que tudo nesse mundo e eu não o trocaria por ninguém. No fundo eu acredito que realmente tenhamos sido feitos um para o outro.
— Isso é ridículo.
— Por que? Dois psicopatas não podem ficar juntos? Só por que somos assassinos não podemos amar? Eu amo ele e ele me ama, é bem simples. – Afirmou Blaine, sorrindo como nunca.
[...]
*FLASHBACK ON*
— Kurt, eu vim até aqui porque você demorou e eu fiquei preocupado. – Blaine foi falando, até que olhou para baixo e viu o corpo de Sebastian. – KURT, O QUE ACONTECEU? PORQUE O CORPO DELE ESTÁ ATIRADO AÍ NO CHÃO?
— Porque eu matei ele.
— Você o que? – Blaine perguntou aflito. Não era possível que aquilo realmente tivesse acontecido.
— Ele me provocou, eu cedi às provocações, ele me irritou e eu o matei. Simples assim. – Kurt disse dando de ombros.
— Então quer dizer que, se eu e você brigarmos e você se irritar comigo, você também vai me matar? – Blaine perguntou chegando mais perto de Kurt.
— Eu mataria a mim mesmo só para não ver você sofrer. – Kurt largou a faca do seu lado e chegou ainda mais perto de Blaine. – Mas eu não consegui simplesmente ficar olhando para ele, sabe? Eu fico pensando no quão ruim para você ele foi e lembro também que, por causa dele, nós precisamos nos separar. Por mais que eu tenha merecido ser preso, e ainda mereço isso, ele não é a melhor pessoa do mundo e só por saber que um dia ele já te magoou, eu perco o foco da minha vida. Eu precisei colocar isso para fora. Me perdoa.
— Você não tem jeito mesmo, né? Você não muda. – Blaine disse rindo, o que acabou assustando Kurt. – Deve ser por esse motivo que eu te amo tanto.
— Que? Você não vai me xingar pelo que eu fiz? Gritar comigo e dizer que não podemos mais ficar juntos? O que houve com você? – Kurt perguntou ainda confuso.
— Talvez eu seja um admirador do seu vício, só isso. – Blaine continuava a rir enquanto falava. – Eu sempre quis entender como sua mente funcionava, deve ser fascinante.
— Você está começando a me assustar de verdade. – O Hummel não teve tempo de dizer mais nada, ele simplesmente foi puxado para um beijo.
Um beijo tão urgente, que ele mal conseguia raciocinar no que estava acontecendo, ele apenas se deixou levar. Mas aquilo estava estranho.
Qualquer instante antes Blaine estaria o repudiando pelo que ele fez, mas agora ele até parecia encantado. Mas encantado pelo que? Pela graça que Kurt achava por matar?
Blaine começou a tentar tirar a roupa de Kurt e foi nesse momento em que ele despertou de seus pensamentos.
— O que está acontecendo, Blaine? – Kurt perguntou ainda assustado. Aquele em sua frente não parecia seu namorado, parecia um alguém totalmente diferente e ele não conseguia distinguir por quais motivos ele estava vendo Blaine dessa maneira.
— Por que se afastou? Eu não fiz nada de errado. – Reclamou o moreno, ignorando completamente a pergunta de Kurt. – Kurt, não se afasta de mim. – Blaine puxou novamente o castanho até ele.
— Me responde. O que está acontecendo? – Blaine se fez de desentendido e Kurt ficou ainda mais irritado. – Minutos atrás você provavelmente estaria aqui dentro fazendo o maior barraco por eu ter matado Sebastian e agora você vem com esse discurso de achar minha mente fascinante? E ainda por cima você começa a me beijar e tentar tirar a minha roupa sendo que a poucos metros de nós tem um morto no chão? Blaine, acorda, eu estou todo sujo de sangue, o chão está todo sujo de sangue. Sebastian está ali atirado no chão, morto.
— E qual o problema disso? Ele mereceu o que aconteceu. – Blaine deu de ombros. – Eu nunca fui a pessoa mais santa.
— Mas você não é um assassino como eu, Blaine. – Gritou Kurt, se afastando bruscamente do namorado. – Você está enxergando bem o que eu fiz? Eu matei Sebastian. Ele não caiu dezessete vezes em cima da minha faca e a faca não parou acidentalmente na minha mão. Eu quis matar ele, não foi algo que aconteceu sem querer. Ele me provocou? Sim, mas eu não o matei só por causa disso.
— Você matou ele porque você quis. Ponto final. – Disse o moreno. – Por que está agindo assim? Você quer que eu faça um escândalo e termine com você? Porque eu honestamente não quero fazer isso.
— Tudo bem, mas você podia pelo menos ter me arrastado para o quarto, não? – Kurt disse encarando o namorado, logo o beijando.
*FLASHBACK OFF*
— Talvez eu devesse ter matado Blaine também. – Pensou Kurt. Ele virou para Elliot, eu estava sentado no chão o encarando. – Vai ficar me olhando muito, ainda?
— Estou perdido na sua beleza. – Riu Elliot. – Já pensou na minha proposta?
Kurt apenas riu e encarou Elliot, logo começando a tirar a sua blusa daquele uniforme ridículo que era obrigado a usar. O Gilbert sorriu da maneira mais safada que conseguiu e se ajeitou no chão, se ajoelhando e andando assim até Kurt, aproveitando para ajudá-lo a tirar aquela calça do uniforme.
Kurt empurrou Elliot contra a parede e atacou seus lábios, se separando dele apenas para tirar a blusa do mesmo e também a roupa de baixo. Elliot pegou Kurt em seu colo e bateu com as costas do mesmo contra a parede.
O Hummel beijava Elliot de uma maneira desajeitada e ele não podia negar que estava gostando daquilo. Com Blaine tudo era sempre na base do amor – mesmo quando não eram carinhosos na cama – e com Elliot estava sendo algo diferente. Diferente de qualquer experiência que o castanho já pudesse ter tido.
Sem nem um pouco de carinho, Elliot encaixou seu membro na entrada de Kurt e o penetrou, sem nem ter uma aprovação do castanho. Mas tão pouco eles se importavam. Ambos queriam e precisavam daquilo.
Elliot estava certo: Kurt nunca mais iria sair daquela prisão, então por que se importar?
O moreno se movia lentamente para provocar, mas logo acelerava a velocidade de seus movimentos. O único problema, é que nenhum dos dois podia fazer muito barulho, se não os guardas iriam ver o que estava acontecendo e separariam os dois de cela. Se bem que, eles não queriam que os presos se juntassem?
Não muito tempo depois, os dois chegaram aos seus devidos ápices e tocaram mais alguns beijos, antes de voltarem a sentar naquilo que chamavam de camas.
— Você acabou de trair seu namorado. – Riu o mais velho.
— Eu não tenho namorado nenhum. – Falou com um pequeno sorriso sombrio nos lábios.
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