A Little Piece Of Heaven
10 Capítulo 9
Notas iniciais
* Primeiramente queria me desculpar por passar tanto tempo sem postar algo, é que estou sem tempo agora com as provas da escola e tudo mais, então não poderei mais postar todos os dias, peço que me compreendam.
* Segundo, gostaria de agradeçer o carinho que vocês têm dado para essa fic. Obrigada mesmo pessoal! Eu amo os reviews e sugestões de vocês.
* Aviso novamente: Leitores fantasmas apareçam!
*Estou com ideias para duas novas fics, se tiverem interesse em saber mandem mensagem privada ou perguntem nos reviews.
* Esse capítulo era para ter mais coisa, mas como percebi que acabaria levando bem mais tempo para postar eu resolvi postar logo mesmo.
* Desculpem qualquer erro, estou super cansada e não consegui revisar direito, sei que ficou meio confuso.
Vou parar de falar aqui kkkkk Boa leitura ;*
* leiam as notinhas *
McKenna se despediu de Julliet e foi andando de volta para sua casa por um caminho mais longo, ela queria pensar um pouco na vida, para ser mais precisa em Arin. Julliet realmente estava certa, McKenna gostava de Arin e ela queria que algo acontecesse entre eles, mas como?! Essa pergunta não saía de sua cabeça, ela pensou em várias maneiras de como contar ao menino o que ela sentia, desde as mais românticas até as mais idiotas. Perdida nesses pensamentos ela foi andando distraída pelo caminho que já conhecia de cor até chegar em casa.
Ao chegar, largou a mochila no sofá e foi para a cozinha ver alguma coisa para comer, pegou um copo de suco de laranja e fez um sanduíche, depois foi para a sala fazer os trabalhos que valiam ponto. Ela ligou a TV da sala em um canal de músicas, sentou-se no chão em frente à mesa e espalhou seu material.
Ela estava tão entretida com a música que estava tocando e ao mesmo tempo, tão concentrada em suas tarefas que nem viu seu irmão chegar. Ele chegou por trás da menina dando um abraço apertado nela e um beijo em sua bochecha.
- Fala aí tampinha.
- Tampinha seu cu! – Ela esbravejou — Eu já cresci mais um pouquinho ok? – Ela completou com uma vozinha doce e arrematou com um pequeno bico.
- Ai que fofa! – Ele riu – Se enxerga menina, você não vai crescer mais.
McKenna se limitou a somente mostrar o dedo médio ao irmão e a ignorá-lo o que fez com que ele começasse a rir cada vez mais e mais alto e implicasse cada vez mais com ela.
Ele foi até a cozinha e pegou duas garrafas de cerveja, entregou uma a irmã, sentou-se no sofá e começou a beber a outra.
- Ei, já sabe né? Nunca te dei bebida, faço de tudo para você não pôr álcool na boca antes dos 18.
- Claro, você é meu graaande exemplo Brian. – A menina disse sarcástica.
- É sério, se descobrem que te deixo beber e ficar chapada tenho até medo do que a sua mãe pode fazer comigo.
- Relaxa, eu só bebo aqui seu idiota, tenho amor a minha vida.
- Menina esperta. – Brian riu e ele baixou os olhos para finalmente reparar no que McKenna estava fazendo. – Tá dedicada esse ano hein!
- Aham, fiquei traumatizada com o ano passado. – Eles riram.
- Ei que desenho é esse? – Disse Brian pegando uma folha e a observando.
- Ah eu queria te contar sobre isso, conheci uma menina hoje, ela é super talentosa como dá pra ver pelo desenho, eu comentei com ela sobre vocês estarem precisando de alguém para pintar o painel e perguntei de ela podia, ela aceitou, só está esperando vocês dizerem que sim para ir lá começar a pintar.
- Nossa, ela é talentosa demais mesmo! Posso levar o desenho para os meninos? Eu já ia passar no bar mesmo, ligue para ela e a mande ir para lá começar que vou passar e deixar o modelo.
- Tudo bem.
- Valeu maninha, você é a melhor! – Ele se levantou e bagunçou o cabelo de sua irmã que o xingou, ele se limitou a rir e ir para o seu quarto.
Ele terminou de beber sua cerveja e a largou em cima da escrivaninha, ele sentou-se na cadeira e observou melhor o desenho.
Era feito a mão livre, os traços eram bem precisos pareciam que foram planejados exatamente onde estariam. Após parar de reparar nos detalhes ele foi olhar a imagem do desenho em si. Ali no papel estavam retratadas duas crianças, um menino e uma menina, eles estavam se abraçando, a menina estava de costas e só dava para ver um pedaço do rosto do menino, eles estavam em um jardim e havia o pedaço do que parecia ser uma casa ao fundo. O que prendeu a atenção de Brian foi o que estava na mão do menino, de uma das mãos que estavam nas costas da menina pendia um pequeno penduricalho. O pequeno pingente estava preso entre dói dedos do menino tinha formato de coração.
Não sabendo bem o porque ao perceber esse detalhe os olhos de Brian se arregalaram e ele sentiu se corpo se arrepiar levemente, uma sensação estranha o invadir lentamente. Ele balançou a cabeça como que se para afastar todas as sensações, mas algo dentro dele continuou inquieto.
Brian tomou um banho e trocou de roupa, colocou um jeans escuro, camisa preta e sua jaqueta de couro, bandana e por cima o boné. Pegou o desenho e saiu de casa.
***
- Então é só ir para lá já está tudo certo!
- Tudo bem, estou saindo daqui agora!
- Tchau e boa sorte lá.
- Obrigada, tchau.
Julliet desligou o telefone e começou a pular de alegria, tinham aceitado que ela trabalhasse na pintura do painel. Ela pegou sua mochila com seus materiais, tomou um banho e colocou uma regata velha e rasgadinha e um de algodão curto e preto, ela preferia usar roupas curtas porque ela se movimentava muito e assim não sentiria calor, para não sair na rua vestida quase indecentemente ela colocou uma calça combate preta e um casaco de moletom e foi em direção ao bar.
Chegando lá ela entrou e foi em direção ao balcão.
- Oi, eu gostaria de falar com o gerente, eu sou a menina que vai pintar o painel do show de sábado.
- Oi, já estávamos esperando por você, vou lá chamá-lo. Quer beber alguma coisa.
- Hm... duas doses de absinto e uma dos... me vê logo toda a garrafa de vodca.
- Eita! Tá bom então! – O barman se virou e pegou tudo que ela tinha pedido e depois se retirou para chamar o gerente.
Julliet virou as doses de absinto uma atrás da outra e acendeu um cigarro enquanto esperava o garçom voltar.
- Julliet?
- Sim.
- Sou Drake. –Ele estendeu a mão para cumprimentar a menina que a pegou. – Venha vou lhe mostrar onde estão as coisas.
Ele foi andando por um corredor que havia ao lado do balcão, que passava por trás do palco levando para onde ficava uns camarins, a sala de administração, os vestiários dos funcionários e o armário de limpeza, o corredor terminava se abrindo em um grande galpão, onde todos os materiais que eram usados nas apresentações da semana ficavam guardados, o galpão era ligado ao palco por um outro corredor, esse maior que o outro para a passagem dos instrumentos e cenários.
- Aqui estão os materiais e escadas e tudo mais, se faltar algo ou precisar de mais, só avisar que mandaremos comprar para você.
- Tudo bem, obrigada.
- Por nada, fique à vontade.
Julliet pegou seu rádio portátil e conectou o pendrive com as suas músicas e colocou em um volume bem alto, terminou de tragar seu cigarro e tirou a roupa que estava por cima, ficando somente com o shorts e a camiseta velha e rasgada. Ela observou o painel que já tinha esboçado a lápis os contornos do desenho, nele estavam esboçados o que parecia ser o nome da banda no topo, um carro conversível com vários homens e mulheres dentro em algum tipo de estrada, do carro saíam enormes asas de morcego e haviam vários outros voando em volta.
Não que o cenário estivesse ruim, pois não estava, mas Julliet achou podia ser modificado e ficar bem melhor, mais sombrio trazendo uma atmosfera mais intensa. Ela pegou seu bloco e esboçou muito levemente o desenho atual e veio forçando esboçando o novo por cima, aproveitando ao máximo os traços já existentes.
Ao terminar Julliet ficou muito mais do que satisfeita com o resultado e pouco se importava se tinha ou não a autorização da banda para mudar o cenário, ela tinha certeza de que ou eles iram amar ou então a matariam lentamente. Ela arrancou a folha do caderno e se levantou procurando seu pedaço de carvão para marcar os novos traços por cima dos antigos. Ao terminar Julliet já estava suada e toda manchada de preto, o que fazia parecer que ela era um dálmata. Ela então foi até onde se encontravam as tintas e percebeu que as cores eram muito vivas e luminosas, bem diferente do que ela imaginara que encontraria, resolveu então misturar as tintas no próprio painel para obter cores e efeitos.
Ela levou duas latas de tinta para perto do painel, mergulhou cada mão e um pedaço do braço em cada lata e depois levou até o painel, borrando e formando diferentes tonalidades, necessárias para que o espaço fosse sendo preenchido.
Nessa hora ela sentiu uma sensação gostosa a invadir, ela adorava o que fazia, era como se nessa hora todos os problemas dela sumissem, como se eles fluíssem para fora de seu corpo diretamente para o que estava fazendo, tornando o resultado mais intenso e verdadeiro. A menina usava sua mão como pincel, traçando até mesmo os pequeninos detalhes com precisão, ela já começava a suar, usava seu braço para se enxugar e acaba se sujando de tinta, em pouco tempo ela já estava coberta com tintas e suor, tornando sua aparência irreconhecível, o rosto e os cabelos estavam cobertos por uma grossa camada de tinta, o resto do corpo também estava manchado, mas por respingos ou então pela menina ter se limpado nas roupas e pernas.
Ela terminou de pintar um pedaço do painel, exausta, sentou-se em cima de uns caixotes e a tomar a sua garrafa de vodca, Julliet fechou os olhos e deixou ser levada peal música enquanto bebia, ela adorava a mistura das sensações que a música, a bebida e a pintura provocavam sobre ela, eram... indescritíveis. Ela fechou os olhos, deitou por cima do caixote para esticar as costas e se deixou flutuar por um tempo para longe dali. Inesperadamente sua “viajem” foi interrompida.
- O QUE VOCÊ FEZ?! – Gritou uma voz.
Notas finais
Beijos e até o próximo meus amores! ;*
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