A Loira Indomável
6 Capítulo 6- "O incrível causo do peixe-dinossauro"
Notas iniciais
Temos uma BIG notícia pra vocês: chegamos ao último capítulo da fic! Buáááááá!!!
Foi tão divertido escrevê-la, mas acabou... :'(
Bom, vamos lá... Espero que gostem!
Sophie aproveitou que nem o pai e nem a irmã estavam em casa e convidou as amigas para um passeio pelo shopping, já que a ideia de ficar completamente só numa manhã ensolarada de sábado não era muito agradável. Após tudo combinado, aprontou-se o mais rápido que pode e encaminhou-se para o paraíso das adolescentes da cidade: o “Mystic Mall”.
As garotas já perambulavam pelo centro comercial há mais de uma hora quando a caçula da família Forbes avistou um garoto de cabelos castanhos e rebeldes, carregado de sacolas.
– Ei Kol! – grita ela, sob o olhar reprovador das amigas, acenando freneticamente para o rapaz.
– Sophie! – diz ele, com um largo sorriso, ao aproximar-se das garotas – Bom te ver por aqui.
– Bom te ver também! Meninas, este é o Kol, meu professor particular. – diz Sophie, com um sorriso – E estas são Emilie – diz, apontando para a garota de olhos verdes e cabelos castanhos e cacheados – e Letícia. – completa, indicando a garota de olhos azuis e cabelos pretos e lisos.
– Prazer em conhecê-las, meninas. – diz Kol.
– Estávamos indo fazer um lanche. Quer nos acompanhar? – a garota loira pergunta.
– Bem... Eu... Ainda tenho de comprar um presente pra minha mãe. – responde ele, timidamente – O aniversário dela é na segunda-feira. Mas... Obrigado pelo convite.
– Tudo bem! Se terminar logo, pode ir nos encontrar no “Cantinho da Pizza”. Emilie tem a irritante mania de mastigar cada pedacinho vinte vezes, o que significa que, na próxima hora, minha localização será aquela mesinha lá no canto. – diz Sophie, apontando para uma das mesas vagas.
– Ok, passo lá depois. – responde ele.
– Então até mais. – diz a garota, afastando-se com as amigas.
– Ah... Sophie! – o garoto chama, correndo atrás dela e tocando seu pulso levemente.
– Sim? – diz ela, fazendo sinal para que as amigas fossem reservar a mesa.
– Bem... Eu... Eu ia passar na sua casa mais tarde, mas já que está aqui... Comprei uma coisa pra você. – diz ele, tirando um embrulho retangular e rosa de dentro de uma das sacolas.
– O que é? – pergunta Sophie, com os olhos brilhando de curiosidade.
Após desfazer o laço e entregar a fitinha nas mãos de Kol, para não ter de jogá-la no chão, a garota tirou de dentro do embrulho dois livros, já um tanto amarelados.
O primeiro era “O Jardim Secreto”, de Frances Hodgson Burnett, e trazia na capa o desenho de três crianças em um jardim, uma delas em uma cadeira de rodas. E o segundo era “Pollyana”, de Eleanor H. Porter, e trazia na capa o desenho de uma garotinha loira com um buquê de margaridas nas mãos.
– Bom... Desculpe se eles não são novos. Não os encontrei à venda na livraria, então tive de recorrer aos sebos. – diz ele – Sei que são livros infanto-juvenis, mas acho que você vai gostar. Foi uma amiga minha que os indicou. Ela disse que eram histórias fofas, nas palavras dela, então acho que combinam com você.
– Me acha fofa? – pergunta ela, curiosa.
– Eu... Bem... – gagueja Kol, corando rapidamente.
– Obrigada pelo presente! – diz Sophie, dando um beijo estalado na bochecha dele – Agora vou lá com as meninas. Até mais. – completa ela, afastando-se.
– Até mais... – murmura ele, levando a mão ao lugar onde a menina o havia beijado.
************
No dia seguinte...
Klaus levantou cedo naquela manhã. Trocou de roupa rapidamente, tomou uma xícara de café, e após escovar os dentes, saiu em direção à casa dos Forbes. Precisava devolver um livro para Caroline antes de ir para a casa do Kol. O rapaz o ajudaria com um dos trabalhos da escola.
Após mais alguns minutos, atravessou o portãozinho já conhecido da casa de Caroline e dirigiu-se à porta, dando três batidinhas.
Pode ouvir a movimentação dentro da residência, e instantes depois, a porta foi aberta.
– Klaus... O que faz aqui? – pergunta Caroline, desconfiada – Não me diga que já está com saudades da Sra. Flowers? – diz ela, com um sorriso sacana.
– Cala a boca Care! – responde ele.
– Educação mandou lembranças, sabia? – diz ela, com as mãos na cintura.
– Bom dia pra você também!
– Sabe... Estou de saída. Portanto, seja rápido!
– Discutindo logo cedo, querida? – pergunta Bill, parando ao lado da filha – Bom dia meu jovem! Entre, por favor.
– Obrigada senhor, e bom dia! – diz Klaus, cumprimentando o dono da casa.
– Você me parece familiar. Nós já nos conhecemos?
– Bem... Sou funcionário do seu mercado, senhor.
– Ah... Mas é claro! – diz o Sr. Forbes – Klaus, não é?
– Isso mesmo, senhor.
– Estamos tomando café da manhã. Gostaria de nos acompanhar? – o homem convida, sorridente.
– Pai! – reclama Caroline, batendo o pé.
– Obrigado pelo convite, mas só passei aqui para devolver isto. – diz o rapaz, tirando um livro de dentro da mochila e entregando nas mãos da garota.
– Onde o achou? – pergunta Care, alisando com carinho a capa do tal livro.
– Bom... Estava sobre uma das mesinhas do asilo. Você correu tanto pra se livrar da minha companhia ontem, ao voltarmos pra casa, que acabei esquecendo de te entregar.
– E que outro livro é esse? – pergunta ela, espiando a mochila descaradamente.
– O livro de história! – responde Klaus – Kol vai me ajudar num trabalho extra que preciso fazer.
– Kol? O garoto que está ajudando a Sophie? – pergunta Bill, curioso.
– Esse mesmo! É um amigão, sabe? – o garoto responde.
– Se precisa de ajuda com história, deveria ter pedido a mim. Sou a melhor da turma nessa matéria. – diz Caroline, convencida.
– Não, obrigado! Lembro nitidamente de como tentou enfiar um livro na minha cabeça, literalmente. – diz Klaus, afagando a cabeça como se ainda pudesse sentir a dor.
– Você acertou um livro na cabeça dele, Care? — pergunta Bill, agora espantado.
– Acertei sim! – responde ela, fazendo bico – E deveria ter batido com mais força! Talvez assim ele pudesse listar os motivos que levaram o mundo à Primeira e à Segunda Grandes Guerras Mundiais.
– Caroline! – o Sr. Forbes a repreende.
– Tudo bem senhor. – diz o rapaz – Pensei que nunca mais me interessaria pela história do Antigo Egito devido ao trauma, sabe? Mas ainda consigo ver graça no lance dos escaravelhos! – completa ele, aos risos.
– Exagerado... – resmunga Caroline.
– Rapaz... Você gosta de pescar? – pergunta Bill – Poderia nos acompanhar.
– Pai, ele não...
– Claro senhor! Eu adoraria! – o loiro responde, animado.
– Então venha. Tome café conosco e depois vamos à diversão!
***********
Após uma viagem de carro de quase uma hora, em que Bill e Klaus conversaram sobre os maiores peixes que já haviam pescado, e onde Caroline bufava a cada nova lorota que eles diziam, o trio enfim chegou ao Lago Caver.
– Enfim chegamos! – diz Bill, ao sair do carro – Lago, doce e úmido lago!
– Pai, o certo é “Lar, doce lar”. – corrige Caroline, girando os olhos.
– Isso é para os peixes, querida! Nós não moramos aqui. – responde ele, aos risos.
– Desde quando o senhor faz piadas? – a garota pergunta, emburrada.
– Acalme-se Caroline, ou vai acabar espantando os peixes com essa cara amarrada. – diz Klaus, rindo também.
– Caroline sabe ficar muito tranquila durante uma pescaria. – diz o Sr. Forbes – E se não se comportar, é só ameaçar usá-la como isca.
– Pai, esquece essa história! Eu tinha só quatro anos. – a garota reclama, brava.
– Que história? – era o rapaz, curioso.
– Bom... – começa Bill, colocando as coisas dentro do barco e acenando para que os jovens embarcassem. Assim que estavam todos acomodados, ele deu a partida e continuou – Care tinha quatro anos quando a trouxe para pescar pela primeira vez, e ela simplesmente não calava a boca e nem ficava quieta. Então, peguei-a pelo colarinho da jaqueta e ameacei colocá-la presa no anzol no lugar da minhoca! Foi um santo remédio, sabe? Ela não deu mais nenhum pio! – completa ele, aos risos, desligando o motor ao chegar ao local desejado.
– Isso não tem graça, sabia? – diz ela, emburrada.
– Tem sim, minhoquinha! – diz Klaus, zoando com a cara dela.
– Fiquem quietos seus chatos! – a loira responde, lançando o anzol na água.
Após algum tempo de completo silêncio, Caroline pode sentir algo puxando com força a linha de sua vara de pesca.
– Eu peguei um! – diz ela, animada, segurando firme – E é dos grandes, pai!
– Solte um pouco a linha filha, ou ela vai acabar...
PLEC!
Bill nem teve a chance de terminar a frase, pois a linha acabou arrebentando, e com o solavanco, a garota se desequilibrou e caiu no lago.
– Eu não... Sei... Nadar! – diz Caroline, debatendo-se.
– Salva-vidas! Socorro! Salva-vidas! – grita Bill, acenando freneticamente em direção à margem do lago.
Sem pensar duas vezes, Klaus atirou-se na água, alcançando Caroline e trazendo-a de volta ao pequeno barco. Após voltar a bordo, o rapaz sentou ao lado dela, preocupado.
– Você está bem? – ele pergunta.
– Acho que... Sim. – responde ela, ainda engasgada com a água – Obr... Obrigada Klaus. – completa, os dentes tiritando por causa do frio.
– Obrigada por salvar a vida da minha princesa, rapaz! – diz o Sr. Forbes, dando um tapinha no ombro dele.
– Não foi nada senhor. Eu não poderia deixar essa pobre criança indefesa se afogar, não é? Vai que os peixes confundem ela com uma minhoca! – diz o rapaz, aos risos.
– Muito bonito! Eu quase morri e você fica fazendo piadinhas. Seu ridículo! – diz Caroline, cruzando os braços.
– Você não ia morrer, garota! Os salva-vidas te resgatariam se eu não estivesse aqui.
– Calado! – ela rosna – Ou derrubo você só pra te ensinar a ficar de bico fechado!
– Pode tentar me derrubar. – responde ele, dando de ombros – Ao menos eu sei nadar!
– Vocês parecem crianças de cinco anos brigando por um cookie! – diz Bill, fazendo os dois pararem de discutir e se entreolhar com cara de poucos amigos.
– Bom, acho melhor irmos embora, ou a loirinha vai acabar pegando um resfriado.
– Boa ideia. – diz o Sr. Forbes, religando o motor do barco e dirigindo-se de volta ao cais – Podemos pegar roupas secas na lojinha que fica aqui perto e comer peixe frito no restaurante que fica ao lado. O que acham?
– Ótima ideia. – diz Klaus – Antes comer peixe do que virar isca! – completa, aos risos.
– Dá pra parar de pegar no meu pé? – pede Caroline, dando um peteleco na cabeça do rapaz – Além do mais, o peixe era enorme... Tipo um peixe-mamute, pra conseguir arrebentar a linha.
– Não, não. É mais provável que tenha sido um peixe-dinossauro, Care. – o rapaz responde.
– Com certeza! – diz a loira, caindo na risada.
***********
Segunda de manhã...
Caroline acabara de estacionar o carro no pátio da escola. Sophie já havia desembarcado e se juntado às amigas, e a mais velha pode ver Klaus se aproximando pelo espelho retrovisor, fazendo um sorriso involuntário brincar em seus lábios.
Desembarcou após desligar o som, e ao trancar a porta do carro, foi surpreendida por um rapaz que acabara de estacionar uma Harley Davidson preta e com detalhes cromados. Sentiu um arrepio involuntário percorrer seu corpo ao reconhecer o motoqueiro.
– Tyler? – murmura ela, olhando-o em choque.
– Olá Caroline! Sentiu saudades?
Notas finais
Bem... Esse capítulo demorou um pouquinho a mais para ser postado. Desculpem! O tempo está um pouco mais curtinho, já que meu brothah voltou a estudar.
Mas tentaremos atualizar o mais rápido possível, ok? Só não nos abandonem.
Até mais...
xoxo
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