A Lost Soul
10 #10 - Mais um para minha lista
Notas iniciais
#10
Mais um para minha lista
– Kurt, eu fico até sem palavras quando eu estou perto de você. Eu apenas tenho vontade de te beijar, te abraçar e nunca mais soltar apenas para mostrar que você é meu assim como eu sou seu. – O moreno fez uma pausa. – Eu não vou ficar me enrolando aqui... Kurt, você, por favor, aceita ser meu namorado?
– Blaine, você tem certeza do que está pedindo? – Kurt perguntou sem acreditar. Ele sabia de seus sentimentos por Blaine e sabia que o moreno também gostava dele, mas a insegurança o assombrava.
– Eu nunca tive tanta certeza na minha vida. – Blaine disse com um sorriso gigante estampado no rosto. – Então... você aceita?
– Se tem uma coisa que eu quero no mundo é me tornar seu namorado. É claro que eu aceito, Blaine. – Kurt disse e recebeu um longo selinho do moreno.
Os dois saíram do restaurante e foram de mãos dadas para o carro. Logo que entraram, se olharam e começaram a se beijar. Um beijo cheio de alegria, provocando sorrisos durante o beijo.
– Tenho mais uma coisa para propor. – Disse Blaine.
– Você não vai me pedir em casamento, vai? – Kurt perguntou, ficando mais pálido que o normal.
– Não. – Blaine disse rindo. – Ainda não.
– Oh, ainda. – Kurt disse aliviado e riu.
– Kurt, você pode pedir umas férias do seu trabalho? – Blaine perguntou animado.
– Dependendo do motivo, posso. – Kurt disse sorrindo bobo. – O que quer fazer?
– Vamos para a França. Passar duas semanas juntos, apenas eu e você. – Blaine disse, passando sua mão pelo rosto macio de Kurt.
– Você é um homem de sorte, porque minhas férias começam na semana que vem e eu vou ter quatro semanas para aproveitar meu namorado lindo. – Kurt disse, recebendo mais um beijo em seguida.
– Então está combinado. Vou cuidar das passagens e reservas do hotel. – Disse o moreno, ainda mais sorridente.
[...]
– Já estamos aqui há dois dias e ainda estou apaixonado por esse lugar. Você não está? – Perguntou Kurt mais do que animado.
– Estou, mas estou mais apaixonado por você, então... – Kurt sorriu bobo e beijou Blaine.
Os dois estavam na França há dois dias e já tinham visitado inúmeros pontos turísticos, os quais todos sonham em conhecer.
O beijo dos dois foi interrompido pelo telefone de Kurt tocando. O castanho revirou os olhos e se distanciou um pouco de Blaine para poder atender.
“Quinn, não tinha hora melhor, não?” – Kurt perguntou e riu.
“O que exatamente eu interrompi? Não quero ficar me sentindo culpada depois.” – A garota riu pelo outro lado da linha.
“Apenas um beijo. Mas o que quer comigo? Aconteceu algo?” – Perguntou Kurt.
“Não, eu só queria falar com você e, como não sei que horas são aí, liguei agora.” – Disse Quinn.
“Já que ligou para conversar, posso fazer uma pergunta?” – A garota murmurou um ‘uhum’ para Kurt. – “Quando eu sei que é a hora certa de dizer que eu amo alguém?”
“VOCÊ AMA BLAINE? EU FICO TÃO FELIZ DE OUVIR ISSO.” – Kurt apenas riu com o entusiasmo da amiga.
“Amo, Quinn, amo.” – Kurt disse observando Blaine, que olhava para as estrelas sorrindo.
“E por que está com medo de dizer isso para ele?” – Ela perguntou confusa.
“Eu não tenho medo de chegar nele e dizer que o amo. Eu tenho medo de ver a reação dele ao ouvir isso.” – Kurt disse ainda observando Blaine.
“Você precisa abrir seu coração, mas só faça isso quando sentir que é o momento. Quando chegar a hora, você saberá.”
Depois de mais alguns minutos conversando com Quinn, Kurt precisou desligar, pois ele e Blaine tinham reserva em um restaurante e não podiam se atrasar.
Os dois chegaram, sentaram e logo viram um garçom se aproximar para anotar os pedidos.
– Bem vindos ao nosso restaurante, o que vão querer? – Perguntou ele com um grande sorriso. Um sorriso direcionado à Blaine.
– Eu quero esse número vinte e oito. – Kurt disse, mas o garçom não prestou muita atenção.
– E o rapaz bonito, vai querer o que? – Perguntou o rapaz para Blaine, fazendo o sangue de Kurt congelar de raiva.
– O mesmo que o meu namorado e, para acompanhar, um vinho que o chefe ache adequado. – Blaine disse, grifando a parte do “meu namorado”. Mas aquilo não havia aliviado a raiva de Kurt. Nem um pouco, aliás. – Kurt, você está bem?
– Ele deu em cima de você de uma maneira descarada e você parece nem ligar para isso. – Kurt disse, esboçando todo seu ciúme.
– Kurt Hummel, o homem incapaz de se apaixonar, está com ciúme? Interessante isso. – Blaine disse rindo, aumentando a raiva de Kurt.
– Quer saber a verdade? Eu estou com ciúme sim. – Confessou o castanho. – Você é meu e ninguém tem o direito de ficar te elogiando. Ninguém além de mim, é claro.
– Kurt, não importa o que as pessoas falam, já que o único que me importa é você. – Blaine disse, colocando sua mão sobre a de Kurt.
Logo os pedidos dos dois chegaram e o garçom novamente ficou cuidando Blaine, que ignorava todos os olhares.
Mas Kurt não ignorava.
– Escuta aqui, você vai continuar olhando desse jeito para o meu namorado? – Kurt perguntou com raiva.
– Os olhos são meus. – Disse o garçom e aquela foi a gota d’água.
– Olha, nenhuma briga aqui é necessária. Só peço que nos deixe jantar. – Ele falou olhando para o garçom e em seguida olhou para Kurt. – Amor, calma.
– Você me chamou de amor. – Kurt disse emocionado, mas logo voltou a ficar sério e irritado.
– E pelo visto nem isso derreteu você. – Blaine disse e os dois começaram a comer.
Cerca de vinte minutos mais tarde, Kurt já havia terminado seu jantar e observava Blaine terminar o seu também. Kurt deu uma desculpa qualquer e saiu da mesa, dizendo que não iria demorar.
O castanho andou até perto do banheiro e procurou pelo garçom, o qual logo achou.
– Tenho uma proposta para você. – Kurt disse provocante.
– E qual seria essa proposta? – Ele perguntou mostrando interesse.
– Você me acompanha para fora daqui e eu te dou os melhores momentos da sua vida. – Kurt disse e o rapaz nem pensou duas vezes, apenas seguiu Kurt para fora dali.
O que ele não sabia, é que antes de encontrar ele por ali, Kurt havia pego uma faca de uma das bandejas que levava os jantares.
*NARRADO POR KURT*
Levei aquele rapaz maldito para fora do restaurante e fui caminhando com ele até chegarmos em uma parte vazia e um tanto quanto escura. Mas eu conseguia enxergá-lo bem e era isso que importava.
Sem nem pensar, empurrei o homem contra a parede e senti algo muito bom por perceber que ele bateu a cabeça.
– O que você estava pensando ao dar em cima do MEU namorado? Uh? – Eu perguntei, botando para fora toda a raiva que estava me consumindo.
– Eu não sabia que vocês eram namorados. – O garoto me disse, mas eu não acreditei.
Ele havia visto nossas trocas de sorrisos e olhares e havia visto também as alianças de compromisso que estavam em nossas mãos. Ele sabia muito bem o que nós somos e talvez seja esse o motivo de ele ter dado em cima de Blaine.
– E ninguém te ensinou que você não deve se jogar para cima dos seus, de certo modo, clientes? Você não faz ideia de com quem está se metendo, sabia? Você parece não ter medo do perigo. – Eu disse ríspido e lhe dei mais um empurrão, porém dessa vez não foi forte o suficiente para ele se bater em algo.
– E que perigo uma pessoa como você pode me oferecer? – Ri da maneira mais cínica ao ouvir aquilo. Ele só podia estar brincando comigo.
– Bom, eu tenho, ou costumava ter, um divertimento muito interessante. Alguns diriam que sou doente, já eu digo que sou um degustador de prazeres nem um pouco convencionais. – Eu disse rindo.
Eu mudei por Blaine, mas, por mais que eu me trate e ele preencha o vazio que eu sinto, eu sinto falta de quando eu podia me divertir sem culpa. Matar sempre foi o meu passatempo preferido.
– E que divertimento é esse? – Ele perguntou e eu ri mais ainda.
– Um bem interessante, chamado “matar pessoas”. Já ouviu falar? – Perguntei cheio de sarcasmo.
– Você é mesmo doente. Como tem coragem de matar um ser humano? – Ele perguntou, me fazendo revirar os olhos.
– Você não deveria ter mexido com o que me pertence, sabia? Se tivesse feito apenas seu trabalho, você seria poupado de uma grande sessão de tortura. Tudo seria bem mais fácil. A culpa disso é apenas sua. – Eu disse e o atirei contra a parede de novo.
O fiz cair sentado no banco que havia ali e o segurei pelo colarinho da camisa, o puxando e o empurrando de novo.
– Se vai me matar, faça isso logo. – Eu ri mais ainda ao ouvir tais palavras e peguei a faca que estava em meu bolso.
– E poupar a alegria de te ver sofrer? Não, não. Seria fácil demais.
Segurei firme a faca e tracei uma linha na coxa direita do garoto, o fazendo urrar de dor.
Ah, quanto mais dor ele sentia e demonstrava, mais prazer eu sentia. A sensação de poder era única e indescritível. Saber que a vida de alguém dependia de mim era o melhor poder do mundo. Eu amava poder decidir se a pessoa sobreviveria ou não.
Mas é claro que ele não iria sair dali vivo, mas isso não significa que eu não posso me divertir um pouco lhe fazendo sentir um pouco de dor, não é mesmo?
Quanto mais dor ele sente, mais vivo eu me sinto.
Cravei um pouco mais fundo na perna dele a faca e ele começou a se debater. Tirei o meu blazer e minha camisa. Eu não iria me dar o luxo de voltar ao restaurante sujo de sangue. Blaine me mataria se descobrisse que eu estava fazendo isso, mas, por mais que eu o ame, não posso viver apenas para a alegria dele, sem fazer o que realmente quero.
Sei que mereço o inferno como destino e, se o inferno realmente existe, é para lá que vou, sem nem pensar, mas mesmo assim eu sinto que preciso fazer isso.
Tirei a faca de sua perna e puxei seu braço, cravando aquela faca e a puxando por toda a extensão do braço dele. Como eu me sentia bem em ver todo aquele sangue escorrendo por ele. Aquele prazer era grande demais.
– Está doendo, querido? – O rapaz mal teve força para assentir. A dor que ele sentia estava o matando. – Pois vai piorar.
Olhei em meu relógio e vi que já estava longe por tempo demais. Eu precisava acabar logo com o que estava fazendo antes que Blaine começasse a desconfiar.
Peguei novamente minha faca e comecei a esfregar ela pelo rosto daquele garoto, descendo aquela lâmina deliciosamente afiada pela garganta do mesmo. Rapidamente um corte profundo estava feito no pescoço dele, por onde o sangue de cor tão linda começou a jorrar para fora.
Agora sim eu me sentia completo novamente, mas aquilo não era suficiente. Aquele corpo ainda seria investigado e poderiam descobrir que o culpado era eu.
Com um pouco de dificuldade, carreguei ele até o forno onde os pãezinhos maravilhosos do acompanhamento eram feitos e o joguei lá dentro. Era mais do que cruel da minha parte, reconheço isso, mas eu não posso deixar que algo estrague a minha alegria de estar ao lado de Blaine.
E se alguém descobrisse o que aconteceu? O que aconteceria comigo?
*NARRADO PELA AUTORA*
Kurt vestiu novamente sua camisa e seu blazer e voltou para dentro do restaurante, andando de volta para mesa e encontrando Blaine quase dormindo em cima da mesa.
– Desculpa a minha demora. Juro que não foi de propósito. – Kurt disse e viu Blaine abrir um lindo sorriso.
– O importante é que está aqui agora. – Ele disse e, por mais que ele não quisesse, Kurt começou a se sentir mal pelo que fez.
Ele havia se puxado tanto para se livrar de seu vício e por culpa de uma insegurança ridícula que fez seu ciúme transbordar ele havia jogado tudo fora. Ele voltou a fazer o que não deveria e sabia que as consequências não seriam nada boas.
– Vamos? – Perguntou Blaine, tirando Kurt de seus pensamentos.
– Vamos sim. – Disse o castanho.
Os dois saíram de mãos dadas, Blaine pagou pela conta e eles foram andando de volta ao hotel, aproveitando a bela visão que tinham da cidade toda iluminada.
Em alguns momentos os dois garotos paravam para poderem se beijar e depois continuavam o seu percurso.
Quando voltaram ao hotel, Blaine bocejava sem parar e Kurt sorriu adorado ao ver o moreno esfregar os olhos de tanto sono que estava sentindo. Os dois chegaram ali havia dois dias, mas Blaine havia dormido pouco.
Aliás, os dois praticamente não dormiram, pois tinham coisas mais importantes para fazer durante as noites.
Quando os dois entraram no quarto, foram tirando os calçados pelo caminho. Blaine sentou em um pequeno banco e fechou os olhos rapidamente, mas pegou no sono e quase caiu. Kurt sorriu mais ainda ao ver a carinha linda que Blaine fez ao abrir os olhos com o susto da quase queda.
– Vem comigo, criança. – Kurt disse brincando e segurou Blaine pela cintura, o levando até a cama do quarto.
Ele largou Blaine lá e começou a despir o moreno, para que o mesmo ficasse mais confortável para dormir.
Ele começou abrindo a blusa de Blaine, distribuindo alguns beijos pelo corpo perfeito que o moreno tinha e depois tirou a calça dele.
Kurt puxou as cobertas e cobriu Blaine, dando um beijo de boa noite nele em seguida.
O Hummel viu que o moreno já dormia tranquilamente e foi tirando sua própria roupa enquanto andava até o banheiro.
Já de baixo do chuveiro, onde uma deliciosa água quente caía sobre seu corpo, Kurt começou a lembrar do que havia feito. Mas agora não adiantava ficar se martirizando ou estar arrependido.
Ele não podia voltar atrás. O que aconteceu não pode ser mudado.
Kurt terminou seu banho e vestiu algo confortável, indo em direção a cama em seguida.
Ele deitou ao lado de Blaine e puxou o moreno mais para si, depositando um beijo na testa do mesmo antes de dizer:
– Boa noite, B. Eu amo você!
Fale com o autor