A Little Piece Of Heaven

11 Capítulo 11 - FlashBack


Notas iniciais
:)

Anita’s P.O.V.


– Chamou tia? – perguntei descendo as escadas.


– Chamei sim, Anne. – Truddie era a única pessoa que me chamava assim. – Querida, você poderia colocar o lixo lá fora?


– Ok. Faço isso. – eu disse saindo à lavanderia para pegar o lixo.


– Ah querida! Já ia me esquecendo, – ela interrompeu minha caminhada até a porta – faz o favor de confirmar o convite com os nossos vizinhos? – o sangue congelou nas minhas veias. Não esperava vê-lo tão cedo, não antes do jantar. Eu conseguiria olhar para ele e não me lembrar das cenas de hoje de manhã? Não sei, teria que tentar – Entendeu?


– Entendi tia. – ela mandou um beijo para mim. Fechei a porta e fui até a lata de lixo. Queria saber como eu poderia confirmar o convite sem dar de bandeja. E se não fosse ele que me atendesse? E se eu não conseguisse falar? Quando dei conta, eu já estava prestes a bater na porta. Antes que o meu reflexo e coordenação pudessem perceber, a porta se abriu.


Niall’s P.O.V.


– Tá bom mãe. Entendi tudo. – era a quarta vez que ela repetia minha lista de afazeres. Admito que na primeira vez eu não ouvi nada, mas bastou a segunda para que eu compreendesse. Eu era educado e a respeitava. Ela estava enchendo a minha paciência, mas nunca a xingaria ou ao menos levantaria meu tom de voz com ela. Peguei as caixas de papelão que usamos na mudança e fui em direção à porta, mas a minha passagem foi bloqueada.


– Ah! Er... Hã... Oi. – ela disse mais vermelha do que eu quando tomava sol no verão. Ela rapidamente abaixou a mão, que estava levantada, preparada para bater na porta. Ela era muito tímida, dava para perceber que ela não se sentia a vontade com outras pessoas.


– Bom dia Anita! Como vai? – eu também era tímido, mas a vontade de conversar com ela era maior. Eu perguntei, tentando ser o mais gentil possível.


– Hã... Bom dia Niall. Eu vou... Bem. E você? – ela corou levemente e sorriu.


– Vou bem também. – Legal, acabou o assunto. – Quer entrar? – foi a primeira coisa que eu consegui pensar.


– Hã... Não precisa não. – ela respondeu envergonhada. E o assunto acabou novamente.


– O que faz fora da cama tão cedo? – perguntei.


– Tarefas domiciliares. – ela deu de ombros. – E parece que eu estou te atrapalhando.


– Que isso, imagina. Só preciso jogar essas tralhas fora. – caminhei até o lixo, acompanhado por ela.


– Ah, então... Eu vim encher seu saco porque a minha tia pediu pra perguntar se tá confirmado o jantar de hoje.


– Ah sim! O jantar! Está confirmado.


– Ah! Te vejo mais tarde então.


– Até! – e então ela foi em direção à sua casa. A ficha ainda não tinha caído. Eu tenho um jantar para ir! E ela vai estar lá!