-- O que você quer que eu faça com isso? – eu perguntei.

-- Quero que você vista. Vamos, coloque. – ele estava de pé fora do carro, parecia que estava esperando alguém. Estava rezando para que não me raptasse. Mas talvez fosse até bom, assim acelerava o processo. – Ele tá demorando... – ele falou para si mesmo, mas eu pude escutar.

-- Hã? Ele quem? – estava confusa.

-- Ah! Ele tá vindo. – eu estava mais perdia do cego em tiroteio. Ele passou na frente do carro e se sentou do meu lado. – Você ainda não colocou isso? – ele apontou para o agasalho na minha mão.

-- Ah... É pra vestir? – eu falei já o desdobrando e colocando a minha cabeça pelo orifício apropriado. Tinha que fazer tudo devagar.

-- Ai meu Deus viu... Deixa que eu te ajudo. – ele segurou a minha blusa debaixo, encostando sem querer sua mão na minha barriga.

-- Ei! – eu disse tentando colocar o moletom. – Olha onde põe a mão rapaz!

-- Desculpa. Só queria ajudar. – ele se virou para ficar na posição correta e colocou o cinto de segurança. – Você sabe colocar sozinha ou quer a minha ajuda? – ele apontou para o meu cinto.

-- Não preciso de ajuda. Sei me virar sozinha. – ele riu mas eu não achei graça. Queria provar para ele que sei cuidar de mim mesma. Não sei como mas me enrolei toda com o cinto. Olhei para ele, como querendo dizer que precisava da ajuda dele agora.

-- Ah, agora você quer a minha ajuda? – ele precisava esfregar na minha cara? Fiz que sim com a cabeça. Assim que ele terminou que arrumar toda a bagunça que eu tinha feito, a porta dianteira do motorista se abriu e um cara entrou logo depois.

-- AH! INVASORES! SOCORRO, ESTAMOS SENDO ATACADOS! – eu peguei a minha bolsa e comecei a bater no rapaz enquanto gritava de desespero.

-- AI! PARA COM ISSO! TÁ ME MACHUCANDO! PARA! -- o rapaz gritava. Parecia a Terceira Guerra Mundial estava acontecendo ali mesmo, dentro do carro.

-- NITA! NITA! Nita! Se acalma! Tá tudo bem! É só o Liam! – o loirinho pegou as minhas mãos me deixando sem movimento, olhando nos meus olhos. – Tá tudo bem! Ele é amigo. – ele me deixou mais calma, mas ainda não estava à vontade com o invasor. – É só o Liam. – a criatura se virou para trás para me cumprimentar.

-- Prazer Liam. Eu venho em paz. – ele apertou a minha mão e fez aquele sinal de extraterrestre com a outra mão desocupada. Fiquei mais a vontade depois de ter o conhecido. – E qual seria o seu nome? – ele se virou novamente para frente, ligando o carro. O barulho do motor mostrava que era potente.

-- Hã... Er... O meu nome? Hã... – eu estava sem palavras. Apesar de ter me acalmado um pouco, continuava assustada. Distraí-me olhando as ruas, que pareciam estar cheias de pôneis rosa.

-- O nome dela é Anita, Liam. – o loiro fez o favor de me apresentar.

-- Hã... Sim, meu nome é Anita. Mas pode me chamar de Nita.

-- EI! – o Niall me olhou surpreso. – Só eu posso te chamar assim! Liam ache outro apelido pra ela, chame ela como quiser menos Nita.

-- Ok. Mas porq... – o Liam começou a falar, mas eu não consegui ouvir mais nada.