A Little Piece Of Heaven
3 Capítulo 2
Notas iniciais
PS: Nesse aqui o Jimmy já apareçe. *o*
Boa leitura.
Ela estava no avião, sentada em sua poltrona junto à janela, colocou os fones no ouvido e ficou observando as luzes da cidade irem se acendendo aos poucos. Tudo lá de cima era tão lindo! Ela não podia acreditar que iria deixar tudo aquilo para trás. Ao som das músicas pesadas de seu celular, ela viu as luzes ofuscantes darem lugar a escuridão do interior. Após algum tempo caiu no sono – bem pesado por sinal – e acordou somente quando o avião estava prestes a pousar, só de olhar pela janela ela já havia percebido que as diferenças eram enormes, a começar pelo clima, em Nova York era bem mais fresco.
Ela e seus pais pegaram as malas, se dirigiram a um taxi que foi os levando até um hotel onde passariam a noite. Sim, dava tempo deles irem direto para o destino final, mas John e Tess –pais de Julliet – optaram por descansar o resto do dia, não queria sobrecarregar Julliet com tudo que estaria por vir.
Julliet ficou em um quarto separado para que ela pudesse ter privacidade e poder descansar a vontade, ela deu um beijo na bochecha de seus pais, entrou no quarto, tomou um longo e relaxante banho e se largou na cama e apagou até a manhã do dia seguinte.
— Julliet meu anjo, se arrume para irmos. Se quiser ir no mercado aqui perto para comprar algo vá logo, o resto do trajeto levará pouco mais de uma hora, sua mãe e eu queremos ir logo para dar tempo de você ver o lugar todo ainda hoje.
— Tudo bem pai. – ela se levantou e deu um beijo na testa de seu pai – Bom dia. – disse ela num tom sonolento, ela parecia um zumbi quando acordava, só melhorava depois de um bom banho e de fumar um cigarro em paz.
— Bom dia filha. – John se levantou da cama e saiu do quarto.
Julliet tomou um banho demorado, pois havia lavado a cabeça, vestiu um jeans de lavagem escura surrado e uma camiseta preta com seu all star de mesma cor, pegou dinheiro com seus pais e foi até uma lojinha que havia ali perto.
Obviamente o primeiro lugar ao qual ela se dirigiu foi a estante onde se encontravam os cigarros, ela chegou bem perto e começou a procurar pelo qual ela gostava, ela foi cada vez mais subindo o olhar até perceber que eles se encontravam na ultima prateleira. ‘Ótima hora pra ser baixinha Julliet’ pensou ela.
A menina ergueu-se apoiada na prateleira que estava próxima ao chão, rezando para que ninguém a visse ou pior, que a prateleira se soltasse e virasse com ela ali. Ela com todo cuidado se esticou e tentou alcançar as caixinhas. ‘Porque essa merda tá no fundo da prateleira, cassete?!’ ela resmungou para si mesma. Ela paralisou ao perceber que ao seu lado havia uma pessoa parada a encarando ‘Pronto agora fudeu de vez, deve ser o dono pronto pra me expulsar daqui’ ela pensou e virou o rosto para o lado a fim de encarar quem quer que fosse que estivesse ao seu lado.
— Sim?
— É tá precisando de ajuda aí?
— Acho que sim.
— Qual que você quer?
— Marlboro preto.
— Ah claro, porque não pensei nisso antes. – ele falou mais para si mesmo do que para Julliet.
A menina ficou olhando estática o cara que estava a ajudando, ele era um verdadeiro poste! Alto pra caramba e magricela, seus cabelos eram pretos e a pele bem branca, quando ele voltou a encará-la percebeu que seus olhos eram azuis, na opinião de Julliet ele era bem gatinho. Ele voltou com uma caixinha nas mãos e a entregou.
— Prontinho.
— Ér... pode pegar mais umas três por favor? – ela pediu meio envergonhada.
— Eita, isso tudo é só pra você? – ele falou rindo.
— Na verdade é sim. – Julliet riu também, não teve como evitar.
— Nossa, já vi que gosta da coisa.
— Pode-se dizer que sim, mas é mais pra ter de estoque, meus pais estão me carregando pra não sei aonde, não sei quando nem quanto tempo vai levar pra chegar, tenho que estar preparada. – Ela disse e logo após se arrependeu, é engraçado como se acaba soltando informações para estranhos, ela tinha que parar com essa mania.
— Ué, como pode viajar e não saber pra onde tá indo?
— Na verdade estou me mudando, eu não queria sair de onde morava e meus pais não querem me contar para onde vamos, minha mãe disse que nasci nesse lugar, mas eu não lembro que lugar é esse.
— Entendo. De qualquer jeito, você vai acabar gostando daqui independente de onde você vá ficar. Bem vinda à Califórnia! – ele disse isso e me entregou as outras três caixinhas.
— Obrigado.
— Por nada. Ahn, sou o Jimmy e você?
— Julliet.
— Espero mesmo que goste daqui Julliet – Jimmy olhou para trás de Julliet e sua expressão mudou, ele ficou...agitado, de um jeito estranho – Ahn, já volto. – dito isso ele se retirou rapidamente.
— Tudo bem.
Ela voltou a pegar as coisas que queria: cigarros, isqueiro, uns doces e uma garrafa de wisky. Se dirigiu ao caixa e pagou tudo, ao sair da loja se deparou com Jimmy conversando – parecia mais que estava discutindo – com um cara, o olhar de Jimmy se voltou para ela, ele abriu um sorriso e acenou, o cara que estava com ele se virou e o seu olhar cruzou com o de Julliet, ela logo desviou rapidamente sem reparar em nada na aparência dele. Ela seguiu seu caminho e depois de um tempo olhou para trás novamente e viu que haviam mais pessoas junto dele, eram um grupo de cinco pessoas agora.
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